Arquivos da categoria: Entrevista

Visita de bicho no Einstein

4 abril, 2013 às 20:26  |  por Fabiana Ferreira

Cachorro, gato e até passarinho têm passe livre nas visitas aos pacientes do Hospital Israelita Alberto Einstein, de São Paulo, considerado um dos melhores do Brasil. Após inúmeros pedidos dos próprios pacientes atendidos na Instituição, o Hospital implantou um protocolo para liberar a visita de animais de estimação.

O animal precisa ser dócil, estar vacinado e de banho tomado para circular pelo jardim e outras áreas do Hospital. E o melhor. Não tem horário de visita agendado. Deu saudade, pode chamar seu bichinho.

Pensando na recuperação e bem-estar de seus pacientes, a aposta é mais uma medida focada no atendimento humanizado.
Confira a entrevista de Rita Grotto, gerente de Atendimento ao Cliente do Hospital Israelita Albert Einstein. Ela conta sobre a importância da adesão por parte dos funcionários, a fase de testes e em quais situações e locais é permitido o acesso dos animais.

Por que a medida foi adotada?

O compromisso do Einstein é “do cuidado centrado em seus pacientes”. Nosso objetivo sempre foi favorecer a recuperação dos pacientes em todos os níveis: físico, mental, emocional, social e espiritual. Essa solicitação sempre existiu e sempre partiu dos pacientes e seus familiares. Essa experiência nos motivou a transformar essa solicitação numa rotina com procedimentos claramente definidos. O Hospital quer que a experiência do paciente seja a melhor possível, e atender esse pedido só contribui para o tratamento e seu bem estar. É uma ação que ajuda na recuperação e faz com que o paciente se sinta bem, e acolhido em nossas instalações. Além de incentivar as parcerias de cura entre familiares, paciente e equipes.

Como foi a fase de testes?

Fizemos uma sensibilização com todos os nossos colaboradores, por exemplo, fazendo uma campanha interna sobre a importância do seu animal de estimação e o quanto eles proporcionam bem estar em suas vidas e de seus familiares. A campanha foi um sucesso, somos seres humanos cuidando de seres humanos, assim os cuidados podem ser melhor realizados através de ações de humanização. Isso precisava ser compartilhado para que a ação tivesse bons resultados e todos estivessem envolvidos com o mesmo propósito.

O que foi avaliado neste período?

A necessidade do envolvimento da Comissão de Infecção Hospitalar e equipe multiprofissional. A criação de uma política que garantisse que a visita fosse segura para todos.

A visita tem horário especial ou é feita no mesmo horário das outras visitas?

Dentro das diversas ações de humanização do Einstein, nós não temos horários de visitas na Instituição. Assim, a partir do momento da solicitação do paciente, aprovação do médico, e estando todos os critérios atendidos recebemos o ilustre visitante.

Como foi feito o treinamento dos funcionários?

O Einstein é extremamente preocupado com o treinamento de seus colaboradores. Assim, contamos com o IIEP- Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa, responsável em treinar 100 % dos funcionários Einstein. Em média cada funcionário tem 44 horas/ano aula. Foram treinados nesta filosofia de humanização 100% dos 10 mil colaboradores. Existe também um e-learning na intranet, salas de simulação realística com o objetivo de treinar, preparar e desenvolver profissionais.

Existe alguma restrição em relação as visitas quanto ao estado do paciente?
Sim, por este motivo a avaliação médica é fundamental.

Existe alguma exigência para os animais entrarem no Hospital? Vacinação, banho, etc

Sim, o familiar deve garantir através de informação registrada em prontuário que o animal é dócil, permanecerá com guia, transporte para circulação, comprovação do estado de saúde, carteira de vacinas, banho com um dia de antecedência, dentre outros.

Como tem sido a aceitação dos pacientes em relação a esta permissão?
Tem sido uma experiência muito agradável para ambos. Ter a oportunidade para fazer escolhas quando você está hospitalizado é essencial para a sua saúde e bem estar. A família e os amigos (entre eles os animais) são essenciais para o processo de cura.

Porém, é importante sempre respeitar as diversas opiniões, privacidade e espaços. Tomamos muito cuidado em fazer a ação respeitando todos os pacientes aqui internados, sem que eles sejam incomodados ou percebam as movimentações.

Alguma área específica do Hospital que recebe estas visitas?

Temos um jardim aberto, por exemplo. Mas são diversas as áreas permitidas.

Em quais casos a visita deve ser evitada?

- Pacientes em precauções aéreas, por gotícula ou precauções durante o contato.

- Pacientes imunossuprimidos (especialmente pacientes receptores de órgãos sólidos, transplante de medula óssea ou em uso de terapia imunossupressora em virtude de outras doenças, tais como neoplasias) ou que estejam em companhia de outro paciente imunocomprometido.

- Pacientes em unidade de terapia intensiva

- Pacientes psicóticos, com alucinação ou confusos a ponto de não terem entendimento perceptivo.

 

 

 

 

 

 

Bravo, eu? A fama do Chow Chow!

3 dezembro, 2012 às 18:59  |  por Fabiana Ferreira

Conhecido pela língua azul e pelagem de leão, sua fama não é das melhores quando o assunto é temperamento canino. Muitos lhe conferem o título de bravo, estressado, temperamental,  com direito a recusas em alguns pet shops. Quem tem, garante que a fama não reflete o “amor de bichinho” que pode ser um chow chow. Lindo e fofíssimo com certeza ele é.

Conversei com o zootecnista, professor da PUCPR e especialista em comportamento animal, Paulo Parreira, que conta um pouco sobre o comportamento da raça.

- O que é possível dizer sobre o temperamento desta raça?  É uma raça que, quando bem socializada e está dentro de uma família estruturada, dócil e muito apegada aos donos. Tem um forte senso de proteção e guarda.

- Dá para traçar um perfil? É indicado para quem tem crianças? Em minha opinião, todo cão desde que bem tratado, educado e com limites bem definidos, pode conviver com crianças. Obviamente que algumas têm uma maior facilidade para suportar brincadeiras.  O importante é também orientar as crianças sobre os limites e como respeitar o cão, evitando assim conflitos e acidentes.

- É uma raça fácil para adestrar? São inteligentes? Este tema é complicado. Existem alguns rankings de aprendizagem, que eu não concordo muito. Obviamente que raças selecionadas para trabalho junto ao homem (pastoreio e caça), foram arduamente selecionadas, o que confere a estas uma maior “facilidade” para o aprendizado. O Chow é visto como um cão que não aprende tão fácil, quase que refratário. É uma raça mais primitiva, que exige maior conhecimento e definição de limites claros, sem violência, por parte do dono ou adestrador. Não indicada para donos inexperientes.

 

 

Aids de gato é transmitida para humanos ?

22 novembro, 2012 às 19:00  |  por Fabiana Ferreira

Os felinos também são atingidos pela Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. Saiba como a Aids Felina se manifesta nos gatos e se é transmitida para humanos em entrevista com as médicas veterinárias e professoras da PUCPR, Carolina Cavalcante e Kung Darh Chi.

- O que é a Aids Felina? Existe alguma semelhança com a Aids humana?

A “AIDS” felina é causada, principalmente, pelo vírus da FIV ou Feline immunodeficiency virus, um lentivirus que é subgrupo do retrovírus ao qual pertence o vírus HIV humano. Embora ambas as doenças sejam imunodeficiência adquirida, o vírus da FIV atinge apenas felídeos, isto é, do gatinho doméstico ao leão das savanas. Nenhuma outra espécie é afetada.

- Quais os sintomas da doença?

Os sintomas são inespecíficos e incluem febre, perda de peso, redução do apetite, aumento dos linfonodos, diarreia, gengivite, estomatite, sinais neurológicos, oftálmicos, dermatológicos, além de infecções respiratórias e renais.

- Como é a transmissão entre felinos? Atinge humanos?

A doença é transmitida via saliva por meio de mordedura e arranhadura em brigas entre machos por disputa de território ou de fêmeas. Pode ocorrer também transmissão intra-uterina da gata para os fetos. Desta forma, recomenda-se a castração tanto de machos quanto de fêmeas. O vírus não é transmitido para humanos, mesmo por arranhaduras ou mordeduras.

- Existe tratamento ou cura? Já existe vacina?

Existe a vacina, mas não é recomendada, pois leva a reação positiva em testes sorológicos o que dificulta o diagnóstico da doença.

- Qual a expectativa de vida de um gato com esta doença?

A expectativa de vida dos gatos varia se ele é ou não domiciliado. Se o gato apresentar a “Aids felina” a expectativa de vida varia de 2 a 6 anos dependendo das manifestações clinicas e das complicações apresentadas.

Cerimônia de adeus

1 novembro, 2012 às 16:15  |  por Fabiana Ferreira

O Dia de Finados faz relembrar e prestar homenagens aos mortos. Uma pausa para a reflexão e saudade. E não é só de gente que lembramos. Nossos amados bichinhos que se foram, com certeza, estarão mais vivos em nossas lembranças nesta data.

Fiz esta entrevista, em abril, e sei lá porque motivo nunca a publiquei. A história de um senhor que pediu para ter as cinzas misturadas ao seu cachorro me emocionou. Só quem realmente ama um bichinho, pode ter ideia da importância deles.

O serviço de cremação de animais é cada vez mais procurado. Pode ser individual e coletivo. Alguns optam por manter as cinzas guardadas e outros por espalhá-las pelo local preferido do animal. Em alguns casos, é feita até mesmo uma cerimônia de adeus. Semelhante a um velório. Não nos cabe julgar. Cada um sabe a dor que tem e melhor forma de atenuá-la.

Saiba como funciona o serviço de cremação de animais. Confira a entrevista feita com o Pet World Crematório de Animais.

- Como é a contratação do serviço? O que é oferecido?

Pet World: A família pode escolher entre o procedimento coletivo ou individual. Alguns escolhem apenas a remoção e a cremação, outros não abrem mão da despedida na própria Pet World com direito a velar o amigo.

- Qual o custo médio de cremação (individual/coletiva)? São baseados no peso do animal?

Pet World: O custo da cremação no Pet World varia de R$ *130,00 a R$ 650, no caso de porte gigante, incluindo em ambos, os serviços de remoção e cremação a ser definido pela família. Os valores variam. *preço informado em abril

- O que é feito com as cinzas?

Pet World: As urnas são entregues apenas nos casos de cremação individual, pois no procedimento coletivo, as cinzas são depositadas nos jardins e na área verde de nosso crematório.

- Tem algum tipo de cerimônia antes da cremação? Os donos acompanham?

Pet World: Algumas famílias não abrem mão da despedida. De estar mais uma vez com o amigo. Levam flores, os brinquedinhos e fotos. Fazem oração. Alguns ficam até o final do procedimento para retornar com o amigo para casa, outros já esperam apenas a despedida e durante o procedimento voltam para casa e aguardam a nossa chegada para receber a urna com as cinzas.

- Qual costuma ser o destino das cinzas dos animais?

Pet World: A maioria deixa guardada num cantinho especial que lembra o amiguinho em casa…. alguns levam para o mar, outros colocam no jardim de casa, ou num lugar onde marcou a história daquele amigo…..um cliente que tivemos em Santa Catarina, guardou as cinzas do amigo, pois quando morresse (o senhor já estava com 97 anos) pediu para que as cinzas de seu amiguinho fossem misturadas às suas dispensadas no mar próximo à um povoado açoriano em Florianópolis, onde o senhor nascera.Seu pedido foi atendido pela família e eles foram colocados juntos ao mar numa cerimônia realizada com todos da família.Foi muito lindo!

- O serviço é para quais animais?

Pet World: Nós já cremamos calopsitas, coelhos, porquinhos da India, papagaios, até cavalos e suínos de estimação, cães e gatos….não importa a forma ou espécie, o amor fala mais alto e aquele serzinho que faz bem à alguém, merece nosso respeito e carinho!

Leia mais: http://www.facebook.com/petworldcrematorio

 

São Francisco, a Igreja e os animais

4 outubro, 2012 às 15:20  |  por Fabiana Ferreira

“Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as suas criaturas”

(São Francisco)

Neste dia de São Francisco, dia mundial dos animais, conversei com o teólogo Cesar Augusto Kuzma, professor da PUCPR, mestre e doutor em Teologia pela PUC-Rio. Ele fala sobre a vida do santo, considerado o protetor dos animais, e a importância destas criaturas.

 

São Francisco é considerado o protetor dos animais. De onde surgiu esta crença?

Francisco de Assis é um santo da Igreja católica, de onde surgem os movimentos franciscanos que vem a partir de sua visão de fé e de Igreja. Foi alguém que decidiu viver na pobreza e lutar pela causa dos que mais sofrem. Passou a ter um profundo respeito e cuidado pelos animais, como um amor por toda a criação. Em virtude disso e pela forma como tratava cada detalhe da vida, foi colocado como padroeiro dos animais e patrono dos ecologistas, esta última já no século XX.

Existe alguma passagem bíblica ou registro em algum outro documento religioso, que cite a importância dos animais?  

As passagens bíblicas, como a Bíblia em si, são anteriores a São Francisco. São Francisco é da Idade Média e já nasce num contexto cristão. Nas passagens bíblicas, muitos relatos indicam esta importância dos animais. O próprio ato da criação, que no Gênesis é descrito de modo mitológico, mas em verdade teológica que ali aparece, sabemos que toda a criação é obra do amor de Deus.

Deus cria para uma harmonia e quer que toda a sua criação, na pluralidade de suas formas, que é uma riqueza, chegue a sua plenitude. A ligação de São Francisco com os animais vem da ligação com que São Francisco tinha com a criação, o seu louvor a Criação junto com o Criador, muito bem colocado no seu “Cântico das Criaturas”. Neste Cântico, toda a criação, cada detalhe dela, tem a sua importância e enriquece o plano de Deus. Há uma harmonia, dentro da qual São Francisco chama a tudo e a todos de irmãos e irmãs. Somos todos filhos do mesmo e único Deus, somos todos destinados a um bem comum com ele, na sua presença, contemplando a sua face. Portanto, somos irmãos e irmãs. Diz, São Francisco: “Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as suas criaturas”. 

Reproduzo uma versão, traduzida para o português, do Cântico das Criaturas, também chamado de Cântico do Irmão Sol:

Altíssimo, omnipotente, bom Senhor,
a ti o louvor, a glória,
a honra e toda a bênção.
A ti só, Altíssimo, se hão-de prestar
e nenhum homem é digno de te nomear.

Louvado sejas, ó meu Senhor,
com todas as tuas criaturas,
especialmente o meu senhor irmão Sol,
o qual faz o dia e por ele nos alumias.
E ele é belo e radiante,
com grande esplendor:
de ti, Altíssimo, nos dá ele a imagem.

Louvado sejas, ó meu Senhor,
pela irmã Lua e as Estrelas:
no céu as acendeste, claras, e preciosas e belas.

Louvado sejas, ó meu Senhor,
pelo irmão Vento
e pelo Ar, e Nuvens, e Sereno,
e todo o tempo,
por quem dás às tuas criaturas o sustento.

Louvado sejas, ó meu Senhor, pela irmã Água,
que é tão útil e humilde, e preciosa e casta.

Louvado sejas, ó meu Senhor,
pelo irmão Fogo,
pelo qual alumias a noite:
e ele é belo, e jucundo, e robusto e forte.

Louvado sejas, ó meu Senhor,
pela nossa irmã a mãe Terra,
que nos sustenta e governa,
e produz variados frutos,
com flores coloridas, e verduras.

Louvado sejas, ó meu Senhor,
por aqueles que perdoam por teu amor
e suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados aqueles
que as suportam em paz,
pois por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, ó meu Senhor,
por nossa irmã a Morte corporal,
à qual nenhum homem vivente pode escapar.
Ai daqueles que morrem em pecado mortal!
Bem-aventurados aqueles
que cumpriram a tua santíssima vontade,
porque a segunda morte não lhes fará mal.

Louvai e bendizei a meu Senhor,
e dai-lhe graças
e servi-o com grande humildade.

Com a religião católica vê o animal?  

O Cristianismo, de modo mais específico, a Igreja Católica, neste caso, vê os animais como parte importante da criação. Eles são criaturas de Deus, amados por Deus, queridos por Deus. Portanto, se são obras do amor, estão destinadas a um bem com o próprio Deus. É importante destacar que devemos pensar na salvação, no plano salvífico de Deus para conosco, de maneira integrada. O ser humano é o que é em conjunto com o que está em sua volta, ele foi criado para viver em comunhão e a sua realização, a sua condição plena está nesta harmonia. Não se pode pensar um ser humano sem o mundo que o cerca e sem os outros seres que estão no mundo. No plano de Deus todos fazem parte.

Hoje, por razões da natureza, vivemos em desarmonia, numa cadeia alimentar ou de domínio, algo que não é a perfeição, mas que caminha a ser. No plano de Deus, no qual todos fazem parte, indico esta passagem do Profeta Isaías:

Então o lobo morará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito. O bezerro, o leãozinho e o gordo novilho andarão juntos e um menino pequeno os guiará. A vaca e o urso pastarão juntos, juntas se deitarão as suas crias. O leão se alimentará de forragem como o boi. A criança de peito poderá brincar junto à cova da áspide, a criança pequena porá a mão na cova da víbora. Ninguém fará o mal nem destruição nenhuma em todo o meu santo monte, porque a terra ficará cheia do conhecimento de Iahweh, como as águas enchem o mar” (Is 11,6-9).

Babá de estimação

27 setembro, 2012 às 11:24  |  por Fabiana Ferreira

Nada de deixar o cachorro na creche ou no hotel. Que tal contratar uma babá de estimação?

Muitos profissionais de olho neste mercado pet estão se dedicando a esta função. Achei a alternativa ótima. Depois do dog walker é a vez do pet sitter.

As vantagens são muitas para o bichinho: ele não precisa mudar a rotina nem se ausentar do ambiente em que está acostumado. O custo é em média de R$ 45 a hora, mas geralmente o valor é negociado com a contratação de pacotes. 

 

Fui conversar com a pet sitter Elaine Junqueira, de São Paulo, para saber mais sobre esta profissão.

 

- Como surgiu a vontade de trabalhar como pet sitter?

Sempre gostei muito de animais (em particular de cachorros), conheci o Dog Walker na Argentina e brincava que queria fazer isso. A vontade veio forte e fui em busca de cursos. Na procura, achei o curso da Andressa Gontijo de Pet Sitter, me encantei e fiz.

- Como é o trabalho?

O trabalho direciona você a cuidar do cachorro, do animal, na residência dele para ele não se estressar quando o dono não está. Vou até a casa, cuido da limpeza dele no ambiente, reponho ração, água e vou passear e brincar com ele. Fico o tempo marcado com o dono, no mínimo uma hora.

- É um mercado em crescimento?

Sim, o cachorro ou o animal fica mais calmo em seu ambiente.

- Para ser pet sitter é preciso treinamento?

Eu aconselho que sim. É importante ter a orientação de um veterinário, saber agir em uma emergência… Adquirir conhecimentos como primeiros socorros e defesa.

- Dá para ser pet sitter de qualquer cão ou existem critérios?

Existe segurança, saber o que está fazendo e ter noções da reação do animal. Por isso, é importante se profissionalizar. Eu fiz o curso de Pet Sitter e estou fazendo o segundo de Dog Walker. Você mais seguro e com conhecimento.

Contato São Paulo: http://www.babadeestimacao.blogspot.com.br/

 

 

De volta pra casa

10 agosto, 2012 às 18:24  |  por Fabiana Ferreira

Maya é uma cachorra sem raça definida que após 70 dias desaparecida foi encontrada perto de casa. A vira-lata deu um susto em sua tutora. Como é de costume em quem perde seus cães, ela espalhou vários panfletos pela cidade, foi entrevistada em dois canais de tv locais e teve uma longa espera até encontrar sua cachorra.

O que dificultou ainda mais encontrá-la foi a falta de uma placa de identificação e talvez o fato de ela ser uma SRD.

Fui conversar com o zootecnista e especialista em comportamento animal, Paulo Parreira, para saber como funciona nos cães este senso de direção.

Paulo Parreira: Os cães não têm um sentido especial de localização, como encontrado em algumas aves como os pombos por exemplo. Naturalmente se guiam, principalmente. pelo olfato, que é extremamente desenvolvido.

Geralmente, o que ocorre é que os animais tidos como “desaparecidos” continuam nas imediações de sua casa. Há o desencontro com os donos, mas após vagar por dias, acabam reencontrando o rumo de casa.

Blog Papo Pet: E nos gatos como funciona isto?
Paulo Parreira: Nos gatos ocorre o mesmo. Se os animais têm acesso à rua, acabam “conhecendo”a área e pontos de referência, o que ajuda e muito na volta para casa.

Blog Papo Pet: Tem algum fator que pode atrapalhar o animal a voltar para a casa?

Paulo Parreira: O que pode atrapalhar na verdade é o risco que os animais correm de serem atropelados ou vítimas de violência (pessoas ou outros animais). Animais que nunca passeiam ou saem muito pouco, normalmente ficam mais desorientados ao se deparar com tamanha liberdade, o que pode fazer com que estes animais andem a esmo por longas distâncias. Isto sem dúvida dificultará a sua volta em segurança para casa.

A maternidade dos cães e gatos

11 maio, 2012 às 18:12  |  por Fabiana Ferreira

A médica veterinária Vanessa da Silva Lopes, responsável técnica do Laboratório Veterinário Mundo Animal, explica como funciona a maternidade de cães e gatos. Saiba porque algumas mães rejeitam seus filhotes e o que é indicado para salvar as crias.

Qual o período do cio de cães e quando deve ser feita a cruza?

O cio das cadelas demora aparentemente 15 dias. Os nove primeiros dias são determinados Proestro, quando a  fêmea canina não aceita o macho. Observa-se sangramento, inchaço vulvar e também situações de agressividade da cadela. A partir de 10 dias, ela começa a aceitar o macho, que é a fase Estro, então ela empurra a cauda, fica dócil, entre outras situações. A partir disso, entra na fase Metaestro, que é o período da gestação e lactação.

E nas gatas?

Nas gatas, o cio é diferente, pois gatas são animais poliéstricos estacionais. Isto significa que seu cio depende da época do ano, geralmente acontece na mais quente (estacional, de estação) e as gatas têm vários períodos de cio nestas épocas (poliéstrica). E ela é ovuladora induzida (só ovula quando cruza). Em humanos e em cães, o ovário, em determinada fase do ciclo reprodutivo, libera um ou mais óvulos; em gatas, o óvulo só é liberado depois da monta (cruza). Se após a gata cruzar, o cio persistir é porque não houve fecundação e a fêmea não está prenhe. Em algumas fêmeas, basta uma cruza para se ter ovulação; em outras, são necessárias mais cruzas.

Qual a melhor idade para cruzar uma cachorra? E até quando ela pode dar crias?

Se for realmente do interesse do proprietário reproduzir a cadela para cuidar dos filhotes, não existe uma melhor idade e sim como está a saúde do animal: se ela é submetida a exames periodicamente, se está vacinada e vermifugada, como é a saúde do macho que irá reproduzir com ela, entre outros tópicos.

Até que idade a cadela pode dar crias?

Não é interessante reproduzir cadelinhas mais velhinhas, a partir de 7 anos.

A partir de quantas semanas é indicado fazer o ultrassom? Por que ele é indicado?

O ultrassom é indicado a partir das primeiras semanas, principalmente para detectar a gestação. Também é excelente para detectar problemas anatômicos e saúde geral dos filhotes.

Por que algumas cadelas rejeitam os filhotes?

As fêmeas podem abandonar a cria após cesariana, com instintos maternos pouco desenvolvidos e filhotes muito grandes. Essas são causas frequentes de filhotes órfãos. Este fato, considerado sempre como uma catástrofe, poderá, entretanto, ser superado com sucesso se todas as necessidades de cada filhote forem supridas por outros meios. A tarefa é bastante exigente, sendo necessário grande aplicação e dedicação para se atingir um resultado satisfatório.

O que fazer no caso de rejeição?

Algumas medidas podem diminuir a mortalidade dos recém-nascidos órfãos, sendo que a alternativa mais óbvia é a substituição da mãe ausente por outra em estágio de lactação apropriado. Trata-se de uma medida que nem sempre é possível, pois requer uma grande coincidência para a substituição e um grande intercâmbio entre criadores; além disso, as fêmeas podem rejeitar os filhotes por não os reconhecer como seus. Este problema pode ser amenizado, esfregando-se os recém-nascidos com um pano com o cheiro da mãe adotiva e da secreção de seus filhotes. Caso a adoção seja eficiente e em período de lactação adequado, tornam-se dispensáveis quaisquer outros cuidados, uma vez que a mãe adotiva os fará.

 Nos casos no qual a fêmea não foi eficiente, o proprietário deverá substituir as funções da mãe. Estas funções abrangem a nutrição dos filhotes, manutenção da temperatura corpórea e estímulos que garantam a realização das funções vitais dos recém-nascidos. Em casos de abandono ou morte da mãe, o proprietário deve realizar, imediatamente após o nascimento, o estímulo da respiração. Para isto deve-se fazer a limpeza do focinho do filhote recém-nascido e massagear-lhe de forma circular e cuidadosa o tórax. Após o estabelecimento dos movimentos respiratórios, os quais são facilmente observados pelo criador por meio do choro ou gritos e aumento e diminuição do volume do tórax, deve ser feito o estímulo da circulação periférica do animal. Esta é realizada de modo a substituir o estímulo de lambedura da cadela em todo o corpo do filhote, podendo ser realizada com massagem delicada, utilizando-se um pano limpo e seco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eduque seu cão sem bater! Confira as dicas do especialista

19 abril, 2012 às 17:23  |  por Fabiana Ferreira

“Bater não resolve nenhum problema comportamental, somente cria novos!”

Educar os cães é uma tarefa difícil, que exige muita paciência e dedicação. Quanto mais cedo começar a discipliná-los, melhor. Muitas vezes o responsável pelo cachorro acaba reforçando, sem perceber, atitudes indesejadas do animal. Como na educação de crianças, bater não é uma atitude indicada. A minha poodle aprendeu a fazer xixi no lugar certo em uma semana.

Minha estratégia era deixá-la de castigo cinco minutos trancada na área de serviço. Depois de dar uma bronca imediatamente após ela fazer xixi no lugar errado. Pela porta de vidro eu a observava com o coração na mão. O bom foi que rapidinho ela entendeu o recado. Esta é uma das queixas mais frequentes de quem tem problemas com seus cães, além da agressividade e latidos excessivos.

Confira a entrevista com Paulo Parreira, zootecnista, especialista em comportamento animal e professor do curso de Medicina Veterinária da PUCPR

 -Existe um período melhor para os filhotes aprenderem?

Os cães têm como período ótimo de socialização quatro meses de idade (pode variar entre indivíduos e raças). Para o aprendizado, o ideal seria quanto mais cedo melhor, visto que desde o momento que o animal chega em nossa casa, ele já esta aprendendo. Outro ponto importante, é que cães mais velhos têm maiores dificuldades em aprender, principalmente, pelo fato de estarem já acostumados com alguns comportamentos. Tirar velhos hábitos é difícil para cães e humanos!

-Como educar o cão para atender comandos? 

Para educar um cão é importante saber exatamente o que se quer ensinar. Podem ser usados comandos ou gestos, desde que sempre sejam usados os mesmos para determinada situação, por todas as pessoas que convive com ele. Assim haverá uma padronização da emissão da mensagem, o que facilitará muito o aprendizado do animal.

-Qual a importância do tom de voz na educação do animal?

Muito importante. Através do tom de voz, o responsável poderá dar maior enfoque para determinado comando (por exemplo: NÃO!). Não é necessário gritar com o cão. Eles escutam muito bem!

-Como mostrar ao animal que ele fez algo errado sem bater?

Com firmeza e tom de voz incisivo. A nossa postura corporal também mostra ao cão que a atitude dele, naquele momento, foi errada. Bater não resolve nenhum problema comportamental, somente cria novos!

-Quais as raças mais inteligentes, que aprendem com maior facilidade?

Isso é relativo. Muitas pesquisas apontam que o Border Collie é a mais inteligente. Isto é baseado principalmente na facilidade de aprendizado de novos comandos. Mas não vejo muita relevância nestas pesquisas.

-Em quais casos o adestramento é indicado?

Nos casos em que se quer ter maior controle do animal, melhorando a sua convivência entre humanos e outros animais.

-É importante que cães de grande porte passem por adestramento?

Sim, pelo fato de que com um programa de adestramento bem feito e executado por profissional responsável e qualificado, o responsável pelo cão terá maior controle sobre ele, evitando-se assim eventuais acidentes.

-Quando chamar um especialista em comportamento animal?

A consultoria comportamental atua mais em casos isolados, específicos (xixi no lugar errado, agressividade, etc) e pode utilizar o adestramento como ferramenta auxiliar no processo. Estes serviços deveriam ser contratados antes do surgimento dos problemas, quando o cão é filhote. Mas infelizmente as pessoas tendem a esperar o problema surgir para procurar ajuda. Em alguns casos, pode ser tarde demais.