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'Papo Sério'

Preconceito e discriminação contra pit bulls

31 maio, 2013
19:01

“O proprietário de um cão da raça pit bull ou rotweiller é o mesmo que ser dono de uma arma porque ele está sujeito a matar qualquer pessoa na rua” esta declaração encerrou uma reportagem de televisão, no dia 28 de maio, com o pensamento do coordenador de faturamento da Sanepar, Cesar Juschaks. E criou revolta nas redes sociais pela discriminação e preconceito em relação às duas raças. Se a empresa pretende conscientizar a população, com certeza esta não é a melhor forma.

Durante a reportagem sobre o ataque de um cachorro a um leiturista de hidrômetro, fato que apenas este ano aconteceu 40 vezes no Paraná segundo a matéria, a empresa divulgou que investe em campanhas de conscientização para a população e treinamento dos funcionários para evitar os acidentes com cachorros.

Somente no ano passado foram registrados 143 ataques no Paraná, segundo a reportagem. Sendo o caso da matéria o segundo mais grave nos últimos seis meses. Mas não há estatísticas sobre raças. O que sabemos é que vira notícia se for ataque de pit bull e rotweiller.

A empresa deve rever as suas campanhas e seus porta-vozes, pois não conseguiu sensibilizar a população. Vide o grande número de ocorrências. O que deve ser divulgado é que o cachorro independente da sua raça não deve ser o vilão da história. Ele nunca é o culpado. A responsabilidade por qualquer situação envolvendo o animal é do seu tutor. E este deve tomar todas as providências para que o cachorro esteja em local seguro para ele e para os outros.

 

 

 

Mau exemplo na novela do Félix

28 maio, 2013
22:44

Paloma, a mocinha da novela Amor à Vida (Rede Globo), interpretada por Paolla Oliveira, protagonizou nesta nesta terça-feira (28), cena que presenteia uma criança com um filhote de cachorro da raça Jack Russel. Em pleno horário nobre, achei que foi um péssimo exemplo. A avó da personagem Paulinha, que fazia aniversário, ainda emendou “pensamos em um vira-lata, mas este ai tem cara de cachorro mesmo”.

Claro, a criança achou lindo, era o sonho dela realizado. Mas o bacana seria mesmo se a garotinha tivessse adotado um cachorro ou pelo menos ter ganho um vira-lata. Deu para notar que o desejo da menina era apenas ter um bichinho e pronto. E não um cachorrinho no valor estimado de cerca de R$ 2 mil.

Enfim, ainda espero ver no folhetim do autor Walcyr Carrasco, que escreveu indignado em sua coluna na revista Época sobre a crueldade com animais, o tema da proteção animal com mais seriedade. Foi noticiado antes da estreia da novela que ele abordaria a questão dos maus-tratos. Talvez a cena desta noite seja apenas um início. Vamos ver.

Será que estou muito crítica? Mas novelas ditam tendências. E em breve o cachorrinho da Paulinha deve subir de preço e estar entre as raças mais procuradas.

Violência contra animais ganha espaço na tv

24 maio, 2013
16:01

Maus-tratos e abandono de cães têm cada vez mais espaço nos programas de televisão.Quem bom!

O Balanço Geral, da RICTV, fez uma reportagem na semana passada com a opinião de um psicólogo sobre o que leva alguém a agir com violência contra animais indefesos. Mais uma vez vem à tona a falta de uma legislação mais severa para punir quem maltrata os animais. Espero que o espaço na mídia sobre estes casos possibilite a reflexão sobre o tema e a mudança do Código Penal.

A Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba também é ouvida na matéria, que repercute mais uma vez o caso de uma criança que por incentivo da mãe agredia um filhote da raça poodle. Cenas horríveis de chutes ao animal capturadas de uma janela por um vizinho que denunciou o caso.

Confira a reportagem


Deixe seu lado cão falar mais alto

20 maio, 2013
18:49

Esqueça o que não importa e exagere nas demonstrações de afeto

Que tal deixar de lado o que não tem importância? E nisto, os cães são sábios. Brigamos com eles e em seguida já estão nos abanando o rabo. Uma lição para nós humanos. Eles também não economizam na hora de demostrar carinho. Comparado aos gatos e sua sofisticação, os caninos dão vexame nas demonstrações de afeto. Mas é tão bom ser recebido assim por um cachorro!

Segundo o consultor cinotécnico e especialista em manejo comportamental de cães e gatos, Luiz Augusto Santos Rodrigues, os cachorros não esquecem a advertência. “O que acontece é que eles não interpretam este ato inútil como de importância relevante. Acima de tudo, cães seguem sempre adiante, não guardando mágoas ou informações desnecessárias”, explica.

Exagero e sofisticação – Na hora de expressar carinho, os cachorros não são nada econômicos. Para quem não é chegado a um agito, o melhor é optar pelos gatos. “Distintamente do que o folclore popular crê, gatos também são animais de bando. Mas, por serem individualmente mais exigentes, são consequentemente mais econômicos em suas manifestações”, explica o especialista.

Eles ronronam, se esfregam por entre as nossas pernas, e muitos até vocalizam seus miados de satisfação.  Os bichanos, segundo o especialista, são mais sofisticados e discretos em suas demonstrações de afeto, sem deixar de lado as brincadeiras, principalmente quando jovens.

Memória - Rodrigues conta que a memória dos cães tem extensão variável, de acordo com o fato gerador. “Têm percepção exata do nosso ato de apontar, pois pela convivência, confiança e vínculo de dependência sabem que isto se refere a alguma coisa a ser buscada, principalmente, se for um alimento”, diz o consultor.

 

Maus-tratos – Nestes casos, muitos cães mudam seu comportamento, potencializado em agressividade ou medo (muitas vezes associado à agressividade). Geralmente, os maus-tratos nunca ocorrem em eventos isolados. “Significa dizer que os atos de maus-tratos são mais frequentes, e de tão repetidos, fixam a reação como reforço negativo, deflagrando a auto-defesa, interpretada equivocadamente como agressividade”, esclarece.

 

Publicado na Revista Viver – edição de março

 

 

 

 

A polêmica morte da pit bull Pandora

1 abril, 2013
23:35

Recebi nesta segunda-feira (1/4) o email abaixo sobre a morte de uma pit bull no Alto Boqueirão, em Curitiba. A Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC) assina o comunicado que envolve a história de uma criança, vítima da mordida do cão, e a morte do mesmo após a captura pela Guarda Municipal de Curitiba.

Leiam e reflitam. Seja quem for o culpado desta história, ou os culpados, temos de qualquer forma, como bem diz o texto da SPAC, duas vítimas: o menino, que sobreviveu, e a Pandora, morta durante a captura. Sorte que a criança escapou viva, dependendo do lugar da mordida, o acidente poderia ser fatal. Casos com pit bull sempre ganham enorme repercussão. Uma pena, pois isto só aumenta o preconceito em relação à raça.

Lembro que no Paraná, os hospitais atendem mais de 100 vítimas de mordida de cão por dia. Só em 2011 foram mais de 37 mil atendimentos registrados pela Secretaria de Saúde do Estado. Normalmente, as vítimas chegam à unidade de atendimento médico com lesões em áreas nobres, como a face e a cabeça.

Por minha conta acrescento: a culpa jamais será do pit bull e qualquer outra raça de cachorro. Eles são sempre vítimas da ignorância e irresponsabilidade de seres humanos despreparados para ter um animal. E neste caso, em lidar com este animal.

O email da SPAC.

“Hoje procuramos levantar informações sobre as circunstâncias que levaram a triste morte da cadela Pandora da raça pit bull na data de ontem, 31 de março de 2013, em Curitiba.

Temos recebido muitos comentários com acusações a quem seria o responsável pela morte da Pandora. O caso está sendo investigado por omissão de cautela na guarda do animal por parte da família da Pandora e maus tratos por parte da Guarda Municipal de Curitiba (GMC), ambas as acusações registradas na delegacia de polícia. Segue o que obtemos de informação abaixo. Os fatos e responsabilidades devem ser apurados para as devidas providências e principalmente para evitar que haja outras vítimas inocentes como o menino e a Pandora.

Ontem a GMC foi chamada devido a mordedura por uma cadela da raça pit bull que teria atacado um menino de 8 anos em via pública no bairro Alto Boqueirão. Este fato foi registrado hoje em boletim de ocorrência no 7º Distrito Policial pela família do menino, com laudo médico, representação contra a responsável pela Pandora e indicação de testemunhas.
A GMC foi ao local em seguida por chamado da vizinhança ao 153, pois a Pandora ainda estaria circulando na rua.

Segundo informação repassada pela GMC, ao chegaram ao local e tentarem pegá-la, a Pandora correu de volta para a residência pulando o muro para dentro do quintal. A GMC conversou com a mãe da responsável pela Pandora que a levou para fora para entregá-la a GMC, a colocou no cambão e foi quando ela começou a se debater e tentar escapar, o que fez com que a corda se enrolasse e travasse e não conseguissem soltá-la a tempo. Identificaram que houve um problema grave com o equipamento e estão tomando providências para que não ocorra novamente.

A família da Pandora registrou um boletim de ocorrência por maus tratos na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) na data de hoje responsabilizando a GMC pelo que relata teria sido um ato proposital.

O Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV) recebeu o corpo e disponibilizou ao médico veterinário da família da Pandora o acompanhamento da necropsia”

Soraya Simon
Sociedade Protetora dos Animais

Alimentos proibidos

18 janeiro, 2013
15:20

Fique atento aos alimentos que não devem ser consumidos por cães e gatos. Não é só o chocolate que faz mal. A médica veterinária do Hospital Veterinário Pró Vita Rhea Cassuli Lima dos Santos listou os principais alimentos proibidos para estes pets.

No caso de o animal passar mal com a ingestão de alguns desses alimentos, a indicação é levá-lo imediatamente ao hospital veterinário. “Nesse meio tempo não há nada a ser feito”, alerta Rhea.

Confira!

Leite de vaca
“Tem muita gente que diz que o leite comum, esse que compramos no mercado, dá verminose nos animais. É mentira. O leite que a gente compra no mercado é pasteurizado, passa por processos de qualidade, mas são destinados a nós, humanos. Em cães e gatos, o leite de vaca dá muita diarreia”.

Uva, cebola, repolho
“Esses três alimentos fazem hemólise, ou seja, há uma ruptura das células vermelhas do sangue. Dependendo da quantidade, pode levar à morte”.

Gorduras em gerais
“As gorduras podem ocasionar a pancreatite – inflamação no pâncreas – , que pode ser aguda ou crônica. No final de semana é comum o pessoal fazer aquele churrasco e assar uma carne, e às segundas-feiras é o dia que mais recebemos animais passando mal pelo excesso de gordura. As gorduras causam flatulências e dores abdominais”.

Rúcula
“A rúcula causa alterações hormonais, podendo ocasionar até o aborto em cadelas gestantes”.

Chocolate
“O chocolate tem um conservante – teobromina – que intoxica os cães, como se fosse um veneno. Talvez na primeira vez que você oferece um chocolate para o animal não tenha tanto problema, mas aos poucos o alimento vai se acumulando no organismo dele, e as consequências podem ser graves. Existe chocolate específico para cães e gatos, que são isentos de cacau e teobromina.”

 

Não perca o seu amor!

6 dezembro, 2012
15:08

Podem me chamar de neurótica, mas adotei medidas simples para não perder a minha poodle. Eu fico completamente comovida com os e-mails que recebo a cada dia sobre cachorros desaparecidos. Aprendo com eles. Acredito que alguns casos poderiam ser evitados.

Poodle encontrada – o email de hoje conta sobre uma cachorrinha idosa e parcialmente cega. Perdeu-se ou foi abandonada?

 

Além das perdas, os cães ultimamente têm sido alvo de furtos e roubos. É claro, a maioria de raça. E no caso do bichinho escapar, é fundamental que ele esteja com a placa de identificação com o número do telefone. Neste caso, principalmente, para quem mora em casa é bom redobrar a atenção. Sempre tem alguém que esquece o portão aberto.

Dicas para não perder seu cachorro –  n.1

Não descuide na hora das compras

Nunca, nem pensar, de jeito nenhum. Jamais deixe seu animal naqueles postes improvisados na frente de farmácias, mercados e padarias. Não deu para deixá-lo em casa, conte com a ajuda de quem trabalha no local de vendas.

Ou ensine o seu cachorro a ficar do lado de fora na coleira com guia retrátil. A minha aprendeu!

 

 

 

 

 

Animais em apuros com mudança no Código Penal

21 maio, 2012
17:59

Caso seja aprovada a reforma do Código Penal, em trâmite no Senado, a pena para quem maltrata animais poderá ser reduzida. Entidades e defensores da causa animal pedem o apoio popular para que este absurdo não aconteça.  Se você é contra a redução da pena – que já é irrelevante – manifeste-se.  

O Senado Federal conta com uma ferramenta de contato direto da população com os juristas. O serviço chama-se “ALÔ SENADO” e está disponível no link

Direto da Seda – A primeira-dama de Porto Alegre, Regina Becker, participou, na sexta-feira (18), da última audiência pública da Comissão Especial de Juristas, realizada em vários estados brasileiros, criada pelo Senado para propor mudanças no Código Penal. O encontro, que aconteceu na Escola Superior da Ajuris, foi presidido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp. O grupo tem até o dia 25 de maio para entregar o anteprojeto aos senadores.

O relator da matéria “animais” do anteprojeto é o desembargador José Muños Piñeiro Filho, do Estado do Rio de Janeiro. Na próxima segunda-feira (21), Regina Becker também participa, em Brasília, da 19ª Reunião de Juristas sobre o novo Código Penal. (Fonte: Seda)

Polícia interdita canil em São Paulo. Pense antes de comprar

15 maio, 2012
12:44

Esta coluna é para alertar quem insiste em comprar um animal de estimação. Sei que muitas vezes o sonho de ter um cão de raça faz parte do desejo de muitos. Mas nesta hora é imprescindível saber a procedência do animal. Visitar o canil. Ter referências. Conhecer de perto as condições em que vivem os cães. Muitos deles procriam seguidamente e quando já não servem mais, os criadores os descartam como lixo. Fácil é comprá-los lindos e cheios de fita nas gaiolinhas das feiras e pet shops. E assim manter atrocidades, atrás de muros, que muitas vezes nem teremos conhecimento de sua existência.

Me surpreendi ao assistir na manhã desta terça-feira (15) a uma reportagem de televisão sobre um canil com variada opção de cães de raças. Localizado em Taquaritinga, interior de São Paulo, o local foi interditado pela Polícia Civil.  O dono foi viajar. Sumiu e deixou para trás, sem água e sem comida, seis cães de raça, entre eles, um beagle, um chow chow  e um fox paulistinha. Estes foram os que sobraram. Pois no terreno havia 30 carcaças de cães. Espalhadas em sacos. Imagino que devem ter morrido de fome ou doentes.

A entrada da propriedade é adornada por cães pretos de louça. Deve ter havido um grande investimento no início do negócio. Agora o local parece um campo de concentração de animais. Sem nenhuma limpeza nos últimos dias ou quem sabe nos últimos meses. Os cães estavam abandonados e tremendo de medo. Uma verdadeira barbárie. Tive que concordar com a apresentadora do programa matinal que comentou o caso e disse que as condições eram “desumanas”.

Ninguém, nem gente nem bicho, merece sofrer um descaso destes. Felizmente, os cães que sobreviveram a esta crueldade foram levados à Sociedade Protetora dos Animais da região. Espero, doce ilusão, que o proprietário seja punido rigorosamente.  E no fundo do meu coração, desejei que ele passasse o mesmo que os cães. Ficasse trancafiado em um local frio por vários dias, sem água e sem comida. Não é um pensamento muito bom logo pela manhã. Mas tenho certeza que o protetor dos animais, São Francisco de Assis, vai me perdoar.

A morte de Luna. Fatalidade ou negligência?

3 maio, 2012
07:00

A perda de um animal pode gerar mais que dor e ir parar na Justiça

 

 

Esta na foto é a Luna. Linda, não? Pena que ela morreu. A yorkshire filhote fez durante um breve período a alegria de uma família em Curitiba. Em especial de duas meninas adolescentes. Neste mês, completam dois meses de sua morte. A tristeza permanece. Ainda mais por ter sido a segunda perda em menos de um ano. Após a morte da labradora Baby, vítima de câncer, a família relutou em ter novamente um cachorro.  Mas ele veio. Uma agradável surpresa de amigos da escola das meninas. Por precaução, a família optou pela castração logo cedo. Antes mesmo do primeiro cio.

Luna foi submetida a cirurgia e morreu cinco dias depois.  Laudos mostraram que o filhote teve o intestino perfurado e restos de útero e ovários ficaram no organismo. Apesar de duas outras cirurgias, Luna não resistiu e morreu vítima de uma infecção generalizada. A responsável pela cachorrinha, apesar de toda a dor, não vai deixar o caso passar em branco. Entrou com um processo no CRMV-PR. Ela alega negligência do médico veterinário. Com as provas em mãos, além do processo no CRMV-PR, ainda é possível acionar os Juizados Especiais Cível e Criminal, por danos morais e materiais, baseado no crime ambiental.

Não só médicos, que salvam vidas humanas todos os dias, correm o risco de errar. O mesmo pode acontecer com os médicos veterinários. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR) recebeu em 2011, 28 denúncias tendo sido instaurados quatro processos ético-profissionais. Neste mesmo ano, 39 denúncias foram julgadas. Um ano é o tempo médio para o julgamento de um processo.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná respondeu algumas questões sobre este assunto. Confira!

- Como denunciar? Em Curitiba e outros municípios.

A denúncia pode ser realizada em formulário próprio, que pode ser obtido no site do CRMV-PR. É necessário ter algum tipo de comprovação para demonstrar que o médico veterinário agiu de forma incorreta, como fotografias, prontuário do animal, resultados de exames veterinários como radiografias, etc. Esses documentos devem ser anexados ao formulário. Ele será protocolado no CRMV-PR e o presidente instaura ou não o processo ético, condicionado à existência de informações mínimas necessárias, que são especificadas no formulário, e comprovação mínima do alegado. Após, ocorre o julgamento, dando oportunidade para a outra parte se defender. O veredicto pode absolver o profissional ou condená-lo.

- Quais os casos mais comuns registrados?

Nós não realizamos classificação dos motivos pelos quais ocorrem denúncias éticas, porém é possível ter uma ideia geral. É frequente as denúncias que envolvem a morte do animal durante a cirurgia em casos onde o procedimento foi realizada em locais inapropriados, como consultórios veterinários ou em casos extremos até na casa do dono do animal. Quando o animal morre ou o proprietário descobre que apenas clínicas ou hospitais veterinários podem fazer cirurgias, o mesmo entra com denúncia contra o médico veterinário. Em alguns casos, o animal é internado e não é mantido com acompanhamento adequado. De acordo com a Res. CFMV 670/00, deve haver um funcionário em tempo integral cuidando do animal e um médico veterinário à disposição, mesmo durante à noite.  

- Quais são as penas para o condenado?

Em caso de condenação, há cinco gradações possíveis: advertência confidencial, censura confidencial, censura pública, suspensão por 90 dias e cassação da cédula profissional. O julgamento se restringe à ética e não aborda outras esferas, como a civil (eventuais indenizações).   

Confira os números:

Levíssima – Advertência confidencial em aviso reservado:

2010 – 01 / 2011 – 02

Leve – Censura confidencial em aviso reservado:

2010 – 07 / 2011 – 14

Séria – Censura Pública

2010 – 01 / 2011 – 02

Grave – Suspensão do exercício profissional por 3(três) meses:

2011 – 01

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