Brasil e 11 países pedem a Maduro respeito à lei em eleição na Venezuela

05/10/17 às 19:58 Folhapress
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo do Brasil e de mais 11 países das Américas pediram nesta quinta-feira (5) às autoridades da Venezuela que respeitem a Constituição e a lei nas eleições para os governos estaduais, marcadas para o próximo dia 15. O chamado Grupo de Lima exortou o regime de Nicolás Maduro e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), formado por aliados do ditador, a "agir no âmbito de suas funções, com total transparência, imparcialidade e objetividade". Para eles, é necessário "garantir a livre participação de todos os candidatos, incluindo o direito de substituí-los de acordo com a lei e que este processo seja realizado com pleno respeito pelo voto livre, secreto, efetivo e universal." A frase alude à demora do CNE em alterar postulações da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), apresentadas separadamente pelos partidos porque o prazo de inscrição vencia antes das eleições primárias. Depois da votação, em 10 de setembro, as siglas perdedoras requereram sua associação com o candidato único da coalizão, mas não foram atendidos pelo órgão eleitoral até esta quinta, limite para as alterações de chapa. Se os pedidos não forem deferidos, todos os concorrentes, incluindo os que abriram mão de concorrer, apareçam na urna eletrônica. Para os antichavistas, trata-se de uma ação do regime para elevar o número de votos nulos. Por isso, a MUD tem recomendado aos eleitores que vejam a foto e o partido do candidato para votar corretamente. Também reforçaram o chamado às urnas, para que uma alta abstenção não beneficie os chavistas. OBSERVADORES No comunicado, o Grupo de Lima também defende a participação de observadores internacionais, "o que permitirá que seus resultados sejam um reflexo fiel da vontade popular e tenham a legitimidade necessária." "Finalmente, fazem chamado a que a população venezuelana possa exercer seus direitos e votar no dia 15 de outubro em eleições realizadas sem interferências e de modo pacífico em todo o país." Maduro se recusa a permitir monitores de organizações independentes. Na eleição para a Assembleia Constituinte, em julho, a única missão participante era composta, em sua maioria, por aliados internacionais do regime. Além do Brasil, pertencem ao grupo Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, com governos críticos ao chavismo e que não reconhecem a Constituinte chavista.
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