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	<title>Blog Política em debate &#187; Artigos</title>
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		<title>Servidores elegem diretoria do Sismuc</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 20:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Abraão Benício</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[O Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) elege entre amanhã e quarta-feira sua nova diretoria. Apenas a chapa “Reconstruir pela Base” &#8211; formada em sua maioria pelos atuais dirigentes &#8211; se candidatou para dirigir o Sismuc pelos próximos três anos e precisa de, no mínimo, 4,1 mil votos para atingir o quórum estabelecido no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) elege entre amanhã e quarta-feira sua nova diretoria. Apenas a chapa “Reconstruir pela Base” &#8211; formada em sua maioria pelos atuais dirigentes &#8211; se candidatou para dirigir o Sismuc pelos próximos três anos e precisa de, no mínimo, 4,1 mil votos para atingir o quórum estabelecido no estatuto para que as eleições tenham validade.</p>
<p>O resultado da votação interessa diretamente ao prefeito Beto Richa (PSDB), já que a atual diretoria sindical não tem poupado munição na divulgação das denúncias de caixa-dois nas eleições 2008.</p>
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		<title>Chega de nepotismo!</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 18:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[DEU NA FOLHA DE S. PAULO WALTER CENEVIVA CHEGA? Ao menos é o que parece, depois de decisão do Supremo Tribunal Federal, acompanhando por unanimidade acórdão histórico redigido pelo ministro Ayres Britto, na última quarta-feira, em ação declaratória de constitucionalidade. Normalmente a sentença proferida por um juiz, quando não caiba qualquer recurso, vale entre as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DEU NA <strong><a target="_blank" href="http://www.uol.com.br/fsp">FOLHA DE S. PAULO</a></strong></p>
<p>WALTER CENEVIVA</p>
<p>CHEGA? Ao menos é o que parece, depois de decisão do Supremo Tribunal Federal, acompanhando por unanimidade acórdão histórico redigido pelo ministro Ayres Britto, na última quarta-feira, em ação declaratória de constitucionalidade. Normalmente a sentença proferida por um juiz, quando não caiba qualquer recurso, vale entre as partes para as quais é dada, não beneficiando nem prejudicando terceiros. A frase que o leitor acaba de ler reproduz quase por inteiro o artigo 472 do Código Civil, mas tem sido modificada. Desde os últimos anos do século 20 foi sendo estendida a aplicação de certas decisões judiciais até para quem não tenha sido parte no processo.<br />
É o caso da ação declaratória de constitucionalidade (ADC), que só incluí em meu livro &#8220;Direito Constitucional Brasileiro&#8221;" na terceira edição, pois se incorporou ao direito brasileiro com a EC nº 3, de 1993. Esta emenda introduziu novo parágrafo 2º ao artigo 102 da Constituição para dizer que a decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em ação declaratória de constitucionalidade produz efeitos contra todos (não importando se foram ou não foram parte no processo). Produz, ainda, efeito vinculante em relação aos órgãos da administração pública, nos três poderes e em todos os níveis. Foi precisamente esse o caso julgado no STF esta semana.<br />
A ação foi proposta pela AMB &#8211; Associação dos Magistrados Brasileiros e o resultado, quando o texto da decisão for publicado, será obrigatório em todo o território nacional, banindo o nepotismo. <strong>Banindo? Formalmente, sim, mas para a avaliação substancial do resultado é melhor aguardarmos. O nepotismo é tão enraizado que parece imbatível, desde que começou, depois que o papa Bento 9º foi eleito em 1032. Era filho de um potentado italiano, o conde Tusculano e sobrinho (ou seja &#8220;nepote&#8221; no italiano daquele tempo) dos papas Bento 8º e João 19. Bento 9º foi nomeado apesar de seu gênio violento e sua conduta (digamos assim) libertina. </strong>O nepotismo é tão forte que o termo existe em muitos idiomas, mesmo de origem não latina, como o inglês e o alemão. Sempre com o significado de tratamento favorecido, em cargos públicos, a pessoas da mesma família, por laços de sangue ou conseqüentes do casamento.<br />
<strong>O nepotismo é um mal social. Termina gerando castas no serviço público que, às vezes, dominam segmentos da administração na troca ininterrupta de favores. Discrimina os que não pertencem ao mesmo grupo, sem preocupação com o interesse geral, que termina sacrificado.</strong> Nessa matéria nenhum dos três Poderes pode atirar pedras ao telhado do vizinho. Uma das formas de assegurar a eficácia da administração é a qualidade de seus quadros. O favorecimento do nepotismo é a própria negação da qualidade. Eficiência, conceito inserido no artigo 37 da Constituição, é o oposto de nepotismo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rosana Hermann e uma certa capital chamada&#8230; orgasmo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 18:16:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8216;Quando você chega ao Orgasmo você não tira fotos, nem joga milho pros pombos, nem compra lembrancinhas pros amigos mas, mesmo assim, cada chegada é um momento inesquecível. O importante é aprender o caminho porque depois que você chegar lá pela primeira vez você certamente vai querer voltar. Muitas vezes.&#8217; http://queridoleitor.zip.net/index.html Amanhã, 31 de julho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8216;Quando você chega ao Orgasmo você não tira fotos, nem joga milho pros pombos, nem compra lembrancinhas pros amigos mas, mesmo assim, cada chegada é um momento inesquecível. O importante é aprender o caminho porque depois que você chegar lá pela primeira vez você certamente vai querer voltar. Muitas vezes.&#8217;</strong></p>
<p><a href="http://queridoleitor.zip.net/index.html">http://queridoleitor.zip.net/index.html</a></p>
<p>Amanhã, 31 de julho, é <strong>Dia do Orgasmo.<br />
</strong>Em comemoração a data escrevi a crônica abaixo:</p>
<p><strong>CLIQUE NO</strong> LEIA MAIS</p>
<p><strong><span id="more-9079"></span>Orgasmo, capital do sexo</strong></p>
<p>Na maioria dos casos visitar um país é conhecer sua capital. Quem planeja visitar a França, vai para Paris. Quem sonha com Portugal vai para Lisboa. Quem quer conhecer a Grécia visita Atenas, quem chega a República Tcheca chega em Praga. E assim vai. Holanda é Amsterdã, Áustria é Viena. Dificilmente um turista vai até o Japão sem desembarcar em Tókio ou chega à Itália sem passar por Roma.</p>
<p>Mas há exceções e dois exemplos são Estados Unidos e Brasil. Washington e Brasília, mesmo sendo capitais, não são as primeiras opções para turistas que não conhecem os países e sim, Nova York e Rio de Janeiro.</p>
<p>A mesma coisa acontece com o Sexo, cuja capital é Orgasmo. Muita gente passa a vida inteira percorrendo todos os arredores, conhecendo o interior, o litoral, os vales e montanhas e acaba nunca chegando até a capital. Mas é justamente lá, no Orgasmo que você vai encontrar a essência deste que é o território mais explorado do mundo, o Sexo.</p>
<p>O Sexo é um dos destinos mais procurados por homens e mulheres de todo o mundo. Todo mundo já passou ou vai passar por lá. Tem gente que vai e volta todos os dias. Isso sem contar as pessoas que largaram tudo para morar lá de forma definitiva. Mas é na sua capital oficial, o Orgasmo, que o Sexo mostra toda sua capacidade. O Orgasmo alegra, completa, liberta, liquefaz. Revive, reanima e rejuvenesce.</p>
<p>Chegar ao Orgasmo é mais deslumbrante que ver a Torre Eiffel iluminada, mais sensacional que ver a Estátua da Liberdade de um ferry-boat, mais intenso do que acompanhar a troca da guarda no Palácio de Buckingham, juntos. Talvez no quesito intensidade o Orgasmo perca apenas para a vista gelada do alto dos picos do Himalaia. Talvez, não sei, nunca cheguei ao Everest.</p>
<p>Existem muitas formas de se chegar ao Orgasmo, de avião, de carro, à pé, em pé, de quatro, deitada. Com e sem escalas, com muita ou pouca bagagem. Todas as rotas são válidas. Você pode até viajar sozinha, mas acompanhada é sempre melhor, para dividir as sensações. Quando você chega ao Orgasmo você não tira fotos, nem joga milho pros pombos, nem compra lembrancinhas pros amigos mas, mesmo assim, cada chegada é um momento inesquecível. O importante é aprender o caminho porque depois que você chegar lá pela primeira vez você certamente vai querer voltar. Muitas vezes.</p>
<p>Chegar ao Orgasmo custa pouco, não necessita de visto de entrada e ainda tem a vantagem de ser o único tipo de turismo que não exige que o viajante saia de sua casa. Você pode chegar ao Orgasmo aí mesmo, onde você está, sem banda larga nem nada.<br />
Por tudo isso, o Orgasmo é, de longe, o único ponto nobre de turismo sexual do mundo, um destino capital para o qual fazemos questão de voltar sempre, o tipo de lugar que a gente acha tão lindo que faz questão de apresentar para as pessoas que a gente mais ama nesta vida.</p>
<p>Rosana Hermann, para o dia do orgasmo.</p>
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		<title>Happy Hour com toddynho não dá ou se for votar, não beba</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 12:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[DO RECANTO DAS LETRAS Má Oliveira Esses caras beberam??? A lei seca não afeta o mais famoso alcoólatra deste país e sabe por quê? Porque EU pago o motorista dele! É&#8230; essa lei é mais uma que só afeta os pobres&#8230; Se ele bebe mesmo quanto dizem, pelo Principio da Isonomia (CF artigo 5º caput), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DO <strong><a target="_blank" href="http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/1058238">RECANTO DAS LETRAS</a></strong></p>
<p>Má Oliveira</p>
<p>Esses caras beberam??? A lei seca não afeta o mais famoso alcoólatra deste país e sabe por quê? Porque EU pago o motorista dele! É&#8230; essa lei é mais uma que só afeta os pobres&#8230; Se ele bebe mesmo quanto dizem, pelo Principio da Isonomia (CF artigo 5º caput), exijo que esse sujeito passe pelo teste do bafômetro diariamente, antes de sentar-se na cadeira da presidência, afinal, por que ele pode dirigir nossas vidas embriagado (como dizem) e eu não posso dirigir meu carro após tomar UMA cerveja?<br />
Traduzindo está lei, é mais ou menos assim, se um filho não faz seu dever de casa, todos os outros ficam sem TV, entendeu?<br />
E lá vou eu, uma cervejeira consciente, que trabalho pra cacildas, cuido da casa, pago meus impostos, etc e etc&#8230;, ser privada de mais alguma coisa, por conta de um erro que eu não cometi!!!<br />
Eu deveria gostar era de incendiar índio, vencer licitações ilegalmente, roubar a grana pública, afogar calouros de faculdade de medicina&#8230; ao menos não seria punida&#8230; mas eu tinha que complicar!<br />
Eu tinha que gostar justo de algo tão criminoso como tomar UMA cerveja, no fim do dia?<br />
Gente! Happy hour com toddynho não vai dar! Além de tudo, agora sou obrigada a fazer prova contra mim mesma (cadê a Constituição???) e se eu me recusar basta o uso da subjetividade da autoridade policial pra que eu me lasque, enterrando de uma vez o principio da presunção da inocência e do direito ao contraditório. É.., isso só serve pro caso Renan, Dilma&#8230;</p>
<p><strong>CLIQUE NO</strong> LEIA MAIS <strong>ABAIXO<br />
</strong></p>
<p><span id="more-8972"></span> <br />
Mas somos versáteis, vamos dar um jeito nisso&#8230; A primeira dica é engordar. De acordo com o site <a href="http://www.detran.rs.gov.br/clipping/20080623/06.htm">http://www.detran.rs.gov.br/clipping/20080623/06.htm</a>,  se você pesar 99 quilos, pode tomar dois copos de cerveja e não atingir o tão temido 0,6%.<br />
Que tal aniversários por vídeo conferência? Cada um bebe na sua casa&#8230;, mas na hora do parabéns tem que cantar<br />
junto, tá? Emergências? Vixe, se você não pode dirigir porque tomou UMA cerveja e vai praticar crime, chame o resgate, mesmo que seja apenas um arranhão, afinal, se pudesse dirigir iria até uma farmácia, como não pode&#8230; eles que te levem pro hospital, ou a nova lei me obriga a ter ataduras em casa??? (xi&#8230; lá vem uma emenda a lei&#8230;)<br />
Será que eles não vindo dá omissão de socorro??? Jantar romântico com uma garrafa de vinho, naquele restaurante que marcou a vida de vocês, só se o sogro for buscar, ele vai adorar sair da cama no meio da noite pra ajudar os pombinhos! (como se já não bastasse ele ter ficado com as crianças..)<br />
Não fomos proibidos de beber UMA cerveja, fomos proibidos de voltarmos pra casa&#8230; alguns até adoraram a idéia&#8230; Não fomos proibidos?<br />
Claro que sim, pois ou bem pagamos a cerveja, ou bem pagamos o taxi, as duas coisas não vai dar&#8230; Bem que podiam lançar o B.C, o Bolsa Cerveja, a mesma grana que dão pros bolsas tudo, podiam destinar a quem gosta de uma cervejinha no fim do expediente, com essa grana, podíamos pagar o taxi pra irmos pra casa&#8230; o que acham? Ou pagar o estacionamento, né?<br />
Ou você acha que a Segurança Pública deste País vai cuidar do carro que você deixou estacionado na rua, próximo ao bar que você tomou UMA cerveja e teve que ir embora de taxi&#8230;<br />
Voltar de carona? É&#8230; pena que nem todos moram pras mesmas bandas&#8230; mas também se o cara ficar sentado SÓ TE vendo beber UMA cerveja tranquilo e depois ele tiver que se deslocar 30 km da rota dele, enfrentando o trânsito infernal deste País, pra te levar pra casa, você poderá dizer que tem um amigo, mais olha, um grande amigo!<br />
Podiam ao menos melhorar o transporte coletivo, né? Aff! chega de utopias, o assunto aqui é sério&#8230; Nem me olhem torto, eu não votei nessa gente e não tenho culpa se eles tem problemas sérios de auto afirmação e precisam radicalizar.<br />
Estou sendo punida pela incompetência dos nossos legisladores e do judiciário. O índice de acidentes envolvendo bêbados é elevado (envolvendo NÃO bêbados também), mas não defendo bêbado, quem dirige embriagado tem mais é que se ferrar, expõe a sua vida e a dos outros.<br />
A pena pra quem dirige BÊBADO deve ser muito severa, mas daí a punir quem bebeu UMA cerveja, já é demais!<br />
Quantas e quantas vidas já foram subtraídas por motoristas<br />
embriagados (e NÃO embriagados também), mas eles não foram punidos, isso é uma incompetência dos legisladores e do judiciário.<br />
Agora pra puní-los eu tenho que ser punida junto? Nivelaram o povo por baixo&#8230; Eu dirijo há mais de vinte anos, sem jamais ter me envolvido em nenhum acidente de carro (só uma raspadinha no portão de casa, mas também ele que se mexeu sem ordem&#8230; e foi às 6:30 da manhã, será que foi o cafezinho??? ).<br />
Me diz, por que eu tenho que pagar pelo erro dos outros? Enquanto os taxistas sorriem, todos os demais seguimentos profissionais que gostam de UMA cerveja, choram&#8230;<br />
Esta semana enterramos o happy hour, a única coisa que sobrava pro sofredor trabalhador brasileiro, era desestressar tomando UMA cerveja no final do dia. Mas valeu! Quem sabe agora o povo vai mais cedo pra casa, cansados, cabeça e sacos bem cheios&#8230;<br />
Os casais brigam&#8230; (separações à vista? hum, tô começando a achar que essa lei pode me dar algum lucro&#8230;) Pode ser que comecem a ver os noticiários, percebam o lixo que está este País, e repensem seus votos, as eleições estão aí (tô começando mesmo a gostar desta lei!), espero que instalem Lulômetros na porta dos setores eleitorais, pois essa droga sim, fez um baita estrago em nossas vidas.<br />
Lindo dia pra todos e lembrem-se se forem votar, não bebam.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os senhores das armas</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 21:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Coluna de Ruy Castro, na Folha de S. Paulo, cita o caso da estudante assassinada por PMs em Porto Amazonas (PR). Profissão de futuro RUY CASTRO Em Porto Amazonas (78 km de Curitiba), há uma semana, uma estudante de 21 anos foi morta pela PM paranaense com um tiro na cabeça, após o seu carro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coluna de <strong>Ruy Castro</strong>, na <strong><a target="_blank" href="http://www.uol.com.br/fsp">Folha de S. Paulo</a></strong>, cita o caso da estudante assassinada por PMs em Porto Amazonas (PR).</p>
<p><strong>Profissão de futuro</strong></p>
<p>RUY CASTRO</p>
<p>Em Porto Amazonas (78 km de Curitiba), há uma semana, uma estudante de 21 anos foi morta pela PM paranaense com um tiro na cabeça, após o seu carro bater acidentalmente no da polícia, enquanto esta perseguia uma quadrilha em outro carro. Um dos policiais supôs que a batida fosse de propósito e já saiu disparando. A ação lembrou aquela acontecida na Tijuca, no Rio, dias antes, em que uma senhora teve o carro fuzilado pela polícia e um filho morto.</p>
<p><strong>CLIQUE NO</strong> LEIA MAIS <strong>ABAIXO</strong></p>
<p><span id="more-8838"></span>Na quarta-feira passada, em Bonsucesso, também no Rio, outro inocente &#8211; desta vez, um funcionário das Organizações Globo &#8211; foi seqüestrado em seu carro por um bandido, teve o carro perseguido e morreu baleado pelos PMs. Para a polícia, os dois ocupantes seriam bandidos. Para que não se diga que a PM só mata, dois policiais militares foram mortos a tiros na Fonte da Saudade, ainda no Rio, na manhã de quinta, e outro no Jardim Guanca, zona norte de São Paulo, na madrugada de sexta.<br />
Na mesma sexta, de manhã, oito homens morreram numa favela em Realengo, no Rio, em confronto com a PM. À tarde, um assalto a banco em Jardim Peri-Peri, zona oeste de São Paulo, terminou com um policial civil e dois bandidos mortos a tiros, além de uma menina de sete anos, atropelada pelos criminosos em fuga.<br />
É um perpétuo faroeste. Pela quantidade de fuzis, pistolas, balas e granadas em ação, imagino que a profissão de armeiro seja hoje uma das mais valorizadas do país. Serviço não falta -afinal, alguém tem de cuidar do armamento da polícia, dos bandidos e das milícias, alinhando as miras e azeitando os canos.<br />
Pela intensidade do uso, pode ser até que falte armeiro no mercado. A ponto de, quem sabe, os melhores do ramo serem solicitados a prestar serviços para uma, duas ou mesmo as três partes.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Do outro lado do cartão postal</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 18:25:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[DA FOLHA DE S. PAULO CLÓVIS ROSSI Cartão-postal sem Corcovado Acompanho pelo &#8220;Jornal Nacional&#8221; a história da prisão e depois morte dos três rapazes detidos pelo Exército por suposto desacato e os desdobramentos que delas decorreram. Tento encaixar tudo em algum outro país. Vício, mania, sei lá. É o Iraque? Pode ser, mas tem mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DA <strong><a target="_blank" href="http://www.uol.com.br/fsp">FOLHA DE S. PAULO</a></strong></p>
<p>CLÓVIS ROSSI</p>
<p><strong>Cartão-postal sem Corcovado</strong></p>
<p><strong>Acompanho pelo &#8220;Jornal Nacional&#8221; a história da prisão e depois morte dos três rapazes detidos pelo Exército por suposto desacato e os desdobramentos que delas decorreram.<br />
</strong>Tento encaixar tudo em algum outro país. Vício, mania, sei lá. É o Iraque? Pode ser, mas tem mais jeito de Bangladesh, Sri Lanka, desses recantos tropicais perdidos no mundo e que, periodicamente, expõem sua miséria aos olhos do planeta em casos de catástrofe para logo serem devolvidos ao anonimato absoluto de sempre e à miséria imensa de sempre.<br />
<strong>De repente, cai a ficha. Não é nada disso. É apenas Brasil, aquele Brasil primitivo, selvagem, anárquico, violento, sem lei e sem regras, aquele Brasil pobre que não aparece nos postais de Copacabana, a princesinha do mar, ou do Corcovado e do Redentor que se vêem da janela, que lindos.<br />
</strong>Depois, leio os jornais e vem a habitual catarata de indignação pelo comportamento dos militares. Justa, justíssima indignação. Transforme a sua própria indignação em alguma palavra bem dura, a mais dura que você conhece, e eu assino em baixo.<br />
<strong>Mas falta nesse Brasil primitivo, o que, de resto, reforça o seu caráter selvagem, a indignação ante a evidência de que a criminalidade controla os morros (e mais que os morros).</strong> Selvageria é militares matarem ou entregarem à morte três jovens. Estou de acordo.<br />
<strong>Mas não é igualmente selvagem todo mundo saber que assassinos controlam uma parte do território brasileiro &#8211; e ninguém faz nada nem se incomoda?<br />
</strong>O Exército é bom para impor alguma ordem enquanto se fazem obras em um dos morros. Mas não é bom para impor a presença do Estado aonde ele não chega. Como a polícia também não é boa para isso, tem-se que o Brasil está perdendo a guerra para a criminalidade. E aceitou a derrota.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Marina Silva estréia coluna</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 20:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente) estreou, ontem, coluna semanal na Folha de S. Paulo, com o seguinte título: &#8217;Em legítima defesa&#8217;. Ela escreverá sempre às segunda-feiras. CLIQUE NO LEIA MAIS ABAIXO Em legítima defesa INICIO MINHA participação neste espaço com enorme sentido de responsabilidade. Tenho a oportunidade diferenciada de usar um dos bens culturais mais preciosos: a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente) estreou, ontem, coluna semanal na <strong><a target="_blank" href="http://www.uol.com.br/fsp">Folha de S. Paulo</a></strong>, com o seguinte título: &#8217;Em legítima defesa&#8217;. Ela escreverá sempre às segunda-feiras.</p>
<p>CLIQUE NO <strong>LEIA MAIS</strong> ABAIXO</p>
<p><span id="more-7989"></span></p>
<p><strong><font size="5">Em legítima defesa </font></strong></p>
<p>INICIO MINHA participação neste espaço com enorme sentido de responsabilidade. Tenho a oportunidade diferenciada de usar um dos bens culturais mais preciosos: a exposição de idéias, base para o diálogo. Gostaria de compartilhá-la com os leitores e de, juntos, pensarmos o Brasil e reunirmos forças para ajudar a transformá-lo.<br />
Para começo de conversa, trato de um entrave para o crescimento do país: a postura ambígua do Estado frente ao nosso incomparável patrimônio natural.<br />
O Estado brasileiro criou medidas de proteção ambiental, muitas vezes em situações difíceis. Esse acúmulo alcança hoje limiar estratégico de inserção da variável ambiental no coração do processo de desenvolvimento. A sociedade entende esse momento, apóia, demanda. Diante disso, o Estado não pode se encolher diante do ponto a que ele mesmo chegou.<br />
Movimentos retrógrados, saudosistas do tempo da terra sem lei, fazem pressões e recebem acenos de possíveis flexibilizações. Mas a sociedade bloqueia e restringe esses acordos. A Amazônia é o maior exemplo. A opinião pública mantém o debate, banca o combate ao desmatamento, dá suporte para a manutenção da lei do licenciamento e para a não-flexibilização da legislação ambiental.<br />
O certo é que o Estado, em todos os seus níveis, não consegue utilizar o grande capital político de que dispõe para acompanhar o pique da sociedade. Ela cresceu, passou a perceber seus problemas de maneira mais complexa. O Estado cresceu, mas não amadureceu.<br />
Há agora uma discussão importante que resume tudo: é preciso dinheiro para implementar as medidas e normas criadas, porém a relatoria ambiental do Orçamento que está sendo discutido no Congresso foi entregue à bancada ruralista, cuja oposição às medidas de combate ao desmatamento é conhecida. Talvez tenha havido uma negociação para assegurar aos aliados a relatoria das agendas de aceleração do crescimento. E o meio ambiente parece não ter tido a mesma prioridade.<br />
Boa parte do Estado ainda vê na política ambiental um mal necessário. Fala-se em compatibilizar desenvolvimento e meio ambiente, como se fossem adversários a serem conciliados. O Brasil não tem que compatibilizar, tem que buscar um crescimento econômico cuja concepção já contenha a conservação ambiental. Que não veja as áreas preservadas como partes &#8220;retiradas da produção&#8221; e, sim, como imprescindíveis à produção equilibrada e com alguma noção de bem público. Isso é possível? Se não for, para um país que ainda tem 60% do seu território com florestas, então é mesmo hora de aumentamos, em legítima defesa, nosso estado de alerta.</p>
<p><a href="mailto:contatomarinasilva@uol.com.br">contatomarinasilva@uol.com.br </a></p>
<hr SIZE="1" noShade="true" /><font size="-1">MARINA SILVA escreve nesta coluna às segundas-feiras.<br />
</font></p>
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		<title>Prendam o boy</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 20:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você ainda não leu, vale a pena Senhor Minc, o senhor é um fanfarrão DA FOLHA DE S. PAULO CLAUDIO ANGELO EDITOR DE CIÊNCIA O novo dado de desmatamento comprova: Marina Silva abandonou o barco do Meio Ambiente no momento certo. A cifra final, a sair em agosto (o mês do desgosto, como dizem), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Se você ainda não leu, vale a pena</em></p>
<p><strong>Senhor Minc, o senhor é um fanfarrão</strong></p>
<p>DA <strong><a target="_blank" href="http://www.uol.com.br/fsp">FOLHA DE S. PAULO</a></strong></p>
<p>CLAUDIO ANGELO<br />
EDITOR DE CIÊNCIA</p>
<p>O novo dado de desmatamento comprova: Marina Silva abandonou o barco do Meio Ambiente no momento certo. A cifra final, a sair em agosto (o mês do desgosto, como dizem), será um arraso sobre a floresta. E essa conta será de Lula e de seus &#8220;heróis&#8221; do agronegócio, encarnados na figura de Blairo Borges Maggi.<br />
<strong>Afigura-se a realidade arrepiante de um desmatamento na casa dos 20.000 km2 de agosto de 2007 a julho de 2008. Para dar uma idéia do que isso significa, em 150 anos, de 1700 a 1850, toda a produção de açúcar na mata atlântica ceifou 7.500 km2.<br />
</strong>Em resposta ao desastre imposto pela alta nas commodities, <strong>Carlos Minc, o &#8220;performer&#8221; que substitui Marina no ministério, anuncia que vai mandar prender&#8230; os bois! Isso mesmo: os bois, cujo único crime é pastar em áreas embargadas cuja floresta algum humano derrubou -com crédito oficial e estímulo político.<br />
</strong>Ora, não seria mais efetivo prender os donos das terras onde pastam os bois? Certamente. Mas isso o governo não faz, por duas razões. Primeiro, para não criar caso com aliados em ano de eleição.<br />
Depois, porque nem Minc nem ninguém sabe quem é dono da terra na Amazônia. A única medida que poderia ser definitiva contra o desmate, o ordenamento fundiário, foi um fiasco. Só 20% dos proprietários aderiram ao cadastro de terras imposto pelo governo. E, com o orçamento pífio dedicado a esse reordenamento pelo Plano Amazônia Sustentável, nada vai mudar.<br />
<strong>Vai ser engraçado ver o ministro, entre uma coletiva e outra, correndo atrás de boizinhos e vaquinhas no pasto. São 80 milhões de cabeças na Amazônia, senhor ministro. Haja colete para suar.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Proibir blogs de candidatos na campanha é um placebo</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 18:17:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Repórter quer saber o que acho da resolução do TSE que proibiu o uso por parte dos candidatos de blog e sites de relacionamento na campanha deste ano. Como se trata de “achismo”, acho uma aberração. Salvo engano, e correndo o risco de mastigar clichês, vejo na internet justamente a possibilidade de ampliação do debate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Repórter quer saber o que acho da resolução do TSE que proibiu o uso por parte dos candidatos de blog e sites de relacionamento na campanha deste ano. Como se trata de “achismo”, acho uma aberração.</p>
<p>Salvo engano, e correndo o risco de mastigar clichês, vejo na internet justamente a possibilidade de ampliação do debate e de democratização da propaganda. Proibir que um candidato nanico apresente seu programa de governo, via blog ou através de sites de relacionamento como o Orkut e o My Space, significa privilegiar poucos em detrimento de muitos. Ou será que os candidatos de maior estrutura econômica não serão beneficiados?</p>
<p>No parecer publicado em 31 de março deste ano, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, apoiou-se em uma lógica torta para defender a proibição. “Certo é que, conforme senso comum, se algo não é proibido, em tese, deveria ser facultado. Contudo, se a lei não proíbe determinadas práticas de propaganda eleitoral, também não se autoriza”. Traduzindo: Proibido não é, mas autorizado não está, portanto proíba-se.<br />
É desprezar uma ferramenta valiosa de propaganda e de acesso gratuito. Mais: é jogar às traças também um mecanismo que atinge justamente o público que a democracia vem tentando cooptar: o eleitorado jovem.<br />
Se, no entanto, a decisão é proibir, é preciso criar mecanismos para fiscalizar. E eles sabidamente são precários. A considerar-se que um blog pode ser hospedado, por exemplo, no exterior, onde não está sujeito à legislação e fica fácil dimensionar o efeito “placebo” da decisão.<br />
Melhor seria liberar e analisar caso a caso as irregularidades e transgressões eleitorais, como se faz, aliás, em outros casos. O TSE, contudo, achou por bem proibir. Cômodo. Em resumo:  deixou tudo como está para ver como é que fica.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que um blog pode ensinar*</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 19:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Vinícius</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[O blog do Noblat, um dos mais acessados do país, faz quatro anos. Em 2005, quando ainda dava os primeiros passos no diário eletrônico, Noblat escreveu esse artigo para o Observatório da Imprensa, que eu reproduzo abaixo. Vale como um &#8220;mapa da mina&#8221; para aqueles que trabalham diariamente &#8211; e arduamente &#8211; tentando fazer de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O blog do Noblat, um dos mais acessados do país, faz quatro anos. Em 2005, quando ainda dava os primeiros passos no diário eletrônico, Noblat escreveu esse artigo para o Observatório da Imprensa, que eu reproduzo abaixo. Vale como um &#8220;mapa da mina&#8221; para aqueles que trabalham diariamente &#8211; e arduamente &#8211; tentando fazer de um blog &#8211; blogo no meu caso &#8211; uma referência para o leitor.</p>
<p><strong>(Observatório da Imprensa, 1/2/2005)<br />
Ricardo Noblat (*)</strong></p>
<p>Tenho um blog há quase um ano. Anote o endereço e dê uma passadinha lá: (<a href="http://www.noblat.blig.com.br/">www.noblat.blig.com.br</a>).<br />
Nunca tinha entrado em um até que inventei o meu. Ouvira falar que blog era uma espécie de diário de adolescente na internet – e ponto. O assunto não me atraía, embora atraísse meus três filhos – André, Gustavo e Sofia, todos na faixa dos 20 anos de idade.<br />
Entre março e maio do ano passado, escrevi uma página dominical sobre política no jornal O Dia, do Rio de Janeiro. E como notícias cavadas no início da semana acabavam envelhecendo antes que a semana terminasse, um amigo sugeriu que eu criasse um blog para ter onde despejá-las a tempo e a hora.<br />
Quando a página de O Dia foi extinta, imaginei que deveria também extinguir o blog. Só não o fiz a pedido de algumas pessoas que viam futuro nele. Eu ainda não via. E sentia falta do meio impresso onde vivi os últimos 37 anos.<br />
Em setembro, ao instalar um medidor de audiência no blog, comecei a me dar conta de que o passatempo deixara de ser apenas passatempo.<br />
O blog foi acessado em outubro por 151.465 visitantes únicos. Em novembro, por 100.715. E em dezembro por 106.685.<br />
Se você entrar nele mais de uma vez por dia, o medidor só registrará uma visita. A não ser que você utilize terminais diferentes. E que cada um tenha um IP.<br />
Fui obrigado a aprender que IP é uma espécie de impressão digital do computador. Ou melhor: a porta de entrada e de saída para a internet de um usuário ou de um grupo de usuários.<br />
<strong>Expediente integral<br />
</strong>É por isso que os números registrados pelo medidor de audiência do blog estão muito abaixo dos verdadeiros.<br />
Por exemplo: a Câmara dos Deputados dispõe de cerca de 4 mil terminais. Mas eles funcionam em rede. Entram e saem da internet via quatro ou cinco IPs.<br />
Quer dizer: no máximo, o medidor de audiência do blog contabilizará por dia quatro ou cinco visitantes únicos oriundos da Câmara.<br />
Ora, é razoável imaginar que um blog dedicado a contar os bastidores do poder em Brasília seja acessado diariamente por mais do que quatro ou cinco funcionários da Câmara.<br />
De resto, quem acessa o blog e se interessa por algo, copia e repassa aos amigos. Esses, por sua vez, repassam aos seus. Quer dizer: você nunca saberá ao certo quantas pessoas atinge.<br />
Mas vamos em frente.<br />
<strong>De madrugada<br />
</strong>Trabalho mais horas diárias no blog do que jamais trabalhei em jornais ou revistas. Começo por volta das 10h. Uma vez lidos os seis jornais que assino, reproduzo e comento no blog as notícias mais relevantes. Em seguida, passeio pelos sites de jornais e de agências daqui e de fora. Sempre encontro alguma coisa para comentar ou correr atrás.<br />
A partir daí, me penduro no telefone à caça de notícias frescas.<br />
As fontes tradicionais de notícias ainda não sabem direito o que é um blog – costumam confundir com site. Mas se lhe conhecem, ajudam.<br />
Mantenho um aparelho de rádio sintonizado na CBN. E um aparelho de televisão na Globo News ou nas TVs Senado e Câmara, a depender do dia e da hora.<br />
Sinto falta de ir para a rua com mais freqüência atrás de notícias – mas se for, a relação custo-benefício não valerá a pena. Gastarei mais tempo. E apurarei menos notícias.<br />
Sinto falta de trabalhar com gente, de preferência muita gente como sempre trabalhei. Tenho apenas uma estudante de Jornalismo que me ajuda em coberturas de fôlego.<br />
Reservo algumas noites por semana para jantar com políticos e funcionários do governo.<br />
Permaneço defronte do computador até a hora do Jornal Nacional. Depois dou um tempo.<br />
Volto a passear pelos sites de notícias por volta das 23h. E sigo até às 2h ou 3h lendo as edições dos jornais do dia seguinte e postando notícias ou comentários.</p>
<p>PARA O ARTIGO COMPLETO CLIQUE NO <strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><span id="more-6565"></span>O gosto do público<br />
</strong>O blog é um espaço de notícias, análises e debate. Quem quiser pode escrever ali qualquer coisa – menos ofensas pessoais e palavrões.<br />
Engordei de tanto viver sentado – e também porque parei de fumar. Em compensação, trabalho de bermuda, camiseta e chinelos.<br />
Todo jornalista deveria ter um blog. A experiência de ser responsável por um ensina mais do que muitos anos de redação.<br />
Ensina, por exemplo, a ser mais rigoroso na apuração de notícias.<br />
O erro cometido no jornal ou na revista tem muitos pais. No blog, ele é só seu. Na dá para pôr a culpa no repórter, no editor que mudou o que você escreveu ou no diagramador que por descuido baixou a penúltima versão de sua matéria.<br />
<strong>Ensina a ser mais humilde.<br />
</strong>O leitor do blog não quer nem saber: baixa o pau no que você escreve. E as críticas dele, procedentes ou não, ficam registradas. Eu, pelo menos, não as elimino. Se o fizer, estarei na contramão do espírito democrático da internet. E elas aparecerão novamente. Não tem jeito.<br />
O blog ensina também a levar mais em conta o gosto dos leitores.<br />
Eles manifestam com clareza sua preferência por determinados assuntos. E a não ser que audiência seja algo que pouco lhe importe, você acabará levando em conta o gosto do seu público.<br />
<strong>Lula, leitor e paixão<br />
</strong>É reduzido o grupo de leitores que comentam as notícias – no caso do meu blog, algo como uns 60 a 80. Eles usam nomes falsos e, às vezes, se valem de vários nomes. Mas os que comentam são muito ativos. E gostam de colaborar com o blog apurando notícias.<br />
Eu me empenho em valorizar a contribuição deles. Não raro, pinço comentários de uns e de outros e os destaco no espaço principal do blog. Privilegio comentários que divergem dos meus. E respondo à maioria das perguntas ou provocações que me fazem.<br />
Disse há pouco que o blog ensina a levar mais em conta o gosto do público.<br />
Bem, nem por isso você deve se render a ele.<br />
A minoria dos leitores que escreve no blog não representa em todos as ocasiões o gosto médio do total da audiência. Tenho pesquisa que mostra isso. É uma minoria que aprecia bater boca e que tem fixação por determinados temas.<br />
No caso do meu blog, ela se divide entre os que atacam e os que defendem com paixão o PT e o governo Lula.<br />
<strong>Cortesia em família<br />
</strong>Às vezes vira um diálogo de surdos: escrevo sobre as eleições iraquianas e os leitores discutem sobre a viagem de Lula a Davos.<br />
Não importa: escrevo assim mesmo.<br />
Essa é outra vantagem de fazer jornalismo em blog: você não tem patrão. Desfruta de ampla liberdade.<br />
Se tudo correr bem, em março ou abril o blog será reformado. Ganhará novo desenho, novos conteúdos e recursos que tornarão a navegação mais fácil e ágil. Será uma espécie de blog dentro de um site – ou de site dentro de um blog. Oferecerá até música.<br />
Então verei se além de me dar prazer e muito trabalho, o blog será capaz de me dar algum dinheiro. Por ora, ele não me rende um tostão. É uma cortesia da minha mulher que paga as contas da casa, mas que não parece disposta a continuar pagando por muito tempo. E ainda reclama de que não saio da frente do computador.</p>
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