Saúde Bucal no SUS é tema em Congresso de Odontologia

04/10/17 às 18:00 AEN
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Com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, o Paraná recebe até a sexta-feira (06) o 13º Congresso Internacional de Odontologia do Paraná (Ciopar). A abertura do evento ocorreu nesta quarta-feira (04) no Expo Unimed Curitiba com a presença do secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto.

“Desde sempre apoiamos e participamos de congressos, pois é uma oportunidade de ouvir sugestões, críticas e elogios sobre o nosso trabalho, principalmente na área de odontologia, que valorizamos em toda nossa gestão com a criação da Rede Estadual de Saúde Bucal”, destaca Caputo Neto.

O congresso, que acontece a cada dois anos, terá a presença de profissionais que se destacam nos cenários nacional e internacional da odontologia e o público deve chegar a 3,5 mil participantes. O Estado possibilitou a presença de 200 profissionais da Atenção Primária e Atenção Secundária das 22 Regionais de Saúde.

“Essa é mais uma das várias parcerias que já fizemos com o governo. O Paraná está à frente no cenário da odontologia pública e promover esse tipo de atividade é uma ferramenta extra para enriquecer ainda mais o trabalho desenvolvido aqui”, comenta o presidente da Associação Brasileira de Odontologia no Paraná, Celso Russo.

SAÚDE PÚBLICA

Paralelamente ao XIII Ciopar, também é realizado o Encontro Paranaense de Administradores e Técnico em Saúde Pública Odontológica (Epatespo) na quarta e quinta-feira (04 e 05), coordenado pela Secretaria da Saúde. De acordo com o presidente do Conselho Regional de Odontologia do Paraná, Aguinaldo Farias, a odontologia tinha uma atenção quase que exclusiva à iniciativa privada, mas esse paradigma foi quebrado.

“Hoje o perfil do egresso do curso superior de odontologia é muito mais voltado à prestação de serviço à comunidade do que ao serviço privado e precisamos prepará-lo para isso. Essa formação fica muito mais fácil com uma Secretaria de Saúde participativa na odontologia como temos atualmente. Essa mesma acessibilidade foi o que proporcionou os grandes avanços políticos para a área”, diz.

INVESTIMENTOS

Desde 2011, o Governo Estadual investiu muito na Rede de Saúde Bucal. Entre os investimentos mais recentes estão R$ 9 milhões para a construção da nova clínica odontológica da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A estrutura de cerca de 5 mil metros quadrados estará disponível para pacientes e acadêmicos do curso de Odontologia até o final deste ano.

A clínica odontológica da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) também está quase pronta. Com um investimento em torno de R$ 7 milhões, o novo prédio vai abrigar laboratórios, consultórios e demais espaços para aulas práticas do curso recém-criado na universidade. Além destes, as universidades estaduais de Ponta Grossa e Cascavel tiveram investimentos voltados à odontologia. A Universidade Estadual de Maringá será a próxima contemplada.
As Unidades de Saúde construídas com recursos estaduais recebem um kit com os componentes odontológicos, entre eles, cadeiras, mocho e compressor para que também ofereçam serviço de odontologia na Atenção Primária. Já na Atenção Secundária, os novos Centro de Especialidades terão os Centros de Especialidades Odontológicas, locais de referência para atendimentos especializados da área.

HUMANIZAÇÃO

Além das estruturas físicas, o Governo do Paraná também investe na capacitação profissional. Os 200 profissionais que atendem pelo SUS no Paraná e participam do Encontro Paranaense de Administradores e Técnico em Saúde Pública Odontológica terão uma programação diversa que impactará no serviço prestado no Estado.
O professor do Departamento de Odontologia Social da Universidade de São Paulo, Celso Zilbovicius, é um dos palestrantes do Encontro.

Ele fala sobre Acolhimento e Humanização na Odontologia. “É muito pertinente a secretaria trazer essa reflexão. A ideia é abandonar o modelo clássico da odontologia e fazer com que aceitem o grande desafio do SUS que é tirar o foco da doença e colocar o foco na pessoa. É preciso enxergar que em volta de uma boca tem um ser humano que requer um cuidado integrado em saúde”, destaca.

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