O escritor na foto é Dalton Trevisan. Ele confirma
O escritor recluso Dalton Trevisan flagrado pelas lentes do fotógrafo Marcelo Rudini para a Folha de S. Paulo, quando deixava a livraria Chain, no centro de Curitiba. Comunidade no Orkut tentou descredenciar a foto, depois autenticada pelo próprio Dalton.
A foto de Dalton Trevisan clicada por Marcelo Rudini na Folha de S. Paulo, há 15 dias, suscitou debate descredenciado no site de relacionamentos Orkut, onde há comunidades com o nome de “Eu Vi Dalton Trevisan”. Ler Dalton, ao que parece, é uma questão menor. A foto de Rudini ilustrou reportagem de Dimitri do Valle publicada no caderno “Ilustrada” sob o título “O Vampiro das Saladas”. É uma fina ironia com os hábitos frugais do escritor que costuma evitar “carne vermelha”, exagerar nas saladas e fazer longas caminhas diárias.
Para fazer a foto, Rudini passou cerca de três horas de tocaia em frente à livraria do Chain, onde Dalton – conhecido por sua aversão a publicidade e entrevistas - costuma passar regularmente para buscar livros encomendados e apanhar recados – a maioria de leitores.
A imagem captada mostra o escritor aos 83 anos, completados em 14 de junho, caminhando na calçada próxima à livraria, com um boné na cabeça que mal esconde os cabelos grisalhos e o velho par de óculos. Veste um casaco presenteado por sua filha, usa camisa de cor entre o rosa e o salmão, e calça marrom. O perfil é o do homem rude, de lábios grossos, nariz proeminente, rosto sulcado e cabeça alquebrada, uma característica das poucas fotos do escritor que circulam pela internet.
A foto de Rudini foi o estopim para a publicação da reportagem de Dimitri do Valle, que evitou claramente ultrapassar o limite da privacidade de Dalton, ainda que o jornal tenha pedido que ele o abordasse, e da crítica do novo livro “O Maníaco do Olho Verde” do escritor curitbano, a cargo de Adriano Schwartz, um professor uspiano.
A surpresa, no entanto, ficou por conta da polêmica urdida no Orkut. Uma comunidade chamada Dalton Trevisan (com 3.449 membros) alimentou uma discussão em que tratou a foto de Rudini como um “mico da Follha de S. Paulo”. Não foi. O próprio Aramis Chain, dono da livraria que Dalton costuma freqüentar, admitiu que era mesmo o escritor na foto. Ele carrega uma sacola contendo livros e outra com tangerinas pocans que o livreiro havia recebido de um amigo e que, notou Rudini, enfeitavam o balcão da livraria pouco antes da chegada de Dalton.
Apesar de portar uma objetiva de longo alcance, Rudini foi descoberto por Dalton no momento da foto. Tão logo percebeu o fotógrafo, Dalton rapidamente tirou os óculos e escapou pela entrada de um estacionamento. Rudini diz que ainda esperou alguns minutos e só depois resolveu entrar, descobrindo dentro do pátio uma porta lateral, por onde certamente o escritor empreendeu a fuga.
Segundo amigos próximos de Dalton, ele leu a reportagem na semana seguinte. E gostou. Principalmente porque a matéria o preservou. Em 2005, a “Gazeta do Povo” publicou reportagem a respeito dos 80 anos de Dalton, completados naquele ano, e ousou divulgar o endereço do escritor. Foi um pandemônio. Dalton passou três anos sem colaborar com o jornal. Só recentemente fumou o “cachimbo da paz”.
Os mesmos amigos próximos dizem que Dalton se reconheceu na foto e contou, com um tom de picardia, como teria fugido. Com detalhes um tanto mais exagerados. Claro, na pena de Dalton tudo fica melhor.
26 August, 2008 às 10:59
[...] Suposta fotografia de Dalton Trevisan suscita polêmica no Orkut – Ao que parece, ver Dalton Trevisan é mais importante que ler Dalton Trevisan para alguns fãs. Confesso que moro há 7 anos a uma quadra e meia da casa do cara e só o vi umas três vezes. Deixem o sujeito em paz. [...]
23 September, 2008 às 08:46
O que importa é o texto, não o escritor. É o que Dalton sempre diz. Por que essa obssessão em persegui-lo? Em querer tirar retratos? Que os livros dele são maravilhosos, todo mundo já sabe, o que nmuitos não sabem ou não querem saber é que privacidade e liberdade são direitos básicos de qualquer cidadão, até mesmo dos vampiros.
7 October, 2008 às 20:17
amei como ele era gostozo
16 October, 2008 às 21:16
Não é o Dalton na foto, vampiros não saem à luz do dia! Mesmo os de Curitiba!
4 March, 2009 às 23:10
Com todo o respeito, não com o intúito de criar uma discussão, eu acho os livros dele fraquíssimos.
30 October, 2009 às 00:34
Dalton Trevisan,
Eu estou encantada com os teus livros, são maravilhosos!!!
Quero que saiba, que a minha Monografia está sendo feita encima dos teus “Contos”.
Para mim, seria uma grande honra, se você lêsse está mensagem e, pudesse respondê-la.
Desejo-te muitas felicidades!!!
Grata,
Neiza Figueiredo
27 April, 2010 às 20:47
Neiza Figueiredo,
De nada.
2 November, 2010 às 05:28
Ao contrário do que maldosamente sugere a reportagem, eu já li e reli tudo de Dalton (ou quase: ainda falta A POLAQUINHA e MEU QUERIDO ASSASSINO) e só então vi ele!! Foi mesmo passando em frente à livraria do Chain!! Caramba! Que emoção!!!!!!!
5 January, 2011 às 21:08
Um dia poderei ler Dalton Trevisan, para saber se ele leu Blanchot
17 March, 2011 às 15:59
Tive o prazer de ler, ( Em busca de curitiba perdida ) por força do vestibular da UFPR como não tenho o costume de ler muitos livros, mas quando terminei de ler senti um grande prazer acabei lendo todas as obras pedidas pela UFPR
17 March, 2011 às 16:08
E acabei voltando a ler novamente o mesmo livro de Dalton Trevisan
Mas o que eu gostaria mesmo é de poder conhecer e poder conversar com Dalton ter esse se for possivel gostaria de uma resposta para esse email
muito obrigado
18 September, 2011 às 16:28
estou fazendo um trabalho da escola sobre dalton trevisan e é muito interessante sua historia!!!!!!!!!!!!!!!