Militares

17/10/17 às 00:00
(foto: Franklin de Freitas)

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), divulgou artigo em que voltou a criticar carta pública da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) e outras 27 entidades dos Campos Gerais, em apoio ao general Antônio Hamilton Mourão, secretário de Finanças das Forças Armadas, que declarou apoio a uma intervenção militar no país. “Em vez de defender intervenção militar, creio que está mais do que na hora dos empresários começarem a refletir sobre a complacência e a omissão que vem mantendo em relação às revelações das investigações de corrupção no país. Corrupção no Brasil é muito mais ampla e complexa do a que se vê por meio da operação Lava a Jato”, disparou Romanelli.

Retrocesso
Para o líder governista, os escândalos de corrupção na política não podem servir de pretexto para retrocessos. “A indignação com a crise política, especialmente com a corrupção, não pode levar o país de volta ao obscurantismo e truculência da ditadura militar, mas sim estimular o aperfeiçoamento de nossa democracia”, defende o parlamentar.

Condenação
A Justiça de Araucária (região Metropolitana de Curitiba), condenou o ex-prefeito Rui Alves de Souza, pelos crimes de concussão, organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Ele era vice e assumiu o cargo em 2016, após a renúncia do titular. Também foram condenados quatro ex-secretários (de Finanças, Governo, Meio Ambiente e Obras Públicas e Transportes), o então procurador-geral do município e o responsável por articular os crimes.

Delação
As condenações ocorreram no âmbito da operação “Fim de feira”, deflagrada em dezembro de 2016 pelo Ministério Público. A operação investiga crimes praticados contra a administração pública de Araucária. O ex-prefeito, o ex-secretário de Meio Ambiente e o articulador dos delitos estão presos preventivamente. O ex-secretário de Finanças realizou acordo de delação premiada com o Ministério Público, atuando como colaborador das investigações.

Privilégio
O ex-prefeito de Quatro Pontes (região Oeste), Silvestre Kuhn, foi condenado pelo Tribunal de Contas a devolver R$ 80 mil aos cofres do município. O motivo da punição foi a concessão irregular de empréstimo a uma indústria de rações, sob o pretexto de gerar empregos e fomentar a economia local. Além da devolução de recursos, Kuhn deverá pagar multa de R$ 1.450,98. O valor a ser ressarcido pelo ex-prefeito corresponde a 20% dos R$ 400 mil emprestados, em 2006 e 2007, pela prefeitura à empresa Becker’s Indústria de Nutrição Animal.

Facilidade
O TCE concluiu que o incentivo concedido à empresa violou os princípios constitucionais da isonomia e da impessoalidade na seleção do projeto a ser beneficiado com dinheiro público. O empréstimo à indústria de rações foi autorizado em leis municipais. O montante foi repassado em duas parcelas de R$ 200 mil, nos anos de 2006 e 2007, com condições de pagamento facilitadas: taxas de juros baixas e carência de sete anos, a partir dos quais o pagamento seria feito em parcelas mensais, ao longo de dez anos.

Recesso
A chefia da Casa Civil do governo divulgou, no Diário Oficial do Estado, o período de recesso de fim de ano do funcionalismo público. Estabelecido entre 26 a 29 de dezembro, os funcionários retornam ao expediente na terça-feira, dia 02 de janeiro de 2018. A Secretaria de Educação (Seed) deve publicar resolução específica nos próximos dias.

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