Sem arrependimento
O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) garante que nunca se arrependeu de não ter assumido a cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas (TCE) em 2006. Eleito pelos deputados estaduais para assumir o cargo vitalício, com salário de cerca de R$ 22 mil, Pessutão preferiu atender apelo de Requião e disputar novamente a eleição como vice. Pessuti alega que não poderia abrir mão do sonho de ser governador. De fato, o será. Assume no próximo dia 3 de abril, com a renúncia de Requião para disputar cadeira no Senado. A partir daí, terá no mínimo o direito de aposentar-se como governador e receber o benefício de mais de R$ 24,5 mil. Em suma: foi um bom negócio recusar a cadeira no TCE.
Deputados do PMDB avaliam que se o partido insistir na candidatura do vice-governador Orlando Pessuti ao governo, e ele continuar com os mesmos índices apontados nas pesquisas não reelege nem dez dos atuais 17 parlamentares da Assembleia Legislativa. Eles reclamam que Pessuti não tem conseguido demonstrar capacidade para reverter a situação de polarização entre Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT), e dificilmente terá tempo para isso, entre abril e junho, período que separa sua posse no governo e as convenções partidárias.
8 February, 2010 às 19:47
Se Pessuti só pensou no valor da aposentadoria, é mais burro do que eu imaginava. Por quê será que o governador deu uma vaga de conselheiro para o irmão caçula? Podem ter certeza que não foi pelo salário. Mas o Pessuti terá ainda muitos anos pela frente, para refletir sobre a dedicação dele ao governador. E vai ver a mancada que deu; mas burro é assim mesmo, tem que se ferrar. ACarlos