De forma questionável, ‘Liga da Justiça’ se destaca

Grande união dos super-heróis da DC chegou nesta quinta (16) aos cinemas

16/11/17 às 22:10 - Atualizado às 22:05 Adalberto Juliatto e Augusto Tortato | contato@curitibacult.com.br | www.curitibacult.com.br
Os seis heróis de ‘Liga da Justiça’ (foto: Divulgação)

Seguindo as tramas apresentadas em ‘Batman vs Superman’ e ‘Mulher Maravilha’, ‘Liga da Justiça’ é a ligação para consolidar o Universo Cinematográfico da DC. O medo se instaurou num mundo sem o Superman e aproveitando deste momento de fraqueza, uma invasão alienígena está prestes a acontecer; liderada por Lobo da Estepe e seus pandemônios. Para impedir tal destruição e salvar o mundo, um grupo formado pelos maiores super-heróis precisa existir. E aí entram em cena Batman, Mulher Maravilha, Aquaman, Ciborgue e Flash.

“Conhecemos” novos heróis, desconhecidos nos cinemas e que precisam ser apresentados. Podemos dizer que nessa parte tudo saiu nos conformes, apesar de alguns furos narrativos. As atuações são bem distintas e vão desde um durão Rei de Atlântida de Jason Momoa até um dramático Ciborgue (Ray Fischer), certamente o personagem que melhor precisará ser desenvolvido. Já Ezra Miller é um razoável Velocista Escarlate, não pela sua atuação e sim pelo modo que o retrataram em cena. Dando um ar abobado/medroso que encaixa boas piadas, mas muitas vezes estraga cenas com comédia desnecessária ao melhor estilo Marvel.

Junto deles encontra-se a deslumbrante Gal Gadot, que dá novamente um show de carisma e atuação como a guerreira amazona, ao lado de Ben Affleck e Henry Cavill com seus Batman e Superman, respectivamente. Se entre o grupo tudo parece caminhar bem e até demonstram boa sincronia em cena, o mesmo não pode se dizer do vilão. O desconhecido Lobo da Estepe possui ambições vagas, apesar de conectadas ao vilão maior Darkseid, e ele é tão bem feito digitalmente que não se encaixa no filme. Todas as suas cenas parecem retiradas de um jogo de vídeo-game e não de uma produção hollywoodiana. No geral, os efeitos gráficos são excelentes, mas muito distantes da realidade; elimina por completo o quase já não existente realismo.

Repleto de problemas estruturais desde o início, ‘Liga da Justiça’ sempre foi tratado como um reinício para tudo. O diretor/roteirista Zack Snyder iniciou o que não seria mais uma continuação e sim uma história de origem. Porém, já no final da produção, Snyder precisou abandonar a Liga e para seu lugar entrou Joss Whedon, responsável total pelos dois ‘Vingadores’; escolha pra lá de ousada.

Já criticada anteriormente pelo tom sombrio, a DC/Warner deixa a Liga da Justiça longe disto. Talvez pela participação de Whedon, tornou-se mais leve de assistir e não cansa. A duração é de 2 horas, bem distribuídas entre introdução, desenvolvimento e conclusão; sem saturar nada e bem intercalado com ação de qualidade para manter o ritmo acelerado.

Enfim, Liga da Justiça é grandioso e um entretenimento de primeira qualidade. Só que sofre de problemas bobos na composição dos personagens e encaminhamento da trama, fica nítido que vários cortes/modificações foram realizados. Parece que falta emoção em cena, como se no meio de toda a correria para fugir da “pressão” apenas jogaram os fatores na tela para que se virassem sozinhos. Assim como a Marvel se desenvolveu brilhantemente, o mesmo pode ocorrer facilmente aqui e ‘Liga de Justiça’ é apenas o primeiro passo.


Andre Ligeiro

Show da Banda Eva

Banda EVA apresenta ‘Sarau do EVA’ em Curitiba

Neste sábado, dia 18 de novembro, a partir das 21h, a Banda EVA desembarca em Curitiba para agitar a noite no Clube Concórdia. O grupo, comandado por Felipe Pezzoni, apresentará aos curitibanos o projeto “Sarau do EVA”, modelo de show acústico e intimista que roda o Brasil e cria uma relação próxima entre a Banda EVA e seu público.

Durante o show, o grupo, apresenta seus clássicos como “Beleza Rara”, “Eva”, “Leva Eu” e, também, sua nova música “Reciprofelicidade” - que une as palavras reciprocidade e felicidade, e que será o tema da banda para o Carnaval 2018. Apesar de ser considerado um dos principais grupos de axé do País, a banda tem um DNA pop e mescla diversos ritmos em seu repertório. As bandas Bigode Groove, Beija Bom e A Festinha completam a programação da festa. Os ingressos estão à venda a partir de R$56.


Divulgação

Leonardo e Eduardo Costa

Leonardo e Eduardo Costa trazem o Cabaré à capital

No próximo dia 18 de novembro (sábado), os fenômenos da música sertaneja Eduardo Costa e Leonardo, desembarcam na capital paranaense para show na Live Curitiba, com o projeto Cabaré Night Club. Os ingressos estão à venda a partir de R$90.
“Cabaré”, resultado da parceria de Leonardo e Eduardo Costa, tinha como objetivo a celebração de uma grande amizade e uma realização pessoal dos dois e acabou se tornando um dos espetáculos mais bem-sucedidos da atualidade. Com o ótimo resultado e grande aprovação do público, os artistas sentiram a necessidade de um segundo projeto, o “Cabaré Night Club”, em um espetáculo mais moderno e um repertório diferente. O novo trabalho dos cantores reúne canções que vão de Trio Parada Dura a Zezé Di Camargo & Luciano.


Evento

O 10º Festival de Cinema da Lapa vem aí

Entre os dias 22 e 26 de novembro, acontece a 10ª edição do tradicional Festival de Cinema da Lapa, na histórica cidade da Lapa (PR), localizada na região metropolitana de Curitiba. O evento é considerado uma das principais celebrações do cinema nacional.

Durante a programação oficial, serão exibidos gratuitamente 34 filmes ao longo dos cinco dias de evento, além da realização de oficinas e bate-papos, em dois espaços selecionados especialmente para o festival: uma enorme tenda instalada na Alameda David Carneiro e o histórico Theatro São João.

Um dos grandes destaques da programação ficará por conta da mostra competitiva, que contará com a exibição dos filmes “João O Maestro”, “A Menina Índigo”, Filme da Minha Vida” e “Bye Bye Jaqueline”. A primeira exibição da mostra competitiva será o filme “João O Maestro”, que será apresentado na quinta-feira (23), a partir das 20h. O filme é uma produção da LC Barreto e Filmes Equador, em parceria com a Globo Filmes. Protagonizado pelo ator paranaense Alexandre Nero, a obra conta a história de João Carlos Martins, um dos grandes nomes da música brasileira.

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