‘Impróprio’

10/10/17 às 00:00 Ivan Santos com colaboração dos editores do Bem Paraná
(foto: Franklin de Freitas)

Vereadores da bancada evangélica da Câmara Municipal, Thiago Ferro (PSDB) e Osias Moraes (PRB) criticaram, na sessão de hoje, a suposta existência de imagens com nudez “explícita” da exposição “Imagem em profusão – Intersecções da colagem expandida”, que integra a Bienal de Curitiba realizada no Museu Municipal de Arte (MuMA), no bairro do Portão. Segundo Ferro, que exibiu em plenário fotografias da mostra consideradas por ele “impróprias”, a Fundação Cultural atendeu seu pedido e sinalizou a sala como desaconselhável a menores de 18 anos.

‘Pornografia’
Para o vereador do PSDB, as mostras culturais“em algumas situações têm passado do limite e do bom senso”. Já Moraes afirmou que dessa natureza não trazem benefício algum. “Não podemos permitir que crianças e adolescentes sejam dessa forma atingidos. Estou vendo que pornografia virou arte”, disse. Na semana passada, o mesmo vereador já havia criticado a performance “La Bête”, realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) pelo bailarino e coreógrafo Wagner Schwartz – que, para Moraes, pode ser considerada um “ato pedófilo”.

Critérios
Thiago Ferro protocolou, na última sexta-feira, pedido de informações oficiais ao município sobre a exposição. Ele quer saber se as obras foram visitadas por escolas municipais (se sim, por quais); quais os critérios de faixa etária adotados para a mostra; se existe uma pessoa responsável pela recepção dos visitantes e, consequentemente, por informar sobre a restrição de idade; e se houve divulgação para os equipamentos da rede pública de ensino (se sim, por qual meio).

Empréstimo
Os vereadores aprovaram ontem, o empréstimo de R$ 30 milhões da Agência de Fomento do Paraná à prefeitura. O dinheiro, segundo Executivo, será usado na recuperação de 47 quilômetros de vias da cidade.

Repúdio
Os deputados estaduais aprovaram ontem nota de repúdio a carta pública divulgada pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) e outras 27 entidades de classe da região dos Campos Gerais, manifestando apoio ao general Antonio Hamilton Mourão. Em palestra em setembro, em Brasília, Mourão afirmou que as Forças Armadas estrariam preparadas para promover uma “intervenção militar” no País caso o Judiciário não resolvesse “o problema político”, referindo-se aos escândalos de corrupção.

Autoritarismo
Líder da bancada de oposição, o deputado Tadeu Veneri (PT) disse que a manifestação da ACIPG e outras entidades é muito grave. “A publicação desta carta, além de infeliz, é gravíssima. A sociedade tem o dever se unir e combater, com ações, todo tipo de autoritarismo”, afirmou. O líder do governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), fez questão de manifestar apoio à nota. “Felizmente, o Exército Brasileiro é dirigido por patriotas que não se deixam levar pelas viúvas da ditadura”, apontou Romanelli.

Respeito
Deputado com base eleitoral em Ponta Grossa, o primeiro-secretário da Assembleia, Plauto Miró Guimarães (DEM), porém, fez ressalvas à manifestação dos colegas. “Concordo em quase tudo naquilo que foi colocado pelas entidades representativas dos Campos Gerais”, disse ele. “Tem que se respeitar segmentos que representam o setor produtivo”, alegou Plauto. Apesar da discordância, a proposta foi aprovada em votação simbólica, por unanimidade.

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