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Viagens ao exterior são prioridade

Entre janeiro e novembro de 2007, o governador Roberto Requião (PMDB) e seus assessores gastaram mais de R$ 1,5 milhão em viagens internacionais

14/01/08 às 00:00 - Atualizado às 21:37   |  Abraão Benício, do Jornal do Estado
Entre janeiro e novembro de 2007, o governador Roberto Requião (PMDB) e seus assessores gastaram mais de R$ 1,5 milhão em viagens internacionais, incluindo passagens, diárias e gastos pessoais. A denúncia foi feita pela liderança da oposição na Assembléia Legislativa no início de janeiro e inclui apenas as despesas realizadas pela Governadoria, sem contabilizar possíveis gastos efetuados pelos secretários em missões oficiais.
Os oposicionistas garantem que o valor foi obtido através de pesquisa na página do próprio governo na internet – gestaododinheiropublico.pr.gov.br – e revela apenas os dados oficiais.
Do total de R$ 1,5 milhão gastos com viagens, aproximadamente R$ 867 mil foram pagos com cartão corporativo, sistema no qual o servidor tem o valor previamente liberado através de depósito em conta. Somente as passagens aéreas e terrestres e a locomoção consumiram outros R$ 51 mil. Diárias e ajudas de custo despenderam R$ 463 mil dos cofres públicos. As diárias internacionais tiveram custo de R$ 143 mil.
O líder da oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB), acusa Requião de demagogia no seu discurso da “opção preferencial pelos pobres”. “O governo Requião proclama austeridade mas gasta muito e sem explicações em despesas pessoais, viagens internacionais, passagens e diárias. Estes valores revelam que o governador é muito liberal nos seus gastos pessoais e com os assessores que o cercam. A austeridade fica apenas no discurso”.
Milhagem – Em outubro de 2007, a oposição chegou a apresentar um relatório que afirmava que o governo Requião havia gasto R$ 210 milhões em viagens somente nos quatro anos do mandato anterior. Segundo o relatório, elaborado a partir dos balanços do Estado dos anos 2003 a 2006, foram gastos em diárias, passagens e locomoção, uma média de R$ 52 milhões por ano, ou seja, cerca de R$ 142 mil por dia.

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