João e o gato Pudim

21 maio, 2013 por Fabiana Ferreira
16:59

 

Quando o João chegou por estas bandas, o gato Pudim já vivia suas aventuras pelas ruas da cidade. Hoje, o felino, de dois anos, tem passado mais tempo em casa “pajeando” o bebê, o que inclui umas visitas sorrateiras ao berço do pequeno.

“Ele é um gato muito manso e rueiro, apesar de ser castrado. É daqueles gatos que quando chega uma visita em casa, a primeira coisa que ele faz é pular no colo da pessoa para pedir carinho”, conta a Stefânia.

Orfão de uma ninhada de cinco gatinhos, Pudim teve sorte ao ser adotado pela família da Stefânia, que dá exemplo desde cedo para a prole e providenciou a adoção dos irmãos do Pudim. Além do filho caçula, João, a mais velha Giovanna tem a companhia da cadela Lola, uma Golden Retriever, de 3 anos, e da gata Didi, de 13.

Stefânia desfaz aquele mito das gestantes em pânico com possibilidade de se contaminarem com os gatos. “Como tenho as vacinas e os vermífugos dos animais em dia, não mudei em nada a minha rotina de cuidados com eles durante a gravidez. Fiz os exames do pré-natal e sempre lavei bem as mãos depois de limpar a caixa de areia dos gatos”, explica.

Com a chegada do João alguns cuidados foram necessários. “Tomo mais cuidado com o Pudim porque ele fica o tempo todo junto ao bebê, mas o cuidado é por causa da higiene. O Pudim fica muito tempo na rua do condomínio e andando pelos quintais, e mesmo gatos serem animais bem higiênicos, não tem como voltar limpo pra casa. Estou tendo o cuidado de passar o anti-pulgas e sempre coloco um pano para proteger o berço do João porque o Pudim adora entrar lá escondido”, diz a mãe zelosa.

“Fui criada com animais e quis que a Giovanna e agora o João também pudessem ter essa oportunidade. As crianças têm um excelente companheiro, aprendem a ter mais responsabilidades e são mais carinhosas com animais de estimação”, acredita.

Protetoras de olho no destino da verba da Proteção Animal

20 maio, 2013 por Fabiana Ferreira
23:42

A Câmara Municipal de Curitiba instala, nesta terça-feira (21), às 16 horas, no plenário, a Frente Parlamentar em Defesa dos Animais. Criado por iniciativa do Professor Galdino (PSDB), o grupo também reúne os vereadores Beto Moraes (PSDB), Cacá Pereira (PSDC), Chicarelli (PSDC), Colpani (PSB), Dirceu Moreira (PSL), Jorge Bernardi (PDT), Tico Kuzma (PSB) e Valdemir Soares (PRB).

 

Segundo um grupo de protetoras independentes, na pauta do evento, o destino da verba de emenda parlamentar, no valor R$ 350 mil, que o vereador Galdino destinou para a Proteção Animal.

Ainda segundo as protetoras, em audiência pública no ano passado, Galdino se comprometeu em utilizar esta verba para castrações e compra de equipamentos para o CRAR (Centro de Referência para animais em risco). Mas a atual gestão municipal estaria propondo uma alteração de rubrica, em virtude do CRAR ter saído dos planos, e sugerindo que a verba seja utilizada para o projeto veterinário mirim e convênio com universidades para atendimento dos animais em risco.

E as protetoras protestam e perguntam. Se o CRAR estava entre os compromissos do plano de governo municipal dá para deixar lado agora depois das eleições? 

 

Deixe seu lado cão falar mais alto

20 maio, 2013 por Fabiana Ferreira
18:49

Esqueça o que não importa e exagere nas demonstrações de afeto

Que tal deixar de lado o que não tem importância? E nisto, os cães são sábios. Brigamos com eles e em seguida já estão nos abanando o rabo. Uma lição para nós humanos. Eles também não economizam na hora de demostrar carinho. Comparado aos gatos e sua sofisticação, os caninos dão vexame nas demonstrações de afeto. Mas é tão bom ser recebido assim por um cachorro!

Segundo o consultor cinotécnico e especialista em manejo comportamental de cães e gatos, Luiz Augusto Santos Rodrigues, os cachorros não esquecem a advertência. “O que acontece é que eles não interpretam este ato inútil como de importância relevante. Acima de tudo, cães seguem sempre adiante, não guardando mágoas ou informações desnecessárias”, explica.

Exagero e sofisticação – Na hora de expressar carinho, os cachorros não são nada econômicos. Para quem não é chegado a um agito, o melhor é optar pelos gatos. “Distintamente do que o folclore popular crê, gatos também são animais de bando. Mas, por serem individualmente mais exigentes, são consequentemente mais econômicos em suas manifestações”, explica o especialista.

Eles ronronam, se esfregam por entre as nossas pernas, e muitos até vocalizam seus miados de satisfação.  Os bichanos, segundo o especialista, são mais sofisticados e discretos em suas demonstrações de afeto, sem deixar de lado as brincadeiras, principalmente quando jovens.

Memória - Rodrigues conta que a memória dos cães tem extensão variável, de acordo com o fato gerador. “Têm percepção exata do nosso ato de apontar, pois pela convivência, confiança e vínculo de dependência sabem que isto se refere a alguma coisa a ser buscada, principalmente, se for um alimento”, diz o consultor.

 

Maus-tratos – Nestes casos, muitos cães mudam seu comportamento, potencializado em agressividade ou medo (muitas vezes associado à agressividade). Geralmente, os maus-tratos nunca ocorrem em eventos isolados. “Significa dizer que os atos de maus-tratos são mais frequentes, e de tão repetidos, fixam a reação como reforço negativo, deflagrando a auto-defesa, interpretada equivocadamente como agressividade”, esclarece.

 

Publicado na Revista Viver – edição de março

 

 

 

 

Projeto Focinhos comemora 10 mil castrações

15 maio, 2013 por Fabiana Ferreira
19:14

O Projeto Focinhos atingiu a marca de 10.034 castrações de animais domésticos desde a fundação da ONG, em novembro de 2006. Em média são realizadas cerca de 150 cirurgias por mês. Desse número o maior atendimento é destinado às fêmeas, pois a castração delas é a forma mais eficaz para o controle populacional de cães e gatos. Os custos com os procedimentos ficam em aproximadamente R$ 12 mil por mês e são pagos por meio de doações e venda de produtos do projeto.

A castração número 10 mil foi comemorada pelos voluntários do projeto, pois foi realizada na cadela Paka, que foi resgatada em Araucária. Assim como as diversas histórias de animais abandonados, Paka passou por muitas dificuldades antes de achar um lar. A cachorra, que tem cerca de 8 meses, foi adotada após os pais morrerem envenenados. Quando tinha 2 meses contraiu parvovirose, mas conseguiu se recuperar. “Felizmente, hoje ela está saudável e bem tratada. A cirurgia de castração dela foi um sucesso e está se recuperando muito bem”, conta Vania Rombauer, voluntária do Projeto Focinhos.

Segundo Lahna Winter, cofundadora do projeto, a castração, além de colaborar com a redução de animais nas ruas, traz benefícios aos animais. “As fêmeas não entram mais no cio, não correm o risco de desenvolver câncer de útero e de ovário e diminui a probabilidade de ocorrências de câncer de mama”, explica.

A castração consiste na remoção do útero e de ovários das fêmeas e nos machos é feita a remoção dos testículos. “Para fazer o procedimento não é necessário aguardar a fêmea ter a primeira cria e, quando possível, a castração deve ser realizada antes do primeiro cio, pois é mais benéfico para o animal. Além disso, o procedimento não prejudica o crescimento e o desenvolvimento deles”, esclarece Lahna.

As cirurgias realizadas pelo Projeto Focinhos são feitas por veterinários voluntários em clínicas estruturadas, com os animais anestesiados e com todos os cuidados necessários para o procedimento. Para custear os procedimentos o Projeto conta com a ajuda de doações espontâneas, contribuições dos Amigos do Focinhos (colaboradores cadastrados que fazem doações mensais) e a venda de produtos com a logomarca Focinhos.

Para contribuir acesse www.projetofocinhos.org.br ou pelo Facebook www.facebook.com/projetofocinhos

 

Perfil Projeto Focinhos

O Projeto Focinhos é uma ONG sem fins lucrativos fundada em 2006 com o intuito de diminuir o número de animais abandonados nas ruas de Curitiba e região. O projeto faz a castração de animais domésticos por meio de parcerias com médicos veterinários e clínicas veterinárias. A instituição não possui sede própria e as cirurgias são agendadas pelo telefone (41) 8847-2787, de segunda a quinta-feira, das 11h30 às 13h30 e das 19h às 21h, e nas sextas-feiras pela manhã. Para manter as atividades a ONG conta com apoio de voluntários que contribuem mensalmente. Os Amigos do Focinhos fazem doações a partir de R$12 mensais, por meio de boleto bancário. O dinheiro arrecadado é revertido em material cirúrgico utilizado na cirurgia de esterilização de animais de famílias de baixa renda. Mais informações no site www.projetofocinhos.org.br e pelo email focinhos@projetofocinhos.org.br.

 

Só as mães são felizes….

10 maio, 2013 por Fabiana Ferreira
18:57

Mãe de cachorro, mãe de gato, mãe de tartaruga…Enfim, as apaixonadas por seus bichos também merecem um parabéns de Dia das Mães. Eu até ganhei um porta-retrato das amigas de trabalho para marcar a data. O mimo foi entregue na empresa às colaboradoras que têm filhos humanos, mas eu não fui esquecida! Agora já posso ficar bem pertinho da minha pequena. E melhorar muito a minha produtividade!

Selecionei algumas fotos de mães que já passaram por aqui para ilustrar o post de hoje.

Feliz Dia das Mães para todas que amam seus filhotes, sejam eles de qual espécie forem!

 

 

Marina Silva e seus pets

7 maio, 2013 por Fabiana Ferreira
19:34

Marina Silva está viajando pelo Brasil em busca de assinaturas de apoio para a formação do partido político Rede. Ela precisa de 500 mil, já conseguiu a metade. De passagem por Curitiba, falou ao Blog sobre a importância dos Direitos do Animais e destacou um dos itens do Manifesto Partidário da Rede: defesa dos Direitos animais por meio da abolição de todas as formas de crueldade contra animais e de políticas púbicas para o bem-estar de animais urbanos, selvagens e de uso comercial.

O Estatuto da Rede de Sustentabilidade também traz um item que versa sobre o respeito à natureza e à vida em todas as suas formas de manifestação e da promoção e defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado; para conferir na íntegra acesse

A ex-senadora e ministra do meio ambiente contou que gosta muito de cachorros e um em especial marcou a sua vida. A vira-lata Baronesa, da época em que vivia no seringal no Acre. Marina disse que a cachorra morreu após uma ataque de porco espinho, típico da região.

Agora ela se encanta com dois cães da raça Boxer, Paçoca, de quatro anos, e o filhote Torrone, trazidos pelos filhos para casa em que mora em Brasília.

Quer ser um apoiador da Rede? acesse

A verdadeira Rede de Proteção de Curitiba

6 maio, 2013 por Fabiana Ferreira
16:01

A tragédia que envolveu um acidente com uma idosa nesta semana atacada por um cachorro (não vou citar a raça dele para não gerar ainda mais preconceito) no bairro Pinheirinho, em Curitiba, e culminou na morte do animal pela polícia revelou uma situação que vem sendo comum na cidade. A triste realidade de acumuladores de animais. A mulher “colecionava” bichos de todas as idades – cerca de 20 cães e 10 gatos – em estado de total abandono e maus-tratos. A idosa é vítima tanto quanto os animais. A situação veio à tona, pois ela segue internada no hospital.

Mas porque estou contando tudo isso? Porque me chocou ainda mais ver a Rede de Proteção Animal de Curitiba, com vários projetos em andamento ligados a questão animal e que no futuro espero que façam a diferença, pedindo – mais uma vez – o auxílio das protetoras. Ora, elas já fazem muito e já estavam mobilizadas no caso. O município precisa pensar em projetos emergenciais para atuar com efetividade em situações como esta.

A gestão anterior também fazia evento de adoção no Parque Barigui e pelo que me consta até agora nada além disto foi feito na prática. Recebo toda a semana um boletim da Secretaria de Defesa dos Animais de Porto Alegre com uma série de ações, entre elas: atendimentos veterinários, resgates e castrações. Mas sinto falta desta mesma prestação de contas em Curitiba.

Claro, que o Blog está à disposição da Rede de Proteção Animal de Curitiba para enumerar todas as ações concretas em prol do animais feitas até o momento. Por enquanto, no caso da Dona Clara do Pinheirinho, a mobilização das protetoras continuava nesta segunda-feira (6/5). As protetoras se organizaram durante o final de semana e seguiam no resgate nesta segunda. Continuam em busca de lar temporário, rações especiais e adotantes para os animais. Parabéns a todas elas, que sem contar com nenhuma ajuda do poder público fazem acontecer. A verdadeira Rede de Proteção de Animais de Curitiba.

Jacaré e Bugio escapam. Pit Bulls não!

4 maio, 2013 por Fabiana Ferreira
08:44

O Movimento SOS Bicho pediu ao Ministério Público apuração do caso da morte de um Pit Bull durante diligência da policia militar em uma casa no Pinheirinho. O caso ganhou repercussão nesta semana, pois uma idosa de 75 anos, teve parte do braço arrancado após colocar a mão para dentro do portão onde o cachorro estava. Realmente, é imprescindível esclarecer mais esta situação – em menos de três meses – envolvendo outra morte de mais um cão desta raça.

No episódio anterior, o resgate desastroso feito pela guarda municipal também vitimou uma pit bull após acidente envolvendo uma criança, que de acordo com divulgações na época, teve um ferimento na perna.

Algo errado tem acontecido nos resgate destes animais “ditos violentos”, pois somente desta forma seja PM ou guarda municipal pode se deslocar para atender o chamado da população que se sente ameaçada.

Se em Curitiba, conseguimos resgatar jacaré e até macaco bugio, por que não é possível lidar com um simples resgate de cachorro? Ou os animais silvestres têm mais direitos que animais de estimação, ou melhor, mais direitos que os pit bulls?

Os dois fatos lamentáveis já aconteceram,o que se espera é um resposta oficial sobre os dois casos. Também espero que as autoridades façam treinamentos para as equipes que atuam no resgate de cães e recebam esclarecimentos sobre o comportamento animal, para que pit bulls e rotwaillers não sejam discriminados.

Polícia de Minas leiloa cães que não farejam crack

27 abril, 2013 por Fabiana Ferreira
10:26

A Polícia Militar de Minas Gerais avisa que o leilão dos cães reprovados nos testes para integrar a equipe policial deve acontecer em breve. Informa que o protesto das Ongs locais não foi o motivo do adiamento e sim problemas no edital. Baseados na lei que determina que bem público sem utilidade deve ser leiloado, a polícia mineira vai manter este absurdo de leiloar os cães como se fossem um carro daqueles apreendidos por irregularidades.

Escrevo após ver a reportagem do Hoje em Dia, na TV Record, que acompanhou a atividades dos cães no canil em Belo Horizonte. Labradores e pastores devem ter vocação para o serviço público. Sorte que nem todos têm esta vontade de seguir a carreira militar.
Engraçado foi ver que muitos cães se recusam a atacar o alvo e preferem correr e brincar. Outros não querem nem saber de farejar, não estão nem aí com o crack.

Mineiros, principalmente crianças,  já estão na fila em busca destes cães reprovados. Eles demonstram ser dóceis e querem mais é sombra e água fresca. A adoção para encontrar um lar para estes animais, após avaliação prévia dos adotantes, seria a melhor alternativa. A exemplo do que acontece na Polícia Militar do Rio de Janeiro. Mas a Polícia mineira age respaldada na lei, que ainda enxerga nossos bichos como se fossem objetos. Uma pena, pois deveriam incentivar a adoção responsável.

Cães gastam mais

26 abril, 2013 por Fabiana Ferreira
18:16

Já fez a contas para saber quanto custa manter seu pet?  

A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) divulgou, recentemente, os gastos médios mensais, direcionados ao cuidado de animais de estimação, com base em pesquisa efetuada no Estado de São Paulo. Segundo a entidade, o gasto com cães pode chegar a cerca de R$ 308, por mês, para os donos de raças de grande porte, valor que inclui ração, vacinas, banho, tosa, controle de pulgas, entre outros cuidados. Já as raças pequenas não exigem mais de R$ 133.

Um dos dados mais relevantes é o gasto geral com gatos, que não passa, em média, de R$ 84,19. Esse cálculo corrobora com informações da Abinpet, que apontaram em 2012 no Brasil aproximadamente 37,1 milhões de cães e 21,3 milhões de gatos. Apesar do crescimento de 4% na população de cães, o aumento na população de gatos foi mais que o dobro, apresentando uma alta de mais de 8% em comparação com 2011. A estatística reflete a procura pelos felinos em grandes cidades, onde a vida em apartamentos poderá requerer pets menores e mais independentes.

Em 2012, as indústrias de Pet Food, Pet Care, Pet Vet e Pet Serv faturaram, juntas, R$ 14,2 bilhões. Os Estados Unidos lideram o mercado mundial (30%), seguidos em segundo lugar por Brasil e Japão (8%), Reino Unido (7%), França (6%) e Alemanha (6%).

Fonte: Abinpet

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