Família Barros atribui tumulto em casamento à candidatura ao governo

16 julho, 2017 às 14:47  |  por Ivan Santos

casamento reprodução/vídeo

Em nota divulgada na tarde de sábado, o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), atribuiu o tumulto no casamento de sua filha, deputada estadual Maria Victória (PP), na sexta-feira à noite, no largo da Ordem, em Curitiba, a “partidos e sindicatos de esquerda”, motivados pela pré-candidatura de sua esposa, a vice-governadora Cida Borghetti (PP), ao governo do Estado nas eleições de 2018. Cerca de 200 manifestantes fizeram um protesto em frente ao Palácio Garibaldi, onde aconteceu a cerimônia.

“Tudo transcorreu dentro da normalidade na cerimônia religiosa e na recepção aos convidados. Apenas o trajeto que os noivos fariam a pé, da Igreja do Rosário ao Palácio Garibaldi, foi alterado pela ação dos manifestantes”, avalia a nota, assinada pelo ministro, a mulher e a filha. “Lamentamos as agressões físicas e verbais a alguns convidados, porém é o preço da democracia. A pré-candidatura de Cida Borghetti ao Governo do Paraná foi a motivação dos protestos incentivados e financiados pelos partidos e sindicatos de esquerda”, diz o texto.

Quando os convidados tentaram sair da Igreja do Rosário para subir o Largo da Ordem rumo ao Palácio Garibaldi, acabaram hostilizados. Policiais se posicionaram em frente à Igreja e ao Palácio. Muitas coisas foram arremessadas – inclusive ovos. A fachada da igreja e a calçada na frente ficou uma sujeirada. A noiva saiu chorando da igreja, às 20h50.

Os manifestantes também protestaram em frente ao Palácio Garibaldi. Segundo testemunhas, às 21h10 os noivos e todos os convidados já estavam dentro do palácio. Os manifestantes também protestam contra a aprovação da reforma trabalhista e pedem a saída do presidente .

Segundo a assessoria da PM, a presença dos policiais foi ocasional, devido à Operação Hermes, que visa aumentar a segurança em ruas do centro de Curitiba. Até a tropa de choque da Polícia foi chamada para garantir a segurança no Largo da Ordem.

A deputada foi criticada ao longo da semana porque a estrutura da festa vai alterar a fachada do Palácio Garibaldi, que é tombado pelo patrimônio histórico.

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