“Cura gay”

03/11/17 às 00:00
(foto: Pedro de Oliveira/Alep)

A Assembleia Legislativa promoveu audiência pública na terça-feira para debater a resoluçãodo Conselho Federal de Psicologia (CFP), que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual, em especial diante das chamadas “terapias de reversão sexual” ou tratamentos para a “cura gay”. O deputado Péricles de Mello (PT) associou o tema ao projeto “escola sem partido” e ao perigo do autoritarismo. “Vivemos um retrocesso monstruoso no país e o autoritarismo aparece com muita força. O projeto ‘escola sem partido’ é um exemplo claro e pretende também proibir até a menção da palavra ‘genero’ nas escolas, tentando associar o tema à esquerda. Já vivemos algo semelhante em 1964, quando pessoas que marchavam em nome da ‘família’ defenderam o golpe militar. E isso está acontecendo novamente”, disse.

Homofobia
“Homossexualismo não é doença e estamos vendo o Legislativo e o Judiciário fazendo ingerência nesta discussão, querendo por meio de legislação arbitrar condutas. Isso apenas traz preconceito, aumenta a homofobia. A ciência é clara, não há, portanto, doença ou necessidade de cura. O que existe é uma orientação sexual”, disse a representante do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP/PR) e coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da entidade, Sandra Fergütz Batista.

Reajuste
A possibilidade dos servidores públicos municipais de Curitiba ficarem sem reajuste salarial em 2017 foi o assunto do dia na sessão de ontem da Câmara de Vereadores. Seis vereadores criticaram a possibilidade de a Prefeitura não conceder a reposição. Parlamentares da oposição e que se declaram independentes disseram que o prefeito não cumpriria o que foi assumido com o projeto de lei aprovado no pacote de ajuste fiscal que segundo a prefeitura, serviria para dar um “alívio” às contas do Município.

Furo
Segundo o líder do prefeito na Casa, Pier Petruzziello (PTB), a questão ainda não está encerrada. “Vamos aqui, com muita tranquilidade, tentar dar esse 1,5% ainda, se houver o entendimento de que vai custar mais de R$ 89 milhões de furo para a prefeitura, porque R$ 4 bilhões (dos R$ 8 bilhões) do orçamento de Curitiba fica para pagar folha”, disse. Para o vereador Felipe Braga Côrtes (PSD) para quem deveria, ao menos, haver a reposição da inflação, que segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) gira em torno de 3%.

Cohab
O atraso de 108 dias na entrega do relatório de encerramento do exercício de 2014 levou o Tribunal de Contas do Estado do Paraná a multar em R$ 2.990,94 Ubiraci Rodrigues, presidente da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-CT) naquele ano. Rodrigues, em sua defesa, alegou que o atraso teria ocorrido pela falta “de ferramenta tecnológica suficiente e adequada para o encaminhamento e remessa dos dados”.

Reforma tributária
Relator da reforma tributária na Câmara, o deputado federal paranaense Luiz Carlos Hauly (PSDB) afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura que a proposta é uma revolução do ponto de vista social, em especial ao zerar a carga de impostos incidentes sobre remédios e alimentos.“São R$ 2 trilhões de contencioso tributário, R$ 3 trilhões de dívida ativa, R$ 500 bilhões de renúncia fiscal por ano, R$ 460 bilhões de sonegação e uma burocracia que chega a custar 2,6% do preço final de um produto”.

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