O cachorro de Schopenhauer e a defesa dos animais

27 abril, 2016 às 18:02  |  por Fabiana Ferreira

O Papo Pet conta nesta semana com um texto especialmente produzido para o Blog pelo filósofo Jelson Oliveira, professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCPR, autor do Coleção Sabedoria Prática e co-autor do livro Diálogo sobre o Tempo.  

Para Schopenhauer, o caráter de um ser humano se conhece pela sua capacidade de ser bom com os animais – e o contrário também seria verdadeiro: quem maltrata um animal não pode ser uma pessoa bondosa e de bom caráter.

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Não foram poucos os filósofos que se dedicaram à questão do animal. No geral, os interesses são de dois tipos: um mais teórico e outro mais prático. Na primeira perspectiva, aparecem questões como a diferença entre humanos e animais e o terrível paradoxo da impossibilidade de conhecermos o animal por ele mesmo, como se animalidade fosse um círculo impenetrável. Na segunda, despontam questões de cunho político e ético que dizem respeito ao que hoje chamamos de direitos dos animais.

Poucos pensadores articularam as duas questões de forma tão convincente quanto o alemão Arthur Schopenhauer. Para ele, a vida de todos os seres é marcada pelo sofrimento derivado de um egoísmo natural que o filósofo chama de Vontade. Essa força cega e insaciável seria, para ele, o fundo de toda realidade e estaria presente também em todos os animais na forma de desejo e carência. A Vontade crava as unhas na própria carne e faz de nossas vidas capítulos infindáveis de dores e sofrimentos. Schopenhauer nos conduz a um terreno de puro pessimismo: a Vontade é uma espécie de pêndulo entre a dor e o tédio e ela faz do sofrimento, o núcleo mais íntimo de todos os seres.

Porque a dor transpassa tudo o que vive, ela se torna o elo de ligação entre nós e os animais. Mas também é ela que nos torna capazes de entender o apelo dos animais e dirigir a eles a nossa compaixão. Para Schopenhauer o animal não está preso em um círculo fechado e inacessível. Ao contrário, porque sua dor é a mesma sentida por todos os seres humanos, estes estamos obrigados a proteger e garantir que os animais não sofram – porque o homem sabe o quão terrível e indesejável é sofrer. Compadecer-se é adentrar no círculo existencial do outro através da partilha da dor e, uma vez aí, ser capaz de suspender os próprios interesses (talvez até relativizar a própria dor) em função da dor do outro, colocando-se em gesto de ajuda. A compaixão nasce da certeza de que “sofremos COM ele [o animal], portanto EM sua pessoa”.

O que fazemos, contudo? Schopenhauer acredita que o homem é o ser mais maldoso entre os animais, porque ele é o único capaz de incutir dor de forma proposital e de maltratar por maltratar. E porque é assim, o homem precisa da moral e da lei, capazes de orientar as suas ações para a compaixão, que se torna o princípio central de sua proposta ética. Para Schopenhauer, o caráter de um ser humano se conhece pela sua capacidade de ser bom com os animais – e o contrário também seria verdadeiro: quem maltrata um animal não pode ser uma pessoa bondosa e de bom caráter.

Com suas ideias, Schopenhauer se fez um precursor da ética animal. Essas “almas flageladas” que rondam pelo mundo, aprisionados em estreitas celas para alimentação humana ou estendidas em mesas de vivissecção para o bem da ciência, emitem um apelo para o qual os seres humanos não podem ficar indiferentes.

Na prática, Schopenhauer teve forte interesse pelas sociedades protetoras dos animais que acabavam de surgir no seu tempo (o século XIX), a partir da Inglaterra. Teria se alegrado com notícias relativas à punição dos agressores de cães e de cavalos, sob a vergonha pública da nova lei inglesa. Mais de um século depois, o flagelo dos animais continua comprovando que, de fato, o ser humano pode ser o mais cruel entre os bichos. Chamado por Nietzsche de “o cavaleiro solitário”, consta que Schopenhauer vivia na companhia de um cão, cujo sugestivo nome era Atma (alma do mundo). Ele e seu cachorro lançaram, desde seu tempo e seu lugar, um desafio que ainda é nosso e que mobiliza cada vez mais gente ao redor do mundo.

 * Confira outros textos do filósofo em seu blog com J e no Bem Paraná em suas participações no blog  Maluco Beleza  

PUCPR cadastra cães com lesão em medula espinhal para pesquisa com células-tronco

26 abril, 2016 às 17:04  |  por Fabiana Ferreira

Avaliações acontecem na quinta, 05 de maio. É necessário cadastro preliminar 

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 Objetivo é verificar se haverá recuperação da sensibilidade, motricidade e controle da micção após transplantes de células-tronco.

O Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da PUCPR está cadastrando cães com paraplegia (paralisia das patas traseiras), perda da sensibilidade e do controle da micção (emissão de urina), decorrentes de hérnia de disco ou fratura vertebral. O objetivo é verificar se os animais recuperarão, após transplantes de células-tronco, a motricidade, a sensibilidade e o controle da micção.

Cadastramento de cães

A partir do dia 26 de abril, a PUCPR realizará avaliações neurológicas em cães com paraplegia. Os interessados em cadastrar os animais da pesquisa devem entrar em contato pelo telefone 41. 3271-2094 (com Letícia ou Felipe) ou pelo e-mail jose.villanova@pucpr.br, informando o nome do tutor do animal, telefone para contato e um relato do problema apresentado pelo bichinho. Nesse momento, apenas cães serão cadastrados.

Avaliação

A primeira avaliação clínica dos animais cadastrados acontecerá no dia 05 de maio (quinta-feira), às 14h, no laboratório do curso de Medicina Veterinária da PUCPR, na Rua Rockfeller, 1311 – Rebouças. Por se tratar de um projeto de pesquisa, nenhum procedimento será cobrado.

Saiba mais:

De acordo com os coordenadores da pesquisa, José Ademar Villanova Junior e Carmen Lúcia Kunyoshi Rebelatto, os problemas neurológicos são muito frequentes e muitas vezes deixam graves sequelas. “Os tratamentos tradicionais incluem o uso de anti-inflamatórios e procedimentos cirúrgicos. Neste estudo avaliaremos os efeitos do uso de células-tronco. O diagnóstico das lesões será por exames neurológicos e de imagem”, explica Villanova.

Serão utilizadas células-tronco adultas extraídas do tecido adiposo (gordura) de cães que participaram da campanha de castração promovida pelo Hospital Veterinário da PUCPR em 2015 (mediante a autorização de seus proprietários). Portanto, o tratamento é com células-tronco alógenas, quando são da mesma espécie do transplantado, mas não do mesmo indivíduo que as recebe. Para verificar a recuperação da continência urinária, serão realizados testes urodinâmicos, que servem para aferir a capacidade de preenchimento e esvaziamento da bexiga urinária. Sensibilidade e motricidade serão avaliados por exames neurológicos e de eletroneuromiografia.

A hérnia de disco intervertebral mais frequente em cães é a do tipo I de Hansen, ela se caracteriza pelo deslocamento do material interno do disco intervertebral (núcleo pulposo) para dentro do canal vertebral, aonde se encontra a medula espinhal que possui fibras motoras e sensitivas, similar a uma fiação elétrica. “Se algo comprime esta fiação o comando ou captação de sinais fica prejudicado ou deixa de existir, causando paraplegia (perda da motricidade nas patas traseiras), perda da percepção dolorosa e do controle da micção”, complementa o coordenador da pesquisa.

Considerada uma doença neurológica bastante comum em cães, a hérnia de disco atinge principalmente a região toracolombar da coluna vertebral, e é mais frequente nas raças Dachshund, Lhasa Apso, Maltês e Shih Tzu. Eles são mais suscetíveis por apresentarem a coluna vertebral proporcionalmente mais longa em relação aos membros (braços e pernas). Dentre essas raças, a Dachshund é a mais propensa. Estudos apontam que 20% desses animais têm, tiveram ou terão hérnia de disco. A idade em que a doença mais aparece é entre os 3 e 6 anos. Pesquisas também mostram que 27% dos cães que já tiveram hérnia de disco terão novamente entre seis meses a dois anos da primeira ocorrência.

Em 2014, o mesmo grupo de pesquisa realizou estudo de células-tronco com ratos paraplégicos e o resultado foi a recuperação parcial dos movimentos e do controle urinário. O estudo foi realizado em 63 ratos divididos em três grupos. A análise dos resultados demonstrou que 66,6% dos ratos que receberam apenas células-tronco tiveram melhora no controle urinário, e 23,8% dos ratos recuperaram parcialmente os movimentos. Foi possível afirmar por este estudo que as células-tronco apresentaram efeitos benéficos na recuperação de ratos com incontinência urinária e perda total de movimentos em membros inferiores/pélvicos, porque os ratos do grupo controle (que não receberam as células-tronco) não apresentaram nenhuma melhora clínica.

 

 

Cães e gatos estão sujeitos ao vírus H1N1?

15 abril, 2016 às 00:12  |  por Fabiana Ferreira

Ainda estamos no Outono e as temperaturas bastante altas, atípicas para a estação. Mas mesmo assim a gripe em humanos tem causado medo e uma grande procura por vacinas. O alto número de casos de infecção pelo vírus H1N1 na região Sudeste já deixa a população do Sul preocupada com a doença. Mas será que nossos cães e gatos são atingidos pelo terrível vírus e devem ser vacinados? 

Foto: João Borges

A coluna Papo Pet entrevistou a médica veterinária e professora da PUCPR Ana Paula Sarraff Lopes (foto) para esclarecer as dúvidas do leitor.

Cães e gatos estão sujeitos a gripe da mesma forma? Tanto o cão quanto o gato podem estar sujeitos a gripe causadas por diferentes agentes. No cão pode ser causada pelos vírus da parainfluenza, adenovírus tipo 2 ou pela bactéria Bordetella bronchiseptica. Neste caso, o quadro é denominado de “tosse dos canis”. Já o gato pode ser acometido pelo “complexo respiratório felino”, causado pelo herpesvírus (vírus da rinotraqueíte), calicivírus ou pela bactéria Chlamydia felis. Além desses agentes, pode também ocorrer a Bordetella bronchiseptica ou o Mycoplasma felis.

Como é a transmissão? A transmissão ocorre pelo contato direto de um animal com o outro e através das secreções no ambiente.

Gripe de humano passa para cães e gatos? E vice-versa? Não. Se o cão ou gato apresentarem a Bordetella bronchiseptica e o tutor estiver com a imunidade baixa, pode, eventualmente se infectar, porém não é comum. O cão não transmite para o gato e vice-versa.

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Eles estão sujeitos a contaminação por vírus de todos os tipos, como é o caso dos seres humanos? Não, os agentes que acometem o homem, o cão e o gato são diferentes. Portanto, cães e gatos não são infectados pelo vírus H1N1.

A gripe é uma doença considerada grave para que tipo de animal? Pacientes imunodeprimidos, filhotes e idosos podem apresentar a doença com sintomas mais graves, devido a depressão do sistema imunológico.

A vacina é indicada em quais casos? É indicada para todos os gatos, desde filhotes, a partir de oito semanas de vida, segunda dose após duas a quatro semanas e reforço anual (vacina protege contra rinotraqueíte, calicivirose, clamidiose e panleucopenia). A vacina para cães também é indicada para todos, desde filhotes, a partir de seis semanas de idade, com dois reforços mensais e também anualmente. A vacina anual para os cães, já inclui o adenovírus-2 e parainfluenza (além de cinomose, hepatite, leptospirose, parvovirose e coronavirose). Existe também a vacina somente para gripe canina, que inclui a Bordetella bronchiseptica e o adenovírus. Essa vacina é indicada principalmente quando o cão irá ter contato com outros cães, como em exposições e canis.

A vacina protege 100%? Não, mas diminui muito a incidência da doença e faz com que ela se manifeste de uma forma mais branda. É indicado reforço anual

Como tratar a gripe? O tratamento deve ser realizado pelo médico veterinário e pode incluir hidratação, anti-inflamatórios, antibióticos e descongestionantes entre outros. Se surgir algum desses sintomas, procure o médico veterinário.

Sintomas

Cães: principalmente tosse seca (como se fosse engasgo), principalmente quando se exercitam e se agitam, pode também ocorrer febre. Em casos incomuns pode evoluir para pneumonia, com febre, secreção nasal e até falta de ar.

Gatos: espirros, corrimento nasal e ocular, febre, falta de apetite, desidratação, apatia e falta de ar. Pode evoluir para pneumonia e morte.

 

Chocolate é perigoso pra cachorro!

18 março, 2016 às 10:23  |  por Fabiana Ferreira

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Eles não precisam de chocolate. Mas tem gente que apresenta a guloseima ao cachorro e, em outros casos, eles surrupiam o doce. O que pode ser perigoso. Nesta época de ovos de Páscoa, a ingestão do alimento por acidente tende a ser mais frequente. O que pode levar muitos pets para emergência das clínicas veterinárias.

Segundo a coordenadora do curso de Medicina Veterinária da PUCPR e professora titular de Farmacologia e Toxicologia Veterinária, o chocolate tem uma substância que o fígado do cachorro não consegue metabolizar com facilidade, a teobromina. “O cão leva até seis dias para eliminar toda a substância. Os problemas que podem causar variam de acordo com o peso do cachorro e a quantidade de chocolate ingerida”, conta.

Claudia explica que o chocolate é composto por carboidratos, lipídios, aminas biogênicas, neuropeptídeos, sendo também um alimento rico em derivados da xantina: teobromina, cafeína e teofilina.  “A dose letal desta substância pode variar de animal para animal. O teor de teobromina varia de acordo com o tipo de chocolate. Por exemplo, o chocolate branco apresenta um teor maior de gordura do que teobromina e o chocolate meio amargo contém mais teobromina do que gordura, portanto intoxica com maior facilidade”, diz.

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O efeito é prejudicial para todos os cães, mas raças menores acabam sendo mais suscetíveis à intoxicação devido ao tamanho. A dose tóxica para chihuahua e poodle toy é entre 15 a 284 gramas e para o cocker spaniel e dachshund entre 85 a 680 gramas.

Teobromina – é um estimulante do sistema nervoso central e do coração. Ela provoca um intenso aumento no trabalho muscular cardíaco associado à uma grande estimulação do cérebro, ocasionando arritmias cardíacas graves em cães. Os efeitos clínicos podem ser observados entre seis a oito horas após a ingestão, tais como: aumento da ingestão de água, vômito, diarreia, dilatação abdominal e inquietação do animal.

 

Cão e gato não pegam Dengue, nem Zika!

19 fevereiro, 2016 às 00:01  |  por Fabiana Ferreira

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A epidemia de Dengue, Zika e Chinkunguya se espalha pelo Brasil. E com ela muitas notícias que mais apavoram do que esclarecem. Recentemente, foi veiculado que cães podem se infectar pela picada do mosquito Aedes Aegypti. Mas será que nem mesmo cão e gato escapam de doenças transmitidas por este mosquito?  O Blog Papo Pet entrevistou a médica veterinária, especialista em Cardiologia, e responsável pela Unidade Hospitalar de Animais de Companhia da PUCPR, Ana Paula Sarraff, para esclarecer essa questão.

- Cachorro pode contrair Dengue ou Zika? E gato? Não, essas doenças não são transmitidas aos cães e gatos

- Quais doenças cães e gatos podem adquirir por picadas de insetos? O Aedes Aegypti pode ser transmissor de alguma delas? A dirofilariose e leishmaniose são exemplos de doenças transmitidas por mosquitos hematófagos (que sugam sangue). A dirofilariose é transmitida por várias espécies de mosquitos, como dos gêneros aedes, culex e anopheles. O Aedes pode transmitir a dirofilariose, apesar dele ter predileção pelo ser humano. 

 - Como é feita a transmissão? Para que ele transmita a dirofilariose o mosquito deve picar um cão infectado, sugar sangue com larvas, que se transformam dentro do mosquito e esse mosquito então, ao picar outro cão, inocula as larvas, transmitindo a doença. Essas larvas vão evoluindo, entram na circulação sistêmica e tornam-se vermes adultos nas artérias pulmonares seis meses após a picada do mosquito. Se houver uma infestação por muitos vermes (podem haver até 250 vermes adultos, e as fêmeas podem medir até 30 cm de comprimento) eles podem invadir o coração e ficar no ventrículo direito ou átrio direito.

 - Qual tratamento para doenças transmitidas por picadas de inseto? Depende da doença. Existem dois tipos de tratamento para dirofilariose. Uma medicação é importada e mata os vermes adultos, mas pode ocorrer efeitos adversos como embolia pulmonar. O outro tratamento, muito utilizado no Brasil, mata a bactéria que mora dentro do verme e, com o tempo, o verme vai morrendo aos poucos.

 - Existe prevenção para evitar picadas? Existem vacinas para cães/gatos com esta finalidade? Pode-se usar coleiras repelentes para tentar evitar as picadas. Porém nas áreas endêmicas, indica-se utilizar um preventivo mensalmente, que pode ser via oral ou tópico, que mata as microfilarias (larvas), não permitindo que elas tornem-se adultas.

 - Algum lugar mais específico para contrair doenças transmitidas por insetos? Regiões quentes, com lagos e matas, além das regiões litorâneas.

 - Existe repelente para animais? Não, apenas coleiras repelentes.

 - Os comprimidos para prevenir pulgas e vermes têm utilidade nestes casos? Alguns deles também previnem a dirofilariose, vale consultar o veterinário para que ele prescreva o medicamento indicado.

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Fica a dica – a vasilha de água de cães tem sido considerada um foco de proliferação do mosquito. Os insetos depositam os ovos na borda. A orientação é lavar com escova e sabão este recipiente. “No caso de ingestão de água contaminada por ovos/larvas se o cão ingerir as larvas não vai adquirir a dirofilariose”, diz a especialista. Mas não é por isso que vamos descuidar. Seja responsável e elimine todos os focos de proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

 

 

Adotar é a melhor opção para ter um pet

15 janeiro, 2016 às 11:16  |  por Fabiana Ferreira

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Abandonar animais é crime de acordo com o artigo 32 da Lei Federal 9.605/98. Mas isto não impede que cães e gatos sejam abandonados por seus tutores, nem mesmo quando estão em tratamento veterinário.  A Unidade Hospitalar de Animais de Companhia da PUCPR, no Câmpus São José dos Pinhais, é prova disto. Atualmente, conta com 20 cães abandonados, a maioria deixados após serem levados para tratamento veterinário no local.

 Os cães que não retornam para seus lares ocupam as vagas de outros animais destinadas ao tratamento veterinário. Em virtude disso, o Hospital faz campanhas internas para adoção com frequência, mas tão logo as adoções são feitas outros animais são abandonados. 

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Um dos casos mais tristes é a da cadela Tiazinha, abandonada no Câmpus, e diagnosticada pela equipe de veterinários com Diabetes.  Sendo necessária a administração de medicamentos específicos para o controle da doença.

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Interessados em adoção de vira-latas legítimos podem entrar em contato com o Hospital a partir de 25 de janeiro pelo telefone: (41) 3299-4337.

Por outro lado, muitos ainda se comovem com cães abandonados pelas ruas. Sorte do Dado que em noite de chuva encontrou alguém para abrigá-lo provisoriamente. Foi castrado e agora aguarda um lar definitivo.

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Chega de sobe e desce!

18 dezembro, 2015 às 07:53  |  por Fabiana Ferreira
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Crédito: Alexandre Cardoso

Nem só humanos sofrem de dores na coluna, problemas nos joelho e hérnia de disco. Cães também podem apresentar sintomas semelhantes. E subir e descer escadas, em alguns casos, pode ser prejudicial à saúde. O problema não costuma atingir na mesma proporção os gatos.

Segundo o médico veterinário, ortopedista e professor do curso de Medicina Veterinária da PUCPR, José Ademar Villanova Jr., a hérnia de disco em região torocolombar, que provoca a paralisia de membro pélvico (patas traseiras), é bastante comum nas raças Dachshund (Dexter na foto), Lhasa Apso, Maltês e Shih Tzu. “Eles são mais suscetíveis por apresentarem o tronco longo em relação aos membros (braços e pernas). Dentre estas raças, a Dachshund é a mais propensa”, explica o especialista.

Atenção! Para prevenir problemas nas articulações é recomendada uma alimentação balanceada e manter o peso do animal controlado. “Para evitar problemas na coluna é preciso evitar que o cão suba e desça escadas ou qualquer lugar mais alto. Para o sofá e cama o ideal é colocar rampas, e não escadas, principalmente para as raças que têm propensão a ter hérnia de disco”, orienta Villanova.

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Evite escadas!

Acupuntura - Em vários casos, a técnica apresenta resultados positivos, como exemplo, tratamento para lesão de medula espinhal, dores crônicas e artrite. Além disso, a acupuntura pode ser utilizada para o tratamento de ansiedade. As agulhas são a preferência, mas outras técnicas também costumam ser empregadas, como é o caso da moxabustão (bastão com a erva Arthemisia que esquenta os pontos desejados). Em qualquer opção, procure o médico veterinário.

O Highlander dos poodles

20 novembro, 2015 às 13:27  |  por Fabiana Ferreira

Scooby Foto: arquivo pessoal

Ele conseguiu a proeza de completar 21 anos de idade. Parece pouco, mas se tratando de um cachorro, mesmo de porte pequeno, isto é algo surpreendente. O poodle Scooby é o orgulho e xodó da família Nalini, que vive em Santo André, no ABC paulista, região berço do movimento sindical do Brasil.

A colega de turma do curso de Jornalismo sempre falava nele. Mas isso faz pelo menos uns 15 anos, nos tempos da Universidade, na Mooca, em São Paulo. Quando soube que o Scooby continuava firme depois de tanto tempo, além da surpresa me interessei em saber quais os segredos da vida longa. Afinal, tenho uma poodle (foto abaixo) que está prestes a completar oito anos.

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Bebel: muita vida pela frente

Mais surpresas vieram. Scooby contraria tudo que é dito pela Medicina Veterinária. Não foi castrado e não é alimentado exclusivamente com ração. Pode isso? Costuma comer até salmão. Cardiopata, com deficiência auditiva e visual, Scooby conta com a vigília atenta da tutora. Dedicação e amor fazem parte desta receita, que inclui muitos gastos com medicação e consultas frequentes ao veterinário, além de limpezas dentárias.

Dá para concluir que cães vivem muito e responsabilidade e dedicação só aumentam em virtude disso. Ter um animal de estimação requer além de muito amor, tempo e paciência para os cuidados, principalmente, na velhice. Não esqueça que o que vale para um animal não significa o melhor para os outros. Castração, alimentação balanceada e atividades físicas são importantes para saúde do seu pet. Que ele seja tão amado e viva tanto tempo quanto o Scooby!

Dicas para viver mais – Rita Rocha, coordenadora do Hospital Veterinário da PUCPR, recomenda em relação à alimentação, escolher ração adequada para a idade do cão. “Não dar alimentos gordurosos, muito temperados e doces. Tomar cuidado com snacks, pois alguns possuem muitos conservantes e aditivos”, alerta. Passar por consulta veterinária pelo menos uma vez ao ano e fazer higiene bucal periódica.

 

Artesanato com pets na Feira da RMS

10 novembro, 2015 às 17:45  |  por Fabiana Ferreira

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A Feira de Economia Solidária promovida pela Rede Marista de Solidariedade tem opções de produtos artesanais com figuras pets. Guirlandas e árvores de Natal com cães e gatos de panos. Os preços variam de R$ 35 a 75,00.

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As opções podem ser conferidas até sexta, 13, das 9h às 21h. A Feira é realizada no câmpus Prado Velho da PUCPR, no bloco amarelo. Estacionamento gratuito com acesso pelo Portão 4.

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#sejagatopreto

30 outubro, 2015 às 16:09  |  por Fabiana Ferreira

#sejagatopreto é a Campanha da Pet Love, segmento de e-commerce, que alerta sobre o preconceito contra os felinos. Neste sábado, 31, é comemorado o Halloween. Apesar de a tradição ser americana, a data ganha popularidade no Brasil. E a ignorância de muitos ganha força nesta época em disseminar o preconceito contra os gatos de cor preta. 

O gato da foto é Amon-Rá.  A Cris e a filha Isa contam que fizeram a escolha justamente por conta desse preconceito bobo de que eles trazem má sorte. “Ao contrário! Além de doce, meigo, carinhoso e carentão, ele é a sorte em forma de pêlos e quatro patas!”, contam.

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Campanha – Para participar, basta clicar no link da campanha e adicionar a imagem do gato preto no seu avatar do Twitter ou Facebook. O objetivo é usar o alcance das redes sociais para conscientizar o maior número de pessoas sobre o preconceito e os maus-tratos contra gatos pretos, além de divulgar o passo a passo de como denunciar casos de maus tratos.

Acesse http://bit.ly/SejaGatoPreto e adicione o filtro ao seu perfil no Twitter ou Facebook, clicando no botão correspondente no Twibbon.

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