Arquivo de novembro, 2007

O emprego ou a vida

30 novembro, 2007
07:03

A coluna Toda Política desta sexta-feira no JE.

(Para ler a coluna completa clique no LEIA MAIS).

Leio no jornal que um certo Movimento dos Trabalhadores Desempregados tomou de assalto um galpão industrial na Grande Porto Alegre. É a nova onda. Movimentos pipocam aqui e ali gerando, como sempre, as respectivas dissidências. Observe o caso do MST, que dispensa apresentações, e o MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) que promoveu destruição na Câmara dos Deputados, no ano passado e considere a possibilidade de que outros grupos formem-se na mesma linha. Agora imagine que do Movimento dos Trabalhadores Desempregados, cujo nome é um contra-senso (se é trabalhador não está desempregado, se está desempregado não é trabalhador), fragmentem-se categorias e delas extraiam-se sub-grupos reunindo metalúrgicos desempregados, coveiros desempregados, office-boys desempregados, babás desempregadas, cientistas desempregados, jornalistas desempregados.
No livro “Almoço Nu”, William Burroughs descreve, em suas viagens lisérgicas, o ataque de práticos a um hospital, onde invadem o centro cirúrgico armados de bisturis e nele dividem os pacientes assim como um pirata divide o butim.
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As manchetes desta sexta

30 novembro, 2007
07:03

JORNAL DO ESTADO
STJ abre processo contra Secretário de Comunicação

GAZETA DO POVO
UFPR sobe oito posições em ranking de pesquisa científica

O ESTADO DO PARANÁ
Autorizado aumento à Caminhos do Paraná

FOLHA DE LONDRINA
Pedágio sobe à zero hora de amanhã

FOLHA DE S. PAULO
Brasil é um dos piores em ciências

O ESTADO DE S. PAULO
Quem teme a CPMF é sonegador, diz Lula

O GLOBO
Brasil é o 52o de 57 países no aprendizado de ciências

JORNAL DO BRASIL
Propinoduto envolve políticos

‘Derli Donin não quis renunciar’

29 novembro, 2007
20:29

Eis a SEGUNDA PARTE da pesquisa com o senador Osmar Dias (PDT-PR) realizada no início da tarde de hoje.

“O que posso dizer é que houve uma tentativa de convencimento para que Derli Donin desistisse da candidatura, sem sucesso”

“Eu pensei em transferir o domicílio eleitoral para Curitiba, mas acabei desistindo”

“Quem quer peixe vai na peixaria. Pesquisa tem para todo gosto”

“Com o Beto a conversa é franca. Minha indagação para ele é a seguinte: ‘Nós vamos estar juntos em 2010 ou não vamos estar juntos?’ Por enquanto, essa parte é um monólogo”

“A aliança de 2008 é parte de 2010″

A ENTREVISTA

BLOGO – Senador, falemos da eleição do ano passado. Há pouco, o presidente do PSL, Antônio Forte, que o atacou durante o primeiro turno, foi acusado de pedir contribuições aos filiados. Contribuições que deveriam ser depositadas na conta particular dele. O episódio ressuscitou o caso de Derli Donin (PP), vice em sua chapa, e que foi o principal alvo de Forte na eleição. O senhor não pensou em substituí-lo?
OSMAR –
Pensei, mas não me cabia decidir. Teria que ser uma decisão unilateral. Ele teria que renunciar. O que posso lhe afirmar é que houve uma tentativa de convencimento sem sucesso. De qualquer forma, eu tinha convição de que ele era inocente. E o tempo provou isso. Dos processos que ele respondia cinco já foram arquivados.

BLOGO – Onde é que a coligação falhou?
OSMAR –
Faltou ênfase na resposta. Creio que o Forte agiu como uma espécie de cobaia de laboratório para a equipe do Requião num primeiro momento e a falta de uma resposta contundente acabou levando o assunto para o segundo turno

BLOGO – A decisão de escolher o Derli Donin foi sua ou dos partidos que formavam a coligação?
OSMAR –
 Foi uma decisão conjunta. Havia uma lista e vários nomes foram citados. Ney Leprevost, Cida Borghetti, mas o nome escolhido foi o Donin. A Cida era complicado porque ela é da mesma cidade que eu, Maringá. Se bem que eu pensei em transferir o domicílio eleitoral para Curitiba.

BLOGO – O senhor pensou?
OSMAR –
Pensei, mas depois desisti.

BLOGO – Dizia-se que o nome de Donin havia sido imposto porque, do contrário, ele seria  candidato a deputado estadual e poderia ameaçar a reeleição de deputados do partido na região de Toledo.
OSMAR -
É verdade.

BLOGO – Passado um ano da eleição, como o senhor explica a disparidade entre as pesquisas e o resultado das urnas?
OSMAR –
Eu sempre tive um pé atrás com as pesquisas. Cheguei a apresentar um projeto no Senado que proibia a divulgação de sondagens eleitorais 15 dias antes do pleito. O projeto foi aprovado, mas depois vetado pelo presidente Lula. Existem aqueles que acham que podem ser candidatos fazendo pesquisa. É como dizem: “quem quer peixe vai à peixaria”. No caso das pesquisas é a mesma coisa. Tem para todo gosto.

BLOGO – Quem crê muito nas pesquisas é o senador Alvaro Dias (PSDB) – irmão de Osmar.
OSMAR –
É, ele mesmo.

BLOGO – O PDT está discutindo alianças para 2008?
OSMAR –
Eu estive no encontro do DEM, no sábado passado, e houve um convite para que o partido venha a integrar uma chapa. Agora, eu tenho um caminho trilhado com o PSDB e o Beto Richa e há uma discussão para que o PDT venha a indicar o vice na chapa. Com o Beto a conversa é franca. Minha indagação para ele é a seguinte: “Nós vamos estar juntos em 2010 ou não vamos estar juntos?”

BLOGO – E o que ele tem respondido?
OSMAR –
Nesse caso, é mais um monólogo. Todos sabem, por exemplo, da minha diferença com o vice (Luciano Ducci). Qual o caminho que ele vai seguir? Em 2004, ele subiu em todos os palanques dizendo que iria me apoiar. Em 2006, foi para o outro lado (de Requião). Quando você pensa que perdeu por uma diferença de 10 mil votos e poderíamos ter diminuído essa diferença se ele (o vice) estivesse do nosso lado a coisa se complica.

BLOGO – O apoio em 2008 está condicionado a 2010?
OSMAR –
Eu diria que faz parte da aliança.

‘Que diabo de fidelidade é essa?’

29 novembro, 2007
18:35

Eis a PRIMEIRA PARTE da entrevista com o senador Osmar Dias (PDT) realizada no início da tarde de hoje (29). Daqui a pouco o segundo capítulo.

‘Posso ser expulso por infidelidade partidária e perder o mandato’

‘O partido decidiu lançar candidato à presidência. Eu fui contra. O partido decidiu entrar no governo. Eu fui contra. O partido fecha questão contra a CPMF. Eu também sou contra’

‘Sem nenhum debate, sem nenhuma obrigação por parte do governo, o PDT sentou no colo do governo e disse amém’

A ENTREVISTA

BLOGO – O PDT fechou questão a favor da prorrogação da CPMF. O senhor irá seguir a orientação do partido?
OSMAR –
Ontem, na reunião da Executiva Nacional do PDT, o tema foi exatamente esse e eu recebi uma advertência. Ou obedeço a decisão do partido ou assumo as conseqüências.

BLOGO – E quais são essas conseqüências?
OSMAR –
Caso eu não siga a orientação, o caso será submetido ao Conselho de Ética do partido e eu posso ser expulso por infidelidade partidária e perder o mandato.

BLOGO – É a manus pesada do PDT?
OSMAR –
Que diabo de fidelidade é essa que obriga um senador da República a votar contra suas próprias convicções? Onde está escrito no programa do partido que eu não posso votar contra a CPMF? Esse caso, o da expulsão, me levou a consultar o jurista René Dotti e ele me disse que o partido pode até conseguir a minha expulsão, mas não tira o meu mandato. Agora, coloque-se no meu lugar. Eu trabalhei pelo partido, percorri nos últimos meses 18 mil quilômetros e realizei 25 encontros partidários para me encontrar nessa situação?

BLOGO – O mal-estar é evidente.
OSMAR –
Sem dúvida. Ontem, na reunião, o Carlos Lupi fez uma defesa tão veemente da CPMF que eu indaguei se ele falava como presidente nacional do PDT ou como ministro do Trabalho. O partido decidiu lançar candidato à presidência. Eu fui contra. O partido decidiu entrar no governo. Eu fui contra. O partido fecha questão contra a CPMF. Eu também sou contra. Sem nenhum debate, sem nenhuma obrigação por parte do governo, o PDT sentou no colo do governo e disse amém. Desde o começo propus alternativas que levassem, em conta, a contrapartida do governo. Porque desde que o governo conceda benefícios para a população é possível negociar. Não é barganha.

BLOGO – E que benefícios seriam esses?
OSMAR –
O senador Jefferson Peres (AM) vai levar ao ministro Guido Mantega (Fazenda) uma lista de reivindicações que inclui a redução de gastos correntes do governo (viagens, despesas com cartão corporativo, cargos comissionados, etc) que saltaram de 14% para 19% do PIB nos últimos cinco anos, ou seja 1% ao ano. É muito dinheiro. Em contrapartida, a carga tributária do país também aumentou, de 32% para 36% do PIB. Ou seja, o governo gasta mais e porque gasta mais também arrecada mais. Agora, o Mantega se comprometeu a apresentar o projeto de reforma tributária até dia 30 (amanhã), mas mudou de idéia e disse que vai ficar para o ano que vem. Por isso não vale só a palavra do governo. Tem que haver um documento assinado.

BLOGO – O governo está jogando pesado?
OSMAR –
Veja o caso do Hospital de Clínicas que passa por uma crise sem precedentes. Na reunião com o ministro José Gomes Temporão (Saúde), ontem (quarta-feira), ele me disse claramente: “Pois é, senador, o senhor deseja um suplemento de recursos para o HC. Só que para haver a  liberação é preciso haver a aprovação da CPMF”. Perguntei se ele estava condicionando meu voto e ele respondeu: “Eu assumo o compromisso de liberar o dinheiro e o senhor vota na CPMF”.

A coisa tá ‘verde’

29 novembro, 2007
16:41

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STJ acaba com ‘carona’ de Pissetti

29 novembro, 2007
16:13

Secretário de Comunicação Social aproveitava-se do foro privilegiado do governador Requião para emperrar processo criminal movido pelo deputado Edson Praczyk (PRB)

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Teori Albino Zavascki, determinou na semana passada o desmembramento do processo criminal movido pelo deputado estadual Edson Praczyk (PRB) contra o governador Roberto Requião e o secretário Airton Pissetti (Comunicação Social) por calúnia, injúria e difamação. Em 2005, em entrevista ao programa “Garagem da Esperança”, de Ponta Grossa, comandado pelo também deputado Jocelito Canto (PTB), Requião acusou Praczyk de tentar negociar um mensalão de R$ 45 mil para votar os projetos de interesse no governo. Praczyc nega e diz que a oferta teria partido de Pissetti em uma reunião com vários deputados, entre eles o peemedebista Dobrandino da Silva e Mauro Moraes (então no PL e hoje no PMDB). A denúncia provocou a convocação de Pissetti pelo Conselho de Ética da Assembléia, que confirmou a versão de Requião. O caso seria depois arquivado pela Casa, mas seguiu na esfera judicial.
Hoje, Praczyc disse que a decisão do STJ de acabar com a “carona” de Pissetti e fazer com que o ação, que também corre em paralelo na vara cível, pode fazer com que o processo tramite mais rápido. 
“Espero ansiosamente o fim desse imbróglio causado pelo governador e seus puxa-sacos. No dia que a sentença for conhecida quero subir na tribuna e dizer em alto e bom tom que eles não estão lidando com um cara frouxo, como estão acostumados, mas com quem tem coragem de peitar o governador e seus asseclas”, afirmou.
Em maio deste ano a Justiça do Paraná expediu ofício renovando o pedido de autorização à Assembléia para a abertura de processo contra o governador Requião. De acordo com a Constituição Federal, o chefe do Executivo só pode ser processado criminalmente mediante autorização do legislativo.
A ausência de resposta por parte da Assembléia até o início deste mês, no entanto, levou o STJ a acatar pedido do advogado de Praczyk para interromper o processo que incluía Requião e permitir o seu desmembramento para que a ação contra Pissetti tivesse continuidade.
Na esfera cível, onde foram citados por danos morais, Requião e Pissetti vêm conseguindo protelar o processo. Na última audiência, o secretário contestou a autenticidade da fita anexada como prova, em que reproduz-se a entrevista de Requião, e solicitou uma perícia. “Agora ele mandou dizer que não tem condições de pagar a perita. Será que o Pissetti não tem R$ 800?”, questionou Praczyk.
O parlamentar disse que não fixou o valor da indenização no caso do processo civil, mas espera que o juiz determine o pagamento de R$ 1 milhão. “Tem que doer no bolso. É por onde essa gente respira”.

Separados no nascimento

29 novembro, 2007
15:21

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Comentário hoje em uma emissora de rádio:

‘Se o Michael Jackson fizer mais um botox vai ficar a cara da Gleisi Hoffmann’

E não é que ele tem razão? Quaquaquá.

Verdugo Chavez diz

29 novembro, 2007
15:07

‘Hay que crear nuevos impuestos, pero sin perder la ternura, jamás! Los impuestos altos ayudan a pagar los carguitos y cargazos de los compañeros revolucionarios. Viva la CPMF! Viva los impuestos de Requión! El pueblo va a pagar mucho más por los impuestos, pero esto no significa aumento! Quien piensa que es aumento tiene mierda en la cabeza! Aumento es cosa de la derecha, de la prensa canalla! La izquierda revolucionaria pega dinero de la classe media para distribuir para los pobres revolucionarios que por acaso son compañeros de luchas!’

O que vem por aí

29 novembro, 2007
14:49

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Uma entrevista com o  SENADOR OSMAR DIAS (PDT).
Ele fala da CPMF, das rusgas com o PDT, da ameaça de expulsão do partido, das eleições do ano passado, das pesquisas, revela que pensou em transferir o domicílio eleitoral para Curitiba e diz que só fecha uma aliança para 2008 desde que o pacote inclua 2010. DAQUI A POUCO.

Pisei no tomate

29 novembro, 2007
14:35

Este escriba cometeu erro histórico na coluna Toda Política desta quinta-feira ao afirmar que a família real aportou em Salvador, na Bahia, em 29 de novembro de 1807 – há exatos 200 anos, portanto. A verdade é que a família partiu (ou debandou atabalhoadamente) de Portugal nesta data, fugindo de Napoleão. E levou a bordo a rainha D. Maria I, a Louca. É dela uma frase registrada na história. “Não corram, vão pensar que estamos fugindo”. E estavam mesmo. A esquadra de D. João, que ainda não fora declarado rei, desembarcou no Rio de Janeiro em 8 de março de 1808 depois de uma travessia de 54 dias, tendo realizado uma escala na Bahia. Dos 36 navios que aportaram no navio desembarcaram D. João, D. Maria I, Carlota Joaquina com seus sete filhos e mais 15 mil nobres (e nem tão nobres) da corte.

Um muxoxo

29 novembro, 2007
11:32

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Oh não, vai começar a lenga-lenga do Natal.

Foto: Franklin de Freitas

Do bem de quem?

29 novembro, 2007
11:25

O líder da bancada governista, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), acaba de afirmar na sessão da Assembléia que o “tarifaço” do governo é o “Imposto do Bem”. Só se for para o bem dele.

Quem quer falar com Elma?

29 novembro, 2007
11:23

Ora, não é difícil. Basta ligar para os seus defensores na imprensa. Há vários deles jurando a inocência da ex-chefe regional do IAP, antes mesmo do processo tomar curso na Justiça. É coisa do outro mundo.

Um bilhete da máfia

29 novembro, 2007
11:08

A CosaNostra paranaense acaba de me mandar um e-mail ameaçador: “Cuidado, o peixe morre pela boca”, diz um tal de Santos Alves 1975. Bom, só vou me preocupar quando deixarem na minha porta um peixe embrulhado. 

Santa mediocridade

29 novembro, 2007
10:37

“Por falar em mediocridade, os torcedores do América de Natal deveriam considerar-se ‘abençoados por Deus’. É verdade que ficaram em 20º lugar entre os 20 clubes da elite do futebol brasileiro. Mas o Brasil, no IDH da ONU, ficou em 70º entre os 70 países da elite e, mesmo assim, o presidente Lula se acha abençoado por Deus.
Nunca antes neste país se fez tamanha exaltação da mediocridade. “

(Do articulista Clóvis Rossi hoje na Folha de S. Paulo)

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