Como previ hoje na coluna Toda Política(ô vidente), a Comunidade Gay pediu esclarecimentos ao senador tucano Tasso Jereissati sobre o uso da palavra “boneca” ao dirigir-se ao senador Almeida Lima (PMDB-SE).
Em ofício assinado pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgênicos, Toni Reis, presidente da entidade, pede que o tucano declare publicamente que não tem preconceito contra os homossexuais e faz o convite para que ele assine o Manifesto de Apoio ao Projeto de Lei, em tramitação na Câmara Federal, que criminaliza a homofobia.
O flagra do goleiro Bosco, reserva de Rogério Ceni no São Paulo, que simulou ter sido atingido por uma pilha no fim do clássico com o Palmeiras. Quanto vale um sujeito desse?
A Justiça acatou liminar da ABCR e a lei de isenção para os moradores de municípios onde existem praças de pedágio está suspensa a partir da 0h de hoje. As concessionárias agora dedicam-se a calcular o prejuízo. Estimativas dão conta de que os quatro dias de “passe livre” nas 27 cidades vão custar aos cofres públicos algo em torno de R$ 200 mil.
Em entrevista concedida no início da tarde, o vosso ministro Paul Bernardo (Planejamento) confirmou que o salário mínimo subirá (em 2008!) de R$ 380 para R$ 407. Alvíssaras!
Fontes do Palácio Iguaçu garantem: o secretário Luiz Fernando Delazari (Segurança Pública) está trabalhando com afinco para concorrer à prefeitura de Curitiba. Melhor, com a benção do padrinho.
‘Você sabe quem é Nivaldo Maldonado Gonçalves? Ele é um secretário de estado do governo Requião. Até aí, nada de mais. É normal que a população não saiba o nome de todos os secretários de estado. A questão é que Gonçalves é desconhecido inclusive no meio político e por aliados de Requião’.
O primeiro parágrafo da reportagem de Daniela Neves, hoje na Gazeta do Povo, diz tudo. Nivaldo, cuméquié, Gonçalves é um dos 39 secretários (39!) de fato ou de salário (R$ 11,9 mil mensais) do governo Requião. Dizer o que ele faz, não se sabe. Nem ele.
Pois os ‘secretários’ de governo consomem R$ 464,1 mil mensais da vaca pública — R$ 6 milhões anuais (incluindo o 13o salário). E o que fazem? É o surrealismo do governo Requião. De Nivaldo se conhece a secretaria mas não o secretário. Agora vide este caso. De Luiz Mussi se conhece o secretário – até porque ele é figurinha conhecida – mas não se conhece a secretaria. Pois não existe. Mussi é secretário especial de coisa alguma – ou aspone na expressão grosseira.
No anexo linkei a lista de 39 secretários do governo. Não se admire se você nunca tenha ouvido falar no ‘dunha’. É normal. Aqui.
‘Está para nascer alguém que coloque a faca no meu pescoço para eu decidir. Vai perder o tempo. Jamais houve isso, não me senti acuado, pressionado, muito menos com faca no pescoço’. Assinado Carlos Ayres Britto, ministro do STF.
‘A PF deveria ter cercado o local e prendido todos em flagrante por apologia ao crime ou a seu autor. Está no artigo 287 do Código Penal’
(De José Osmar de Araújo, procurador de Justiça do Ministério Público de Rondônia, sobre o jantar de desagravo ao deputado João Paulo Cunha (PT-SP) e colegas que viraram réus no processo do mensalão. Na Folha de S. Paulo)
O ministro Paul Bernardo (Planejamento) foi cobrado, ontem, por Lula durante a reunião ministerial sobre a greve do funcionalismo. Em tom ríspido, o presiddente perguntou se o ponto está sendo cortado e mandou que as negociações sejam feitas de formas centralizada. ‘Não quero saber de ministro atuando como dirigente sindical’. Bernardo foi um dos ‘apaziguadores’ no motim dos controladores aéreos em dezembro do ano passado. Desde então vem fugindo de qualquer mesa de negociação.
Mente quem diz que Requião não cultiva as suas amizades. Ontem, o governador entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no STF contra a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente que proíbe a importação de pneus usados. A Adin ajuizada por Requião bate direitinho com a reivindicação do empresário Francisco Simeão, dono da BS Colway Pneus, de Piraquara, que recicla pneumáticos e os vende como novos.
O relacionamento amistoso entre o governador do Paraná e o empresário é coisa antiga. Em abril de 2005, Requião foi o garoto-propaganda de um comercial da BS Colway em rede nacional. O fato foi comparado ao de Paulo Maluf que estrelou, na década de 80, uma campanha do sapato 752 da Vulcabrás. Há uma diferença, no entanto. Maluf não ocupava cargo público na época. Requião sim.
A ação ajuizada pelo governador no STF coincide com a chorumela recente de Simeão que acenava com a possibilidade de transferir a sua fábrica para o Paraguai – país que o acolheria e também aos seus pneus velhos.