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CPI pode convocar Alvaro Dias, Gleisi, Hauly e Paulo Bernardo

22 outubro, 2014 às 19:13  |  por Narley Resende

cpmi

A disputa eleitoral contaminou de vez os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, ontem. Em um mesmo dia, aliados do governo Dilma Rousseff pediram a convocação do candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, e dos parlamentares paranaenses – senador Álvaro Dias (PSDB) e deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB). Do outro lado, parlamentares de oposição apresentaram requerimentos para que a senadora e ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT) e seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

As convocações são fruto das denúncias feitas desde a semana passada pelo ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa e outros envolvidos no escândalo de desvio de recursos da estatal para pagamento de propina a políticos. Na semana passada, veio à tona depoimento de Costa – preso na operação Lava Jato – depoimento dado por ele ao Ministério Público Federal, apontando que o ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, teria recebido R$ 10 milhões do esquema em 2009 para ajudar a abafar a investigação de outra CPI sobre os negócios da companhia. Guerra integrava a comissão junto com o senador Álvaro Dias (PSDB). Ambos deixaram a CPI alegando que a base do governo impedia qualquer investigação.

Na terça-feira, Leonardo Meirelles – “laranja” do doleiro Alberto Youssef, também preso na operação Lava Jato – afirmou em depoimento à Justiça Federal que além de Guerra, outro político da região de Londrina teria recebido recursos do esquema, sem dar nomes.

Além disso, Costa também afirmou ao MPF que Gleisi Hoffmann teria recebido R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010, a pedido de Youssef. Segundo ele, a informação poderia ser confirmada através de anotações feitas em uma agenda apreendida pela Polícia Federal, na qual constariam as iniciais “PB”, referentes a Paulo Bernardo.

O líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), disse que a CPI não pode funcionar “em clima eleitoral”, mas confirmou que orientou a bancada a apresentar requerimentos pedindo a convocação do senador reeleito Alvaro e de Aécio Neves, que acumula a presidência nacional do partido. “O outro (ex-presidente nacional da legenda Sérgio Guerra) morreu, mas a responsabilidade é a mesma”, afirmou. O deputado federal Afonso Florence (PT-BA) foi quem pediu a convocação de Alvaro e Hauly.

Doleiro nega ter “trabalhado” para o PSDB

22 outubro, 2014 às 14:54  |  por Ivan Santos

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O doleiro Alberto Youssef – preso na operação Lava Jato sob a acusação de comandar um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina a políticos e partidos – negou, através de seus advogados, ter repassado dinheiro a parlamentares do PSDB. Ontem, em depoimento à Justiça Federal, um dos “laranjas” de Youssef, Leonardo Meirelles- dono do laboratório Labogen – afirmou que o doleiro teria repassado dinheiro a outro parlamentar tucano, além do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, morto em março deste ano. Na semana passada, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também preso na mesma operação, afirmou ter pago R$ 10 milhões a Guerra para que ele ajudasse a “enterrar” a CPI da Petrobras em 2009.

Guerra e o senador Álvaro Dias eram os dois tucanos que integravam a comissão, e deixaram a CPI alegando que os aliados do governo impediam qualquer investigação. No depoimento revelado ontem, o sócio de Youssef afirmou que além do ex-presidente do PSDB, um outro parlamentar, de Londrina – cidade do doleiro – teria recebido recursos do esquema.

Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo de hoje, a defesa de Youssef nega as informações e pretende pedir um pedido de impugnação do depoimento de Meirelles. O advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende Youssef, disse que pedirá ainda uma acareação entre os dois – o doleiro e Meirelles são réus em um dos processos da Operação Lava Jato, sobre superfaturamento nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

“Meu cliente afirma peremptoriamente que nunca falou com Sérgio Guerra, nunca teve negócio com ele e nunca trabalhou para o PSDB”, afirmou.

Meirelles é apontado como laranja de Youssef no laboratório Labogen, indústria de remédios que estava falida e que o doleiro usou para tentar conquistar um contrato milionário com o Ministério da Saúde, na gestão do então ministro Alexandre Padilha, para fornecimento de medicamentos. Segundo o Ministério, o contrato não chegou a ser assinado.

O negócio teria sido intermediado, segundo a PF, pelo deputado federal André Vargas (sem partido-PR), que foi flagrado usando um jato pago pelo doleiro. Meirelles afirmou à Justiça Federal, em audiência da segunda feira, 20, que Youssef trabalhava também com o PSDB, além dos partidos PT, PMDB e PP.

Ele disse ter ouvido o doleiro citar o nome de Guerra em uma conversa telefônica e ainda citou “um outro parlamentar” tucano da mesma região do doleiro.

Presidente da Câmara de Campo Mourão tem mandato cassado

22 outubro, 2014 às 14:24  |  por Narley Resende
Foto: reprodução / Google

Foto: reprodução / Google

O presidente da Câmara Municipal de Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), Pedro Nespolo (SDD), teve o mandato cassado pelos vereadores por nove votos a três na sessão desta terça-feira (21) à noite. Nespolo teria usado a estrutura e recursos da Câmara Municipal para entrar com processos na Justiça de seu interesse particular.

Uma ação foi proposta contra o site Google Brasil Internet e contra alguns meios de comunicação de Campo Mourão. Entre os processos estava a tentativa de impedir a exibição de vídeo que ele considerava ofensivo. Um servidor municipal também levou a denúncia ao Ministério Público, que ajuizou Ação Civil Pública. A partir de denúncia de improbidade administrativa e falta de decorro parlamentar por parte do vereador, protocolada pelo servidor municipal Osmar Lima Barbosa Filho, a Comissão de Legislação e Redação da Câmara Municipal apurou o caso ao longo dos últimos meses e o parecer final do relator foi pela perda imediata do mandato.

A sessão ordinária da Câmara Municipal, com o plenário completamente tomado, foi tumultuada e exigiu reforço policial e até a presença de uma equipe do Samu para atender a um familiar do vereador cassado que passou mal. Por diversas vezes, a sessão foi interrompida por manifestações do público, vereadores discutiram em vários momentos e o projeto foi debatido por mais de duas horas. Os pronunciamentos de vereadores que integram a Comissão de Legislação e Redação e outros que posicionaram-se pela cassação, detalhando as irregularidades cometidas e as etapas do processo de apuração do caso, foram alternados com o discurso de Pedrinho Nespolo e de vereadores que foram contrários a perda de mandato alegando cerceamento no direito de defesa e de abuso de poder por parte da comissão.

Com informações da Câmara de Campo Mourão

Michel Temer se reúne com sindicalistas em Curitiba

22 outubro, 2014 às 13:37  |  por Narley Resende
Foto: arquivo / Valquir Aureliano / Bem Paraná

Foto: arquivo / Valquir Aureliano / Bem Paraná

O Movimento Sindical Suprapartidário de Curitiba e a Federação Nacional dos Frentistas devem reunir sindicalistas com vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) para organizar ações de apoio à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). O encontro está marcado para esta quarta-feira (22), no Hotel Raddisson Curitiba, na Avenida Sete de Setembro, 5190, no bairro Batel.

O movimento é liderado pelo Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis (Sinpospetro). Cerca de trinta sindicatos organizaram no movimento. Depois da reunião com os sindicalistas, o vice-presidente concederá entrevistas e deve se reunir com lideranças políticas locais.

Estreante na Assembleia, Paulo Litro propõe “Meu primeiro emprego”

22 outubro, 2014 às 13:32  |  por Ivan Santos

noticia_875872_img1_4f1 Foto: Franklin de Freitas

Um dos três deputados estaduais mais jovens eleitos neste ano, Paulo Litro (DEM), filho da deputada estadual Rose Litro e do ex-deputado Luiz Fernandes Litro, pretende dar continuidade ao trabalho do pai e da mãe na Assembleia Legislativa. O pai foi impedido de registrar candidatura nas eleições de 2010 porque havia um processo de improbidade administrativa contra ele no Superior Tribunal de Justiça. Na época ele conseguiu eleger a esposa Rose Litro. Neste ano, a esposa não concorreu à reeleição e o filho de 22 anos, Paulo Litro vai representar a família no Legislativo Paranaense pela quinta vez consecutiva.

O jovem advogado, recém-formado, solteiro e sem filhos, teve breve experiência profissional em cargos comissionados no governo do Paraná, nos últimos dois anos. O primeiro projeto que Paulo Litro pretende apresentar, já no início da Legislatura, é o “Meu Primeiro Emprego Paranaense”.

Bem Paraná – Antes de se eleger, em quais lugares o senhor trabalhou?
Paulo Litro
- Trabalhei na Casa Civil do Paraná e na Secretaria para Assuntos Estratégicos do Paraná.

BP – Qual era sua função?
Litro
- Eu trabalhava no núcleo jurídico da administração da Casa Civil e na Secretaria de Assuntos Estratégicos eu era assessor.

BP – O senhor se elegeu com 22 anos, relativamente novo. Por que tentou a eleição?
Litro
- Eu me criei no meio da política, meu pai foi três vezes deputado, foi vereador, a minha mãe atualmente exerce o mandato dela (na Assembleia) e desde pequeno aprendi a gostar da política, vi quanto é bom e gratificante fazer um trabalho de resultados e que ajude diretamente as pessoas.

Leia a entrevista completa no Bem Paraná

PMDB põe caso Pessuti em “banho maria”

22 outubro, 2014 às 13:28  |  por Ivan Santos

noticia_561222_img1_3f1 (1) Foto: Franklin de Freitas

Tudo indica que o PMDB do Paraná dificilmente levará à frente a intenção de punir com a expulsão do partido o ex-governador Orlando Pessuti, que apareceu na reta final do primeiro turno da campanha no programa eleitoral do governador Beto Richa (PSDB) na televisão para pedir que os paranaenses não votassem no candidato da legenda ao governo, senador Roberto Requião (PMDB). Vinte dias depois, o processo disciplinar aberto contra Pessuti pelo Diretório Estadual do PMDB não andou, e a única sanção aplicada pela sigla foi a suspensão das atividades partidárias do ex-governador por 60 dias.

A suspensão, recomendada pela relatora do processo no Conselho de Ética do PMDB, Márcia Ferreira, tem pouco efeito prático, limitando-se a impedir Pessuti de na eleição da Comissão Executiva Estadual do PMDB, marcada para o dia 15 de novembro. O presidente do Conselho de Ética, Sérgio Marchauek disse que encaminhou um “pedido de documentos” ao diretório estadual do PMDB para que fosse dada continuidade ao processo contra Pessuti. “Encaminhei duas ‘GRs’ ao diretório estadual e agora vou esperar até quarta-feira”, afirma.

Depois da chegada dos documentos, o ex-governador deve ser chamado para depor e esclarecer os motivos que o levaram a agir contra o candidato do partido. Marchauek não explica quais são os documentos pendentes. A reunião do conselho foi realizada no dia 15 de outubro. “Depois que recebermos os documentos vamos esperar para analisar. Não tem prazo”, desconversa.

Leia a matéria completa no Bem Paraná

Projeto que isentava IPTU de grandes clubes de futebol é arquivado

21 outubro, 2014 às 18:57  |  por Narley Resende
Foto: reprodução / Paulo Rink / Facebook

Foto: reprodução / Paulo Rink / Facebook

A Comissão de Legislação, Justiça e Redação da Câmara de Curitiba decidiu arquivar o projeto que pretendia isentar clubes profissionais de futebol do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).  A matéria, de autoria do vereador Paulo Rink (PPS), foi relatada por Toninho da Farmácia (PP) que, nesta terça-feira (21), posicionou-se contra a tramitação. Ao todo, o colegiado analisou 16 propostas, aprovou quatro e arquivou duas.

Na última semana, Toninho havia apresentado um parecer por devolução ao autor para correções, mas decidiu retificá-lo. “Acho que não é justo um clube profissional deixar de pagar imposto. A norma não vem trazer nenhum benefício aos cidadãos, e sim prejuízo ao município”, afirmou aos demais integrantes da comissão. Em seu parecer, ele também apontou problemas técnicos.

A proposta em pauta pretendia alterar a lei complementar 10/1994, que já isenta do pagamento do IPTU clubes amadores filiados à Federação Paranaense de Futebol. A partir de 2015, o benefício seria dado também aos clubes profissionais. Esta isenção seria do imposto incidente sobre os imóveis que abrigam seus estádios, centros de treinamento e sedes.

Com informações da Câmara de Curitiba

Eleitores só podem ser presos em flagrante, a partir desta terça-feira

21 outubro, 2014 às 17:40  |  por Narley Resende

eleitor-preso

A partir desta terça-feira (21), nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo em flagrante delito. A regra do Código Eleitoral vale até 48 horas depois do fim das eleições. A medida restringe a uma única condição prévia a possibilidade de o candidato vir a se afastar da campanha por força de uma ação policial em determinado período do processo eleitoral.

Já os candidatos não podem ser presos desde 15 dias antes das eleições. O candidato que concorrer ao segundo turno para presidente da República ou governador já não pode ser detido desde o dia 11 deste mês.

Laranja de Yousseff afirma que doleiro “trabalhava para o PSDB”

21 outubro, 2014 às 15:59  |  por Narley Resende
Ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra – morto em março de 2014, vítima de câncer. Foto: reprodução / PSDB

Ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra – morto em março de 2014, vítima de câncer. Foto: reprodução / PSDB

O suposto laranja do doleiro Alberto Yousseff nas indústrias de medicamentos Labogen, Leonardo Meirelles, disse nesta segunda-feira (20) à Justiça Federal do Paraná em Curitiba, que o doleiro “trabalhava para o PSDB, com o senador Sérgio Guerra”, ex-presidente do partido.

Segundo o advogado Haroldo Nater, ao jornal Folha de São Paulo, o cliente dele teria dito que outros tucanos estão envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro descoberto pela Operação Lava Jato da Polícia Federal. O suposto laranja não foi autorizado pelo juiz Sergio Moro a citar nomes porque os políticos têm direito a foro privilegiado.

Mesmo contestado por vereadora, título é concedido a centro espírita

21 outubro, 2014 às 14:28  |  por Narley Resende
Foto: divulgação/CMC

Foto: divulgação/CMC

Mesmo sob protestos da vereadora Carla Pimentel (PSC), foi concedido nesta terça-feira (21), o título de utilidade pública ao Centro Espírita Tribo do Caboclo Pena Branca, adepto da Umbanda. A proposta de concessão do título feita pelo vereador Aldemir Manfron (PP) chegou a ser adiada por três sessões depois que a vereadora do PSC mobilizou a bancada evangélica da Câmara Municipal de Curitiba para votar contra o projeto. Com 25 votos a favor e sete contra, foi aprovado em segundo turno o projeto discutido nas últimas semanas.

A vereadora Carla Pimentel argumentou que pediu o adiamento por questões técnicas e nega influência religiosa. “Não podemos ter mais um equívoco nessa discussão, quando nós estamos falando do trabalho religioso, o nosso respeito, tem que ficar claro que não entramos no mérito religioso”, garante. A assessoria da vereadora publicou um texto se referindo ao centro espírita como “centro de macumba”. A referência pejorativa causou revolta entre adeptos da Umbanda, simpatizantes ou defensores da igualdade e respeito étnico-religioso.

Com a proposta aprovada, o autor, vereador Manfron, defendeu a regularidade do projeto. “Passou por todas as comissões e isso é o Jurídico que faz a análise, já foi votado e aprovado”, sentenciou.