Crise existencial

3 novembro, 2009 às 10:33  |  por Josianne Ritz

Deu na Parabólica
Todos podem até negar, mas a verdade que   o PT, PMDB e o PDT paranaenses sofrem uma grave crise existencial às vésperas das eleições que definirão o novo presidente, governadores, deputados e senadores. A começar pelo PT. No sábado,  uma das maiores lideranças nacionais do partido, José Dirceu, pregou no seu blog (http://www.zedirceu.com.br) que o PT precisa se aproximar do PMDB do governador Roberto Requião . Zé Dirceu ainda escreveu que “o PT do Paraná está pagando pelas declarações precipitadas de apoio feitas por dirigentes e parlamentares da legenda a candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do estado”. Ontem, às 19 horas, o mesmo PT,  mas desta vez desta vez representado pela presidente estadual Gleisi Hoffmann, tinha uma conversa marcada com o mesmo Osmar Dias para tentar bater o martelo sobre uma aliança com Osmar e desfazer o que os petistas chamam de “mal-entedido”.

Mas por via das dúvidas, o PT também fala em candidatura própria e tem até dois pré-candidatos Nedson Micheletti e Lygia Puppato, que hoje, numa ironia que só a política permite, é secretária de Ciências e Ensino Superior do governo Requião.

O governador Roberto Requião e o seu PMDB, por sua vez, ora elogiam o PT de Lula e sonham com a aliança com os petistas para levantar a candidatura do vice Orlando Pessuti ao governo do estado no ano que vem, ora criticam pesado o PT. No último sábado, dia 31, por exemplo, em Morretes, Requião disse que não quer saber mais do PT: “Estou cheio do PT. Não quero mais saber do PT na minha vida. Vou apoiar o Serra. Agora o PT resolveu me criticar, até a Gleisi anda me criticando”. E de fato, na prática nos bastidores, ensaia mesmo uma aproximação do PSDB, de José Serra e até mesmo do prefeito Beto Richa, pré-candidato ao governo.

Osmar Dias permanece no centro das articulações, mas sem se definir sobre nada. Ouve o PT e suas propostas, sofre a pressão da executiva nacional do partido, mas queria mesmo era uma aliança com o PSDB de Beto Richa, mas para isso sua candidatura ao governo correria riscos. Cama de gato é pouco.

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