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Alto Giro

PEOPLE S/A ENTREVISTA – Claudia Recco, diretora de gestão de varejo da Alto Giro, fala do sucesso da companhia paranaense

17 outubro, 2016 às 14:44  |  por Maximilian Santos

Claudia Recco, diretora de gestão de varejo da marca Alto Giro, concedeu entrevista exclusiva para a People S/A. Confira aqui alguns destaques:

 

 

People S/A – Como foi o início da Alto Giro no mercado paranaense e nacional?

CR – A Alto Giro começou em Maringá e foi resultado da iniciativa do meu pai, ao lado do meu tio, com a Recco Langerie. Na época eram apenas quatro costureiras. Hoje, 33 anos depois, já estamos com 550 funcionários no total. Durante o período de crescimento, os dois se separaram e, atualmente, atuamos na área fitness e de praia com duas marcas – Alto Giro e New Beach. Procuramos sempre investir e estruturar a empresa frequentemente com tecnologia, com base na experiência do consumidor com o nosso produto. A nossa essência é o “make it fun” – faça isso de uma forma feliz, já que desde o início queríamos uma marca alegre, que remete-se a momentos felizes e de bem-estar. Isso é visto nas nossas modelos da campanha, na arquitetura da loja, na marca e, principalmente, nos nossos produtos.

 

People S/A – Qual foi o planejamento para a expansão da marca?

CR – O nosso processo de expansão foi realizado em duas etapas. A primeira com foco na representação, com 42 representantes espalhados por todo o País, e depois com o varejo. Após 28 anos de atuação, focamos no varejo, com amplo investimento neste processo, e com 18 lojas no Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Eu mesma fiz um estudo em Londres sobre a questão dos produtos, atuação e começamos a perceber a força que a marca teria no varejo.
Tudo foi realizado com muito pé no chão e, agora, estamos investindo no processo de exportação, com oito representantes internacionais, em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália, conquistando o público estrangeiro em relação à qualidade dos nossos produtos.


People S/A – Como está o mercado da moda fitness com a crise atual no Brasil?

CR – Como o meio fitness foi uma das tendências deste ano, este mercado não sofreu baixa no País. Os brasileiros começaram a colocar a saúde em primeiro lugar, na busca por uma vida mais saudável, não só pela estética, mas pela qualidade de vida. A Olimpíada ajudou a aquecer ainda mais este segmente. Nós, por exemplo, criamos uma linha com estampas especiais, que fez muito sucesso. As oportunidades fizeram com o mercado não sentisse muito a crise.

 

People S/A – Quais são as estratégias de marketing e comunicação utilizadas pelas marcas?

CR – A companhia conta com vários canais, como o e-commerce, os representantes e as lojas. A gente investe em TV, na internet e em tudo o que atinge o nosso perfil de público e no que mais possa colaborar com o nosso posicionamento da marca. Tivemos a oportunidade de termos a Sabrina Satto como garota propaganda, que se envolveu até mesmo na produção da campanha.

 

People S/A – E no e-commerce, quanto representa as vendas?

CR – O e-commerce sempre foi muito forte, mas com essa pulverização da vida online, começou a ter uma pequena queda. O consumidor agora quer uma experiência de compra, com conversa, com toque, quase uma consultoria. Hoje, chegamos em um equilíbrio com o varejo, em que o nosso objetivo é criar um vinculo maior com os clientes.

 

People S/A – E o que o Paraná representa para a marca?

CR – O Paraná representa tudo. Começamos aqui em Maringá e, das 18 lojas que temos, 10 são aqui no Estado. A gente sente um carinho enorme dos maringaenses por nossa marca, principalmente quando veem artistas nacionais usando uma marca da cidade. E como é uma empresa familiar, essa experiência do orgulho de ser paranaense é ainda maior. Recebemos centenas de clientes na fábrica, que querem conhecer todo o nosso processo.

 

 

 

Crédito da foto: Divulgação.
Editado por Maximilian Santos

 

 

 

 

Foto 2 - Fernando_Menezes - Divulgação

PEOPLE S/A ENTREVISTA – Fernando Menezes, diretor da Schär no Brasil, conta um pouco da história e do futuro da marca

26 agosto, 2016 às 09:30  |  por Maximilian Santos

Fernando Menezes, diretor da Schär no Brasil, companhia internacional que conta com escritório em Curitiba, concedeu entrevista exclusiva para a People S/A. Confira:

 

PEOPLE S/A - Você vem da área automotiva, trabalhando na área de comunicação da Nissan e da Renault. Como foi começar a trabalhar desde o início da chegada da Schär no país, sendo um produto bem diferente do que você vinha trabalhando. Como foi vislumbrar a chegada da Schär no Brasil?

FM - O fato de nunca ter trabalhado na indústria de alimentos foi uma vantagem, pois criamos um modelo de negócio completamente novo, que visa a acessibilidade aos produtos para o consumidor final.

Usamos nossa experiência como gestores de grandes empresas para construir um conceito diferenciado de negócio, partindo do preço ideal para o consumidor. Assim,  desenvolvemos um modelo sem intermediários, com uma estrutura enxuta, procurando transferir valor ao consumidor final. Apesar do algo grau de complexidade que este modelo demanda, ainda hoje conseguimos seguir nesta mesma receita e atendemos todos nossos varejistas do país – mais de 3.500 pontos de venda no Brasil – sem distribuidores ou representantes. Com este modelo conseguimos trazer os melhores produtos sem glúten para o Brasil a preços competitivos, muitas vezes abaixo de similares nacionais e sempre abaixo de outras marcas importadas. Lembrando que são produtos certificados, com alta tecnologia de produção, excelente proposta nutricional.

Quando participamos de feiras e eventos ligados à indústria, recebemos inúmeras visitas de representantes, distribuidores, vendedores querendo representar a marca. Quando explicamos como trabalhamos a reação é sempre a mesma; “inacreditável! Como vocês conseguem!”.

Estou convicto que se tivesse vindo da indústria de alimentos hoje os preços da Schär estariam,no mínimo, 40% mais caros para o consumidor.

PEOPLE S/A -A Schär chegou no Brasil em 2012 com uma linha de produtos pequena. Hoje, 4 anos após o início das operações no Brasil nota-se o crescimento do mix de produtos da empresa. Como está o mercado sem glúten no Brasil? E o posicionamento da Schär nesse mercado?

FM - Iniciamos a operação com 16 produtos e hoje esse número dobrou, são 32 itens e tem mais novidade chegando em breve. Nossa ideia é suprir todas as necessidades de quem precisa ou opta por seguir uma alimentação sem glúten, do café da manhã ao jantar, sem ter que abrir mão do sabor, do aroma e da textura de alimentos tradicionais. A linha Schar tem mais de 100 produtos na Europa, e vamos continuar ampliando a oferta por aqui também.

Hoje a Schar está presente em mais de 60 países, é líder mundial e líder local na grande parte destes mercados, assim como no Brasil, onde temos visto um cenário em que o número de diagnósticos de doenças glúten-relacionadas aumenta com a disseminação da informação. Sim,há muita gente fazendo dieta sem glúten para emagrecer, mas nosso foco central é o consumidor que realmente precisa de uma alimentação segura e saudável. Além do celíaco, que representa cerca de 1% a 2% da população e cujo diagnóstico é relativamente simples, existem pessoas com sensibilidade ao glúten. Pesquisas em mercados maduros mostram que este número pode chegar a 15% da população, entretanto o diagnóstico de pessoas sensíveis ao glúten não é simples. Há muita pesquisa sendo feita em diversos países, inclusive por equipes médicas do Instituto DrSchar, uma referência em estudos glúten-relacionados.

Olhando para o mercado de intolerâncias em geral, principalmente glúten e lactose, ele vem crescendo em média 20% ao ano segundo o instituto de pesquisas Euromonitor. Só para se ter uma ideia, em 2006, 10 anos atrás, este mercado era praticamente do mesmo tamanho do mercado de produtos orgânicos, e hoje é mais que o dobro. O número de diagnósticos vem aumentando, porém ainda abaixo do que deveria, já que no Brasil não há políticas públicas que visem identificar e educar os pacientes de intolerâncias alimentares no início da enfermidade. O tratamento destas pessoas é simples, eficiente e acessível: basta uma alimentação correta, sem a necessidade de medicamentos de uso contínuo ou tratamentos caros. O sistema de saúde do país poderia economizar muito se houvesse uma política de saúde que tratasse o tema com seriedade

PEOPLE S/A - Muitos consumidores desconhecem a importância de uma dieta sem glúten, associando a um modismo. Mas a realidade é bem diferente, envolve uma questão séria de saúde. Quem são os clientes da Schär e como está o crescimento das vendas nesse segmento

FM - Ainda há muita desinformação sobre a questão do Glúten. Para um celíaco, comer glúten é como comer pequenos cacos de vidro, ou ainda como ingerir veneno. O organismo destas pessoas não reconhece a proteína e desencadeia um processo de auto-destruição das microvilosidades do intestino, causando uma série de complicações. Comer fora de casa para um celíaco é risco enorme, pois restaurantes por aqui ainda não educam seus funcionários sobre a questão. Em qualquer país desenvolvido a coisa é levada a sério, e cardápios já informam sobre a utilização ou não de ingredientes com glúten. Além dos celíacos, estudos estimam que até 15% da população tenha algum tipo de sensibilidade ao glúten. No tratamento das Síndrome do Intestino Irritável, a grande descoberta da ciência é o tratamento pela alimentação por meio de uma dieta não fermentativa, que exclui alguns alimentos durante 8 semanas ou nos períodos de crise, e o trigo/glúten é um dos itens da lista a serem cortados. Além disso já está comprovado que crianças autistas melhoram muito sua interação social com uma dieta sem glúten.Atletas de alta performance também têm realizado dietas com eliminação do glúten por períodos de treinamento intenso e pré-prova. Inúmeros estudos estão em andamento atualmente.

A grande controvérsia está relacionada ao emagrecimento. Vários livros foram publicados sobre o tema e afirmando que a simples retirada do glúten da dieta emagrece. A perda de peso está ligada à ingestão de calorias, e não necessariamente ao glúten. Se o indivíduo consumir produtos calóricos, com ou sem glúten, vai ganhar peso. A questão está na qualidade do alimento que se ingere. Como em toda indústria, no universo sem glúten também existem produtos bons e produtos ruins. A Schar, por exemplo não utiliza transgênicos, conservantes ou corantes artificiais em nenhum produto. A qualidade nutricional é que faz a diferença. Nosso pão branco fatiado mais simples contém mais fibras do que a maioria dos pães integrais vendidos no mercado. Tem muito produto sem glúten carregado de conservantes, aromatizantes, gordura hidrogenada, portanto não é só retirando o glúten que se ganha saúde, minha dica é sempre ler o rótulo.

 PEOPLE S/A -Quais os objetivos da Schär para os próximos anos em termos de Brasil? Qual a estratégia da empresa?

FM – Nossos principais objetivos estão ligados à cobertura geográfica e ajuste de mix. Já fornecemos para 80% das grandes redes de varejo, mas no Brasil as redes regionais são muito importantes. Nosso foco está em ampliar a presença em mercados onde ainda a disponibilidade de produtos não está completa, como no Nordeste. E isso passa por uma conscientização do próprio varejista, que precisa entender a importância de oferecer esta categoria de produtos ao consumidor.

Além disso estamos revisando nosso mix de produtos, buscando oferecer cada vez mais produtos relevantes no dia-a-dia dos consumidores, a preços competitivos.

PEOPLE S/A -2016 está sendo um ano complicado para a economia brasileira como um todo. Como os produtos da Schär são importados, qual a expectativa de crescimento para este segundo semestre?

FM – Sofremos muito no ano passo, com o Euro saindo de R$ 3,60 para R$ 4,70, e logicamente não podemos simplesmente repassar isso para o consumidor. Implantamos uma estratégia de hedging que nos permitiu segurar os preços. Alguma coisa teve que ser repassada em forma de aumento, mas dentro da média da inflação, nada que impactasse na competitividade dos produtos da marca e acessibilidade, nossa grande bandeira.

Creio que o enfraquecimento da economia tenha atingido o fundo do poço. Tenho conversado com muitos varejistas e a sensação é a mesma, não tem como piorar mais. Espero que a economia volte a crescer rapidamente que voltemos a poder planejar. Esse é o maior desafio de empreender no Brasil, a falta de previsibilidade.

 PEOPLE S/A -Quais as novidades que a Schär está trazendo para o Brasil para os próximos meses?

FM – Realizamos anualmente uma pesquisa com consumidores para entender do quê mais sentem falta. Com base nesta pesquisa, identificamos alguns itens que são prioritários para os consumidores e que ainda não oferecemos no Brasil. Como a Schär tem foco total no  mercado e nos nossos consumidores, mantemos um ritmo importante de inovação e desenvolvimento de produtos que nos permite ter novidades constantes, como o BiscottoAll´Avena lançado no início deste ano, que permite aos consumidores que seguem uma dieta sem glúten incluir novamente a aveia em seu cardápio.

Na última pesquisa vimos um aumento significativo de pedidos de produtos focados em conveniência, por exemplo.

Mesmo com todos os desafios logísticos, estamos trabalhando para oferecer esta nova categoria de produtos aos nossos consumidores brasileiros ainda em 2016.

PEOPLE S/A - Para os próximos anos, podemos contar com uma estrutura fabril da Schär no Brasil?

FM – Para justificar um investimento deste porte, o mercado ainda tem que crescer muito. Um dos pilares da diferenciação dos produtos Schär – além do sabor, segurança e excelentes valores nutricionais – é a tecnologia, que nos permite oferecer produtos sem conservantes com confortáveis prazos de validade, por exemplo. Ou que nos permite ter produtos sem necessidade de congelamento graças à tecnologia de produção. Por isso, a instalação de uma unidade produtiva Schär exige um investimento significativo. E um dos maiores impactos da crise em nosso plano de negócios fui justamente a necessidade de revisar investimentos e reduzir custos. Como comentei anteriormente,  a falta de visibilidade econômica prejudica o empreendedorismo no Brasil, pois investimentos de longo prazo exigem algum nível de estabilidade. Contudo, ainda tenho esperança de recuperação rápida da economia, que nos permitirá, ao menos, retomar este ponto em nossa agenda.

 

Crédito da foto: Divulgação
Edição: Rafaela Salomon

Foto 1 - Damian Allain (Créd. Divulgação)

People S/A Entrevista – O fortalecimento dos alimentos saudáveis da Jasmine. Entrevista com Damian Allain, diretor de mercado da Jasmine Alimentos

14 agosto, 2015 às 13:56  |  por Maximilian Santos

A Jasmine surgiu no mercado para ser uma opção nutritiva e responsável na mesa das famílias, com produtos inovadores e de qualidade superior, feitos por pessoas que acreditam na importância da boa alimentação para a vida. Hoje, a empresa paranaense é referência no setor de alimentos saudáveis e funcionais, atuando no mercado nacional e na América Latina. Confira uma entrevista curta com Damian Allain, diretor de mercado da Jasmine Alimentos, feita em parceira com o jornalista Guilherme Nascimento. “Os consumidores já estão mudando a forma de se alimentar e continuarão cuidando da saúde e da alimentação por meio de produtos mais naturais.” Confira:

 

Poeple S/A – O Brasil é o quarto maior mercado para produtos saudáveis do mundo. Você acredita que o País está mudando a forma de se alimentar?

Damian Allain – A maior consciência da população em relação aos benefícios dos alimentos que possam reduzir o risco de doenças e/ou melhorar a saúde e a identificação de restrições alimentares podem ser creditadas como os principais fatores para o sucesso do segmento de produtos saudáveis no Brasil. Por isso, acreditamos que o cenário para esse mercado é otimista para os próximos anos. Os consumidores já estão mudando a forma de se alimentar e continuarão cuidando da saúde e da alimentação por meio de produtos mais naturais.


People S/A – Este mercado, de produtos naturais, movimenta US$ 36,4 bilhões por ano no Brasil. É um mercado constante em crescimento. A Jasmine acompanha esse crescimento? Estão previstos novos produtos?

Damian Allain – A Jasmine está sempre se antecipando ao mercado, buscando tendências de consumo internacionais e de comportamento do consumidor. Empenhamo-nos em criar um catálogo robusto para apresentar aos consumidores brasileiros opções de alimentos saudáveis e que proporcionam bem-estar, seguindo as tendências internacionais.

A Jasmine vem promovendo diversos lançamentos com foco em inovação, trazendo cada vez mais produtos saborosos e saudáveis. A empresa investe constantemente em modernos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, análise da qualidade, profissionais capacitados e normas de segurança.
Para o segundo semestre de 2015, a Jasmine trouxe para o mercado brasileiro alguns produtos da Nutrition et Santé – holding que possui diversas marcas mundiais de produtos alimentícios. A intenção é comercializar produtos da consagrada linha francesa Gerblé sem glúten no país, como biscoitos recheados, biscoitos salgados, pães e bolos, como estratégia para complementar o portfólio de produtos sem glúten da Jasmine. Para pessoas que seguem uma dieta de restrição ao glúten, a marca Gerblé oferece qualidade de vida com a fabricação de diversos produtos sem glúten para lanches ou para momentos de pequenos prazeres da vida, ajudando-as a encontrar o equilíbrio entre o alimento como fonte de prazer e de nutrição.


People S/A – Este mercado atinge vários públicos. Um deles é o de vegetarianos, que no Brasil conta com pouco mais de 15 milhões. Em quais outros públicos vocês focam a atuação comercial?

Demian Allain – O público dos produtos da Jasmine se divide em dois grandes grupos: pessoas que desejam uma alimentação mais nutritiva e/ou orgânica e saudável; e consumidores que possuem demandas específicas de alimentação e saúde, como diabéticos, celíacos, intolerantes ao glúten e intolerantes à lactose. Por todas essas peculiaridades, o público da Jasmine engloba pessoas de todas as idades e sexos.


People S/A – Em âmbito mundial, o segmento deverá ter um crescimento de 38% até 2017, com valores que baterão a casa dos US$ 207 bilhões. A Jasmine já exporta ou tem um planejamento para exportação de produtos? Para quais países?

Demian Allain – Atualmente a Jasmine está presente com seus produtos em países da América do Sul e da América Central.

People S/A – Como foi o início e a fundação da Jasmine? Foi difícil se fortalecer no mercado? Pode nos contar um pouco sobre a história da companhia?

Demian Allain – A Jasmine nasceu da história de aprendizagem dos seus sócios fundadores, que descobriram na alimentação saudável uma maneira de viver melhor, mais feliz, mais perto da natureza, com mais saúde. Mas não bastava eles saberem disso, eles precisavam levar esse estilo de vida a outras pessoas; e assim criaram a Jasmine, em 1990. Desde a sua criação, a Jasmine se preocupa em ser 100% integral, sem aditivos químicos ou produtos nocivos ao ambiente. Ela oferece produtos que são mais que alimentos, porque acredita que as pessoas que comem bem, vivem bem. Seus produtos oferecem mais saúde, prazer e bem-estar. O que na época era da fundação era considerado “alternativo”, hoje é tendência e cada vez mais se incorpora ao comportamento do consumidor, pois as pessoas já perceberam os benefícios de uma alimentação saudável e equilibrada.

Desde seu início, a Jasmine estuda e acompanha as tendências internacionais nos diversos segmentos de alimentos com os quais trabalha, como alimentos diet, light, sem glúten, sem lactose etc. Esse monitoramento constante permite-a visualizar tendências na Europa, em outros países, como Estados Unidos, e na Ásia, e trazer para o Brasil novidades em ingredientes para que as pessoas tenham maior variedade de produtos para uma alimentação mais nutritiva e saudável.


People S/A – Sobre a construção da marca e o fortalecimento do produto saudável no mercado brasileiro. Qual é a essência e a filosofia da Jasmine?

Demian Allain – A filosofia da Jasmine sempre foi desenvolver e divulgar alimentos que promovam a saúde e o bem-estar, com respeito às pessoas e ao ambiente, contribuindo para a melhor qualidade de vida da sociedade. Aí é que entra o sucesso da marca.

Por ser respaldada no conceito “saudável do início ao fim”, toda a produção dos alimentos Jasmine se comprova muito antes dos itens chegarem à mesa do consumidor. Na lista dos insumos que compõem os produtos da marca estão ingredientes 100% naturais, sem qualquer tipo de aditivos, nocivos à saúde e ao meio ambiente, ou conservantes. Nada de origem animal na elaboração dos alimentos — exceto o mel — nem lactose ou gordura trans. Todos os produtos utilizados são certificados pelos principais institutos que acompanham o setor (IBD Orgânico, ANAD e BDK), assim como os processos industriais que acabaram por conferir à empresa a conquista da ISO 9001.

Além disso, ser uma referência em alimentação saudável só se tornou possível devido ao sabor dos alimentos da Jasmine, reforçando a ideia de que comer com prazer e saúde são, sim, sinônimos.  Com inovação constante em sua linha de itens, com base em pesquisas e estudos realizados com o consumidor, a empresa detém o maior portfólio de produtos naturais, orgânicos, integrais, sem aditivos e conservantes, liderando no mercado nacional uma categoria comum nos países da Europa – a de Healthy & Wellness, segmento de alimentação saudável e bem-estar. 

Foto 1 - Alfredo Meister (Créd. Marcos Rosa Filho)

People S/A Entrevista – Sulista passa operar no setor madereiro. Entrevista com Alfredo Meister, presidente do Grupo Sulista

9 julho, 2015 às 18:37  |  por Maximilian Santos

Reconhecida como uma especialista no setor automotivo, a Transportadora Sulista trabalha desde 2012 na diversificação de suas atividades em outros segmentos, como alimentício, embalagens e metal mecânico.

Agora a transportadora passa a operar também no setor madeireiro. O desafio é conciliar o renomado trabalho com o transporte automotivo com as novas propostas. “Rodar a operação de forma a gerar sinergia entre as cargas automotivas e outros segmentos não é tarefa fácil”, explica a diretora executiva da empresa Josana Teruchkin. Para conquistar novos ramos é necessário ter maturidade e realizar transformações na estrutura.

Confira uma entrevista especial, conduzida em parceria com a jornalista Renata Rosa, com o presidente do Grupo Sulista, Alfredo Meister, que fala da novidade e do desempenho da companhia nos últimos anos. “Estamos com projeto aprovado para a construção de nossa nova sede com 10.000 m2 de área para armazenagem que faremos em São José dos Pinhais. O valor do investimento é de R$ 10 milhões.” Confira:

 

People S/A – Faça uma breve apresentação da Sulista até hoje. Como começou, sua trajetória e o momento atual

Meister – Minha atividade iniciou-se há mais de 30 anos. Transportei cimento, grãos até chegar no segmento malas postais com o atendimento do Correio Brasileiro. Em 1995, como forma de diversificar atividades, a Sulista comprou a Total Linhas aéreas.

No ano 2000, com a vinda da indústria automotiva para o Paraná, resolvemos diversificar e explorar este segmento no qual estamos até hoje, e onde nos tornamos especialistas.

Hoje atravessamos um novo momento. Mais uma vez iniciamos a exploração de novos segmentos como o setor madeireiro, químicos, metal mecânico. Ao mesmo tempo estamos ampliando nossos serviços com a entrada no segmento de armazenagem / logística.

Mais do que nunca o momento nos exige cautela e muita atenção no controle operacional e ajuste fino nos custos. Por outro lado nos sentimos preparados e nossa longa experiência diz que esta crise faz parte de mais um ciclo e que em algum momento (acredito que em um ano) o mercado reagirá. Nessa hora com certeza estaremos estruturados para as novas oportunidades.

People S/A – Quais os investimentos previstos pela empresa: em valores e em que?

Meister – Estamos com projeto aprovado para a construção de nossa nova sede com 10.000 m2 de área para armazenagem que faremos em São José dos Pinhais. O valor do investimento é de R$ 10 milhões.

People S/A – Quais as metas da empresa para este ano?

Meister – Aumento de receita em 10% com relação ao ano passado, sendo que 5% deve se originar em novos clientes. Meta de diversificação: 30% da receita em novos segmentos.

People S/A – Quais os diferenciais da empresa no mercado?

Meister – O principal diferencial da Sulista no mercado, comprovado por nossas pesquisas de satisfação de clientes, é o atendimento diferenciado. Temos uma equipe comercial focada única e exclusivamente ao atendimento de nossos clientes. Se envolvem e estão de olho na programação, embarques emergenciais, novos negócios. Atuamos de forma transparente fomentando uma parceria saudável, duradoura.

People S/A – Como surgiu a ideia e o projeto de diversificar a carga transportada?

Meister – Em nosso planejamento estratégico identificamos necessidade de diversificar, não ficando, 100% direcionado a um único segmento, o automotivo. É claro que o projeto de diversificação se tornou ainda mais importante neste momento onde vivemos crise muito importante no segmento automotivo.

People S/A – Quais setores a Sulista trabalha hoje?

Meister – Automotivo, metal mecânico, madeireiro, embalagens, alimentício.

People S/A – A ideia é continuar a crescer em outros segmentos? Ou essa é uma definição temporária enquanto o mercado automotivo está em crise?

Meister – Vamos seguir crescendo em novos segmentos, independente da recuperação futura do mercado automotivo.

People S/A – O que o mercado automotivo ensinou pra Sulista e hoje é usado em outros segmentos?

Meister – O segmento automotivo é reconhecido por sua excelência e inovação logística. Ao operar neste segmento altamente exigente aprendemos que agilidade e veracidade das informações, velocidade na tomada de decisão, são alguns aspectos fundamentais para esta indústria.

Ter uma equipe 24 horas de plantão para atendimento é algo que diferencia nosso atendimento. Estamos prontos para atender a qualquer hora e isto é bastante apreciado pelas indústrias do setor.

Cargas críticas, fretes emergenciais, pontualidade na entrega, agilidade e velocidade nas informações. Tudo isto, quando apresentado a outros segmentos, faz muita diferença.

People S/A – Qual o faturamento da Sulista/ano? E quanto os outros setores representam nesse montante?

Meister – O Grupo Sulista (Total Linhas Aéreas e Transportadora Sulista) fatura cerca de R$ 200 milhões / ano. O rodoviário representa R$ 65 milhões e 28% desse faturamento se origina em outros setores que não o automotivo.

People S/A – Como a Sulista foi recebida em outros setores?

Meister – Muito bem recebida. Conseguimos fechar vários negócios onde os clientes valorizam muito nosso nível de atendimento. Informações rápidas e precisas é o grande diferencial.

People S/A – Qual sua avaliação no momento logístico atual? No que diz respeito à economia e previsão de crescimento e faturamento?

Meister – Conforme já falado anteriormente o momento é ruim para todos os segmentos e a logística é um reflexo direto da economia. Mas com a exploração de novos segmentos de atuação estamos otimistas em manter nosso plano anual de crescimento de receita na ordem de 10% com relação a 2014.