Arquivos da categoria: Financeiro

Walter Sabini Junior

Fluxo de visitantes a shopping centers inicia 2018 com alta de 2,4% em janeiro

6 fevereiro, 2018 às 15:56  |  por Maximilian Santos

Após um 2017 de retomada no fluxo de visitantes nos shopping centers, o primeiro mês de 2018 confirmou o panorama positivo, com um aumento de 2,4% em relação a janeiro de 2017, segundo o Índice de Visitas a Shopping Centers (IVSC). O levantamento é realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE) em parceria com a FX Retail Analytics, empresa especializada em monitoramento e fluxo para o varejo.

“O número é relevante porque evidencia um crescimento sobre um número que já era positivo (0,22%) em janeiro passado, e marcava o início de uma retomada após um 2016 que registrava quedas a cada mês”, afirma Walter Sabini Junior, sócio-fundador da FX Retail Analytics. “Agora, temos um crescimento em dois pontos percentuais, que nos dá confiança e otimismo para 2018″, completa.

Na medição regional, o Sudeste obteve o melhor desempenho, com crescimento de 3,23%, seguido por Nordeste, com 1,89%, e Sul, com 1,12%.

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Crédito da foto: Divulgação/Youtube

Jack Findaro

Especialista americano chega a Curitiba para auxiliar empresários a atuarem nos Estados Unidos

31 janeiro, 2018 às 16:30  |  por Maximilian Santos

Com o objetivo de orientar empresários brasileiros sobre investimentos nos Estados Unidos, a consultoria americana Visa Franchise realizará em Curitiba o evento “Imigração por meio de franquias” nesta quarta-feira, dia 31, com o diretor financeiro Jack Findaro. Na ocasião serão apresentadas as possibilidades para empreender fora do Brasil. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Os interessados devem se inscrever por meio do site: www.visafranchise.com/br/calendario-de-eventos.

Findaro explica que existem diferenças no cenário de franquias internacionais, que representam uma oportunidade para brasileiros. “Até o ano de 2016, o segmento movimentou, direta ou indiretamente, US$ 2,3 trilhões. E trata-se de um mercado mais maduro e regulamentado do que o Brasil. Tudo porque existe um órgão fiscalizador, que obriga as empresas franqueadoras a divulgarem seus rendimentos, custos, entre outras informações essenciais para quem deseja empreender”.

Na sequência, o executivo ainda completará agenda no país em Porto Alegre e São Paulo.

 

 

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Harley-Davidson registra crescimento no ano de 2017

9 janeiro, 2018 às 17:41  |  por Maximilian Santos

A Harley-Davidson continua apostando a longo prazo no Brasil, que é referência de mercado com grande potêncial em todo o continente latinoamericano. A marca tem uma operação local sólida e isso dá bases para que os desafios comerciais sejam enfrentados independentemente de qualquer crise.

Mesmo com a economia recessiva e o segmento de motocicletas em queda, em dezembro do ano passado, entre as montadoras que fabricam modelos de mais de 600 cilindradas, a H-DB registrou o primeiro lugar em participação de mercado, com 21%. No acumulado do ano também houve crescimento, já que a marca teve 17,6% de participação, em comparação aos 13,7% de 2016. Com isso, a companhia torna-se uma das únicas que teve crescimento de market share no período anterior.

O ano de 2017 foi de grandes desafios mas de bons resultados para a Harley-Davidson do Brasil, que registrou 5.295 unidades fabricadas, crescimento de 12,2% em relação às 4.719 unidades produzidas em 2016. Isso se deve ao lançamento da linha 2018 que, com novos modelos no mercado nacional e uma família de motocicletas totalmente renovada, já estava disponível no último mês do ano em toda a rede de concessionárias da marca no País.

Para os próximos 10 anos, a Harley-Davidson Motor Company vai lançar 100 modelos em todo o mundo, uma estratégia agressiva a longo prazo, como parte das ações ligadas também à nova estratégia de comunicação global da companhia, “All For Freedom, Freedom For All”, que é a expressão de como a H-D vê o futuro, com intuito de construir as próximas gerações de pilotos da marca.

 

 

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Maria Andreia Lameiras

Ipea diz que inflação dos mais pobres ficou menor em novembro

12 dezembro, 2017 às 14:28  |  por Maximilian Santos

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda de novembro de 2017 aponta que as parcelas da população de renda mais baixa foram as que apresentaram as menores taxas de inflação. Enquanto a inflação da população de renda muito baixa registrou alta de 0,07%, nas famílias de renda alta o crescimento foi de 0,34%. No ano, a inflação dos mais pobres acumula uma alta de 1,8%, inferior à registrada pela classe de renda mais alta (elevação de 3,2%).

“De fato, a significativa desaceleração no preço dos alimentos ao longo do ano se constitui no principal foco de alívio inflacionário em 2017, especialmente para as classes de menor poder aquisitivo”, explica Maria Andreia Parente Lameiras, pesquisadora do Grupo de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Os alimentos são o item com maior peso nos gastos totais das famílias mais pobres. A deflação dos alimentos contribuiu para diminuir em 0,16 p.p. a inflação dos mais pobres, ao passo que, para a classe mais alta, a ajuda foi de 0,05 p.p.

Em menor intensidade, os transportes também influenciaram, com a queda nas tarifas dos ônibus urbanos (0,6%) e interestaduais (1,6%), itens de grande peso na inflação dos mais pobres. Em contrapartida, nas classes mais ricas, para as quais o gasto com combustíveis é bem maior, a alta de 2,9% no preço da gasolina fez com que a contribuição do grupo transportes fosse positiva.

Entre os itens que tiveram impacto maior sobre as famílias menos abastadas, os reajustes das tarifas de energia elétrica (4,2%) e do gás de botijão (1,6%) significaram um aumento de 0,29 p.p. na inflação dos mais pobres – e de 0,11 p.p na dos mais ricos. Nos últimos meses, de acordo com a análise, a desaceleração da trajetória inflacionária ocorreu de modo significativo em todas as faixas de renda.

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Crédito da foto: Youtube/Ipea

Luiz Fernando Vianna

Itaipu deve encerrar 2017 com a quarta posição no ranking histórico anual de produção

7 dezembro, 2017 às 17:22  |  por Maximilian Santos

A produção parcial da Itaipu Binacional em 2017, registrada até as 6h16 desta quarta-feira (6), pelo Horário Brasileiro de Verão, chegou à marca de 88,6 milhões de megawatts-hora (MWh) e ultrapassou a do mesmo período em 2008, ano da quarta maior geração histórica anual desde o início da operação da usina, em maio de 1984. Como a previsão é que a geração fique 14% maior nos próximos sete dias, em comparação ao mesmo período de 2008, projetando uma produção em torno de 95 milhões de (MWh) para este ano, a hidrelétrica deve consolidar a quarta maior marca anual até o fim de dezembro.
Este ano, a eficiência operacional de Itaipu é de aproximadamente 98%. Esse índice relaciona a energia produzida e a energia que, numa hipótese ideal, poderia ter sido gerada.
O ranking deste ano é bastante significativo para a usina, já que 2017 apresentou um cenário hidrológico bastante difícil no País para a produção de hidroeletricidade. Ao longo dos meses, a geração de Itaipu oscilou entre a sexta e a quarta posição, atingida agora.
Em agosto, a produção parcial de 2017 aparecia em quinto lugar e chegou a cair para a sexta posição durante três dias de setembro. De lá para cá, a hidrelétrica recuperou posição por posição e a tendência é que se mantenha assim até o fim de dezembro.
“Gerar essa enorme quantidade de energia limpa com uma eficiência operacional acima dos 95% é constatar que as equipes brasileira e paraguaia da Itaipu estão trabalhando com um alinhamento afinado e considerável competência”, afirma o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna.
E complementa: “Colocar a produção de Itaipu entre os cinco melhores anos do ranking envolve um trabalho complexo, que passa por uma boa gestão das afluências, pelo excelente desempenho da operação e manutenção dos equipamentos da usina, por uma boa disponibilidade dos sistemas de transmissão brasileiro e paraguaio, assim como pelos sinais econômicos de elevação do consumo dos nossos países. E, finalmente, passa pela boa coordenação eletro-hidroenergética entre as empresas envolvidas, como Itaipu, Eletrobras-Furnas, Copel, Operador Nacional do Sistema e a paraguaia Ande”.
Até o meio-dia desta quinta-feira (7), a Itaipu já tinha produzido 89,1 milhões de MWh, energia suficiente para atender o Brasil inteiro por dois meses e sete dias; o Estado de São Paulo por oito meses; o Paraná por três anos; Brasília por 13 anos; e Foz do Iguaçu por 160 anos.

Liderança mundial - A Itaipu Binacional é líder mundial em produção de energia limpa e renovável, tendo produzido mais de 2,5 bilhões de MWh desde o início de sua operação, em 1984. Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, fornece cerca de 17% da energia consumida no Brasil e 76% no Paraguai.

Em 2016, Itaipu produziu um total de 103.098.366 MWh, estabelecendo um novo recorde mundial de produção anual. A maior marca anterior havia sido estabelecida em 2013, com 98.630.035 MWh. O terceiro melhor ano em produção foi 2012, com a geração de 98.287.128 MWh.

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MArco Tulio BB

Recursos para crédito rural crescem 25% em 2017

5 dezembro, 2017 às 19:25  |  por Maximilian Santos

Os recursos direcionados ao crédito rural aumentaram 25% no segundo semestre deste ano frente ao mesmo período em 2016. É o que afirmou o diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio da Costa, em reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) nesta terça-feira (5). O montante total chegou a cerca de R$ 300 bilhões liberados pela instituição financeira.

Para Marco Túlio, o resultado é consequência de uma parceria cada vez mais estreita com o setor agropecuário. “Estamos alinhados e comprometidos com os produtores rurais. A FPA é o nosso canal de comunicação com o setor agropecuário. Estamos abertos ao diálogo e esperamos que continuem confiando na instituição, pois nós continuaremos ouvindo os anseios e necessidades do setor e buscando soluções que atendam a todos os segmentos em quaisquer situações”, ressaltou o diretor.

As recentes medidas apresentadas pelo Banco atenderam demandas dos produtores rurais de arroz do Rio Grande do Sul e Paraná, de maçã em Santa Catarina e de leite em várias regiões do País. Todos esses segmentos passam por mudanças bruscas devido ao alto custo de produção nacional ocasionado pelo desarranjo no mercado interno com a desleal concorrência e competitividade dos produtos importados frente aos locais. “A abundância da matéria-prima causa efeito automático sobre o preço do produto. As dificuldades enfrentadas estavam impactando diretamente no rendimento e capital dos pequenos, e consequentemente no seu acesso ao crédito e no pagamento de dívidas”, disse Marco Túlio.

A primeira iniciativa se iniciou com o setor pecuarista, frente aos desgastes causados pela Operação Carne Fraca. Todos os prazos de renegociações de dívidas com o Bando do Brasil que venciam neste ano foram prorrogados até 2018. “Muitos pequenos produtores iam se desfazer de rebanhos ou vender seus animais por um preço muito aquém do mercado para sanar as dívidas. Demos um fôlego ao setor”, destacou o diretor do BB.

Crédito da foto: DiárioD.
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Está aberta a votação do Prêmio Equilibrista Financeiro 2017

18 setembro, 2017 às 17:56  |  por Rafaela Salomon

Já está aberta a votação para eleger o Equilibrista Financeiro 2017, maior premiação da área no estado, promovida pelo Instituto Brasileiro de Finanças – IBEF PR. Cinco executivos de finanças de grandes empresas do Paraná concorrem ao troféu:  Aldair Siliprandi Machado,  da Lugano Participações S/A (Grupo Lugano); André Luís São Pedro Leal, da Ibema Companhia Brasileira de Papel Cartão; Eduardo Luiz Taques de Negreiros, da Unimed Curitiba; Lincon Lopes Ferraz, da Positivo Tecnologia e Marcelo Scandian, da MadeiraMadeira.

Têm direito à escolha todos os associados do IBEF PR, que podem votar até o dia 27 de setembro, pelo site da instituição (www.ibefpr.com.br). O grande vencedor será conhecido no dia 03 de outubro e a entrega do prêmio Equilibrista 2017 acontece no dia 26 de outubro, em jantar no Castelo do Batel, para associados e convidados. A escultura em bronze e pedra, criada pelo artista plástico Osni Branco, representa os desafios da carreira e as habilidades exigidas dos profissionais da área financeira.

Sobre o IBEF PR

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças – IBEF é uma instituição sem fins lucrativos, que congrega executivos de finanças dos vários segmentos da atividade econômica do Paraná: executivos das áreas de indústria, comércio, consultorias, empresas de serviços, auditorias, instituições financeiras (bancárias e não-bancárias) e instituições governamentais.

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Julho tem alta de 2,58% no fluxo de visitantes a shopping centers. Região Sul obteve maior destaque

11 agosto, 2017 às 16:35  |  por Maximilian Santos

O movimento de pessoas nos shopping centers cresceu 2,58% em julho de 2017, na comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice de Visitas a Shopping Centers (IVSC). O levantamento é realizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), em parceria com a FX Retail Analytics, empresa especializada em monitoramento e fluxo para o varejo, em que Marcelo Tavares (foto) é CEO.

Na comparação regional, o Sul obteve maior destaque, com incremento de 9,75%, seguido pela região Sudeste, com aumento de 1,66%, e pelo Nordeste, com 1,36%. No acumulado do ano, foi registrado um crescimento de 0,51%, número que acompanha a tendência do primeiro semestre, que fechou em alta pela primeira vez com índice positivo. A única baixa, considerada natural, fica por conta do comparativo com o mês de junho de 2017, impulsionado pelo Dia dos Namorados, com queda de 1,28%.

Crédito da foto: Agência Folha.
Editado por Maximilian Santos

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Equipes engajadas são um diferencial das empresas de sucesso

5 junho, 2017 às 19:03  |  por Maximilian Santos

Uma equipe engajada traz inúmeros benefícios para um negócio. Isso porque funcionários motivados se esforçam mais para atingir os objetivos e metas da empresa melhorando, com isso, sua produtividade. Neste caso, o líder tem um papel fundamental, sendo assertivo em suas decisões e contribuindo para o engajamento da sua equipe. A assertividade nas relações é um dos temas que serão abordados na segunda edição do Intensive Leadership Academy (ILA), que acontece nos dias 9 e 10 de junho, em Curitiba. O seminário é organizado e ministrado por executivos da Dale Carnegie Training, referência mundial em desenvolvimento de competências e habilidades profissionais.

Segundo, Leandro Roth (foto), trainer dos programas Dale Carnegie Course, Advanced Dale Carnegie Course, Sales Advanced e responsável pelas franquias do Noroeste do Rio Grande do Sul e Campinas (SP), aumentar o nível de assertividade, que está relacionado à confiança e respeito, contribui para a melhoria do engajamento. “Há três estilos de comportamento: passivo, agressivo e assertivo. A grande sacada é saber qual a melhor maneira de ser assertivo na hora de tomar decisões”, diz.

Equipes motivadas e engajadas dão o máximo de si para alcançar os resultados. “Não há uma fórmula secreta para convencer as pessoas a colaborarem, mas descobrir e se importar com os objetivos da pessoa, e ter este alinhamento organizado, ajuda muito”, ressalta Roth.

 

 

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Banco do Brasil

Banco do Brasil vai liberar R$ 1 bilhão em crédito para projetos de agroenergia no Oeste Paranaense

18 maio, 2017 às 20:38  |  por Maximilian Santos

O Banco do Brasil deve investir nos próximos anos até R$ 1 bilhão na região do Oeste Paranaense, em linhas de financiamento voltadas à produção de energia a partir da biomassa. O Programa Agro Energia foi lançado nesta quinta-feira (18), em uma solenidade no Espaço Milton Santos, no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu. Voltado, na região, ao biogás, o programa conta com a parceria da Itaipu Binacional e do Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), entre outros.

“Já existe, aqui na região, um elo produtivo identificado e mapeado. O trabalho que a Itaipu e o CBIogás vêm fazendo facilita nosso acesso aos produtores de forma mais organizada”, resume o diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes da Costa (foto). Em abril, o mesmo programa, mas voltado especificamente aos projetos fotovoltaicos, já havia sido lançado em Rio Verde (GO). “A Itaipu faz um trabalho de sustentabilidade na região e o Banco do Brasil só vem para apoiar esta iniciativa”, reforça.

Para o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Paulo Schmidt, a empresa já tem atuado na preservação dos recursos hídricos e destinação correta dos resíduos. Agora, é um segundo momento. “Temos a possibilidade de gerar ganhos aos produtores rurais, especialmente nas cadeias de proteína animal. Mas se não tivermos incentivos, isso pode não acontecer”, afirma. Ele lembra a parceria entre Itaipu e Copel, por meio do Programa Mais Clique Rural, que tem o objetivo de modernizar a distribuição de energia e internet no meio rural.

As linhas de crédito serão usadas para a instalação dos biodigestores, compra dos geradores e integração da propriedade agrícola à rede elétrica. Os juros subsidiados variam de 2,5% a 8,5% ao ano, dependendo do tamanho da propriedade. Estima-se que o retorno do investimento aconteça em no máximo cinco anos. O valor investido na região vai depender dos projetos que chegarem ao Banco do Brasil.

Durante a solenidade, a Cooperativa LAR assinou um memorando de intenções para levar o financiamento do Banco do Brasil aos seus associados. O CBIogás e a Itaipu Binacional também assinaram o documento.

Pioneirismo regional - A criação da linha de crédito do Banco do Brasil tem origem em uma demanda levantada pela Câmara Técnica de Energias Renováveis do Programa Oeste em Desenvolvimento, do qual Itaipu e CBIogás fazem parte. “Vimos que o principal gargalo era a falta de um financiamento para tocar os projetos. Então, tivemos uma reunião com o Banco do Brasil sobre a possibilidade de ampliar o financiamento e encarar os projetos de biogás como um negócio”, explica o diretor-presidente do CIBiogás, Rodrigo Régis.

De acordo com ele, a região Oeste do Paraná tem um enorme potencial na área de agroenergia. Só na suinocultura, há mais de dois mil produtores com potencial de criação de usinas geradoras de energia elétrica a partir da biomassa. O retorno do produtor, caso ele faça uma unidade geradora com recursos próprios, é da ordem de 18%. Se a criação do empreendimento for subsidiada por financiamentos como o do Banco do Brasil, o retorno sobe para 24%. O tempo de recuperação do investimento cai de cinco para três anos.

Além disso, completa Régis, há uma perspectiva do aumento de produtividade na já pujante região Oeste do Paraná. “Um produtor que quer aumentar o número de cabeças de gado, por exemplo, precisa resolver a questão dos dejetos para conseguir as licenças ambientais. Hoje, vai ter produtor que subirá de 500 para 2.000 cabeças porque poderá dar fim aos dejetos, obedecer às leis ambientais e criar renda”, conta.

“Nós temos que aproveitar este momento, sermos assertivos e agirmos rápido. Já foi feito um mapeamento na região, agora precisamos mostrar aos produtores que este é um negócio viável”, afirma Régis. E completa: “Investir nesta tecnologia não é só produzir energia, mas fazer o saneamento ambiental. Livrar-se de um passivo e gerar outra fonte de renda.”

Segundo um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o agronegócio responde por 46% das exportações do Brasil e por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. No Sul do País, o setor é responsável por 70% das exportações e 35% das riquezas. O agronegócio é um dos maiores demandantes de energia elétrica para sue funcionamento.

 

 

Editado por Maximilian Santos.
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