Telhada diz que deixa PSDB e que 'paciência se esgotou' com governo Alckmin

09/11/17 às 19:54 Folhapress
GABRIELA SÁ PESSOA SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Deputado estadual de São Paulo pelo PSDB, o ex-comandante da Rota Coronel Telhada afirmou nesta quinta (9) que está de saída do partido, ao qual se filiou há seis anos. Em discurso no plenário da Assembleia Legislativa, criticou o governo Alckmin -sobretudo, pela falta de reajuste salarial a servidores públicos do Estado. Categorias como os policiais, que representa, e professores não recebem mudança nos vencimentos há três anos. "Ele quer guardar dinheiro para a campanha no ano que vem, enquanto [os policiais] estamos morrendo na rua", afirmou Telhada. O deputado afirmou que "a paciência se esgotou" com o governo. Ele mencionou o projeto de lei 920, apresentado pelo Bandeirantes, que quer adequar São Paulo ao refinanciamento da dívida do Estado com a União. A proposta enfrenta forte oposição dos parlamentares e dividiu a base governista. Telhada critica o congelamento proposto pelo projeto dos salários de servidores estaduais. "Se o senhor [Alckmin] tem pretensões para o ano que vem, desse jeito, o senhor vai arrumar muita gente para trabalhar contra a sua campanha." O militar aposentado foi o segundo deputado estadual mais votado em São Paulo em 2014, com 254 mil votos. Representante da bancada da bala no Estado, ele ficou atrás de Fernando Capez (PSDB), procurador licenciado do Ministério Público de São Paulo que recebeu 306 mil votos. Desde a CPI da Merenda, em 2016, ele tem comentado a colegas que também deixará o PSDB -o que, oficialmente, nega. Telhada afirma que não troca de partido antes de março, quando a legislação permite as mudanças de legenda. Ele conta que tem sido procurado por algumas legendas -uma delas é o Patriota, antigo PEN, que deve receber o pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro. A base de Alckmin na Assembleia anda insatisfeita com o governo, sobretudo em razão do congelamento do pagamento de emendas parlamentares. Os deputados também reclamam da falta de interlocução do Palácio dos Bandeirantes com o Legislativo.
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