Paraná Clube aposta em novatos e brilha em 2017

Retrospectiva mostra o ano do acesso à primeira divisão e do sucesso fora de campo

28/12/17 às 21:00 - Atualizado às 09:01 Silvio Rauth Filho
O time-base na Série B, considerando os 11 principais jogadores do time na competição, teve média de idade de 24 anos (foto: Franklin de Freitas)

Um clube com dívidas milionárias e poucas receitas. Esse foi o cenário do Paraná Clube nos últimos dez anos, desde o rebaixamento no campeonato nacional.
As fórmulas tradicionais para reerguer o clube fracassaram nos últimos nove anos. Só em 2017 veio a reação.
E o ano da reconstrução ocorreu graças aos novatos. Começando pelo presidente do clube, Leonardo de Oliveira, 37 anos. O escolhido para comandar o departamento de futebol foi Rodrigo Pastana, 41 anos. E o técnico que comemorou o acesso à primeira divisão foi Matheus Costa, 30 anos, o mais jovem entre os 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro em 2017.
Dentro de campo, mais juventude. O time-base na Série B, considerando os 11 principais jogadores do time na competição, teve média de idade de 24 anos. Como comparação, o América-MG foi campeão da Série B em 2017 com um time-base com média de idade de 28 anos.
Além do 4º lugar na Série B, que rendeu o acesso à 1ª divisão, o Paraná teve outros grandes momentos em 2017. No Paranaense, comandado pelo técnico Wagner Lopes, o time terminou em 1º lugar na 1ª fase. Nas quartas de final, pegou o Atlético-PR e fez duas partidas equilibradas. Acabou eliminado no placar agregado de 1 a 0.
Na Primeira Liga, outra boa campanha, caíndo apenas na semifinal, com a derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG. O time mineiro também foi o algoz na Copa do Brasil.
Em 2017, o Paraná fez sua melhor campanha na história da Copa do Brasil, considerando o número de fases superadas. Passou por São Bento, Bahia, ASA e Vitória. Só caiu quando pegou o Atlético-MG, nas oitavas de final.
O bom desempenho dentro de campo tirou grande parte da torcida do estado latente. De 2008 a 2016, a média de público ficou entre 2.700 e 5.100 pagantes por jogo. Em 2017, acabou o ano com média de 8.817. O auge foi o jogo com o Inter, na Arena da Baixada, com 39.414 pagantes – recorde do estádio para partidas envolvendo clubes.
A diretoria não se empolgou e não gastou em excesso. Pelo contrário, investiu apenas R$ 400 mil mensais no futebol - uma das cinco menores folhas da Série B. Com isso, conseguiu reduzir dívidas e projetar um 2018 estável.

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