Café da Manhã Existencialista

14 fevereiro, 2014 às 18:24  |  por Erol Anar

 

No dia seguinte tomamos café da manhã numa cafeteria. No menu tinha um tipo de café da manhã pelo qual me interessei porque chamava Café da manhã existencialista. Esse pedido continha um café puro e um charuto ou um cigarro forte. Sorri para quem organizou esse tipo de café da manhã, essa pessoa deve cair num tipo de depressão como Sartre, o filósofo existencialista. Eu estava ali sorrindo.
A vida às vezes é um café da manhã existencialista, passa com sua dureza e você pensa que ela é só cheia de problemas. Não percebemos nossa existência plena. Até que chega um momento no qual o sol brilha novamente em nossos corações e ficamos alegres porque estamos vivos e sorrimos felizes com as pequenas coisas. A vida é assim: às vezes um café da manhã existencialista e às vezes um banquete mágico.
Estávamos tomando nossos cafés nas mesas ao ar livre no restaurante, em frente ao sol da manhã e pensávamos que a vida é bonita.

Erol Anar
“Café da Manhã Existencialista”
(Editora Juruá)

Um poema sobre os buracos negros dos corações (2)

10 fevereiro, 2014 às 09:19  |  por Erol Anar

 

A mulher olhou para o fundo do céu estrelado:
- Nesta vida eu não duvido de nada!
Se eu te contar que
vi algo aqui no céu de Chicago,
há um mês atrás…
Uma bola laranja de luz
apareceu por alguns segundos e sumiu…
Não deu pra fazer a foto porque foi muito rápido.

- Interessante, podia mesmo ser um disco voador,
o homem continuou:
Por que não? Centenas andam no céu todos os dias.

A mulher aceitou:
- Sim claro, esse que vi, muito parecido
com imagens já descritas por outras pessoas,
fiquei bem impressionada…
O homem olhou nos olhos da mulher e perguntou:
- Se eles te convidassem você iria?

A mulher riu:
- Você esta louco cara, quer me ferrar?
Porém, se eles quisessem nos levar
acho que não teríamos escolhas.
Nós todos vamos ser escravos deles um dia.
Mas pelos depoimentos das pessoas
isso não será muito legal.
Eles vão nos analisar,
lavagem de cérebro total…
Eles têm alta tecnologia;
sem boca, sem nariz e orelhas.
Seria pior,
mas ninguém sabe a finalidade.

O homem deu uma risada:
- Talvez nem esfíncter tenham também.
Só olhos grandes e assustadores.
Porém deve ser bom não ter boca.
Não poder brigar um com o outro,
Só através de pensamentos telepáticos, silenciosos.
Mas eles vão brigar pelo pensamento
se ferram e acabam com o sossego do cérebro.
Bloqueiam o cérebro, pronto!
O cara se torna um idiota…
Será que eles são canalhas?

Quero entrar no meu buraco negro!
A mulher ainda estava olhando
nas estrelas distantes…
- Realmente não sei,
tem muitos mistérios nesta vida,
nem quero saber.

O homem disse:
- Tenho um buraco negro no meu coração,
esta aumentando cada vez mais e
engolindo todos os meus amores.
Você tem um buraco negro no seu coração?

A mulher sorriu e respondeu:
-Quem não os tem?

Então eles não conversaram mais,
só olharam
as estrales brilhantes do céu,
acompanhados por um silêncio infinito.

“os poemas de maio (diálogos)”

Um poema sobre os buracos negros dos corações (1)

8 fevereiro, 2014 às 08:49  |  por Erol Anar

 

Era noite…
Uma mulher estava sentada ao lado de um homem
no quintal da casa.
Eles observavam o céu escuro e as estrelas brilhantes…
A mulher loira e inteligente perguntou:
- Escrevendo poemas ainda?
-Sim, de vezem quando e você? Você tem dom!
Falou o homem olhando para o céu.

A mulher pensou por um tempo:
- Agora tenho menos tempo. Ando estudando muito,
porem faz parte da minha vida, eu gosto.
O homem sorriu e diz:
- Cada dia temos menos tempo,
parecemos cavalos correndo velozes,
nossas vidas são corridas.

A mulher também sorriu e falou com a voz baixa:
- Life is life… Certamente,
bom é que esta fazendo
o que gosta e isto é o mais importante.

O homem riu:
- Pelo menos não tenho um chefe chato.

-Também não gosto de trabalhar para os outros,
as vezes é necessário,
mas me considero muito criativa para viver uma vida de robô…

- Mora em Chicago?
A mulher balançou sua cabeça de baixo para cima.
- Cidade da máfia, diziam antigamente…
Especialmente nos filmes não é?

-Tem muitas histórias,
no passado os italianos da máfia vieram para ca.

O homem sorriu:
- The Godfather… Vito Carleone…
Esta feliz aqui?

A mulher balançou a cabeça novamente de baixo pra cima:
-Sim, aqui é uma linda cidade e com inúmeros eventos culturais,
tem os melhores museus dos Estados Unidos.
Estou mais feliz aqui do que no Brasil,
apesar do fato de não saber medir a felicidade exatamente…
quando me perguntam.

O homem comentou ironicamente:
- Medi 35 metros e 37 centímetros , a minha felicidade.
Então os dois riram…

-Você tem sonhos?
O homem perguntou.
A mulher olhou nas estrelas e respondeu:
- Meu sonho era visitar outros planetas mas a tecnologia ainda é muito atrasada.
Quero me perder no fundo do sistema solar,
nos buracos negros.
Quem sabe no futuro este blackhole funcione.

- Pois é, a temperatura aumentará mais,
a NASA já confirmou isto.
Aquecimento global…
Chicago, por exemplo,
já era para estar nevando,
até agora nem sinal da tal neve.

O homem era nascido do outro lado do mundo,
numa cidade próxima ao mar negro.
Uma cidadezinha pequena
Ele pensou silencioso e depois declarou:
- Tenho saudades da neve!
Quando eu era criança nevava muito mais,
até 2 metros as vezes.
Lembro sempre disso.
Sou um homem da neve.
A sensação é que esta cada vez mais quente,
ano após ano.

- Porém _ diz a mulher _
de qualquer jeito a vida é bonita,
é bom respirar mais uma vez e
viver mais um dia é agradável.

- Mas acho também
que faz parte do ciclo do planeta estas mudanças,
ja que tudo é movimento, falou a mulher.

O homem sorriu:
- Daqui pouco os disco voadores vão chegar,
vamos aproveitar o belo enquanto ele existe.
Os extraterrenos vão invadir o mundo
começando pelos Estados Unidos, como nos filmes.

“os poemas de maio (diálogos)”

Socorro! Estamos cozidos…

7 fevereiro, 2014 às 09:37  |  por Erol Anar

 

_ Está muito quente!_ disse o homem.
_Nossa muito mesmo!_ respondeu a mulher – E continuou:
_ Talvez 35-40 graus…

_Socorro !Estamos cozidos…
Eu quero …
Quero uma chuva forte,
Trovão,
Raio…
Não …não…
Uma tempestade, na verdade…
Tem que cair granizos grandes…
Até quebrar todos os telhados dos prédios e das casas,
da cidade toda…
Melhor um meteoro bem grande! Cair na terra…
ao mesmo tempo…
até derrubar o mundo
e nos salvar desse inferno…

A mulher deu uma gargalhada.
- Não, eu não quero isso.
Quero viver ainda…

Pelo menos poderíamos morrer juntos,
com o mundo inteiro.

- Ahh não! Quero morrer não….

Hoje ou depois,
todos nós vamos morrer.
Sossego eterno,
Silêncio,
Escuro,
Eternidade…
Sem calor
Sem frio
sono sem sonho
e sem acordar…

Mas eu não tenho pressa alguma…

Ninguém tem,
mas passa num minuto a vida,
como passou até agora.
Também tenho 5 minutos para viver, como você.
Por que 5 minutos?
Porque a vida total passa em 15-20 minutos,
mas sei lá…
Ele riu falando sobre isso….

A mulher riu também …
Na verdade sou otimista! Mas a vida não me deixa assim…

-Você é tão… tão…

-Tão o que?

-Mórbido! Chato!

Continuam rindo…
E eu tão chato!
Na verdade não sou chato,
mas quando falamos a verdade
as pessoas não gostam.

Sou chata, você é verdadeiro
Disse mulher
e profundo,
porém muitas pessoas não querem a verdade.
Acham melhor viver numa ilusão.

O homem riu novamente.
_ Sou realista e
ao mesmo tempo
romântico, um pouco…

_ Es verdad!- disse a mulher.
Pensando sobre a vida e a morte,
nós fazemos tudo para sobreviver…
mas enfim, só ganharemos a morte,
como todos os seres vivos.

erol anar
“os poemas de maio (diálogos)”
Parana
Fevereiro de 2014

Não sou Mona Lisa (2)

5 fevereiro, 2014 às 10:44  |  por Erol Anar

Então, elas permaneceram quietas por um tempo,
olhando para o horizonte.
No céu azul escuro havia a lua
E o luar…
As gaivotas de repente desapareceram.
Elas ficaram ali, observando o mar,
Escutando o barulho das ondas,
Pensando sobre a vida
e os seus relacionamentos.

Ela está falando sem parar:
-Sou muito sozinha,
porque só vivia chorando,
tive uma vida não muito normal
mas tudo bem…
Eu sou normal, viu?! Apesar de tudo…

Ela parou de falar, olhou ao horizonte de novo,
a amiga a escuta sem dizer nada. Ela continua::
-Se te contar como foi a minha vida,
Vivi presa a vida inteira,
não sei nada do mundo.
Daí me casei pensando que ia ser feliz,
que tudo iria dar certo,
teria finalmente uma família…
Antes nunca tinha uma casa…
Fiz tudo pra gente casar,
ele me pediu em noivado e
depois fui ao cartório sozinha.
Ajeitei tudo sozinha,
tudo do casamento sem a participação dele.
Estava tão feliz, cega e sem experiência,
na vida esperançosa pra sair do inferno
que vivia e louca pra conquistar um lar.
Po que quando eu era criança tudo deu errado…

A amiga quebrou finalmente seu silêncio e falou:
- Entendo amiga, é verdade que
quando realizamos nossos sonhos,
logo depois percebemos algo estranho e
concluímos que não queríamos exatamente isso.

Ela balançou a cabeça de baixo para cima:
- Sim, meu ex é um homem maravilhoso,
mas tem um espírito anormal.
Não é violento nem ignorante,
é indiferente a tudo,
e não parece sentir,
não sentia nada na vida,
não apreciava nada na vida,
apenas o trabalho.
Não gostava de nada,
de música,
de filme
e nem de se divertir,
de conversar,
de dar atenção a alguém…

A amiga ficou surpresa, ela continuou contando:
-Tentei salvar o meu casamento de todas as formas,
mas errei muito também,
era revoltada por isso, por fazer tudo
e não ser reconhecida.
Era grosseira com ele
e por fim tratava-o mal,
e isso me faz sentir…
sentir remorso, culpada…
Enfrentei tudo pra ficar com ele.

Ventava à beira mar,
elas sentiram um pouco de frio,
mas ela queria contar tudo para a amiga.
- A gente tira as lições,
não sei se um dia vou conseguir novamente sonhar,
talvez…
Queria ser mãe,
ele nunca falou a respeito,
nem quando a gente namorava… em ter um filho,
e a primeira vez que falei sobre o assunto,
ele me cortou, daí nunca mais falei novamente.

A amiga colou a mão em cima de ombro dela
e disse:
- Na verdade as vidas contem muita tristeza,
pouca alegria.
Na vida passamos muita tristeza, sabe!
Se nós refletíssemos em quanta tristeza tem em nossas vidas,
Coisas que não queríamos ter vivido…
Mas tudo nessa vida passa,
Até mesmo as tristezas.

Quando a amiga parou de falar ela continuou:
-Perdi meu pai amiga, cedo, aos oito anos.
Acho até hoje que ele foi
a única pessoa que me amou de verdade.
Desde então lembro-me todo dia dele.
Era tudo pra mim,
Recordo-me dos poucos momentos
que passamos juntos, tudo que vivemos.
O jeito como me tratava,
o que me falava… mas gosto ainda dele, pouco, mas gosto.
Sinto falta dele
porque era uma pessoa inofensiva para mim,
sereno mas muito irônico.
Minha mãe é amarga demais,
mas pelo menos se preocupa comigo.

O tempo passava tão rápido à beira-mar,
quase a meia noite elas se levantaram
e partiram da praia.
Era uma noite bem estrelada e tinha luar sob o mar,
uma branca lua cheia pairava no céu.
Então, não falaram mais nada,
como ela mesmo já tinha afirmado, apesar de nada dar certo,
a vida é bonita mesmo assim
e havia um pouco de esperança
em continuar vivendo…

“os poemas de maio (diálogos)”

Não sou Mona Lisa (1)

4 fevereiro, 2014 às 08:32  |  por Erol Anar

- Porra cara!
Dessa forma ela começou a contar sua história:
- Nada deu certo até hoje na minha vida!
Entendeu?
Nem estou vivendo uma vida,
na verdade é uma punição,
uma tristeza, um remorso total.
não sou livre, apenas no papel,
porém estou presa por sentimentos.

Ela estava andando com sua amiga pela beira do mar.
No céu as gaivotas famintas estavam gritando
Enquanto ia anoitecendo devagarzinho…

Ela continuava falando:
- O que é pior que ser comprometida?
Sou muito detalhista,
detalho momentos e os guardo,
conto tudo com tanta emoção
e com tanto esmero nos detalhes
que não saio mais dessa prisão.
Queria não me lembrar de nada
e ser menos sentimental.
Isso é péssimo! A gente assim sofre…
assim não da pra não sorrir,
verdade…

O céu agora ficou mais azul escuro.
A outra mulher a estava escutando sem dizer nada.
- As vezes acho que vou passar aqui
e apenas observar tudo, sem viver quase nada
mas “ tudo” tem muitas correntes
que me prendem ainda…
Exatamente o que eu procuro:
Tranquilidade e serenidade!
e também distância, às vezes dizem que estou no mundo da lua…
é que fico pensando e penso tanto que esqueço todo o resto.

Ela parou, coçou sua cabeça, olhou o mar e falou:
Quem eu sou? Ninguém sabe, nem eu.
Fiz tudo pra os outros até hoje…
Eu tenho essa mania de fazer tudo pra os outros!
Ninguém fez nada pra mim, caraca!
Às vezes me sinto como se estivesse num caixão,
não posso me mexer nem 5 centímetros.
Quando morrer não vai fazer diferença pra mim, por isso.
Estou no meu caixão ainda viva, fisicamente.
Então, a vida para algumas pessoas é um iate de luxo,
Mas para maioria é um caixão, sabe?

- Olha amiga, tenho um namorado virtual,
ele é um português do Portugal.
Acabei de descobrir que o
babaca se esconde de mim no Skype.

A outra mulher sem olhar continuou:
- Não é uma coisa surpreendente,
agora todo mundo se esconde da lista no Skype.

-Você confia nos homens amiga?

A mulher parou olhou para horizonte e respondeu:
-Não confio em nenhum homem,
porém quero confiar.
Tem muita diferença entre confiar e querer confiar.
Se você é uma heterossexual mulher,
tem que achar um homem, um vagabundo qualquer,
pelo menos é um menos pior entre os piores.

Ela riu e disse:
-É verdade! Se ele não for um cafetão é suficiente pra mim,
então ele não vai tentar me vender pra outros homens.
Olha amiga, não sou a Mona Lisa, sei disso,
porém, quero arrumar um homem melhor pra mim.

A outra mulher respondeu rindo:
-Nem eu sou a Mona Lisa!

“os poemas de maio (diálogos)”

A mão invisível da vida

2 fevereiro, 2014 às 11:35  |  por Erol Anar

- Gosto de ser livre, principalmente.
-Você se sente livre?
Consegue ser livre?
A mulher perguntou assim para o homem na sua frente.

O homem pensou e disse:
- Ás vezes sim, me sinto livre,
mas ás vezes não.
Na verdade a vida é muito curta,
não sabemos viver e aproveitá-la completamente.
Pensamos como se ainda tivéssemos mais cinco vidas além…

- Pois é! Por isso tem que ser vivida intensamente,
Conheço muitas pessoas que vivem
como se nunca fossem morrer.

-Isso mesmo!
Cheirar uma flor,
beber um suco,
fazer tudo intensamente…

O homem olhou nos olhos dela e continuou:
-Ás vezes respirar é muito difícil.
Porém, continuamos vivendo…
Uma mão fecha nosso nariz e nossas bocas,
não podemos respirar por um tempo,
depois de quase morrermos,
ela se afrouxa e nos deixa respirar novamente.

- É verdade! – disse a mulher enquanto
jogou para trás seus cabelos com uma de suas mãos:
- Em menos de um minuto
podemos não estar mais aqui nessa vida,
porém aquela mão sufocante sempre nos deixa se afogar.
Só nos faz sofrer.
Por isso quando algo fecha nosso rosto
Ficamos com a sensação de um escuro,
de um pesadelo sem saída.

O homem pareceu pensativo dessa vez:
- Deixo as coisas acontecerem no seu tempo…
Vou observando o rio andar
e vou junto pra onde ele me levar.
Ele parou um pouco e olhou distante:
Se você não esperar nada, não vai se decepcionar…
Quando era criança
nós tínhamos um riacho, passava atrás do nosso bairro.
Ás vezes fazíamos barquinhos de papel
para seguirem na correnteza dele…
Depois olhávamos para o curso do rio
Na verdade o barco de papel era minha vida
ás vezes era impedido por alguma coisa no caminho,
ás vezes corria para o outro lado …
Então, queria comparar a vida com um barco de papel…
ás vezes frágil,
a qualquer momento pode se afogar,
cair,
mesmo assim anda sempre para a frente,
é uma coisa maravilhosa.
Tanta tristeza passamos,
se fossemos de ferro até poderíamos vencer as ferrugens…

Eles estavam na beira de um rio.
Enquanto o home ia contando sua história…
A mulher fez um barco de papel
e o jogou para o rio.
O barco se balançou um pouco depois,
foi pra na frente com a correnteza d´água.
Então, eles ficaram em silêncio
e olharam o papel em forma de barco se afastando dali…

A mulher falou :
- Nossas vidas parecem barcos de papéis,
vivemos com tantos riscos,
a cada minuto podemos morrer por causa
de doenças,
ou alguém pode nos matar,
ou podemos morrer num acidente…
O homem balançou sua cabeça concordando:
-Como esse barco de papel,
pode afundar a qualquer minuto…
Como a vida…
O barco de papel foi longe e desapareceu…
Eles ficaram pensando ali sobre suas vidas …

erol anar
“os poemas de maio

Juizados Especiais de Curitiba comemora Natal com a Frapel

17 dezembro, 2013 às 14:25  |  por Erol Anar

Os Juizados Especiais de Curitiba promoveu no dia 16 de dezembro a entrega de presentes de Natal para 54 crianças, atendidas pela FRAPEL, instituição do município de Pinhais/PR. A Fraternidade Peregrino da Luz (FRAPEL) é uma entidade filantrópica que beneficia 35 famílias cadastradas, com mais ou menos 130 pessoas, a missão é fazer parte de uma sociedade onde o calor humano é necessário para que a igualdade se faça através do sentimento de solidariedade.
Nessa missão de solidariedade, os Juizados Especiais se fez presente na instituição para entrega de Natal na tarde dessa segunda-feira. Os funcionários dos Juizados Especiais, as psicólogas Jucemara F. Rodrigues Anar, Karin Andrzejewski , assistente social Janice Becker Rodrigues, a estagiária de psicologia Francynne Prezibella e o motorista Mario entregaram pessoalmente os presentes. Na instituição eram aguardados com alegria e contentamento ,o encontro foi contagiante. A assistente social da instituição Claudineia Scremim apresentou a instituição e o trabalho desenvolvido na região atendida pela Frapel, relatou que atualmente a principal fonte de recursos financeiros que mantem a organização são as doações que recebem dos 103 voluntários cadastrados, das mensalidades de associados, da doação de terceiros, projetos e parcerias com órgãos públicos e privados, “é o que garante a sustentabilidade e a continuidade do trabalho desenvolvido aqui”, destaca a profissional.
A organização é declarada de Utilidade Pública Municipal e Estadual, possui inscrição no Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e no Conselho Estadual do direito da Criança e Adolescente (CEDCA).

O IV Congresso Brasileiro dos Serviços de Saúde do Poder Judiciário

19 novembro, 2013 às 14:27  |  por Erol Anar

O IV Congresso Brasileiro dos Serviços de Saúde do Poder Judiciário aconteceu de 6 a 8 de novembro de 2013, em Brasília/DF. O evento teve por objetivo promover informação e atualizações científicas e integração entre os profissionais que atuam no judiciário. As psicólogas do 1° grau de jurisdição do Tribunal de Justiça do Paraná Jucemara F. Rodrigues Anar e Karin Andrzejewski estiveram no congresso para apresentar como tema livre o trabalho desenvolvido pela equipe do Núcleo de Assessoria Psicossocial- NAP dos Juizados Especiais de Curitiba, com o apoio da ESEJE.
As psicólogas destacam o objetivo do evento como o motivador da participação neste IV Congresso que ocorre a cada dois anos, as discussões trataram sobre o trabalho como agente promotor de esperança, para ser também promotor de saúde. O CNJ esteve presente, apoiando as apresentações sobre programas que acontecem visando à saúde do trabalhador no Poder Judiciário. Destaque para a programação de excelência do Congresso com os temas diversos, relacionados a seguir: “ Trabalho como agente de promoção de saúde” , Dependência química no Serviço Público- uma experiência de 13 anos” , “O Serviço Social no Judiciário sob a perspectiva da Saúde do Trabalhador” , “Aplicação da Ergonomia na Saúde” , “ Absenteísmo: Como analisar resultados e como atuar no controle” , “ Educação e Promoção da Saúde: Caminhos e Desafios” , “ Transtornos do sono e seus efeitos na atividade laboral” , “ Avaliando o risco das relações de trabalho- Assédio Moral e Alienação no trabalho” , “ Marketing Como Estratégia de Promoção de Saúde” , “ Cenário Atual e Perspectiva da Saúde no Judiciário”, “ Como promover a saúde mental: uma perspectiva psiquiátrica”, dentre outros temas livres e conferências de relevada importância.
As psicólogas relatam que a participação no evento contribuiu imensamente para ampliar e renovar conhecimentos e práticas em suas atuações profissionais, além de valorizar iniciativas de propostas para ação efetiva em relação à saúde dos funcionários do judiciário.
O IV Congresso finalizou com a proposta relatada pelo coordenador geral do evento, Dr. Andral Codeço Filho, ao juiz federal Dr. Clenio Jair Schulze, coordenador do Comitê executivo nacional do Fórum Nacional da Saúde do CNJ:
“Criação, pelo CNJ, de programa Nacional de ações de saúde para os magistrados e servidores com abrangência Assistencial, preventiva e pericial, sendo assessorado na elaboração, por subcomissão de profissionais da área de saúde de várias regiões do judiciário”.
O Dr Clenio Schulze colocou a disposição seu e-mail: clenio.schulze@cnj.jus.br para receber diagnósticos dos diversos tribunais e possibilitar melhoras e implementação de políticas públicas, visando a qualidade na soluções dos problemas apontados nos Tribunais de Justiça Brasileiros.

Um diálogo comum

11 novembro, 2013 às 15:14  |  por Erol Anar

Como esta indo sua vida baby?
Ela respondeu
Bem.
Amor?
Ruim.
Dinheiro?
Bem, mas por que?
Por nada, o que quer da vida mais?
Você tem dinheiro e a beleza
Na verdade, não quero nada
Então amor não é uma coisa necessária
De que?
Para se sentir bem
Me fala
O que?
Quero dizer, me falta
Oh ok!
Você namora as vezes?
Agora não muito
falou e riu.

“Os Poemas de Maio”