Arquivos da categoria: Papo Sério

Medicina Veterinária da PUCPR participa de ação em prol de cães e gatos em Guaraqueçaba

16 julho, 2013 às 11:36  |  por Fabiana Ferreira

Cães e gatos de Guaraqueçaba (PR) foram atendidos por um grupo de participantes do Projeto Missão Universitária Ir. Henri Vergè, ação realizada durante uma semana em cidades do Paraná e Santa Catarina.  A população teve acesso a informações sobre posse responsável e os animais receberam atendimento clínico, tratamento de algumas infecções, vermifugação e vacinação contra a raiva. Apesar de muitos terem tutores, a maioria dos animais nunca teve acesso a consultas, pois a localidade não conta com veterinários e a exemplo de muitas outras cidades paranaenses não tem programas desta natureza promovido pela Prefeituras.

Supervisionados pela diretora do curso de Medicina Veterinária da PUCPR, Claudia Pimpão, a atividade contou com a participação de Marina Figueiredo, mestranda do Programa em Ciência Animal, Amanda Anater e Jeyce Anne, alunas da graduação, com o apoio de Lúcia Coelho, da Pastoral Universitária.

Esta é segunda vez que os animais são atendidos durante o Projeto. Com o apoio de formandos do curso de Veterinária, a ideia é dar continuidade às ações em Guaraqueçaba e promover no final do ano até mesmo castrações. Em virtude das instalações necessárias para realizar as cirurgias, a equipe espera contemplar pelo menos os machos.

O que é o Projeto Missão Universitária Irmão Henri Vergès: tem como principal objetivo viabilizar ao acadêmico da PUCPR, uma experiência missionária de modo que o contato com outras realidades desperte para o desenvolvimento de valores humanos e cristãos, contribuindo assim, para a formação de agentes sócio transformadores. Também, visa oportunizar relacionar teoria/prática e intercambiar experiências colocando os conhecimentos acadêmicos a serviço das necessidades da comunidade; sensibilizar para a vivência da cultura da solidariedade em níveis pessoal, social e ambiental e fomentar lideranças juvenis capazes de construir políticas públicas viáveis.

Amor à vida e a proteção animal

3 julho, 2013 às 20:07  |  por Fabiana Ferreira

Critiquei no mês passado a novela Amor à vida, de autoria de Walcir Carrasco,  quando a protagonista Paloma, vivida por Paola Oliveira, parabeniza a filha com um cachorro da raça Jack Russel. Mas no capítulo de ontem o folhetim começou a se redimir ao mostrar a adoção de um cachorro que estava perambulando pelas ruas. Acredito que se trata de um sem raça definida.

A atriz Natalia Thimberg, que vive a personagem Bernarda, ao aparecer na novela havia acabado de perder seu cachorro Diamante, que morreu após 20 anos ao seu lado. Comovida, recolhe o cachorro em cena que passeia pelo câmpus da USP, em São Paulo.

Após tentativa frustrada de ficar com a cachorra na mansão da filha Pilar, resolve levar a bichinha para o amigo solitário, o médico Luthero. É a primeira vez que um autor de novelas aborda a questão da proteção animal. Espero que traga informações preciosas para o público.

SPAC pede esclarecimentos sobre o fim do CRAAR

28 junho, 2013 às 15:14  |  por Fabiana Ferreira

Direto da SPAC

O Prefeito de Curitiba Gustavo Fruet deve se posicionar pela construção do CRAAR – Centro de Referência de Atendimento a Animais em Risco, proposta que foi rejeitada pela Câmara de Vereadores de Curitiba e ainda com a orientação do líder do Prefeito.

O CRAAR é uma necessidade para os animais em nossa sociedade e obrigação moral e legal do poder público no que se refere à proteção dos animais, com base na nossa Constituição Federal em seu Art. 225, Decreto de lei 24.645/34 e Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98 em pelo menos dois artigos, 25 e 32. Além disso, a construção do CRAAR, que estava prevista na última gestão e não foi concluída, é compromisso de campanha do nosso atual Prefeito.

A função do CRAAR é atendimento a animais em risco – feridos e doentes em situação de abandono ou que necessitam ser resgatados de seus lares por prática de abuso e maus tratos onde não cabe orientação e/ou adequação. Estes animais são responsabilidade do poder público, precisam de socorro, tratamento e abrigo enquanto aguardam adoção.

A “desculpa” que o CRAAR se tornaria mais uma abrigo super lotado não faz nenhum sentido e não se sustenta, sendo que outra responsabilidade e comprometimento da atual gestão é implantar medidas de controle populacional ético e eficaz para controle de zoonoses e vetores (populacional) recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que são: castração em massa, conscientização da população, controle de comércio e criadouros e registro geral animal. Com estas medidas implantadas de forma adequada, o número de animais necessitando de socorro irá diminuir rapidamente.

Hoje a Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC) recebe animais necessitando de socorro emergencial diariamente. Tem obrigações como qualquer outra empresa e é cobrada por isso, hoje com dívidas acima de R$ 70 mil. Sobrevive de contribuições da população e da renda da clínica veterinária que funciona na sede alugada no Sta. Cândida, onde oferece atendimento veterinário acessível, por vezes com colaboração até simbólica de famílias impossibilitadas de arcar com atendimento veterinário em clínicas particulares regulares, absorvendo ainda mais esta responsabilidade. Trabalha com dificuldade, está endividada e super lotada, bem como todas as outras organizações que trabalham em prol dos animais e voluntários independentes que mantém animais em seus lares e em hotéis até que sejam adotados definitivamente.

Aguardamos o posicionamentodo Prefeito Gustavo Fruet para providências na construção do CRAAR.

Fonte: Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba

Preconceito e discriminação contra pit bulls

31 maio, 2013 às 19:01  |  por Fabiana Ferreira

“O proprietário de um cão da raça pit bull ou rotweiller é o mesmo que ser dono de uma arma porque ele está sujeito a matar qualquer pessoa na rua” esta declaração encerrou uma reportagem de televisão, no dia 28 de maio, com o pensamento do coordenador de faturamento da Sanepar, Cesar Juschaks. E criou revolta nas redes sociais pela discriminação e preconceito em relação às duas raças. Se a empresa pretende conscientizar a população, com certeza esta não é a melhor forma.

Durante a reportagem sobre o ataque de um cachorro a um leiturista de hidrômetro, fato que apenas este ano aconteceu 40 vezes no Paraná segundo a matéria, a empresa divulgou que investe em campanhas de conscientização para a população e treinamento dos funcionários para evitar os acidentes com cachorros.

Somente no ano passado foram registrados 143 ataques no Paraná, segundo a reportagem. Sendo o caso da matéria o segundo mais grave nos últimos seis meses. Mas não há estatísticas sobre raças. O que sabemos é que vira notícia se for ataque de pit bull e rotweiller.

A empresa deve rever as suas campanhas e seus porta-vozes, pois não conseguiu sensibilizar a população. Vide o grande número de ocorrências. O que deve ser divulgado é que o cachorro independente da sua raça não deve ser o vilão da história. Ele nunca é o culpado. A responsabilidade por qualquer situação envolvendo o animal é do seu tutor. E este deve tomar todas as providências para que o cachorro esteja em local seguro para ele e para os outros.

 

 

 

Mau exemplo na novela do Félix

28 maio, 2013 às 22:44  |  por Fabiana Ferreira

Paloma, a mocinha da novela Amor à Vida (Rede Globo), interpretada por Paolla Oliveira, protagonizou nesta nesta terça-feira (28), cena que presenteia uma criança com um filhote de cachorro da raça Jack Russel. Em pleno horário nobre, achei que foi um péssimo exemplo. A avó da personagem Paulinha, que fazia aniversário, ainda emendou “pensamos em um vira-lata, mas este ai tem cara de cachorro mesmo”.

Claro, a criança achou lindo, era o sonho dela realizado. Mas o bacana seria mesmo se a garotinha tivessse adotado um cachorro ou pelo menos ter ganho um vira-lata. Deu para notar que o desejo da menina era apenas ter um bichinho e pronto. E não um cachorrinho no valor estimado de cerca de R$ 2 mil.

Enfim, ainda espero ver no folhetim do autor Walcyr Carrasco, que escreveu indignado em sua coluna na revista Época sobre a crueldade com animais, o tema da proteção animal com mais seriedade. Foi noticiado antes da estreia da novela que ele abordaria a questão dos maus-tratos. Talvez a cena desta noite seja apenas um início. Vamos ver.

Será que estou muito crítica? Mas novelas ditam tendências. E em breve o cachorrinho da Paulinha deve subir de preço e estar entre as raças mais procuradas.

Violência contra animais ganha espaço na tv

24 maio, 2013 às 16:01  |  por Fabiana Ferreira

Maus-tratos e abandono de cães têm cada vez mais espaço nos programas de televisão.Quem bom!

O Balanço Geral, da RICTV, fez uma reportagem na semana passada com a opinião de um psicólogo sobre o que leva alguém a agir com violência contra animais indefesos. Mais uma vez vem à tona a falta de uma legislação mais severa para punir quem maltrata os animais. Espero que o espaço na mídia sobre estes casos possibilite a reflexão sobre o tema e a mudança do Código Penal.

A Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba também é ouvida na matéria, que repercute mais uma vez o caso de uma criança que por incentivo da mãe agredia um filhote da raça poodle. Cenas horríveis de chutes ao animal capturadas de uma janela por um vizinho que denunciou o caso.

Confira a reportagem


Deixe seu lado cão falar mais alto

20 maio, 2013 às 18:49  |  por Fabiana Ferreira

Esqueça o que não importa e exagere nas demonstrações de afeto

Que tal deixar de lado o que não tem importância? E nisto, os cães são sábios. Brigamos com eles e em seguida já estão nos abanando o rabo. Uma lição para nós humanos. Eles também não economizam na hora de demostrar carinho. Comparado aos gatos e sua sofisticação, os caninos dão vexame nas demonstrações de afeto. Mas é tão bom ser recebido assim por um cachorro!

Segundo o consultor cinotécnico e especialista em manejo comportamental de cães e gatos, Luiz Augusto Santos Rodrigues, os cachorros não esquecem a advertência. “O que acontece é que eles não interpretam este ato inútil como de importância relevante. Acima de tudo, cães seguem sempre adiante, não guardando mágoas ou informações desnecessárias”, explica.

Exagero e sofisticação – Na hora de expressar carinho, os cachorros não são nada econômicos. Para quem não é chegado a um agito, o melhor é optar pelos gatos. “Distintamente do que o folclore popular crê, gatos também são animais de bando. Mas, por serem individualmente mais exigentes, são consequentemente mais econômicos em suas manifestações”, explica o especialista.

Eles ronronam, se esfregam por entre as nossas pernas, e muitos até vocalizam seus miados de satisfação.  Os bichanos, segundo o especialista, são mais sofisticados e discretos em suas demonstrações de afeto, sem deixar de lado as brincadeiras, principalmente quando jovens.

Memória - Rodrigues conta que a memória dos cães tem extensão variável, de acordo com o fato gerador. “Têm percepção exata do nosso ato de apontar, pois pela convivência, confiança e vínculo de dependência sabem que isto se refere a alguma coisa a ser buscada, principalmente, se for um alimento”, diz o consultor.

 

Maus-tratos – Nestes casos, muitos cães mudam seu comportamento, potencializado em agressividade ou medo (muitas vezes associado à agressividade). Geralmente, os maus-tratos nunca ocorrem em eventos isolados. “Significa dizer que os atos de maus-tratos são mais frequentes, e de tão repetidos, fixam a reação como reforço negativo, deflagrando a auto-defesa, interpretada equivocadamente como agressividade”, esclarece.

 

Publicado na Revista Viver – edição de março

 

 

 

 

A polêmica morte da pit bull Pandora

1 abril, 2013 às 23:35  |  por Fabiana Ferreira

Recebi nesta segunda-feira (1/4) o email abaixo sobre a morte de uma pit bull no Alto Boqueirão, em Curitiba. A Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC) assina o comunicado que envolve a história de uma criança, vítima da mordida do cão, e a morte do mesmo após a captura pela Guarda Municipal de Curitiba.

Leiam e reflitam. Seja quem for o culpado desta história, ou os culpados, temos de qualquer forma, como bem diz o texto da SPAC, duas vítimas: o menino, que sobreviveu, e a Pandora, morta durante a captura. Sorte que a criança escapou viva, dependendo do lugar da mordida, o acidente poderia ser fatal. Casos com pit bull sempre ganham enorme repercussão. Uma pena, pois isto só aumenta o preconceito em relação à raça.

Lembro que no Paraná, os hospitais atendem mais de 100 vítimas de mordida de cão por dia. Só em 2011 foram mais de 37 mil atendimentos registrados pela Secretaria de Saúde do Estado. Normalmente, as vítimas chegam à unidade de atendimento médico com lesões em áreas nobres, como a face e a cabeça.

Por minha conta acrescento: a culpa jamais será do pit bull e qualquer outra raça de cachorro. Eles são sempre vítimas da ignorância e irresponsabilidade de seres humanos despreparados para ter um animal. E neste caso, em lidar com este animal.

O email da SPAC.

“Hoje procuramos levantar informações sobre as circunstâncias que levaram a triste morte da cadela Pandora da raça pit bull na data de ontem, 31 de março de 2013, em Curitiba.

Temos recebido muitos comentários com acusações a quem seria o responsável pela morte da Pandora. O caso está sendo investigado por omissão de cautela na guarda do animal por parte da família da Pandora e maus tratos por parte da Guarda Municipal de Curitiba (GMC), ambas as acusações registradas na delegacia de polícia. Segue o que obtemos de informação abaixo. Os fatos e responsabilidades devem ser apurados para as devidas providências e principalmente para evitar que haja outras vítimas inocentes como o menino e a Pandora.

Ontem a GMC foi chamada devido a mordedura por uma cadela da raça pit bull que teria atacado um menino de 8 anos em via pública no bairro Alto Boqueirão. Este fato foi registrado hoje em boletim de ocorrência no 7º Distrito Policial pela família do menino, com laudo médico, representação contra a responsável pela Pandora e indicação de testemunhas.
A GMC foi ao local em seguida por chamado da vizinhança ao 153, pois a Pandora ainda estaria circulando na rua.

Segundo informação repassada pela GMC, ao chegaram ao local e tentarem pegá-la, a Pandora correu de volta para a residência pulando o muro para dentro do quintal. A GMC conversou com a mãe da responsável pela Pandora que a levou para fora para entregá-la a GMC, a colocou no cambão e foi quando ela começou a se debater e tentar escapar, o que fez com que a corda se enrolasse e travasse e não conseguissem soltá-la a tempo. Identificaram que houve um problema grave com o equipamento e estão tomando providências para que não ocorra novamente.

A família da Pandora registrou um boletim de ocorrência por maus tratos na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) na data de hoje responsabilizando a GMC pelo que relata teria sido um ato proposital.

O Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV) recebeu o corpo e disponibilizou ao médico veterinário da família da Pandora o acompanhamento da necropsia”

Soraya Simon
Sociedade Protetora dos Animais

Alimentos proibidos

18 janeiro, 2013 às 15:20  |  por Fabiana Ferreira

Fique atento aos alimentos que não devem ser consumidos por cães e gatos. Não é só o chocolate que faz mal. A médica veterinária do Hospital Veterinário Pró Vita Rhea Cassuli Lima dos Santos listou os principais alimentos proibidos para estes pets.

No caso de o animal passar mal com a ingestão de alguns desses alimentos, a indicação é levá-lo imediatamente ao hospital veterinário. “Nesse meio tempo não há nada a ser feito”, alerta Rhea.

Confira!

Leite de vaca
“Tem muita gente que diz que o leite comum, esse que compramos no mercado, dá verminose nos animais. É mentira. O leite que a gente compra no mercado é pasteurizado, passa por processos de qualidade, mas são destinados a nós, humanos. Em cães e gatos, o leite de vaca dá muita diarreia”.

Uva, cebola, repolho
“Esses três alimentos fazem hemólise, ou seja, há uma ruptura das células vermelhas do sangue. Dependendo da quantidade, pode levar à morte”.

Gorduras em gerais
“As gorduras podem ocasionar a pancreatite – inflamação no pâncreas – , que pode ser aguda ou crônica. No final de semana é comum o pessoal fazer aquele churrasco e assar uma carne, e às segundas-feiras é o dia que mais recebemos animais passando mal pelo excesso de gordura. As gorduras causam flatulências e dores abdominais”.

Rúcula
“A rúcula causa alterações hormonais, podendo ocasionar até o aborto em cadelas gestantes”.

Chocolate
“O chocolate tem um conservante – teobromina – que intoxica os cães, como se fosse um veneno. Talvez na primeira vez que você oferece um chocolate para o animal não tenha tanto problema, mas aos poucos o alimento vai se acumulando no organismo dele, e as consequências podem ser graves. Existe chocolate específico para cães e gatos, que são isentos de cacau e teobromina.”

 

Não perca o seu amor!

6 dezembro, 2012 às 15:08  |  por Fabiana Ferreira

Podem me chamar de neurótica, mas adotei medidas simples para não perder a minha poodle. Eu fico completamente comovida com os e-mails que recebo a cada dia sobre cachorros desaparecidos. Aprendo com eles. Acredito que alguns casos poderiam ser evitados.

Poodle encontrada – o email de hoje conta sobre uma cachorrinha idosa e parcialmente cega. Perdeu-se ou foi abandonada?

 

Além das perdas, os cães ultimamente têm sido alvo de furtos e roubos. É claro, a maioria de raça. E no caso do bichinho escapar, é fundamental que ele esteja com a placa de identificação com o número do telefone. Neste caso, principalmente, para quem mora em casa é bom redobrar a atenção. Sempre tem alguém que esquece o portão aberto.

Dicas para não perder seu cachorro –  n.1

Não descuide na hora das compras

Nunca, nem pensar, de jeito nenhum. Jamais deixe seu animal naqueles postes improvisados na frente de farmácias, mercados e padarias. Não deu para deixá-lo em casa, conte com a ajuda de quem trabalha no local de vendas.

Ou ensine o seu cachorro a ficar do lado de fora na coleira com guia retrátil. A minha aprendeu!