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Calçadas boas só para cachorro. Pedestre não tem vez!

16 março, 2012 às 13:20  |  por Fabiana Ferreira

Domingo é dia de passear sem pressa com o cachorro. Resolvi mudar o habitual caminho e fui explorar outras ruas do bairro Juvevê, em Curitiba. Um dos metros quadrados mais caros da cidade. O passeio se tornou até mesmo uma aventura arriscada, pois na maior parte do trajeto eu tive que andar na rua. Vale lembrar que lugar de pedestre é na calçada e não dividindo espaço com os automóveis. Mas elas em alguns locais do bairro inexistem, outras viraram um matagal só. Cachorro até que curte um matinho, mas eu prefiro andar por um asfalto de preferência com condições de não me causar um acidente. Resolvi fotografar o trajeto.

 

Começa por esta calçada. Local onde uma construtora está subindo um super prédio. Ai já faz tempo que o mato impera. Na esquina, tomou conta.

Resolvo atravessar a rua. Pela primeira vez me animo. Olha que calçada boa. Tem até rampa para deficiente.

Mas ao atravessar a José de Alencar o outro lado nos espera deste jeito. Puro mato, sem rampas para o acesso de cadeiras de rodas. Decido ir para o meio da rua.

  

Seguimos em frente. Neste trecho não há calçadas em condições de andar. Vamos pelo meio da rua mesmo.

Eu ainda tenho condições de me arriscar pelo meio da rua. Mas tenho certeza que a falta de calçadas adequadas dificulte o acesso de deficientes físicos em cadeiras de rodas, idosos, e até mesmo das mães com carrinhos de bebê. O que os impedem de passear livremente em condições seguras.

A acessibilidade é um direito de todos, mas é preciso colocá-la em prática para garantir o direito de ir e vir com segurança. Enquanto isso, ficam proibidos salto altos, o melhor é providenciar uma bota para as expedições pelo mato em algumas ruas do Juvevê. Seria ideal que alguém tomasse providências.

De quem será esta responsabilidade?

Leve o cocô para o lixo

8 março, 2012 às 17:58  |  por Fabiana Ferreira

Ter cachorro é passear, se possível, de duas a três vezes ao dia. Em todas as estações do ano. Em Curitiba, geralmente no frio e na chuva. Vivam todos os donos capazes desta proeza. Mas só dar uma voltinha não basta. Não é que nossos bichinhos lindos fazem cocô. Não tem jeito. Seja lá com que roupa você estiver é preciso dar uma abaixadinha básica para recolher os dejetos.

 

A sacolinha plástica virou alternativa prática, mas nada ecológica. Em pet shops já estão à venda saquinhos biodegradáveis. Mas o investimento é alto. O pior do que não retirar o cocô da grama, geralmente, local preferido dos cães, é imaginar que os sacos plásticos possam ser largados em lixeiras abertas. E que por um milagre eles desaparecerão.

A foto acima mostra bem a indignação com esta prática. Sorte a nossa que temos muitos varredores de rua na cidade. Caso contrário, estaríamos perdidos. Afinal de contas, para muitas madames a moda não permite andar com uma legítima Louis Vuitton e um saquinho a tiracolo.

Limpar, brincar e amar

22 fevereiro, 2012 às 15:02  |  por Fabiana Ferreira

Achar uma diarista de confiança é tarefa árdua. Alguém para confiar as suas chaves, sair sem receio de casa com a certeza de que na volta tudo estará no lugar e limpo (ou quase) é uma tranquilidade. Se esta pessoa tratar seu cachorro como um “filho”, que inclui brincar e mimar, então é meio que acertar na loteria. Coisa rara.

A Maria é isso e muito mais. Ela gosta de cachorros. Da minha em especial. Nunca vi tanta felicidade em um bicho ao encontrar alguém. Nem as festinhas para mim, após dias de viagem, são tão eufóricas.

O melhor de tudo é encontrar um bilhete da Maria em cima da mesa com a seguinte mensagem. “Que bom ela estar aqui, estava com muitas saudades”. É, o que importa se ela não teve tempo de limpar o vidro da janela ….

Parte 2 – História real e triste

Este espaço nasceu com a proposta de contar histórias felizes e divertidas. Uma vez que existem vários canais de denúncias de maus-tratos de animais, que considero importantíssimos, afinal graças a eles a sociedade se mobiliza e começa dar a importância para o assunto e exigir mudanças na lei para penalizar com mais efetividade quem comete crimes contra os animais.

Não pude deixar de relacionar a história que contei acima com o caso que ouvi de um casal de amigos. O relato foi contado por alguém envolvido na história. Me deixou perplexa tamanha barbaridade. Não fiz questão de saber detalhes, pois a maldade humana ainda me deixa horrorizada. E me fez refletir ainda mais sobre a sorte que tenho em ter a Maria na minha casa.

Não siga em frente, caso não queira saber algo terrível. 

O dono da yorshire esqueceu algo em casa e resolveu voltar. Era o dia da faxineira, que foi trabalhar com o filho, uma criança. Ao chegar em casa, estranhou que a cachorrinha não o fosse receber.

Ele a encontrou embaixo da cama. Toda machucada, cheia de sangue. Não pensou duas vezes. Levou correndo a york para a clínica veterinária. Estava com várias fraturas.Ele soube depois que a cachorra foi jogada pela janela do segundo andar. A mãe, para encobertar a atitude do filho, recolheu a cachorra e a escondeu embaixo da cama.

Apesar da falta de socorro imediato, a cachorrinha sobreviveu. Um milagre. O rapaz ter voltado para casa naquele dia me faz crer que existe uma forte ligação entre nós e nossos cães. Após quatro meses de tratamento, dois deles imóvel em virtude das fraturas, a york ainda recebe cuidados médicos e mais amor ainda, se é que isto é possível.

 

Dilma adote um vira-lata!

19 fevereiro, 2012 às 11:09  |  por Fabiana Ferreira

A história da eleitora da presidente Dilma Roussef que a presenteou com um filhote de labrador ganhou destaque nesta semana na imprensa nacional. Afinal é algo inédito. Um presente vivo deixado no protocolo do Palácio do Planalto. Eu espero que seja a primeira e a última vez que isso aconteça. A eleitora cearense teve boa intenção, mas sem dúvida não tem a menor consciência que “cachorro não é presente”.

Claro que a assessoria da presidente teria que aceitar a gentileza. Pegaria super mal recusar o presente. Mas a eleitora em nenhum momento teve a oportunidade de conversar com a Dilma e saber seus interesses. Eu amo cachorros, sei a diferença que eles fazem em nossas vidas, mas nem por isso vou sair distribuindo filhotes para os meus amigos.

Provavelmente, o labrador presidencial terá todos os cuidados necessários. Vai ter um monte de empregados para cuidar dele, a melhor assistência veterinária e uma área imensa de lazer para brincar. Mas duvido muito que a Dilma possa curti-lo, brincar e passear com ele. Se eu não tenho tempo de ficar o quanto eu gostaria com a minha cachorra, imagina a presidente…

Gostei de saber que a Dilma adotou uma dauchshund que perambulava pelas ruas. Mostra que ela tem coração. Não é qualquer um que pega um cachorro na rua e leva para a casa. O pior foi saber que o José Dirceu já deixou na residência oficial um labrador que era dele. Não tem acusação que supere isto! Mais um cachorro que a Dilma teve que adotar.

Mas acho que nesta matilha palaciana está faltando um típico cão sem raça definida. Já que estrutura não falta na Granja do Torto, tenho certeza que muitos eleitores gostariam desta ideia. Dilma adote um vira-lata!

O candidato dos bichos

14 fevereiro, 2012 às 15:46  |  por Fabiana Ferreira

Gente é gente. Bicho é bicho. Pode parecer óbvio, mas muitos insistem em comparar. Basta ter alguém engajado na causa animal e sempre tem um infeliz para dizer “e as crianças? e os idosos?”. A comparação é desleal, gente sempre será prioridade, o mais importante. Principalmente nos programas de governo e nas propostas eleitorais. Mas isso não justifica o descaso com os bichos. São muitas questões que devem fazer parte de uma administração municipal, estadual e federal. Entre elas, as questões ambientais em seus diferentes níveis.

Na manisfestação contra a crueldade de animais

A sorte dos bichinhos, principalmente, de cães e gatos é que um grupo de Organizações não Governamentais (ONGs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OCIPs) e protetores maravilhosos em todas as cidades brasileiras têm esta luta como projeto de vida. Se não fossem eles, a situação seria muito pior. Mas a luta é inglória. Algo que não tem fim. Um apoio político se faz necessário.

Todos os nossos parlamentares se elegem com grandes promessas para melhorar a vida da população. Seja para os trabalhadores, crianças, idosos, mulheres, negros, deficientes… Todos prometem melhorar a saúde, a segurança, o transporte público e outros tantos fatores. Nós humanos somos representados por muitas cabeças pensantes preocupadas em melhorar a nossa vida. Quanta sorte nós temos, não é mesmo?

Muitos destes parlamentares se reelegem em mandatos “ad eternum” com as mesmas propostas, mesmo que elas nunca se tornem realidade. Nenhum deles tem como principal foco a luta por melhores condições dos animais. Então, todos de uma maneira ou de outra se elegem exclusivamente para cuidar de nós, seres humanos. Já somos muito bem representados em todas as esferas políticas.  

E os bichos, teriam a sorte de nós humanos em ter apenas um representante eleito por município pensando neles? Quem teria o desapego da causa humana e investiria na causa da bicharada. Uma nova minoria, que late e mia. Com ideias que ultrapassem as campanhas de colocação de microchips e castração. Mas com Educação de verdade. Projetos e campanhas voltadas para crianças e a sociedade em geral. Com uma luta efetiva para uma penalização mais severa para quem faz crueldade contra os bichos. Qual partido bancaria este representante e esta causa?