Ex-secretário de Araucária reclama de bens bloqueados

8 fevereiro, 2018 às 16:01  |  por Narley Resende
Foto: Pio Santana  / colaboração

Foto: Pio Santana / colaboração

O médico Haroldo Rodrigues Ferreira, que é filiado ao PDT, e foi candidato a vice-governador na chapa de Gleisi Hoffmann em 2014, teve R$ 359 mil bloqueados após uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Ex-secretário de Saúde de Araucária, na região metropolitana, Ferreira afirma que não via “nada de errado” em acumular três funções como médico ao mesmo tempo em que exercia a o cargo de secretário. Ele teve bens bloqueados solidariamente com o ex-prefeito de Araucária, Albanor José Ferreira Gomes (PSDB).

A liminar do TJ é do dia 30 de janeiro e aponta que entre os anos de 2009 e 2012, com anuência do prefeito, o ex-secretário acumulou ilegalmente ao menos três funções de médico em Curitiba. A postura desrespeita a exigência da dedicação exclusiva para o exercício do cargo de secretário municipal. O valor determinado no bloqueio diz respeito ao suposto prejuízo causado ao município.

Haroldo Ferreira argumenta que trabalhou nas funções e que a acusação de prejuízo ao erário não se sustenta. “Desde que haja compatibilidade de horário. Eu era secretário, sempre fiz o tempo integrar, e dois sábados à noite. Todas as funções exerci sempre trabalhei. Todo dinheiro que recebi eu trabalhei”, garante.

O ex-secretário atribui à perseguição política a ação movida pelo Ministério Público. “Um vereador de oposição ao prefeito entrou com a ação no Tribunal de Contas e na promotoria pública. Os adversários procuram de toda foram criar problemas, tanto é que arrolou o prefeito junto. O prefeito não tem nada que ver com isso. Quem trabalhou fui eu”, aponta.

O ex-secretário foi nomeado em 2 de janeiro de 2009, mas permaneceu desempenhando outras atividades durante o período. Segundo a promotoria, para assumir um dos cargos em 2012, o médico assinou declaração de não cumulação de funções, omitindo o exercício do cargo de secretário municipal em Araucária. Haroldo confirma a assinatura, mas diz que estava em um plantão e que não prestou atenção no conteúdo do documento. Ele diz que ainda não foi notificado e que vai recorrer da decisão.

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