Ala do PMDB aprova retorno de Fruet, mas partido segue dividido

31 março, 2011 às 15:12  |  por Ivan Santos

Um grupo de integrantes do Diretório Estadual do PMDB se reuniu ontem e decidiu, entre outras coisas, convidar o ex-deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) para voltar ao partido e disputar a prefeitura de Curitiba em 2012. Entre os quase cem presentes, que incluíram o ex-governador Orlando Pessuti, o vereador Algaci Tulio, o ex-secretário Milton Buabssi, o ex-deputado Renato Adur, foi unânime a aprovação ao retorno de Fruet, que não está encontrando espaço no PSDB para concorrer no ano que vem.

O problema é que o PMDB do Paraná, mais do que nunca é hoje uma confederação de grupos e interesses conflitantes, que não se entendem. O grupo do ex-governador e senador Roberto Requião, por exemplo, não quer nem ouvir falar em Fruet, e já sinaliza a preferência pelo apoio à reeleição do atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), em troca de cargos na administração municipal. Requião, inclusive, foi lançado candidato à presidência municipal do partido em Curitiba pelo atual presidente, Doático Santos, justamente como forma de criar embaraço para a articulação que busca atrair o ex-deputado, desafeto do ex-governador. Requião, por sua vez, também está rompido com Pessuti, a quem acusa de tê-lo traído na eleição para o Senado no ano passado, ao apoiar Fruet.

No meio disso, a bancada estadual peemedebista também segue dividida. Apesar do discurso oficial de “independência”, a maior parte dos deputados já aderiu à base do governo Beto Richa, outros só não o fizeram por falta de espaço. Uma ala alinhada a Requião trabalha pelo apoio a Ducci na eleição em Curitiba, enquanto outra também sonha com o retorno de Fruet como candidato do partido.

Na reunião de ontem, foi formada uma comissão que inclui o vereador Algaci Tulio, Buabssi, Adur e o ex-secretário José Maria Correia, para conversar com Doático, sobre os rumos do PMDB curitibano. Segundo Tulio, os peemedebistas estão cansados de imposições e consideram que se não houver uma mudança agora, o partido corre o risco de desaparecer na Capital.

Por mais que o grupo tenha essa disposição, porém, o fato é que não se vê uma perspectiva concreta de que as diferenças se resolvam no curto prazo. O mais provável é que desaguem na convenção municipal marcada para 17 de julho. Só que dificilmente Fruet se sentirá seguro a voltar para o PMDB com esse clima no partido, correndo o risco de que a turma de Requião o hostilize e crie caso para constrangê-lo. A menos que haja um acordo, e logo, o mais provável é que Fruet busque uma alternativa mais segura de legenda.

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