Testemunhas de defesa negam devolução de salário à vereadora

9 novembro, 2017 às 14:12  |  por Ivan Santos

camara Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

Testemunhas de defesa da vereadora Katia Dittrich (SD) negaram, hoje pela manhã, em depoimento à comissão processante da Câmara Municipal de Curitiba, que tenham sido coagidos a devolver parte dos salários que recebem como assessores da parlamentar para permanecerem em seus cargos. Foram ouvidos cinco funcionários que atualmente trabalham no gabinete de Dittrich. no mandato da parlamentar, que negaram terem sido coagidos a “devolver” parte de sua remuneração para permanecer nos cargos. Na tarde de hoje, a comissão deve ouvir ainda a última testemunha de defesa, Natália Rosi Doro, e a própria vereadora.

Depuseram pela manhã Emely Gabrielle Pereira Dias, Rosenei Aparecida de Oliveira, Júlio Sérgio de Souza Castro, Irlani Rosa de Jesus e Nicolas Théo Leprevost Guelmann.

A médica veterinária Emely Gabrielle Pereira Dias é funcionária comissionada de Katia Dittrich desde maio, mas frequentava o gabinete parlamentar já no início do mandato, esporadicamente, para prestar consultoria na elaboração de projetos de lei. Ela contou à comissão que, depois da contratação, não foi compelida a devolver parte de seu salário à vereadora, nem ouviu qualquer comentário a respeito dessa prática de cobrança dentro do mandato.

Todas as testemunhas de defesa ouvidas descreveram o marido da vereadora, Marcos Whiters, como apenas um conselheiro dentro do gabinete. Emely frisou que, por ele também ser da causa animal, a vereadora o procurava bastante para opiniões.

Para Júlio Castro, servidor da Câmara há mais de 30 anos, que entrou no mandato de Katia após as demissões dos denunciantes,também que tenham pedido a ele que pagasse à vereadora para ficar no cargo, ou mesmo que contribuísse para a causa animal. “Ela pediu para eu adotar um cachorro”, afirmou, “e eu adotei um gato”.

A turismóloga Irlani Rosa de Jesus afirmou ter ouvido o ex-vereador Zé Maria (SD), suplente do Solidariedade, partido da vereadora, dizer na noite em que foi divulgado o resultado da apuração dos votos, no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR): “isso não vai ficar assim”. Irlani é funcionária de Katia Dittrich desde julho. A vereadora atribui as acusações a um complô de Zé Maria para assumir sua vaga. O ex-vereador nega.

Irlani também negou que ocupar o cargo no mandato de Katia Dittrich se dê mediante acordo para “devolver” dinheiro à vereadora.

“O partido abandonou totalmente ela agora”, comentou Nicolas Leprevost Guelmann, que está com Katia desde o início do mandato e a conheceu na campanha eleitoral. Ele igualmente negou à comissão processante ter recebido pedido para devolver parte do salário à vereadora e que parou de fazer doações à causa animal após assumir o cargo “para não dar esse tipo de problema”.

“O Ronaldo só começou a ficar esquisito depois de a prefeitura pedir ele de volta”, relatou Nicolas, que afirmou ter uma boa relação com o ex-colega de gabinete. “A vereadora me sacaneou e isso não vai ficar assim”, ele disse ter ouvido do denunciante antes do desligamento do outro do mandato.

Rosenei Aparecida de Oliveira, líder comunitária do Sambaqui, uma comunidade do Sítio Cercado, também negou ter que dar dinheiro da remuneração à vereadora, ou ter ouvido qualquer boato nesse sentido dentro do gabinete.

1 Comentários

Uma ideia sobre “Testemunhas de defesa negam devolução de salário à vereadora

  1. Sinibaldo Oliveira

    Deixem de ser inocentes. É lógico que os que estão no gabinete não vão ficar contra a vereadora, caso contrário perdem seus cargos. E, por conseguinte, fazem a defesa dela. São suspeitos e juridicamente não servem como testemunhas de defesa. Será preciso muito esforço e corporativismo para absolvê-la. E do marido dela não falar nada? Não vão rastear a conta bancária do marido que intermediava tudo e da vereadora que recebia a grana?

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