Saída de Tasso contraria Alckmin; aliado diz que decisão é 'irresponsável'

09/11/17 às 20:17 Folhapress
THAIS BILENKY SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Sem ser consultado pelo senador Aécio Neves (MG), o governador paulista, Geraldo Alckmin, ficou contrariado com a decisão de destituir Tasso Jereissati da presidência interina do PSDB. Pré-candidato a presidente da República, Alckmin tem boa relação com Tasso. Para o governador paulista, a presidência do PSDB é estratégica no esforço de viabilizar a sua candidatura. Em comunicado, o governador paulista disse que "eu não fui consultado. E, se fosse, teria sido contra, porque não contribui para a união do partido". Aliado do governador, o presidente do PSDB paulista, Pedro Tobias, chamou a destituição de Tasso de "totalmente inoportuna, inconsequente e irresponsável". Em nota, Tobias afirmou que a decisão de Aécio "contraria o esforço partidário em prol da união e da convergência e demonstra total desalinhamento com o que esperam as bases e as lideranças do partido". "Com a decisão, o senador Aécio Neves, que tanto já constrangeu o PSDB, dá mais uma vez sua contribuição na tentativa de acabar com o partido. Merece nosso repúdio e lamento." José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, assumiu outra linha. Disse que a posse interina de Alberto Goldman será positiva para unificar o partido. "No fundo, estava se criando ambiente de muita contundência", afirmou Aníbal. "Goldman tem enorme experiência política, é duro de queda, não vai ter conversa, vai seguir as regras e vamos fazer uma boa convenção. Não pode ser no grito."
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