O mundo nas mãos dos usuários

18/10/17 às 00:00 Anselmo Martini

Ao mesmo tempo em que começou a transformação digital pela qual passamos, o perfil do consumidor foi mudando e trouxe novos parâmetros para as relações "cliente-empresa". Além disso, os processos de compra e venda também sofreram drásticas alterações.

O consumidor está mais conectado e ávido por inovações e tendências. De acordo com dados da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), no primeiro semestre de 2017 foram comercializados 5,22 milhões de televisores no país, do total 68,2% correspondiam a Smart TVs. Esse foi o maior percentual já alcançado pela modalidade e há uma perspectiva de responder por mais de dois terços do total de televisores vendidos no ano.

A procura por Smart TVs tem aumentado nos últimos dois anos, pois as pessoas começaram a usá-la como um meio para assistir as plataformas on demand. E os fabricantes, atentos a esse comportamento, passaram a desenvolver sistemas mais velozes, multitarefas e simples de usar.

É fato que o formato tradicional de televisão não é o que se adequa às Smart TVs. Elas contam com uma plataforma que oferece cada vez mais ferramentas e por possibilitar a customização das entregas, garante maior interatividade com o espectador, que não consome mais conteúdo de maneira passiva. Ele tem voz própria, busca apenas o que lhe interessa, marcas que correspondam as suas expectativas e, mais do que uma simples compra, o consumidor procura por experiências. E é isso o que as televisões inteligentes entregam.

Uma pesquisa produzida pela Smartclip, empresa do mercado de publicidade em vídeos online e conduzida pela Nielsen, provedora global de informações e insights sobre o que o consumidor assiste e compra, mostrou que após uma interação com publicidade em Smart TV, 59% dos usuários consideraram comprar o produto; 50% buscaram por mais informação sobre o produto ou a marca via internet e 19% fizeram a compra logo depois.

O mercado de Smart TVs está em franca expansão e embora esteja amadurecendo, ainda se depara com o desconhecimento e receio de muitas marcas que ainda não sabem de que forma utilizá-la, que tipo de conteúdo oferecer e quando fazê-lo. Mas há quem comece a se arriscar, procurando instigar o telespectador a novas experiências a partir das funcionalidades que existem nas televisões inteligentes, seja comercializando publicidade em determinadas faixas de horário ou oferecendo a possibilidade de o espectador adquirir produtos durante a exibição de um programa.

Estimular esse engajamento é desafiador, pois passamos por um momento em que o mercado se adapta as ferramentas que constantemente são lançadas, além de analisar e compreender a melhor maneira de atender as necessidades do consumidor, que também está aprendendo a usufruir das facilidades providas pela tecnologia.

Não há dúvidas que nosso mercado ainda é prematuro, mas a inserção do mundo digital no cotidiano é um caminho sem volta. O que vejo é que o mercado está repleto de oportunidades para quem quer crescer. Afinal, o seu público também está ali, inove e saia na frente!

 


Anselmo Martini é vice-presidente de Marketing Global do grupo CinemallTec, responsável pela plataforma Cinemall

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