Na Câmara, coronel diz que ‘só haverá intervenção’ militar ‘se necessário’

4 outubro, 2017 às 15:09  |  por Ivan Santos

Coronel_Gerson_Rolim
Foto: Chico Camargo/CMC

O coronel Gerson Rolim da Silva, comandante do 20º Batalhão de Infantaria Blindado (BIB), afirmou hoje, na sessão da Câmara Municipal de Curitiba, que “só haverá intervenção” dos miilitares na política brasileira “caso as instituições julguem necessário. O oficial ocupou a “tribuna livre” da Câmara a convite da vereadora Noemia Rocha (PMDB), para falar sobre os 75 anos do 20º BIB, comemorados no mês de outubro.

A declaração do coronel foi dada em resposta a pergunta do vereador Goura (PDT) sobre as notícias de uma suposta “intervenção militar” no Brasil, em virtude da crise política. O assunto voltou à tona no mês passado, quando em palestra promovida pela maçonaria em Brasília, o general do Exército Antonio Hamilton Mourão afirmou que seus “companheiros do Alto Comando do Exército” entendem que uma “intervenção militar” poderá ser adotada se o Judiciário “não solucionar o problema político”, em referência à corrupção de políticos. “Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, disse ele na ocasião.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, chegou a pedir explicações ao comandante do Exército brasileiro, Eduardo Villas Bôas, sobre o incidente. Villas Bôas descartou punir o general, alegando que a fala do colega teria sido descontextualizada e mal interpretada. Ao mesmo tempo, o comandante afirmou que o artigo 142 da Constituição “diz que as Forças podem ser empregadas na garantia da lei e da ordem por iniciativa de um dos poderes”. Villas Bôas acrescentou ainda que “o texto diz que o Exército se destina à defesa da pátria e das instituições”, e que “essa defesa poderá ocorrer por iniciativa de um dos poderes, ou na iminência de um caos”. Segundo o comandante, “as Forças Armadas têm mandato para fazer” isso.

“Nós militares seguimos o que prevê o artigo 142 da Constituição Federal. Só haverá intervenção caso as instituições julguem necessário”, disse o coronel Gerson Rolim da Silva, hoje na Câmara.

Rolim afirmou que os militares estão sujeitos ao artigo 142 da Constituição, ou seja, estão submetidos às instituições. “E as instituições têm funcionado corretamente”, disse ele. “Só haverá intervenção se as instituições julgarem necessário”, reforçou. “O artigo 142 também prevê que o Exército Brasileiro apoie as forças auxiliares, isto é, em caso de necessidade qualquer governo estadual pode pedir apoio. Mas nosso equipamento não é preparado para a criminalidade urbana. Como usar um carro de combate numa favela? Defendemos investimento na área de inteligência, que a criminalidade seja combatida antes”, declarou.

Com relação ao movimento “O Sul é o Meu País”, o coronel lembrou a própria Constituição prevê a união indissolúvel dos estados. “Na Amazônia também se fala em separatismo, mas devemos lutar contra essas ideias”.

1 Comentários

Uma ideia sobre “Na Câmara, coronel diz que ‘só haverá intervenção’ militar ‘se necessário’

  1. Clint Eastwood

    e o cara saiu direto para o hospício? Isto é coisa que se diga? Intervenção militar só em caso de guerra civil, porque estamos vivendo num inferno institucional desde a reeleição da infeliz em 2014 e o país ainda não explodiu. Tem gente que fala o que pensa, aí saem idiotices com esta.

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