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Veja antecipa edição e diz que Lula e Dilma sabiam de corrupção na Petrobras

23 outubro, 2014 às 19:10  |  por Narley Resende

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A Revista Veja promete antecipar a publicação desta semana para sexta-feira em uma tentativa de divulgar uma “bomba” na véspera da eleição presidencial. Tradicionalmente publicada aos sábados e distribuída aos domingos, a revista já mostrou a capa, antecipada nesta quinta-feira e publicada na internet.

Uma suposta “revelação” do doleiro preso na Operação Lava Jato Alberto Youssef, a que a revista diz ter conseguido acesso seria a prova de que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula sabiam do esquema de desvio de recursos da Petrobras, comandado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa e operado por Youssef. “Eles sabiam de tudo”, diz a revista em uma clara tentativa de prejudicar a campanha petista.

No Datafolha, Dilma tem 53%, e Aécio, 47%

23 outubro, 2014 às 16:34  |  por Ivan Santos

Na pesquisa Datafolha divulgada hoje, Dilma Rousseff (PT) tem 53% dos votos válidos contra 47% de Aécio Neves (PSDB). A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

De acordo com o Datafolha, a presidente Dilma Rousseff (PT) tem uma vantagem inédita sobre Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial. No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 22, Dilma tinha 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos.

Nos votos totais, com a inclusão dos votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, Dilma 48%, Aécio, 42%. Brancos e nulos somam, 5%; não sabe, 5%.

O Datafolha ouviu 9.910 eleitores em 399 municípios nos dia 22 e 23 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01162/2014.

Dilma tem 54%, e Aécio, 46% dos votos válidos, diz pesquisa Ibope

23 outubro, 2014 às 16:29  |  por Ivan Santos

Pesquisa Ibope divulgada hoje aponta que a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) tem 54% das intenções de votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 46% do candidato do PSDB, 46%. Nessa modalidade, utilizada pela Justiça Eleitoral para calcular o resultado final da eleição, com a exclusão dos votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 15, Aécio tinha 51% e Dilma, 49%.

Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são 49% para Dilma e 41% para Aécio. Outros 7% declaram intenção de anular ou votar em branco e 3% não sabem ou não responderam.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01168/2014.

42% dos eleiotres disseram que não votariam de jeito nenhum em Aécio, e 36% rejeitam Dilma.

Temporal faz TRE alterar local de votação de 15 mil eleitores em Campo Largo

23 outubro, 2014 às 16:21  |  por Narley Resende

Mais de 15 mil pessoas com domicílio eleitoral em Campo Largo (região metropolitana) tiveram o local de votação alterado depois do temporal que atingiu o município na sexta-feira passada. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) precisou alterar três locais de votação da cidade porque os danos causados pelo temporal impossibilitaram de receber eleitores.

Os colégios Presidente Kennedy, Clotário Portugal, ERCE e Sete de Setembro tiveram danos causados pela chuva e os eleitores deverão votar no Ginásio de Esportes Rondinha, o Polentão.  Já quem vota no Colégio Municipal Macedo Soares e na Escola Municipal Reino da Loucinha passa a votar na Escola Municipal Carlos Drummound de Andrade. Quem votava na Escola Albina Gregoleti deve procurar o Centro de Atenção à Criança e ao Adolescente (CAIC).

Endereços:

Ginário de Esportes Rondinha (Polentão): BR 277, número 90.

Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade: Rua XV de Novembro, 2500, bairro Bom Jesus.

Centro de Atenção à Criança e ao Adolescente (CAIC): Rua Alcebiades Guimarães, s/n, bairro Águas Claras.

comunicado

Um ano depois, Câmara de Curitiba discute o passe livre

23 outubro, 2014 às 13:30  |  por Narley Resende
Foto: Valquir Aureliano / Bem Paraná

Foto: Valquir Aureliano / Bem Paraná

Depois de ficar um ano parado, o projeto de lei de iniciativa popular para instituir o passe livre na capital começou a tramitar na Câmara Municipal de Curitiba. A Comissão de Participação Legislativa da Casa acatou, ontem, que a sugestão seja convertida em projeto de lei e passe a tramitar normalmente no Legislativo.

Apresentada em outubro do ano passado por movimentos populares na esteira das manifestações de junho de 2013, a proposta estabelece o direito à gratuidade da passagem nos ônibus da frota pública todos os estudantes e os desempregados cadastrados no Sistema Nacional de Emprego (Sine), em quaisquer linhas e horários.

Documentos protocolados para viabilizar o projeto chegaram a serem perdidos na Câmara, segundo membros da Frente de Luta pelo Transporte (FLPT), responsável pelo texto. Um dos motivos alegados pela Câmara para justificar a demora na tramitação do projeto seria a falta de documentos que viabilizassem a formalização da proposta. A tramitação do projeto do passe livre foi acordada entre os vereadores de Curitiba e membros da FLPT no dia 16 de outubro do ano passado, após o término da ocupação do plenário da Câmara Municipal.

A ex-coordenadora de movimento estudantil do Centro Acadêmico Hugo Simas, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Debora Padela acusa o Legislativo de extraviar os documentos para atrasar o projeto. “Eles afirmaram que a gente não tinha entregado (os documentos), o que é mentira. Nós tivemos que providenciar todos os documentos de novo”, relata.

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Deputada mais jovem aposta em “experiência internacional”

23 outubro, 2014 às 13:08  |  por Narley Resende
Foto: Valquir Aureliano / Bem Paraná

Foto: Valquir Aureliano / Bem Paraná

A mais jovem deputada eleita, com 22 anos, para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa, Maria Victoria Borghetti Barros (PP), quer contribuir com o Paraná trazendo seu conhecimento adquirido durante o quarto de vida (mais de cinco anos) morando fora do Brasil. A filha do deputado federal Ricardo Barros (PP) e da vice-governador eleita Cida Borghetti (PROS) – sobrinha do ex-prefeito de Maringá Sílvio Silvio  Magalhães  Barros II (PHS) e neta do também ex-prefeito de Maringá Silvio  Magalhães  Barros I – estudou na Suíça por cinco anos, fez trabalhos voluntários na África e na China, e adotou a educação como bandeira.

A jovem deputada estadual fez questão de não usar os nomes da família na urna e na campanha. “Eu usei Maria Victória. Não usei nem Borghetti nem Barros e 70% da população não sabia que eu era filha deles”, garante. A educação em internato europeu e a postura ativista não lhe deram oportunidade de ter um emprego nos 22 anos de vida, mas conseguiu tempo para ser proprietária de uma escola bilíngue em Maringá. “Fui Cross-Training no Hotel Radisson”, pondera. Maria Victoria tem discurso articulado e postura ofensiva, não deixa pergunta sem resposta.

Bem Paraná – A sua entrada na política foi por recomendação familiar, foi estimulada a sair candidata, por que você resolveu ser deputada estadual tão jovem?

Maria Victoria – A política está no sangue, de fato, é o que gosto de fazer e o que me motiva a acordar todos os dias de manhã é a questão de servir, ajudar as pessoas. É claro que aprendi isso em casa, desde muito pequena acompanhando o Ricardo Barros, a Cida Borghetti, é uma trajetória política que vem desde o meu avô quando se elegeu a primeira vez vereador em Maringá em 1960. Desde então, a gente vem traçando a “boa política” e é o que o Brasil está precisando. Por isso me dispus a dar continuidade a esse trabalho trazendo inovações, novas ideias, uma visão de mundo diferenciada para poder contribuir sempre, principalmente na linha educacional.

BP – Qual a mudança política a senhora traria, diferente dos seus pais, tio e avô que estão na política há décadas? A sua campanha fala em novas ideias, quais seriam as novas ideias?

Victoria – Pude estudar, graças ao esforço do meu pai, por cinco anos na Suíça. Trabalhei na China por seis meses, fiz serviços comunitários na África por dois meses quando ainda tinha 16 anos – trabalhei nas aldeias. Apesar da pouca idade, tenho uma grande experiência de vida que me foi proporcionada e eu aceitei. Aceitei as oportunidades e fui aprender. Com certeza, essa visão de exatamente como funcionam as linhas educacionais de outros países – inclusive estou retornando do México, onde pude participar de uma conferência sobre a primeira infância em Monterey e onde pude conhecer os Cendis (Centros de Desarrollo Infantil del Frente Popular “Tierra e Libertad”), os centros educacionais de desenvolvimento infantil, e pudemos trazer muitas ideias. Os Cendis já receberam milhares de prêmios internacionais, muito em razão da dedicação que eles têm – educacional, cultural, de princípios, valores, de 0 a 6 anos. Os programas que eles têm incluem pré-natal. Pudemos conversar muito com o doutor Bernardo (Aguilar, coordenador de qualidade dos Cendis, no México), que é quem começou esse trabalho, e faremos o que a gente puder fazer para trazer essa inovação para o Brasil. Assim como dissipei esse evento tem muitos outros que pude vivenciar, na maioria na área educacional, que é a minha área. Tenho uma escola bilíngue que administro em Maringá, faço parte do Sindicato das Escolas Particulares – sou da diretoria do sindicato – e isso tudo foi me dando bagagem para eu contribuir. Esse é o desejo.

BP – Qual projeto você pretende apresentar, já tem alguma coisa pronta para defender no início da Legislatura?

Victoria – Temos alguns projetos prontos para apresentar de cara, assim que assumirmos. A primeira coisa que tenho vontade de fazer é dar continuidade a uma ideia que tive há dois anos quando sugeri a implementação do inglês nas escolas públicas (municipais) de Maringá, na educação infantil, do primeiro ao quinto ano. O prefeito Roberto Puppin aceitou e o inglês já é realidade em todas as escolas públicas municipais e o Ideb de Maringá aumentou 0,5%, o que é muito significativo. Enquanto deputada estadual, quero fazer a articulação com todos os prefeitos do Paraná para que eles possam implementar em seus municípios e dar essa oportunidade a todas as crianças paranaenses.

BP – Nas escolas públicas estaduais o inglês faz parte do currículo há muitos anos. O problema é a qualidade do ensino.

Victoria – É parte nas escolas estaduais, estou propondo que as escolas municipais adotem o inglês porque quanto mais cedo, mais fácil de aprender. As crianças, de acordo com estudos das melhores universidades do mundo, quando aprendem duas línguas simultaneamente logo no início têm um desenvolvimento cerebral mais aguçado, é uma criança mais preparada. É para isso que nós vamos trabalhar.

BP – Com relação à representatividade, a senhora herdou muitos votos da sua família… (interrompe)

Victoria – Sem usar o sobrenome deles. Eu usei Maria Victória. Não usei nem Borghetti nem Barros e 70% da população não sabia que eu era filha deles. Nós fizemos um trabalho de reconhecimento, justamente, por ambos terem uma reputação tão positiva, da qual eu me orgulho de fazer parte, ainda 30% ou mais votaram em mim sem o conhecimento de que sou filha deles porque não usei o sobrenome.

Votação

“Essa eleição é de inovação”

Bem Paraná – Por qual motivo você acha que os eleitores votaram na senhora?

Maria Victoria – Porque essa eleição é de inovação. As pessoas estão procurando novas ideias, estão procurando sangue jovem, as pessoas que, de fato, queiram fazer a diferença. Acredito que eu os convenci com as minhas propostas, com as minhas boas intenções.

BP – Algumas pessoas reclamaram que a senhora não votava em Maringá, mas que pedia muitos votos lá, e existe uma campanha informal para que se vote em candidatos locais, e os eleitores cobram um comprometimento regional. No seu mandato tem esse comprometimento?

Victoria – Sou deputada estadual e obtive votos em quase 90% dos municípios paranaenses. Por isso me credito a ser deputada no Paraná. Tenho família em Maringá, tenho família em Curitiba, mas independente disso sou a deputada do Paraná.

BP – A sua juventude pode ser um problema para debater com deputados mais experientes?

Victoria – Estou preparada e usarei a sabedoria dos deputados que já estão na Casa para que eu possa contribuir com o meu conhecimento. Tenho certeza que eles também vão se beneficiar com nossas novas ideias e vontade de fazer a diferença.

BP – A senhora disse que trabalhou em outros países, fez trabalhos voluntários, mas já teve algum trabalho remunerado no Brasil, já teve um emprego?

Victoria – Trabalhei no Hotel Radisson em Curitiba, na verdade foi um estágio, um “Cross-Training”, que teve uma remuneração de estagiário e eu assumi a presidência estadual da juventude progressista já há um ano e meio, onde pude realizar vários projetos educacionais na questão do combate ao crack, do conhecimento democrático que está ausente das escolas há alguns anos. Estão (as escolas) formando uma geração sem conhecimento democrático algum e é um dos projetos que vou levar para a Assembleia Legislativa.

CPI pode convocar Alvaro Dias, Gleisi, Hauly e Paulo Bernardo

22 outubro, 2014 às 19:13  |  por Narley Resende

cpmi

A disputa eleitoral contaminou de vez os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, ontem. Em um mesmo dia, aliados do governo Dilma Rousseff pediram a convocação do candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, e dos parlamentares paranaenses – senador Álvaro Dias (PSDB) e deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB). Do outro lado, parlamentares de oposição apresentaram requerimentos para que a senadora e ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT) e seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

As convocações são fruto das denúncias feitas desde a semana passada pelo ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa e outros envolvidos no escândalo de desvio de recursos da estatal para pagamento de propina a políticos. Na semana passada, veio à tona depoimento de Costa – preso na operação Lava Jato – depoimento dado por ele ao Ministério Público Federal, apontando que o ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, teria recebido R$ 10 milhões do esquema em 2009 para ajudar a abafar a investigação de outra CPI sobre os negócios da companhia. Guerra integrava a comissão junto com o senador Álvaro Dias (PSDB). Ambos deixaram a CPI alegando que a base do governo impedia qualquer investigação.

Na terça-feira, Leonardo Meirelles – “laranja” do doleiro Alberto Youssef, também preso na operação Lava Jato – afirmou em depoimento à Justiça Federal que além de Guerra, outro político da região de Londrina teria recebido recursos do esquema, sem dar nomes.

Além disso, Costa também afirmou ao MPF que Gleisi Hoffmann teria recebido R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010, a pedido de Youssef. Segundo ele, a informação poderia ser confirmada através de anotações feitas em uma agenda apreendida pela Polícia Federal, na qual constariam as iniciais “PB”, referentes a Paulo Bernardo.

O líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), disse que a CPI não pode funcionar “em clima eleitoral”, mas confirmou que orientou a bancada a apresentar requerimentos pedindo a convocação do senador reeleito Alvaro e de Aécio Neves, que acumula a presidência nacional do partido. “O outro (ex-presidente nacional da legenda Sérgio Guerra) morreu, mas a responsabilidade é a mesma”, afirmou. O deputado federal Afonso Florence (PT-BA) foi quem pediu a convocação de Alvaro e Hauly.

Doleiro nega ter “trabalhado” para o PSDB

22 outubro, 2014 às 14:54  |  por Ivan Santos

youssef

O doleiro Alberto Youssef – preso na operação Lava Jato sob a acusação de comandar um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina a políticos e partidos – negou, através de seus advogados, ter repassado dinheiro a parlamentares do PSDB. Ontem, em depoimento à Justiça Federal, um dos “laranjas” de Youssef, Leonardo Meirelles- dono do laboratório Labogen – afirmou que o doleiro teria repassado dinheiro a outro parlamentar tucano, além do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, morto em março deste ano. Na semana passada, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também preso na mesma operação, afirmou ter pago R$ 10 milhões a Guerra para que ele ajudasse a “enterrar” a CPI da Petrobras em 2009.

Guerra e o senador Álvaro Dias eram os dois tucanos que integravam a comissão, e deixaram a CPI alegando que os aliados do governo impediam qualquer investigação. No depoimento revelado ontem, o sócio de Youssef afirmou que além do ex-presidente do PSDB, um outro parlamentar, de Londrina – cidade do doleiro – teria recebido recursos do esquema.

Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo de hoje, a defesa de Youssef nega as informações e pretende pedir um pedido de impugnação do depoimento de Meirelles. O advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende Youssef, disse que pedirá ainda uma acareação entre os dois – o doleiro e Meirelles são réus em um dos processos da Operação Lava Jato, sobre superfaturamento nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

“Meu cliente afirma peremptoriamente que nunca falou com Sérgio Guerra, nunca teve negócio com ele e nunca trabalhou para o PSDB”, afirmou.

Meirelles é apontado como laranja de Youssef no laboratório Labogen, indústria de remédios que estava falida e que o doleiro usou para tentar conquistar um contrato milionário com o Ministério da Saúde, na gestão do então ministro Alexandre Padilha, para fornecimento de medicamentos. Segundo o Ministério, o contrato não chegou a ser assinado.

O negócio teria sido intermediado, segundo a PF, pelo deputado federal André Vargas (sem partido-PR), que foi flagrado usando um jato pago pelo doleiro. Meirelles afirmou à Justiça Federal, em audiência da segunda feira, 20, que Youssef trabalhava também com o PSDB, além dos partidos PT, PMDB e PP.

Ele disse ter ouvido o doleiro citar o nome de Guerra em uma conversa telefônica e ainda citou “um outro parlamentar” tucano da mesma região do doleiro.

Presidente da Câmara de Campo Mourão tem mandato cassado

22 outubro, 2014 às 14:24  |  por Narley Resende
Foto: reprodução / Google

Foto: reprodução / Google

O presidente da Câmara Municipal de Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), Pedro Nespolo (SDD), teve o mandato cassado pelos vereadores por nove votos a três na sessão desta terça-feira (21) à noite. Nespolo teria usado a estrutura e recursos da Câmara Municipal para entrar com processos na Justiça de seu interesse particular.

Uma ação foi proposta contra o site Google Brasil Internet e contra alguns meios de comunicação de Campo Mourão. Entre os processos estava a tentativa de impedir a exibição de vídeo que ele considerava ofensivo. Um servidor municipal também levou a denúncia ao Ministério Público, que ajuizou Ação Civil Pública. A partir de denúncia de improbidade administrativa e falta de decorro parlamentar por parte do vereador, protocolada pelo servidor municipal Osmar Lima Barbosa Filho, a Comissão de Legislação e Redação da Câmara Municipal apurou o caso ao longo dos últimos meses e o parecer final do relator foi pela perda imediata do mandato.

A sessão ordinária da Câmara Municipal, com o plenário completamente tomado, foi tumultuada e exigiu reforço policial e até a presença de uma equipe do Samu para atender a um familiar do vereador cassado que passou mal. Por diversas vezes, a sessão foi interrompida por manifestações do público, vereadores discutiram em vários momentos e o projeto foi debatido por mais de duas horas. Os pronunciamentos de vereadores que integram a Comissão de Legislação e Redação e outros que posicionaram-se pela cassação, detalhando as irregularidades cometidas e as etapas do processo de apuração do caso, foram alternados com o discurso de Pedrinho Nespolo e de vereadores que foram contrários a perda de mandato alegando cerceamento no direito de defesa e de abuso de poder por parte da comissão.

Com informações da Câmara de Campo Mourão

Michel Temer se reúne com sindicalistas em Curitiba

22 outubro, 2014 às 13:37  |  por Narley Resende
Foto: arquivo / Valquir Aureliano / Bem Paraná

Foto: arquivo / Valquir Aureliano / Bem Paraná

O Movimento Sindical Suprapartidário de Curitiba e a Federação Nacional dos Frentistas devem reunir sindicalistas com vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) para organizar ações de apoio à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). O encontro está marcado para esta quarta-feira (22), no Hotel Raddisson Curitiba, na Avenida Sete de Setembro, 5190, no bairro Batel.

O movimento é liderado pelo Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis (Sinpospetro). Cerca de trinta sindicatos organizaram no movimento. Depois da reunião com os sindicalistas, o vice-presidente concederá entrevistas e deve se reunir com lideranças políticas locais.