Arquivo mensais:dezembro 2007

Toma lá dá cá

31 dezembro, 2007 às 10:15  |  por Marcus Vinícius

A coluna “Painel” da Folha de S. Paulo revela que o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, acenou com a possibilidade de vir a apoiar a reeleição do prefeito Beto Richa (PSDB), desde que o tucanato apóie Denise Frossard no Rio de Janeiro. “Isso viabilizaria a candidatura da Denise”, diz Freire.

A declaração de Freire bate de frente com o projeto político do “arroz de festa” Rubens Bueno na capital. Imagine, ele está animadíssimo para disputar novamente a prefeitura com aquele discurso de “terceira via”, “voto limpo” e “novidade na política”. Fala sério.

Nunca antes na história

31 dezembro, 2007 às 09:13  |  por Marcus Vinícius

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Brasileiro nunca pagou tanto em tributos

MARCOS CÉZARI
DA REPORTAGEM LOCAL

Nunca antes na história deste país -para usar o bordão preferido do presidente Lula- os brasileiros pagaram tanto em tributos como em 2007.
Mais uma vez a carga tributária baterá novo recorde, superando 36% do PIB (Produto Interno Bruto). De cada R$ 100 em riquezas que o país gerou neste ano, R$ 36 foram para os cofres dos governos federal, estaduais e municipais.
O governo diz que a carga fiscal aumentou porque a economia cresceu, o que é verdade (leia texto nesta página). Exatamente devido a esse crescimento, se esperava redução mais acentuada da carga tributária em 2007 -além da correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas, o governo concedeu desonerações tributárias pontuais a vários setores. As bondades pouco efeito tiveram sobre o conjunto da arrecadação.
Segundo estimativa do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), a carga tributária em 2007 crescerá para 36,02% do PIB -mais 0,81 ponto percentual em relação aos 35,21% de 2006. Os contribuintes brasileiros deixaram mais de R$ 928 bilhões nos cofres dos fiscos dos três níveis de governo -R$ 2,54 bilhões/dia.
Essa voracidade fiscal fez com que os brasileiros tivessem de trabalhar 146 dias -até 26 de maio- apenas para cumprir suas obrigações tributárias com os três níveis de governo, segundo estudo do IBPT -é o mesmo que entregar aos governos R$ 40 de cada R$ 100 recebidos. Como comparação, esse tempo é o dobro do que se trabalhava na década de 70 para o pagamento de tributos.
Segundo o IBPT, apenas os suecos (185 dias) e os franceses (149 dias) trabalham mais que os brasileiros para cumprir tais compromissos. Os norte-americanos dedicam 102 dias de trabalho ao fisco; os argentinos, 97 dias; e os chilenos, 92 dias.
Se o cálculo tomar por base os contribuintes da classe média -renda mensal entre R$ 3.000 e R$ 10 mil-, o número de dias trabalhados sobe para 156, ou seja, até 5 de junho. Nesse caso, a carga fiscal sobre a renda bruta sobe para 42,7%.
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Nosso homem na Colômbia

31 dezembro, 2007 às 08:57  |  por Marcus Vinícius

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O assessor especial Marco Aurélio “Top Top” Garcia integra o grupo que pretende obter a libertação dos reféns sequestrados pelas Farc. Reparou na mala do homem? Ou no homem da mala?

Foto: Agência Efe

Chororô

30 dezembro, 2007 às 09:14  |  por Marcus Vinícius

‘A CPMF não foi uma perdazinha. O que perdemos foram R$ 40 bilhões em quatro anos, porque estava prevista a prorrogação até 2011. Significa que, a preços de 2008, vamos perder R$ 160 bilhões’

(Do ministro Paul Bernardo, ainda chorando as pitangas por conta do fim do “imposto do cheque”)

Quem é ADI?

30 dezembro, 2007 às 08:55  |  por Marcus Vinícius

Ô Gazeta, acerta a sigla ao menos. Para Ação Direta de Inconstitucionalidade, tal como registrado na seção Notas Políticas deste domingo, a sigla é Adin. ADI é minha nega.

As manchetes deste domingo

30 dezembro, 2007 às 08:47  |  por Marcus Vinícius

GAZETA DO POVO
‘Fogo amigo’ mina Requião em Curitiba

O ESTADO DO PARANÁ
2007 marca a recuperação do agronegócio paranaense

FOLHA DE LONDRINA
Lula garante investimentos para o Paraná

FOLHA DE S. PAULO
Cai número de formados na universidade pública

O ESTADO DE S. PAULO
PAC tem R$ 13,3 bi para obras em 2008

O GLOBO
Reprovação no Provão não fecha escolas no Rio

JORNAL DO BRASIL
Turismo do Rio perde US$ 26 mi

Tem aquele du…

29 dezembro, 2007 às 09:34  |  por Marcus Vinícius

DEU NO CLÁUDIO HUMBERTO

No golpe de 1964, a polícia prendeu em Curitiba o advogado Noel Nascimento. Um major queria nomes de comunistas.
- Não conheço nenhum comunista, major.
- Claro que conhece e tem que contar. Ou se arrepende.
- Mas eu tenho medo. Conheço dois, mas eles podem vingar-se de mim.
- Não tenha medo.
- Não diz que fui eu quem disse? Conheço Kruschev e Mao Tsé-tung. Noel ficou um mês na solitária.

Apanhei-te, 2008

29 dezembro, 2007 às 09:25  |  por Marcus Vinícius

A coluna Toda Política deste sábado no JE.

(Para ler a coluna completa clique no LEIA MAIS).

O ano vai para as calendas e deito aqui meus agradecimentos aos leitores (todos os seis, ou melhor, cinco porque mamãe não conta) pela paciência e pertinácia. Parodiando Balzac – sim, o Honório – eu diria que não há nada mais infalível do que um jornalista mudo. Quaquaquá. Falíveis somos, portanto. E se me vale um epitáfio ainda em vida este é surrupiado da TV: “Desculpe a nossa falha”.
A quem me joga na cara a acusação de praticar o jornalismo pastelão ante o que deveria ser a imagem de uma imprensa “séria e respeitável”, já que o terreiro é a política, refuto com a galhofa. Rir é o que nos resta.
Em tempos bicudos, lá se vão três anos e meio, fui convidado pela chefe de redação deste jornal, Josianne Ritz, a ocupar este espaço. A ela devo a invenção do colunista.
Mas é pouco. Junto com o pacote também veio uma liberdade nunca dantes imaginada na imprensa paranaense. Falei o que quis em cerca de 1.300 colunas escritas, 959.400 palavras, 5,7 milhões de caracteres. Nunca fui censurado, nunca recebi “encomendas” da direção, nunca fui induzido a “pegar leve” mesmo quando errei, passei dos limites, chutei o pau da barraca, arrepiei a peruca e, no processo contínuo de causa e efeito, expiei os meus pecados.
Fazer jornalismo diário é viver cotidianamente no céu de Brigadeiro e no inferno de Dante. No momento em que batuco estas linhas, monitoro as notícias que chegam no e-mail, no blog, nos sites e nos demais veículos de comunicação. É uma tarefa árdua, inglória e, salvo honrosas exceções, mal remunerada.
Por essas e outras ri às escâncaras com a notícia de que os barnabés estaduais haviam se “revoltado” com a suspensão do, cuméquié?, recesso natalino. Essa gente é mesmo do balacobaco.
Conforta-me saber, em meio a tantas estultices, que no jornal onde maltrato diariamente a flor do lácio há um círculo de respeito e confiança mútua que, de certa maneira, compensa os dissabores do dia e da profissão.
Jornais têm destino ingrato. Poucos vão para os arquivos ou para as bibliotecas públicas. A maioria vai dar em embrulho de peixe, em calço de mesa, em forro de gaiola de periquito ou na lata de lixo. O que não é nada desabonador, diga-se, se a tarefa de informar foi observada.
Jornalista não escreve no papirus da eternidade. O que conta é o apego à informação e ao filão da notícia. É este o papel de uma equipe que é pequenita mas cumpridora. Não à toa, o JE faz (e sempre fez) escola.
Carl Bernstein, que dispensa apresentação, diz que jornalismo nunca é a verdade, mas a melhor versão dela. Eu nem me arriscaria a tanto. Se ousasse falar em nome do jornal, diria que, enquanto o apocalipse não vem, nós continuamos aqui batucando a caixinha de fósforo. Eis uma singela contribuição. Feliz Ano Novo.

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As manchetes deste sábado

29 dezembro, 2007 às 09:19  |  por Marcus Vinícius

JORNAL DO ESTADO
Adeus ano velho… Feliz ano novo…

GAZETA DO POVO
UFPR recebe R$ 9 milhões do Reuni para investir em 12 novos cursos

O ESTADO DO PARANÁ
Copel autorizada a comprar ações da Sanedo na Sanepar

FOLHA DE LONDRINA
Polícia investiga suspeito de matar universitária

FOLHA DE S. PAULO
Sem CPMF, Receita aperta a fiscalização nos bancos

O ESTADO DE S. PAULO
Sem CPMF, governo anuncia regra para fiscalizar cheques

O GLOBO
Bolsa do Brasil só perdeu para as da China em 2007

JORNAL DO BRASIL
Receita fiscaliza sem CPMF