Metro quadrado mais barato está na Linha Verde

Preço de construção na região é menos da metade do local mais caro da cidade, no Batel

02/01/18 às 21:00 - Atualizado às 14:27 Rodolfo Luis Kowalski
Região começa a se destacar (foto: Franklin de Freitas)

O preço do metro quadrado de imóveis novos em Curitiba varia de R$ 11.409 a R$ 4.290, dependendo da região e do tamanho onde se localiza o imóvel. O mais caro está na região do Batel para emrpeendimentos com quatro quartos, e o mais barato, na Linha Verde, para apartamentos com dois quartos. Os dados são do estudo divulgado pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) e pelo Sinduscon-PR, em parceria com a Brain Bureau de Inteligência Corporativa no final do ano passado.
A Linha Verde chama a atenção, já que não costumava aparecer até alguns anos neste tipo de estudo. Mas com seu desenvolvimento a partir do momento que começou o processo de integração urbana da via, começou a ganhar empreendimentos residenciais.
Os bons preços praticados nessa região, inclusive, não se limitam aos apartamentos com dois quartos. É que a Linha Verde também apresenta os melhores preços para unidades de três quartos (R$ 4.458 o metro quadrado), com preços mais baixos, inclusive, que o metro quadrado mais barato por apartamentos com um quarto (R$ 4.503, na região norte da Capital).
Tudo indica, inclusive, que a demanda por imóveis está em alta na região. Se por um lado os alvarás liberados tiveram queda de 30%, num indício de que os construtores ainda estão cautelosos quanto aos lançamentos, por outro a região da Linha Verde teve em 2017 o segundo maior número de alvarás para construção liberados (566 unidades), atrás apenas da região Norte (687) e logo à frente da região do Ecoville/Champagnat (458).

Novo ano deve marcar a retomada do setor em Curitiba
De acordo com a Ademi-PR, o ano que se inicia deve marcar a retomada do setor. Nesse sentido, Jacirlei Soares Santos, presidente da Associação, destaca a melhora da confiança empresarial, o crescimento da economia e a redução da taxa de juros como sinais importantes de que 2018 pode ser o ano da recuperação do mercado imobiliário. “Acredita-se que parte da redução dessa taxa implicará em juros menores de financiamento imobiliário, expandindo o mercado. Alguns setores também dependentes de crédito, como o setor automobilístico, já mostram reação, atendendo uma demanda reprimida de consumidores”, opina Santos.
O ano recém terminado foi o primeiro desde 2011 a registrar aumento de lançamento em comparação com o ano anterior, contabilizando alta de 10,3% em empreendimentos (32 no total) e de 48,7% em unidades lançadas (2.244 no total) em toda a cidade. Ainda segundo o presidente da Ademi-PR, o mercado residencial é que deverá puxar a retomada da economia, especialmente em Curitiba. Ainda assim, contudo, a recomendação é de cautela, especialmente por 2018 ser ano eleitoral.

 

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