Arquivo mensais:novembro 2007

Saúde, defunto!

30 novembro, 2007 às 08:55  |  por Marcus Vinícius

‘Até capela mortuária foi incluída, quando eu sei que morto não tem saúde. Não é possível. Daqui a pouco são flores, enterro, caixão… Isto não é saúde!’

(Do então conselheiro do Tribunal de Contas, Rafael Iatauro, em relato sobre as contas do Executivo no setor da Saúde, em 2005. Hoje, o chefe da Casa Civil, diz que é tudo lindo, tudo uma maravilha. A declaração foi publicada na coluna de Celso Nascimento, hoje, na Gazeta do Povo)

Quero ver a igreja recusar

30 novembro, 2007 às 07:59  |  por Marcus Vinícius

Uma prostituta chilena surpreendeu um dos países mais católicos da América. Maria Carolina leiloou 27 horas de sexo para juntar dinheiro para a maior caridade já feita para a campanha anual da Teleton.

Comissão dá ultimato a Carlos Lupi

30 novembro, 2007 às 07:56  |  por Marcus Vinícius

Pela terceira vez, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, resiste às orientações da Comissão de Ética Pública, órgão vinculado à Presidência da República, que diz ser incompatível o exercício do cargo de ministro com o de presidente do partido, no caso o PDT. Em reunião realizada anteontem, a comissão foi explícita ao determinar que Lupi abandone a atividade de dirigente partidário e concedeu prazo de dez dias para que isso aconteça.

Em nota, a comissão diz que, caso resista à determinação, o ministro incorrerá em falta grave, sujeitando-o à sanção prevista na segunda parte do parágrafo único do artigo 17 do Código de Conduta da Alta Administração Federal, que diz expressamente “(…) que, conforme o caso, poderá encaminhar sugestão de demissão à autoridade hierarquicamente superior”.

DEU EM O GLOBO

O mico literário do ano

30 novembro, 2007 às 07:51  |  por Marcus Vinícius

O livro “O Poder Seduz” de Monica Veloso vendeu menos de dez exemplares no lançamento. Pela prévia da obra, divulgada nos jornais, o leitor já entendeu que as “juras de amor” declaradas ao presidente do Senado são histórias para o boi (do Renan) dormir.

Dança da quadrilha

30 novembro, 2007 às 07:44  |  por Marcus Vinícius

DEU NO CLÁUDIO HUMBERTO

Janene e Bertholdo trocam tapas em Londrina
Dois passageiros ilustres do vôo 3764 da TAM, de São Paulo para Londrina (PR), às 19h50 de quinta-feira (29), começaram a se estranhar ainda a bordo. Mas, quando desembarcaram, ficou mais acalorada a discussão entre o ex-deputado federal José Janene (PP), acusado no escândalo do mensalão, e o advogado Roberto Bertholdo, que chegou a ser preso sob a acusação de grampear o telefone de um juiz. A partir daí, já em Londrina, os dois iniciaram estapeamento contínuo na frente dos taxistas que ficam na saída da área de desembarque do aeroporto. Não se conhecem as razões do desentendimento.

A saber: Janene é um dos 40 ladrões acusados no escândalo do mensalão. Bertholdo tem longa ficha corrida. Foi preso acusado de grampear juiz e torturar ex-sócio. Janene é fazendeiro. Bertholdo é advogado e comanda um site de notícias – o Jornale – na capital.
Sim, nenhum dos dois é boa bisca.

O emprego ou a vida

30 novembro, 2007 às 07:03  |  por Marcus Vinícius

A coluna Toda Política desta sexta-feira no JE.

(Para ler a coluna completa clique no LEIA MAIS).

Leio no jornal que um certo Movimento dos Trabalhadores Desempregados tomou de assalto um galpão industrial na Grande Porto Alegre. É a nova onda. Movimentos pipocam aqui e ali gerando, como sempre, as respectivas dissidências. Observe o caso do MST, que dispensa apresentações, e o MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) que promoveu destruição na Câmara dos Deputados, no ano passado e considere a possibilidade de que outros grupos formem-se na mesma linha. Agora imagine que do Movimento dos Trabalhadores Desempregados, cujo nome é um contra-senso (se é trabalhador não está desempregado, se está desempregado não é trabalhador), fragmentem-se categorias e delas extraiam-se sub-grupos reunindo metalúrgicos desempregados, coveiros desempregados, office-boys desempregados, babás desempregadas, cientistas desempregados, jornalistas desempregados.
No livro “Almoço Nu”, William Burroughs descreve, em suas viagens lisérgicas, o ataque de práticos a um hospital, onde invadem o centro cirúrgico armados de bisturis e nele dividem os pacientes assim como um pirata divide o butim.
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As manchetes desta sexta

30 novembro, 2007 às 07:03  |  por Marcus Vinícius

JORNAL DO ESTADO
STJ abre processo contra Secretário de Comunicação

GAZETA DO POVO
UFPR sobe oito posições em ranking de pesquisa científica

O ESTADO DO PARANÁ
Autorizado aumento à Caminhos do Paraná

FOLHA DE LONDRINA
Pedágio sobe à zero hora de amanhã

FOLHA DE S. PAULO
Brasil é um dos piores em ciências

O ESTADO DE S. PAULO
Quem teme a CPMF é sonegador, diz Lula

O GLOBO
Brasil é o 52o de 57 países no aprendizado de ciências

JORNAL DO BRASIL
Propinoduto envolve políticos

‘Derli Donin não quis renunciar’

29 novembro, 2007 às 20:29  |  por Marcus Vinícius

Eis a SEGUNDA PARTE da pesquisa com o senador Osmar Dias (PDT-PR) realizada no início da tarde de hoje.

“O que posso dizer é que houve uma tentativa de convencimento para que Derli Donin desistisse da candidatura, sem sucesso”

“Eu pensei em transferir o domicílio eleitoral para Curitiba, mas acabei desistindo”

“Quem quer peixe vai na peixaria. Pesquisa tem para todo gosto”

“Com o Beto a conversa é franca. Minha indagação para ele é a seguinte: ‘Nós vamos estar juntos em 2010 ou não vamos estar juntos?’ Por enquanto, essa parte é um monólogo”

“A aliança de 2008 é parte de 2010″

A ENTREVISTA

BLOGO – Senador, falemos da eleição do ano passado. Há pouco, o presidente do PSL, Antônio Forte, que o atacou durante o primeiro turno, foi acusado de pedir contribuições aos filiados. Contribuições que deveriam ser depositadas na conta particular dele. O episódio ressuscitou o caso de Derli Donin (PP), vice em sua chapa, e que foi o principal alvo de Forte na eleição. O senhor não pensou em substituí-lo?
OSMAR –
Pensei, mas não me cabia decidir. Teria que ser uma decisão unilateral. Ele teria que renunciar. O que posso lhe afirmar é que houve uma tentativa de convencimento sem sucesso. De qualquer forma, eu tinha convição de que ele era inocente. E o tempo provou isso. Dos processos que ele respondia cinco já foram arquivados.

BLOGO – Onde é que a coligação falhou?
OSMAR –
Faltou ênfase na resposta. Creio que o Forte agiu como uma espécie de cobaia de laboratório para a equipe do Requião num primeiro momento e a falta de uma resposta contundente acabou levando o assunto para o segundo turno

BLOGO – A decisão de escolher o Derli Donin foi sua ou dos partidos que formavam a coligação?
OSMAR –
 Foi uma decisão conjunta. Havia uma lista e vários nomes foram citados. Ney Leprevost, Cida Borghetti, mas o nome escolhido foi o Donin. A Cida era complicado porque ela é da mesma cidade que eu, Maringá. Se bem que eu pensei em transferir o domicílio eleitoral para Curitiba.

BLOGO – O senhor pensou?
OSMAR –
Pensei, mas depois desisti.

BLOGO – Dizia-se que o nome de Donin havia sido imposto porque, do contrário, ele seria  candidato a deputado estadual e poderia ameaçar a reeleição de deputados do partido na região de Toledo.
OSMAR -
É verdade.

BLOGO – Passado um ano da eleição, como o senhor explica a disparidade entre as pesquisas e o resultado das urnas?
OSMAR –
Eu sempre tive um pé atrás com as pesquisas. Cheguei a apresentar um projeto no Senado que proibia a divulgação de sondagens eleitorais 15 dias antes do pleito. O projeto foi aprovado, mas depois vetado pelo presidente Lula. Existem aqueles que acham que podem ser candidatos fazendo pesquisa. É como dizem: “quem quer peixe vai à peixaria”. No caso das pesquisas é a mesma coisa. Tem para todo gosto.

BLOGO – Quem crê muito nas pesquisas é o senador Alvaro Dias (PSDB) – irmão de Osmar.
OSMAR –
É, ele mesmo.

BLOGO – O PDT está discutindo alianças para 2008?
OSMAR –
Eu estive no encontro do DEM, no sábado passado, e houve um convite para que o partido venha a integrar uma chapa. Agora, eu tenho um caminho trilhado com o PSDB e o Beto Richa e há uma discussão para que o PDT venha a indicar o vice na chapa. Com o Beto a conversa é franca. Minha indagação para ele é a seguinte: “Nós vamos estar juntos em 2010 ou não vamos estar juntos?”

BLOGO – E o que ele tem respondido?
OSMAR –
Nesse caso, é mais um monólogo. Todos sabem, por exemplo, da minha diferença com o vice (Luciano Ducci). Qual o caminho que ele vai seguir? Em 2004, ele subiu em todos os palanques dizendo que iria me apoiar. Em 2006, foi para o outro lado (de Requião). Quando você pensa que perdeu por uma diferença de 10 mil votos e poderíamos ter diminuído essa diferença se ele (o vice) estivesse do nosso lado a coisa se complica.

BLOGO – O apoio em 2008 está condicionado a 2010?
OSMAR –
Eu diria que faz parte da aliança.

‘Que diabo de fidelidade é essa?’

29 novembro, 2007 às 18:35  |  por Marcus Vinícius

Eis a PRIMEIRA PARTE da entrevista com o senador Osmar Dias (PDT) realizada no início da tarde de hoje (29). Daqui a pouco o segundo capítulo.

‘Posso ser expulso por infidelidade partidária e perder o mandato’

‘O partido decidiu lançar candidato à presidência. Eu fui contra. O partido decidiu entrar no governo. Eu fui contra. O partido fecha questão contra a CPMF. Eu também sou contra’

‘Sem nenhum debate, sem nenhuma obrigação por parte do governo, o PDT sentou no colo do governo e disse amém’

A ENTREVISTA

BLOGO – O PDT fechou questão a favor da prorrogação da CPMF. O senhor irá seguir a orientação do partido?
OSMAR –
Ontem, na reunião da Executiva Nacional do PDT, o tema foi exatamente esse e eu recebi uma advertência. Ou obedeço a decisão do partido ou assumo as conseqüências.

BLOGO – E quais são essas conseqüências?
OSMAR –
Caso eu não siga a orientação, o caso será submetido ao Conselho de Ética do partido e eu posso ser expulso por infidelidade partidária e perder o mandato.

BLOGO – É a manus pesada do PDT?
OSMAR –
Que diabo de fidelidade é essa que obriga um senador da República a votar contra suas próprias convicções? Onde está escrito no programa do partido que eu não posso votar contra a CPMF? Esse caso, o da expulsão, me levou a consultar o jurista René Dotti e ele me disse que o partido pode até conseguir a minha expulsão, mas não tira o meu mandato. Agora, coloque-se no meu lugar. Eu trabalhei pelo partido, percorri nos últimos meses 18 mil quilômetros e realizei 25 encontros partidários para me encontrar nessa situação?

BLOGO – O mal-estar é evidente.
OSMAR –
Sem dúvida. Ontem, na reunião, o Carlos Lupi fez uma defesa tão veemente da CPMF que eu indaguei se ele falava como presidente nacional do PDT ou como ministro do Trabalho. O partido decidiu lançar candidato à presidência. Eu fui contra. O partido decidiu entrar no governo. Eu fui contra. O partido fecha questão contra a CPMF. Eu também sou contra. Sem nenhum debate, sem nenhuma obrigação por parte do governo, o PDT sentou no colo do governo e disse amém. Desde o começo propus alternativas que levassem, em conta, a contrapartida do governo. Porque desde que o governo conceda benefícios para a população é possível negociar. Não é barganha.

BLOGO – E que benefícios seriam esses?
OSMAR –
O senador Jefferson Peres (AM) vai levar ao ministro Guido Mantega (Fazenda) uma lista de reivindicações que inclui a redução de gastos correntes do governo (viagens, despesas com cartão corporativo, cargos comissionados, etc) que saltaram de 14% para 19% do PIB nos últimos cinco anos, ou seja 1% ao ano. É muito dinheiro. Em contrapartida, a carga tributária do país também aumentou, de 32% para 36% do PIB. Ou seja, o governo gasta mais e porque gasta mais também arrecada mais. Agora, o Mantega se comprometeu a apresentar o projeto de reforma tributária até dia 30 (amanhã), mas mudou de idéia e disse que vai ficar para o ano que vem. Por isso não vale só a palavra do governo. Tem que haver um documento assinado.

BLOGO – O governo está jogando pesado?
OSMAR –
Veja o caso do Hospital de Clínicas que passa por uma crise sem precedentes. Na reunião com o ministro José Gomes Temporão (Saúde), ontem (quarta-feira), ele me disse claramente: “Pois é, senador, o senhor deseja um suplemento de recursos para o HC. Só que para haver a  liberação é preciso haver a aprovação da CPMF”. Perguntei se ele estava condicionando meu voto e ele respondeu: “Eu assumo o compromisso de liberar o dinheiro e o senhor vota na CPMF”.