Auxílio-moradia

06/02/18 às 00:00
(foto: Arquivo/Bem Paraná)

Dois deputados paranaenses, Rubens Bueno (PPS) e Reinhold Stephanes (PSD), estão entre os 13 parlamentares que recebem R$ 5,5 mil de auxílio-moradia mesmo possuindo imóveis em Brasília. O levantamento foi feito pelo jornal Folha de S.Paulo em meio à polêmica nacional relacionada ao benefício no Judiciário.

Imóveis
Bueno, declarou à Justiça Eleitoral em sua última campanha, em 2014, ser proprietário de um apartamento de R$ 980.891,87 no condomínio Ilha dos Lagos, no Lago Norte, em Brasília. Bueno também declarou quatro outro apartamentos em diferentes cidades do Paraná. Bueno disse à Folha que o fato de se deslocar do Paraná, onde mora, para semanalmente trabalhar em Brasília justifica o recebimento do benefício. “Recebo porque meu domicílio e minha residência é em Curitiba e eu vou prestar serviço toda semana em Brasília. (…) Utilizo para minhas despesas, tenho condomínio, tenho despesas de Brasília.”, declarou.

Cadeira
Stephanes declarou em 2014 ser dono de um imóvel de R$ 763.668,77 na Asa Norte (SQN 303), em Brasília. Stephanes era suplente da coligação que tinha PSDB, PP e PSC entre os partidos aliados e assumiu cadeira na Câmara em 2016, por conta das nomeações de Valdir Rossoni (PSDB) para a Casa Civil do governo estadual e Ricardo Barros (PP), para o Ministério da Saúde. Procurada, a assessoria de Stephanes não atendeu às ligações. No gabinete, a secretária não soube informar contato alternativo.

Lava Jato
Além do juiz Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, também recebe auxílio-moradia, apesar de ter imóvel próprio em Curitiba. Segundo a Folha de São Paulo, Dallagnol recebe R$ 4.377,73 mensais de auxílio-moradia. Ele alegou, através de sua assessoria, que o pagamento está “amparado em uma liminar e em regulamentações internas que não trazem entre as vedações o fato de a pessoa possuir imóvel”, e que “a norma permite o pagamento a todos”.

Cenário
Dirigentes de cinco partidos da base do governador Beto Richa - PSDB, PSB, PTB, DEM e PR – se reuniriam na noite de ontem na sede do PSDB do Paraná, em Curitiba, para discutir o cenário eleitoral para 2018. Ha duas semanas, esses mesmos partidos divulgaram um manifestando afirmando apoio para que o governador conduzisse o processo de sucessão. O texto foi interpretado como uma reação à movimentação do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), que estaria jogando nos bastidores para atrair o apoio de legendas da base de situação para a pré-candidatura de sua esposa, a vice-governadora Cida Borghetti (PP), ao governo.

Renúncia
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB), reafirmou ontem que Richa só deve renunciar ao governo para disputar uma vaga no Senado se houver um acordo entre os partidos de sua base política para as eleições deste ano. Na semana passada, Traiano já havia dito que se não houvesse uma aliança entre todos os partidos da base governista, Richa não deixaria o cargo.

Acordo
A declaração irritou o grupo de Ricardo Barros, que conta com a saída do governador para que Cida Borghetti assuma o comando do Palácio Iguaçu e concorra à reeleição. “Ele tem demonstrando interesse em não sair do governo se não houver um amplo entendimento entre o grupo político que lhe apoia ao longo de todo esse tempo”, confirmou Traiano, ontem.

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