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Boca Maldita terá feira de discos e homenagem a Waltel Branco

26 janeiro, 2017 às 10:09  |  por Cristiano Castilho

A primeira Feira de Discos da Boca Maldita acontece no dia 4 de fevereiro, um sábado, no Slaviero Slim (antigo Hotel Braz), Centro de Curitiba. Quem agilizou a coisa toda foi Horácio De Bonis – que esteve à frente da saudosa 801 Discos entre 1991 e 1999 e atualmente toca a Sonic Discos - e Marcos Ramos Duarte, da Joaquim Livros & Discos. O foco é o vinil: serão 20 lojistas e expositores, de Curitiba, Maringá, Joinville, Florianópolis e São Paulo.

Além do comércio dos bolachões, duas atrações extras estão programadas: uma homenagem ao maestro, arranjador e instrumentista Waltel Branco. Um dos músicos mais representativos da música brasileira, Waltel esteve presente, de um jeito ou de outro, em trabalhos de Henry Mancini, Nat King Cole, João Gilberto, Quincy Jones, Dizzy Gillespie, João Donato e Baden Powel. Foi também arranjador e diretor musical das trilhas de novelas e vinhetas da rede Globo por mais de duas décadas. Manoel de Souza Neto fará uma palestra sobre o artista, que estará presente para contar causos e tocar alguns temas de sua autoria.

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No mesmo dia, o jornalista, pesquisador e colecionador de discos Bento Araújo lança o livro “Lindo Sonho Delirante: 100 Discos Psicodélicos do Brasil (1968-1975)”. O autor conta histórias, curiosidades e traz informações inéditas sobre esse período, que classifica como um dos “mais incríveis e inspirados, porém ainda absurdamente negligenciados da música brasileira”.

O espaço

O Slaviero Slim Centro oferece um bar com sacada para Boca Maldita, onde os colecionadores e compradores poderão se encontrar. O café da manhã terá seu serviço estendido e preço especial. O hotel também fez convênio com o estacionamento Plaza, que terá tarifa com desconto para o período da feira.

O mercado

O crescimento das vendas de vinil nos dois últimos anos, além de dar um impulso na combalida indústria fonográfica, reintroduziu no mercado o colecionador de LPs, unindo uma nova geração aos que nunca deixaram para trás o fetiche pelos discos em vinil.

As vendas de vinil nos Estados Unidos, ano passado, subiram 26% em relação a 2015, segundo dados publicados pela consultoria BuzzAngleMusic. Já as vendas digitais caíram 25% em faixas individuais e 19% para álbuns. Na Inglaterra, em 2016, o aumento do comércio de acetatos foi de 53% em relação a 2015 segundo a British Phonographic Industry (BPI, Indústria Fonográfica Britânica).

O maestro Waltel Branco. A foto é de Albari Rosa/ Gazeta do Povo.

O maestro Waltel Branco. A foto é de Albari Rosa/ Gazeta do Povo.

No Brasil, a história se repete, mas ainda sem números divulgados. O que todos esperam é o surgimento de uma nova fábrica de LPs, a Vinil Brasil, que fará companhia para a Polysom, por enquanto a única a prensar LPs por aqui. Fundada em 1999, em um momento em que a indústria fonográfica abandonava o vinil para se dedicar aos CDs, a Polysom fechou as portas em 2007, mas já no ano seguinte os proprietários da Deckdisc fizeram a aquisição oficial da fábrica, reformaram o espaço e remontaram todo maquinário, incluindo prensas, compressores e motores. Foi reativada em 2009 e, em 2012, registrava um lucro de 13,55%. Hoje, fabrica compactos (7”) e long plays (12”) em diferentes cores, e LPs de 140 e 180 gramas.

Por sua vez, a Sony do Brasil é prova que as grandes gravadoras estão de olho no mercado brasileiro. No ano passado, a empresa relançou em vinil alguns clássicos da música brasileira – Cartola, Wilson Simonal, Pepeu Gomes e o LP “Meu Balanço”, de Waltel Branco.

 

SERVIÇO

Feira do Vinil da Boca Maldita

Dia: 4.2.2017

Horário: 10h às 19h

Local: Slaviero Slim Centro (antigo Braz Hotel) – Rua Luiz Xavier 67- Centro (41) 3017-1000

Estacionamento conveniado: Plaza – Rua Hermelino de Leão 167. Para o dia da feira, o valor será de R$ 15 para o período.

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