La vitta di un gati en Toscana

Comer e falar. Para que parar?

29 outubro, 2016 às 11:36  |  por Josi Basso

Dia a dia de Cachorros circulam por todos os lugares. Gatos se acomodam em cestos, em parapeitos de janelas ou em vasos. Pessoas trabalham e falam, falam, falam… Por vezes, os afazerem são rompidos para uma das boníssimas refeições compartilhadas com cães, gatos e mais pessoas. Enquanto degustam, falam, falam, falam….ralham com os cachorros, espinafram os gatunos. Os mais velhos se integram aos mais jovens , que – a exemplo de uma sinfonia (mesmo que sem sintonia) – se agregam perfeitamente.Cães, gatos, jovens, idosos.Todos são aceitos da mesma forma, em todos os lugares. Há tantos exemplos de ternura e afeto, que encobrem os desafetos. É bom? Non lo sò.

 

lâminas de peixe fresco regadas com salsa de peperontino

carpaccio de peixe

Para quem de passagem por aqui sempre está, espero continuar sentindo o que meu âmago vivencia; o que o meu paladar degusta; o que meus olhos enxergam!!!
CAO EM LUCCARestauante Sn Lorenzo - frutos do mar

Rãs de outros banhados

30 setembro, 2016 às 16:34  |  por Josi Basso
rã empanada, temperada e frita à perfeição

rã frita

rã empanada, temperada e frita à perfeição

rã empanada, temperada e frita à perfeição

Agora, tenho uma rã. Uma rã de estimação. Não a escolhi, a exemplo de como fazia nas caçadas – sempre comandadas pelo Pai – aos anfíbios. Para estes, a destreza era fundamental. E nada de refugar. Sob a liderança do Pai, cada qual elencava seu banhado. À época, haviam banhados. E sadios. Madrugada a dentro e cada um por si, carregando suas armas (uma lanterna para cegar os ‘bichos’ e um saco para acondicioná-los). Parava, mirava a lanterna. Se houvesse interesse, cegava-o e, com a outra mão, imobilizava a rã por trás, sem risco de ser ‘atacada’. Rapidamente o saco que carregava nas costas chegava a fazer cócegas, tamanha a fartura de saborosos anfíbios. Lógico que ao fim da caçada, durante a triagem executada no banheiro da casa de veraneio, na Praia Grande, no litoral do Paraná, sapos também eram encontrados. Sorte a deles que ligeiramente eram soltos. Dias desses, um vaso de flores levado para Zimbros (SC) aconchegou uma feliz rã, vinda dos saudáveis banhados de lá. Com o vazo novamente em Curitiba (PR), após de encontrá-la tratei de colocar o recipiente para fora. Nunca mais a vi. Mas todas as manhãs ouço seu coaxar, como se fosse um ‘bom dia’ para mim. Não irei mais caçá-las, já que aos banhados não são mais os mesmos. Mas na companhia do Pai, continuarei a degustá-las.

A rã tem uma carne branca, saborosa, com sabor e textura próprios. De fácil preparo, já que se encontra já limpa em Açougues e Empórios. quando preparada  frita, ainda fresca,  logo após que a carcaça é retirada, fica a se retorcer na frigideira, o que – à época – era diversão pura, já que a cozinheira primordial dos anfíbios era a vó Maria – eterna merendeira feliz.

O pai, a Kátia e seus filhos

O pai, a Kátia e seus filhos

Feijão com limão

10 setembro, 2016 às 14:42  |  por Josi Basso
limão-cravo mais camarão soltinho

limão-cravo mais camarão soltinho

Hoje o almoço foi de gala!!! Feijão cozido à perfeição, depois, regado com muito limão. Limão-cravo. Como mistura, peixinho pra cumê ou camarão soltinho. Grelhados e/ou fritos, servidos com um bocado de legumes cozidos, com muito limão. Limão-cravo. E mais limão. Refeição imponente, a exemplo da que, por vezes, Bentinha (dona Benta, minha mãe zimbrera) me proporciona. O limão, aprendi usar em demasia com Evandro (Vando da Silva), querido amigo, irmão, companheiro de vida. Ressalta o sabor e proporciona saúde. Dias desses, mesmo longe do paraíso zimbrero, comi feijão, regado com limão. A mistura¿ Misturinha!!!! Para quem não conhece, primeiro come!!! Depois pergunta, pois é bom demais. Trata-se da mistura de pequenos peixes limpos à perfeição, pelas mãos de Benta, que feliz como é, na praia Triste nasceu. Hoje me refastelo com a frescura do limão-cravo e dos frutos do nosso mar. Mas, há dias, comi para recomeçar, dando os primeiros passos em direção à uma nova vida, que só se renova quando percebemos que ela pode acabar.

 

feijão escaldado, cozido e depois regado com limão-cravo. Para acompanhar, peixinho frito

feijão escaldado, cozido e depois regado com limão-cravo. Para acompanhar, peixinho frito

 

 

Ravioli di Zucca - con nacos di pancetta e sálvia

Festa da abóbora

1 julho, 2016 às 15:25  |  por Josi Basso
Ravioli di Zucca - con nacos di pancetta

Ravioli di Zucca – con nacos di pancetta

Quando criança, abóboras das mais diversas espécies eram encontradas por todos os quintais das ruas do bairro São Lourenço. No terreno vizinho, da Vó Ida, variados tipos podiam ser encontrados – das conhecidas ‘menina’, de ‘pescoço’ e moranga a outras que, mesmo sem saber o nome e sobrenome, paravam nas panelas. Aqui onde moro (na Vila Ida – brevemente, Vila Ida das Artes) começavam a correr os pés de abóboras, formando uma extensa plantação, que descia ladeira abaixo, até o fundo de vale. Era lindo. Ao caminhar em meio à mata, por vezes, tropeçava em uma abóbora-de-pescoço, gigante.  Era tarefa para as três irmãs capturarem juntas. Então, buscar um pouco de cal para a mãe fazer doce, era dia a dia. Vidros e mais vidros daqueles cubos do fruto cintilavam ao sol. E nós, sempre à espera do dia da semana em que podíamos degustá-la. Sempre de fim de semana. Como nunca fui chegada em açúcar, a mãe dava um jeito de transformar os nacos brilhantes deste delicado fruto em uma surpresa a cada mordida – agregava pouco doce, pitadas de sal e de temperos extras, que não foram registrados em cadernos de receitas.  Mas o melhor de tudo mesmo era o Quibebe, rapidamente devorado. O segredo deste cozido (ou quibebe) é a preparação por etapas em um grande panelão, de fundo grosso. Cito cozido ou quibebe pela definição de Antonio Houaiss de que se trata de “purê de abóbora ou papa de qualquer outra coisa, cozida lentamente”. Mas, voltando ao de abóbora da mãe era fantástico. Receita também não registrada e que há tempos não preparo, mas que vai bem em qualquer ocasião.

Abóbora na casca assadando

Abóbora na casca assadando

Ravióli de abóbora - Preferências à parte, o fruto delicioso e versátil transforma-se numa iguaria única quando usado como recheio de massa fresca. Tanto que se tornou um clássico dos meus compêndios da cozinha. Para o recheio, além de especiarias – como sementes de coentro e funcho -, ricota e folhas frescas de basílico mais de orégano foram agregadas ao fruto, previamente assado. Para finalizar esta receita em especial, pequenos nacos de pancetta e folhas de sálvia foram douradas e regadas sobre os raviólis.
Ingredientes Recheio (rende cerca de 30 unidades)
200 gramas de ricota
- 2 colheres de sementes de coentro
- 2 colheres de sementes de funcho
- sal
- pimenta do reino
- 1 punhado de basílico
- 1 punhado de orégano fresco
- 2 abóboras-menina de cerca de 1,5 kg cada, cortada em fatias grossas e livres da semente
- azeite de oliva
risoto de camarão e alho-poró

Grandes momentos sempre haveremos de comemorar

19 junho, 2016 às 20:35  |  por Josi Basso
risoto de camarão e alho-poró

risoto de camarão e alho-poró

Não há como negar.  É abrir a geladeira e começar a transformar. Até os menos habilidosos, tem em seu repertório, um banquete a ofertar. O risoto, por exemplo, exige um cozinheiro com destreza e paciência para preparar. Mas, quando feito à perfeição, na memória sempre há de ficar. De minha parte, já o elaborei até ao meu paladar cansar. Mas, como todo delicioso prato, a emoção teima a evocar. Para arrasar, dia desses foi um de alho-poró mais embutido de cordeiro, especiarias e bruxarias. Para humilhar, Maria de Zimbros não se avexou. Deu conta de uma fogueira feita com toras para, acima delas, acomodar uma pescada-bicuda temperada à perfeição e ovas de tainha, que ficaram lá até defumar. Sabor sem igual, pois sobre o risoto, as ovas defumadas puderam finalizar. Sendo assim, vamos começar uma linda semana a cozinhar. Como sugestão, um risoto à perfeição.
Buon appetito a tutti!!

risoto sendo preparado, com base de caldo de camarões

risoto sendo preparado, com base de caldo de camarões

 

 

 

 

 

Receita de Risoto de camarão e alho-poró mais carambolas

Receita de Risoto de camarão e alho-poró, incrementado com lâminas de carambola 
Primeiro Passo: Prepare o caldo de camarão - Para tanto, cascas de camarão, que devem ser frescas; 4 cebolas, uma cenoura, dois talos de salsão – tudo cortado grosseiramente. Ervas frescas envoltas nas folhas mais grossas de alho-poró (salsinha, tomilho, sálvia, alecrim, louro) – envolva as ervas no alho-poró e amarradas com um barbante propício para a cozinha. Para obter um caldo claro, ferva durante 30 minutos em fogo muito baixo, sem deixa entrar em ebulição.

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Paralelamente, em outra caçarola, aqueça 50% da manteiga com um fio de azeite. Junte duas cebolas bem picadas e dois bulbos de alho-poró. Na sequência, duas carambolas maduras cortadas finamente. Refogue e agregue o arroz. Coloque duas xícaras de vinho branco seco, mexa bem e, em fogo baixo, espere o vinho ser absorvido, o álcool evaporado. Por hábito, sempre coloco 10% do ingrediente principal, no caso, camarão. Depois, coloque o caldo aos poucos, sempre misturando para não grudar no fundo da panela e cozinhar por igual até o arroz ficar macio e molhado. O segredo do risoto é não deixar que ele seque, por isso a medida do caldo não é precisa, tem que sentir o ponto. Úmido, ao dente, com sabor dos ingredientes evidenciados.
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Colocar o restante do camarão (600 gramas, sem casca), uma colher de manteiga. Misturar bem e desligar o fogo. Assim, se tiver acompanhamentos, como na ocasião, os camarões vão cozer à perfeição e o arroz não secará, nem vai perder a textura ideal. Antes de servir, mexa num mesmo sentido até agregar todos os componentes, por completo. Antes de servir, pode colocar mais ½ colher de manteiga. Proporcionará um brilho ao prato.

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FARTURA DE TAINHAS À MESA

27 maio, 2016 às 22:41  |  por Josi Basso
POSTAS DE TAIHA
Os ventos gélidos que se aproximaram do litoral de Santa Catarina na segunda quinzena de maio deste ano proporcionaram, novamente, a migração da tainha para a costa, aferindo, mais uma vez, o ‘espetáculo da natureza’ em sintonia perfeita com a necessidade do homem. Ao anunciar sua chegada, o vento sul que sobe o litoral catarinense e encosta nas praias com o vento nordeste, proporciona uma movimentação não só em torno dos que aguardam o momento de armar o arrastão, mas também em torno da segurança das baleeiras que já estão na água à espera de retomar a pesca do camarão (01 de junho – fim do defeso). Fato é que, após 20 anos, as redes começaram a vibrar em uníssono por toda a costa do estado, como há duas décadas não se constatava. Numa correria frenética, pescadores, colaboradores, apreciadores deste, que é mais um espetáculo da natureza, trabalham em prol de uma boa atuação.  Por aqui, pelas bandas do município de Bombinhas (SC) a euforia tem sido rotineira.

arrastão de tainha

arrastão de tainha

Os ‘corre’ têm sido diários e constantes. Para aferir o sabor, a ‘minha mãe Benta’ nos recepciona com um um exemplar fresco, recém saído do mar , limpo à perfeição, como só mãos de Benta sabem fazer e acontecer. Foi elaborada como aqui aprendi a degustar: cortada em ferraduras, passada rapidamente no trigo e dourada no óleo quente. É sabor que só a natureza pode nos oferecer, quando respeitada com o devido saber. É quitute para não esquecer; é sabor para rememorar os aprendizados que só a natureza pode oferecer.
- oficial

esta massa é um tipo de macarrão mais grosso, com furo no meio – perfeito para reter o molho à moda, uma combinação molhos sugo e quatro queijos (muçarela, prato, gorgonzola e cremoso)

O sabor da saudade

29 abril, 2016 às 18:09  |  por Josi Basso

esta massa é um tipo de macarrão mais grosso, com furo no meio – perfeito para reter o molho à moda, uma combinação molhos sugo e quatro queijos (muçarela, prato, gorgonzola e cremoso)

esta massa é um tipo de macarrão mais grosso, com furo no meio – perfeito para reter o molho à moda, uma combinação molhos sugo e quatro queijos (muçarela, prato, gorgonzola e cremoso)

Entre mim e minha irmã, saudade tem sabor. Sabor de bife à milanesa.

bifes à milanesa

bifes à milanesa

Ficou registrado desde uma noite, de um dia, da década de 90, quanto o ônibus partiu rumo a São Paulo. Para nós, a distância era uma viagem ao fim do mundo.  E, por anos, assim o foi. Naquela noite, antes de me levar à rodoviária, ela preparou o prato preterido. Bife à milanesa. Por cima, molho sugo. Para arrematar, penne e molho de queijos. Entrei no ‘Cometa’ que me levaria para uma viagem sem volta. Ao mundo ‘de gente grande’. Lágrimas correram enquanto o ônibus percorreu quadras e mais quadras. Distância que também lembra o fim do mundo. Distância que ela percorreu implorando para que eu ficasse. Distância que registrou o bife à milanesa como o último prato, do primeiro dia, do primeiro ano, do resto de nossas vidas.  E assim, o prato se tornou emblemático em nossas vidas. Era o prato que me esperava a cada visita que fazia em casa. Refeição com sabor de saudade.

bifes à milanesa

bifes à milanesa

Fusilete - O tradicional Fusilete é um desses clássicos, que nunca perdem seu sabor (de afetos). Para essa receita, a massa indicada é o fusilli artesanal (lâmina de massa aberta em longas tiras, cortadas e enroladas no comprimento com um arame) – perfeito para reter o molho. Mas em casa, você pode utilizar uma massa seca, como o bucatini ou o penne. Com a massa em mãos, filés limpos à perfeição, livres de todas as nervuras e preparados à milanesa (farinha de trigo, depois ovos batidos e farinha de rosca temperada); na sequência, molho sugo tradicional (morosamente cozido); molho bechamel (preparado com queijos diversos). Para finalizar, parmesão ralado. Depois, é só gratinar e servir.

 

Máquina para bater polenta - Agriturismo Il Borgo Della Colomba/Itália

Máquina para bater polenta – Agriturismo Il Borgo Della Colomba/Itália

Na Vila onde moro há uma linda garota. Na casa dela um aventureiro gatinho acaba de aportar. Na cozinha desta menina sempre há quitutes sendo preparados.  Na mesa dela, com frequência, tem uma cumbuca cheia de polenta, prato de que ela tanto gosta. E sobre uma das cadeiras, agora, um gatinho sempre a esperá-la. Dia desses, tive o prazer de preparar uma polenta para esta adorável garota.  Foi um sucesso. Elaborei à maneira de que eu mais gosto de comê-la. Apenas com fubá amarelo e água. Cremosa no momento, mas que, com o passar de algumas horas, vai encorpando ao ponto de poder ser grelhada.

Nacos de polenta grelhados na chapa, untada com um fio de azeite

Nacos de polenta grelhados na chapa, untada com um fio de azeite


Sabor para qualquer ocasião. Para agregar um tempero extra, dois dentes de alho picados e duas folhas de louro frescas.

 

 

o gato das queridas meninas, que moram na Vila Ida

o gato das queridas meninas, que também moram na Vila Ida

 

Estas, colhidas da horta da menina, que agora tem um gatinho (o Neto), e também tem uma amiga para lá de especial, que nesta casa também mora. Mal sabem elas que para executar a deliciosa polenta usei uma panela de pressão.

Sim. Polenta de panela de pressão. Simples assim!!!
Ingredientes (para quatro pessoas) e Modo de preparo
3 xícaras de fubá amarelo e três xícaras de água fria. Agregar a água na polenta até obter um creme, sem grumos. Reservar. Na panela de pressão, colocar seis xícaras de água fria, 3/quatro dentes de alho e duas folhas de louro fresco. Sal a gosto. Assim que a água começar a ferver, agregue a pasta de fubá. Abaixe o fogo e mexa bem, até que o fubá esteja dissolvido por completo. Feche a panela. Assim que pegar pressão, conte 20 minutos e desligue. Tire a pressão. Pronto. Simples assim!!! Polenta na pressão, à perfeição.

polenta com nacos de frango

polenta com nacos de frango

biscoitos diversos comercializados em barracas de feiras livres

A casa tomada…por biscoitos

2 abril, 2016 às 13:06  |  por Josi Basso
biscoitos diversos comercializados em barracas de feiras livres

biscoitos diversos comercializados em barracas de feiras livres

Era realmente uma casa diferente. Do primeiro degrau da escada de madeira já podiam ser avistadas caixas e mais caixas de papelão. O cheiro era incomum. Do doce ao…realmente diferente. Pudera!! Era uma casa tomada. Tomada por biscoitos. Biscoitos de todos os tipos. Era a casa dos feirantes. Tive a sorte de, por anos, tê-los como vizinhos. Nossos piqueniques eram diferentes. Ao invés de minhocas, nossas panelinhas de plásticos eram repletas de biscoitos. O de que eu mais gostava era o que lembrava uma minhoca. Mas com sabor de pimenta, ou de queijo, ou, ainda, de orégano. Há décadas mudaram-se. A casa tomada…de biscoitos foi demolida, também há décadas. Mas até os dias de hoje, quando vou às feiras livres, paro em frente às barracas repletas de latas, caixas e sacos de biscoitos iguais aos de idos tempos. Num piscar de olhos escuto as gargalhadas que enchiam o jardim da nossa casa, à época uma floresta de Mata Atlântica que findava no Fundo de Vale, que também não existe mais. Foi aterrado por vizinhos que, com certeza, jamais brincaram de piqueniques, seja de minhocas ou de deliciosos biscoitos, que aconchegavam nossas almas.

biscoitos, biscoitos e mais biscoitos. Biscoitos doces e salgados, vendidos a granel em feiras livres

biscoitos, biscoitos e mais biscoitos. Biscoitos doces e salgados, vendidos a granel em feiras livres

Feiras livres volantes, em Curitiba/PR

Terça-feira:
- Chafariz Feira dos Anjos — Avenida Sete de Setembro, esquina com Avenida Arthur Bernardes, Seminário
Quarta-feira:
- Praça do Expedicionário — Rua Saldanha da Gama, Alto da XV/ Prefeitura – rua Papa Leão XXIII
Quinta-feira:
Praça do Japão — Avenida República Argentina, Água Verde.
Sábado:
Passeio Público/Centro e Jardim Botânico.
(Horário das feiras: das 7 horas ao meio-dia)
Alto da GlóriaR. Alberto Bolliger, entre Augusto Stresser e Itupava.
(Horário das feiras: das 7 horas às 13h00)

No litoral do Paraná
Sábado:
Matinhos – Centro, ao lado do mercado de peixes.
Morretes:
Sábados (Horário das feiras: das 7 horas ao meio-dia)
Endereço - Rua XV de Novembro, 0000

Pão com bife na zaga

12 março, 2016 às 16:28  |  por Josi Basso
pão com bife. os nacos de carne são batidos, salteados num fio de azeite e vinagre. para finalizar, cebolas e uma colher de molho de inglês

pão com bife. os nacos de carne são batidos, salteados num fio de azeite e vinagre. para finalizar, cebolas e uma colher de molho de inglês


Não é de hoje que sou chegada num pão com bife. De criança, enquanto o pai defendia a zaga no Operário Pilarzinho Esporte Clube (na década de 70), fui merecedora do cargo de vendedora de fichas da majestosa delícia. Eram dezenas de nacos finos de carne, que escorregavam pela chapa quente, sempre regada por um fio de óleo mais um de vinagre. Depois de alguns anos, quando o pai não era mais o ‘destruidor’, apenas atuava nos bastidores do Clube da suburbana, subi de cargo. Do alto de um engradado de cerveja de madeira ajudava as lâminas de carne a selarem rapidamente para, em seguida, preencherem um pão francês crocante.

Carmelino Basso destacado como personagem sem igual para o Operário Pilarzinho, pelaTribuna Alvirrubra

Carmelino Basso destacado como personagem sem igual para o Operário Pilarzinho, pelaTribuna Alvirrubra


A experiência me rendeu habilidade para preparar um bife à perfeição. Já sabia que deveriam ser finos, beeeeemmm batidos, já que assim era o pedido da mãe, quando nos pedia para comprar ‘xxxxx dinheiro…R$, 10,00’ de bife, passados duas vezes na máquina. O feitio era similar. A mãe aquecia a frigideira, repousava a carne transparente, passava de um lado, de outro, cortava-os e distribuía nos pratos. Para finalizar, cebolas fatiadas eram salteadas no mesmo recipiente.

pão com bife. os nacos de carne são batidos, salteados num fio de azeite e vinagre. para finalizar, cebolas e uma colher de molho de inglês

pão com bife. os nacos de carne são batidos, salteados num fio de azeite e vinagre. para finalizar, cebolas e uma colher de molho de inglês


De lá para cá, no pré-preparo, só agreguei o martelo de bater, já que as finas fatias solicitadas no açougue ficaram a ‘ver navios’. Quando necessário, passo uma faca na transversal, transformando um bife, em dois. Embrulho no papel filme e bato. Bato. Bato.
Questa è la magia.  Depois, em temperatura ambiente, selo rapidamente os bifes salpicados com pimenta do reino no fio de azeite e um pingo de limão (por vezes, finalizo com um pingo de molho inglês). Depois, salgo. O pão francês recebe uma bela fatia de queijo mozarela derretida na chapa. No mais, é finalizar, quem sabe, com umas lâminas de tomate. É o pão com bife destruidor!!!

 

pão com bife. os nacos de carne são batidos, salteados num fio de azeite e vinagre. para finalizar, cebolas e uma colher de molho de inglês

pão com bife. os nacos de carne são batidos, salteados num fio de azeite e vinagre. para finalizar, cebolas e uma colher de molho de inglês