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Diálogo entre cinema e jornalismo é tema de mostra na Cinemateca

2 fevereiro, 2018 às 10:31  |  por Cristiano Castilho

A convergência possível entre o cinema e o jornalismo, e a busca por novas narrativas no meio disso tudo, é a pegada da mostra que irá exibir 18 filmes (17 curtas e um longa) entre os dias 16 e 18 de fevereiro na Cinemateca de Curitiba. Todas as sessões e debates serão gratuitos (veja programação abaixo). A Mostra “2018 em Transe – Cinema e Jornalismo” tem curadoria de Bea Gerolin, Michel Urânia, Vinicius Carvalho e Teia Werner.

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“A Grande Nuvem Cinza”. Foto: Divulgação

 

O filme de abertura é o ótimo “A Grande Nuvem Cinza”, de Marcelo Munhoz. O primeiro longa do curitibano estreou na edição de 2016 do Festival Olhar de Cinema. Sobre ele, escrevi aquiTambém há obras de São Paulo, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Rio de Janeiro e Goiás.

2018 em Transe – Cinema e Jornalismo – Programação

Sessão de abertura e debate com o diretor
Sexta-feira (16/2) às 19h
A Grande Nuvem Cinza”,de Marcelo Munhoz (Paraná, 2016, 72 min)
Em uma cidade do Sul do Brasil, Lidia passa os dias vendo todos à sua volta trabalhando, e tem sonhos com o tempo em que ainda podia andar e trabalhava nas lavouras de fumo. Além dela, o filme mostra as vidas de outros trabalhadores do fumo.

Sábado (17/02) a partir das 18h
Vidas Cinzas”, de Leonardo Martinelli (Rio de Janeiro, 2017, 15 min)
Para retratar a crise econômica e social do Brasil, documentário traz cenas do Rio de Janeiro em preto e branco.

Os Anos 3000 Eram Feitos de Lixo”, de Ana Luisa Meneses, Luana Rosa, Ana Elisa Alves, Clara Chroma, Cleyton Xavier, Eduardo Sa Cin (Rio de Janeiro, 2016, 14 min)
A onipresença do lixo produzido pelas casas, indústrias e comércios em todos os locais da sociedade é o tema do curta.

“Os Anos 3000 Eram Feitos de Lixo”. Foto: Reprodução

“Os Anos 3000 Eram Feitos de Lixo”. Foto: Reprodução

O Lamento da Serpente”, de Guilherme Dacosta (Minas Gerais, 2017, 16 min)
O filme mostra que quem difama, um dia, também pode acabar difamado.

Translúcidos”, de Asaph Luccas e Guilherme Candido (São Paulo, 2015, 14 min)
Filme mostra pessoas transgênero que fazem tratamentos em clínicas especializadas.

Luiza”, de Caio Baú (Paraná, 2016, 15 min)
Através da sexualidade, o filme mostra a relação de uma jovem deficiente visual com o mundo que a cerca.

Eu Me Preocupo”, de Paulo Silver (Alagoas, 2017, 19 min)
Temas comuns a várias famílias, como o luto, o amor, as mudanças e outros são retratados pela história.

A partir das 20h
Intervenção”, de Isaac Brum Souza (Goiás, 2017, 18 min)
Filme mostra as formas de controle da violência na capital do estado, Goiânia.

Universo Preto Paralelo”, de Rubens Passaro (São Paulo, 2017, 12 min)
Paralelos são traçados entre as torturas do Brasil colonial e os depoimentos à Comissão Nacional da Verdade.

Mercadoria”, de Carla Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 2017, 15 min)
O curta mostra a relação de prostitutas do Rio com o trabalho que exercem.

Tentei”, de Laís Melo (Paraná, 2017, 15 min)
Gloria, de 34 anos, parte para procurar um local onde possa voltar a se ver como ela mesma.

Na Missão com Kadu”, de Pedro Maia de Brito, Aiano Bemfica e Kadu Freitas (Minas Gerais, 2016, 28 min)
Filme mostra um dia na ocupação Izidora, em Belo Horizonte, e os conflitos em torno dela.

Domingo (18/02) a partir das 18h
Onipresença”, de Anderson Rodrigues (São Paulo, 2016, 9 min)
Filme discute a produção de fotos do jornalismo através dos repórteres fotográficos que cobrem futebol.

Cena de "Onipresença". Foto: Divulgação

Cena de “Onipresença”. Foto: Divulgação

Candeias”, de Ythallo Rodrigues e Reginaldo Farias (Ceará, 2017, 20 min)
O filme mostra uma das festas mais importantes da religiosidade do Ceará, a Procissão das Velas, que sempre ocorre no dia 2 de fevereiro.

Travessia”, de Safira Moreira (Rio de Janeiro, 2017, 5 min)
Utilizando de linguagem poética, o filme parte de retratos de famílias negras para reconstituir suas memórias.

Barbie Contra Ataca”, de Yan Whately (São Paulo, 2016, 10 min)
Quando chega aos 14 anos, Yara perde os super-poderes que, na infância, permitiam que ela detonasse a boneca. Agora que ela está indefesa, é hora da vingança.

Fervendo”, de Camila Gregório (Bahia, 2017, 16 min)
Enquanto tudo ferve, Ticiane procura por momentos de descontração.

Balança Brasil”, de Carlos Segundo (Bahia, 2017, 25 min)
O documentário mostra o cotidiano de trabalhadores negros que vivem do ramo do turismo em Porto Seguro.

Debate de encerramento – “A construção de novas narrativas” (convidados a confirmar)

 

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