Defesa

07/11/17 às 00:00
(foto: Franklin de Freitas)

O senador Roberto Requião (PMDB) depôs ontem, em Brasília, como testemunha de defesa da senadora Gleisi Hoffmann (PT) no processo da operação Lava Jato que apura suposto pagamento de propina desviada da Petrobras para a campanha da petista. Apesar de ressalvar que foi adversário de Gleisi na eleição para o governo do Estado de 2014, o peemedebista saiu em defesa da senadora. “Pela que eu conheço da Gleisi, apesar de ter sido minha adversária, ela tem um comportamento rigorosamente exemplar, desde o começo: motivação ideológica, preocupada com a política, preocupada com o domínio das oligarquias na política brasileira”, comentou ele.

Sem nexo
Questionado sobre se tinha conhecimento da participação de Gleisi no esquema de nomeações para a Petrobras, Requião também negou. “Eu acho rigorosamente impossível a participação da Gleisi num processo dessa natureza”, disse. “Lendo hoje de manhã a denúncia, não vi nada que estabelecesse um nexo causal de doações, supostas doações – não sei se ocorreram -, que vinculasse com a Gleisi isso”, avaliou o senador.

Salários
A Comissão da Câmara Municipal de Curitiba que investiga as denúncias contra a vereadora Katia Dittrich (SD), acusada de ficar com parte dos salários de ex-assessores, ouve esta semana mais doze pessoas. Amanhã, dois denunciantes que não puderam comparecer por motivos pessoais na primeira reunião devem falar: Samira Tomé e Ronaldo Sérgio da Silveira Filho. Na sequência, duas testemunhas de defesa da vereadora serão ouvidas.

Complô
Na quinta-feira, outras quatro testemunhas de defesa, assim como outras três no período da tarde. A vereadora Katia Dittrich está agendada para fazer o último depoimento do dia. A denúncia foi protocolada em 15 de agosto, e acusava a vereadora de exigir parte dos salários de ex-assessores, ameaçando quem não aceitasse o repasse com demissões. Os denunciantes apresentaram comprovantes de transferências bancárias como prova, entre outros documentos. Kátia nega as acusações, atribuindo-as a um suposto “complô” do suplente Zé Maria (SD) para assumir sua vaga. Ele nega qualquer participação no caso.

Nepotismo
O prefeito de Centenário do Sul (Norte-Central), Luiz Nicacio, demitiu quatro servidores comissionados, atendendo a recomendação do Ministério Público (MP). De acordo com o MP, os servidores demitidos são parentes de políticos, caracterizando prática de nepotismo cruzado. Dois deles, inclusive, fizeram doações eleitorais em 2016 a parentes eleitos vereadores, levantando a suspeita de que suas nomeações tenham sido feitas como recompensa às doações.

Formação
Além da contratação de parentes de políticos, o MP identificou outras irregularidades. Por lei, só podem ser nomeados para cargos em comissão servidores que exerçam funções de direção, chefia e assessoramento. A promotoria apontou algumas nomeações indevidas, como a de três ocupantes de cargos de diretores de departamentos e um assessor de projetos econômicos com instrução restrita ao ensino médio, sem formação completa em ensino superior, porém todos parentes de vereadores.

Alta
Depois de ser internado na sexta-feira, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para a realização de um cateterismo, seguido de uma angioplastia, o ministro da Saúde e deputado federal paranaense Ricardo Barros (PP), recebeu alta e voltou ontem mesmo ao trabalho, em Brasília. Segundo boletim médico, ele recebeu um stent para a desobstrução de um vaso sanguíneo.

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