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Vice de Requião é acusada de uso irregular de verba da Assembleia

30 setembro, 2014 às 19:23  |  por Narley Resende
Foto: Arquivo JE

Foto: Arquivo JE

Uma denúncia anônima na semana de véspera das eleições acusa a deputada federal Rosane Ferreira (PV), candidata a vice-governadora na chapa do senador Roberto Requião (PMDB), de usar verbas indenizatórias da Assembleia Legislativa em 2010 para pagar despesas pessoais. Segundo os documentos enviados ao jornal, a deputada teria incluído faturas pessoais de água, luz e telefone e compra de material de decoração como despesas para pagamento da Assembleia nos dois últimos meses do mandato de deputada estadual naquele ano.

A candidata garante que não existe irregularidade nos documentos apresentados. A verba de ressarcimento da Assembleia é destinada ao reembolso de despesas com passagens, telefones, correspondência, moradia, refeições, combustível, aluguel e manutenção do escritório, aluguel de veículos, diretamente relacionadas com o exercício do mandato parlamentar e a denúncia afirma que Rosane teria usado o R$ 61.105,45 para pagar despesas pessoais. Segundo ela, a legislação que garante a verba de ressarcimento para despesas dos deputados em exercício do mandato não foi descumprida. “A afirmação de que utilizei a verba de ressarcimento para pagamento de ‘despesas particulares’ não é verdade, uma vez que possuo sim um escritório parlamentar na cidade de Araucária e todas as despesas e notas apresentadas são referentes a este imóvel”, garante.

De acordo com os documentos, em 9 de outubro de 2010, a Assembleia Legislativa pagou diversas despesas que variam de R$ 1 mil a R$ 3 mil referentes ao pagamento de um telefone fixo na Praça Vicente Machado em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Rosane afirma que este é o endereço do escritório parlamentar dela e não existe irregularidade. Parte do ressarcimento foi destinada a pagar anúncios em jornais e produção de outdoors. Um cheque de R$ 963,00, referente a “tampas em granito” também foi compensado como gastos parlamentares. Rosane anexou a cópia de um cheque pessoal, do Banco do Brasil, comprovando que pagou o item para o escritório, porém não comentou a necessidade do adereço. “Quem me conhece e acompanha meu trabalho parlamentar, sabe que o imóvel se encontra ao lado do consultório médico de meu marido, não se confundindo com este, tanto que as faturas são em meu nome e não no dele. As despesas referentes a rádio, jornal e outdoors são relacionadas à divulgação de atividades parlamentar, ou seja, prestação de contas do mandato. Diante de todo o exposto, as declarações trazidas pela matéria são infundadas, caluniosas e induzem o leitor ao erro”, responde.

Cada deputado pode ser ressarcido em até R$ 31,4 mil por gastos efetuados pelo gabinete. Os gastos podem ser feitos em 28 finalidades específicas (transporte, combustíveis, divulgação, serviços gráficos, alimentação, etc). Caso o deputado deixe de gastar esse valor em um mês, pode usar a diferença como crédito no mês seguinte.

Panfleto de Requião é apreendido por dizer que Richa “aumentou conta de luz”

30 setembro, 2014 às 18:30  |  por Narley Resende

copel

Uma nova remessa de panfletos da campanha do candidato ao governo do Paraná e senador Roberto Requião (PMDB) foi apreendida pela Justiça Eleitoral nesta terça-feira (30) por afirmar em seu conteúdo que o então governador Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição, “aumentou a luz em 25%”. Esta é a segunda decisão da Justiça com intenção de impedir que Requião divulgue esta informação por meio de panfletos de campanha.

Na decisão, o juiz Leonardo Castanho Mendes ressaltou que a publicação não deixa claro que a Agência Nacional de Energia homologou o aumento proposto pela Copel – concessionária do fornecimento cujo acionista majoritário é o Estado. “O reajuste passa sempre pela intervenção da agência reguladora federal, na qual não tem nenhuma influência o governo estadual. Ao omitir esse dado essencial em sua campanha, o representado certamente pretende se beneficiar do desconhecimento daqueles que não estão familiarizados com a sistemática de regulação dessa espécie de serviço público”, esclarece o juiz.

A defesa de Requião alegou que os panfletos trazem apenas crítica ao governo de Beto Richa. “Não transbordaram o direito de livre manifestação do pensamento; o panfleto está devidamente identificado com os nomes da Coligação e dos Candidatos”, defende. A Justiça rejeitou o argumento em primeira instancia e caso o panfleto volte a circular sem autorização da Justiça, a multa aplicada por dia de descumprimento deve ser de R$ 10 mil.

A partir desta terça-feira, eleitores só podem ser presos em flagrante

30 setembro, 2014 às 17:54  |  por Narley Resende

eleitor

A partir desta terça-feira (30), os eleitores só podem ser presos ou detidos em flagrante. Até 48 horas depois do encerramento das eleições, a legislação proíbe que os eleitores sofram qualquer medida de detenção por processo ou mandado da Justiça. A determinação do Código Eleitoral garante ao eleitor direito ao voto e afasta qualquer tentativa de coação por parte de instituições ou autoridade. Os candidatos já não podem ser presos desde o último dia 20 de setembro. Em caso de segundo turno, entre o dia 21 de outubro até 48 horas depois da votação, os eleitores voltam a receber a garantida da legislação eleitoral e são impedidos de serem presos, salvo em flagrante.

Richa tem 47%, Requião, 28% e Gleisi, 9% dos votos, segundo Ibope

29 setembro, 2014 às 19:18  |  por Narley Resende

richa requiao gleisi

A pesquisa do Instituto Ibope divulgada nesta segunda-feira (29) para medir intenções de voto aos candidatos ao governo do Paraná mostra o candidato à reeleição Beto Richa com 47%; Roberto Requião (PMDB), com 28%; Gleisi Hoffmann (PT), 9%; e Ogier Buchi (PRP), com 1%.. Bernardo Pilotto (PSOL); Geonisio Marinho (PRTB); Rodrigo Tomazini (PSTU); e Tulio Bandeira (PTC) somados não foram citados por 1% dos entrevistados. Eleitores que disseram votar em branco ou nulo somam 7% e não sabe/não respondeu são 7% dos entrevistados.

Beto Richa manteve os mesmos 47% da última pesquisa Ibope, divulgada no dia 19 de setembro. Já Requião, caiu dois pontos e Gleisi também perdeu votos. A candidata do PT estava com 12% e agora foi cidadã por 9% dos entrevistados. Os eleitores que disseram votar branco ou nulo subiram de 4% para 7%, segundo o Ibope. E os eleitores indecisos passaram de 5% para outros 7%.

A próxima pesquisa Ibope antes do primeiro turno deve ser divulgada no sábado (04) de véspera das eleições. O registro da sondagem foi feito ontem e deve ser a última pesquisa do primeiro turno – chamada boca de urna.

A sondagem encomendada pela RPC-TV foi realizada entre os dias 26 e 28 de setembro e foram entrevistados 1.204 eleitores em 65 municípios do Paraná. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Beto Richa (PSDB): 47%

Requião (PMDB): 28%

Gleisi Hoffmann (PT): 9%

Ogier Buchi (PRP): 1%

Bernardo Pilotto (PSOL): 0%

Geonisio Marinho (PRTB): 0%

Rodrigo Tomazini (PSTU): 0%

Tulio Bandeira (PTC): 0%

Brancos e nulos: 7%

Não sabe/não respondeu: 7%

Os outros candidatos somados têm 1%.

Segundo turno:

A pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (29) também simulou segundo turno entre os três candidatos melhores colocados. Em um cenário disputado por Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB), Richa teria 52% dos votos contra 33% de Requião, segundo o instituto. Entre os entrevistados pelo Ibope, 8% disseram votar branco ou nulo e 6% não souberam ou não quiseram responder.

Contra Glesi Hoffmann (PT) em um eventual segundo turno, Beto Richa venceria com 58% e a petista teria 25% da dos votos. Nesse cenário, os votos brancos e nulos seriam 11% e não sabe ou não respondeu somam 7% dos entrevistados pelo Ibope.

Rejeição:

Quando perguntados em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum, o candidato Roberto Requião é o que tem maior índice de rejeição, com 23% dos entrevistados. A candidata Glesi Hoffmann aparece com 22% de rejeição e Beto Richa tem 16%, segundo o Ibope. O candidato Tulio Bandeira é citado por 8% dos entrevistados. O candidato do PRP Ogier Buchi é rejeitado por 7% e Rodrigo Tomazini também por 7% dos ouvidos pelo instituto. Outros 6% votariam em qualquer um dos candidatos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) sob o número 00042/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR- 00886/2014.

No dia da “bala de prata”, Requião perde metade do tempo no programa eleitoral

29 setembro, 2014 às 18:24  |  por Narley Resende

bala de prata

O senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao governo do Paraná, perdeu metade do programam eleitoral gratuito no dia em que ameaça publicar uma “denúncia” que poderia “tirar” o candidato à reeleição Beto Richa (PSDB) do segundo turno. Nesta segunda-feira, o juiz Leonardo Castanho Mendes concedeu direito de resposta de um minuto dentro do tempo destinado a Requião no horário eleitoral gratuito na noite desta segunda-feira. Requião anunciou há uma semana que iria publicar uma “grande denúncia” contra o adversário. A chamada “bala de prata” pode ter sido comprometida pela redução drástica de tempo de TV.

A Corte do TRE-PR, nesta segunda-feira (29) à tarde negou recurso de Requião e manteve decisão do juiz auxiliar que concedeu direito de resposta a Beto Richa e a Coligação “Todos pelo Paraná” no horário eleitoral gratuito na televisão destinado a Requião. O juiz Leonardo Castanho Mendes concedeu direito de resposta por causa da acusação de Requião de que o então governador Beto Richa teria autorizado uma festa para comemorar o aniversário do PCC n a Penitenciária Estadual de Piraquara 2. O trecho impugnado continha o seguinte teor: “No dia trinta e um, do mês passado, na Penitenciária Estadual de Piraquara, com a complacência e autorização do diretor, comemorou-se o aniversário do PCC, da organização criminosa, com bolos e salgadinhos. (…) Minha gente, como está esse sistema não pode ficar. Diretor autorizando comemoração do aniversário do PCC.”

Panfletos são apreendidos em comitês de Gleisi e Requião

29 setembro, 2014 às 17:42  |  por Narley Resende

Em duas diligências no final de semana, a Justiça Eleitoral recolheu panfletos em comitês eleitorais dos candidatos ao governo Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB). Os mandatos de busca e apreensão em comitês das coligações “Paraná com Governo” e “Paraná Olhando para Frente” foram espedidos pela Justiça no final da semana passada depois de representações do candidato à reeleição Beto Richa (PSDB). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), foram apreendidos materiais declarados irregulares e de distribuição proibida.

No caso de Requião, o nome da coligação estava impresso em uma área não autorizada do panfleto. A formalidade é considerada irregular e foi necessário o recolhimento do material. Já no caso dos panfletos da campanha de Gleisi Hoffmann, segundo o TRE, o texto fazia acusações não comprovadas contra o candidato tucano e foram recolhidos por ofender a honra de Richa. O material dizia que Richa é suspeito de promover “caixa 2” na campanha do interior do Paraná. A afirmação não foi comprovada e não poderia ser explorada pela adversária, segundo a Justiça. 

O TRE não divulgou o número de panfletos recolhidos.

Arns assume governo até eleição

29 setembro, 2014 às 15:20  |  por Narley Resende
Foto: José Cruz/ABr - Agência Brasil

Foto: José Cruz/ABr – Agência Brasil

Pelo menos até o dia 5 de outubro, o vice-governador Flávio Arns (PSDB) vai administrar o Paraná. O candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB), pediu licença do cargo de governador nesta segunda-feira (29) para que até domingo se dedique à campanha nesta semana que antecede a votação. No primeiro dia de mandado, Arns cumpriu agenda de reuniões com a Secretaria da Educação, Casa Civil e com o Tribunal de Justiça do Paraná.

Ex-secretário da Educação, Flávio Arns não concorre a cargo eletivo neste ano. Ele chegou a ser cogitado para ser candidato a vice novamente na chapa de Richa, mas a deputada federal e presidente do Pros, Cida Borghetti, esposa do ex-secretário de Indústria e Comércio do Paraná Ricardo Barros (PP), foi escolhida na convenção do PSDB.

Vídeo de Álvaro Dias contra Richa é proibido em propagandas de adversários

28 setembro, 2014 às 18:59  |  por Narley Resende
Foto: reprodução/Youtube

Foto: reprodução/Youtube

Depois que as imagens do senador Álvaro Dias (PSDB), candidato à reeleição, fazendo críticas aos primeiros anos da administração do governador Beto Richa (PSDB) no Paraná foram usadas nas propagandas eleitorais dos candidatos ao governo Gleisi Hoffmann (PT), Roberto Requião (PMDB) e Geonísio Marinho (PRTB), respectivamente, foram proibidas pela Justiça Eleitoral. Os correligionários tucanos Álvaro Dias e Beto Richa já foram desafetos políticos entre 2010 e 2012 e a campanha de Gleisi “desenterrou” o vídeo dos anais do Youtube e municiou adversários do PSDB.

Os tucanos agora fazem parte da mesma chapa nas eleições e teriam se reconciliado. Sem sucesso, Álvaro Dias já havia tentado tirar o vídeo da propaganda de Gleisi. Agora, a Justiça, na visão do juiz Guido José Dobelli, entendeu que o vídeo passou por edição, apesar de as frases serem bem construídas, mesmo que separadamente. A frase dita por Álvaro Dias é a seguinte: “o Paraná vai mal. A impressão que fica é que quem se elegeu em 2010 (Beto Richa) não tomou posse até hoje. O Paraná não pode ser submetido à incompetência e desonestidade. Não é porque sou do mesmo partido do governador que vou ficar calado”. O mesmo juiz autorizou o uso do vídeo pela propaganda petista ao governo, mas voltou atrás. A decisão deste domingo (28) proibiu a veiculação do vídeo na propaganda eleitoral e determinou a retirada do Youtube, sob pena de multa que pode chegar a R$ 50 mil.

Panfleto de Requião que simula autoria de professores é proibido pela Justiça

28 setembro, 2014 às 17:22  |  por Narley Resende

requiao professores

O governador Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição, conseguiu na Justiça Eleitoral a proibição de um panfleto criado pela campanha do senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao governo, que simulava ter sido assinado por professores. Apesar de conter a identificação da campanha como autora do panfleto, a coligação de Requião escreve em nome de professores da Rede Estadual de Ensino.

Segundo o juiz Leonardo Castanho Mendes, o panfleto demonstra ter sido criado por professores. “Na espécie, o panfleto, após tecer diversas críticas ao governo de Beto Richa no campo da educação, traz os seguintes dizeres: “são esses alguns dos professores que assinam este manifesto” e reproduz fotografia de diversas pessoas com seus nomes e cidade”, observa.

Apesar disso, o juiz ressalta que o material não traz o nome de Requião. “A meu sentir, não se transmite, de forma alguma, a idéia de que professores tivessem impresso o material, até porque há de fato identificação, no material, da coligação para a majoritária, com CNPJ e tiragem, muito embora com pouco destaque gráfico. Por outro lado, no que tange a ausência dos nomes dos candidatos Roberto Requião de Mello e Silva e Rosane Ferreira, convenço-me da irregularidade formal do panfleto”, decide. 

Richa é proibido de associar Gleisi e ex-assessor preso por estupro

28 setembro, 2014 às 16:44  |  por Narley Resende
Foto: Valquir Aureliano / Bem Paraná

Foto: Valquir Aureliano / Bem Paraná

Um panfleto produzido pela campanha do governador Beto Richa (PSDB) à reeleição, com tiragem de 100 mil exemplares, que associa a senadora e candidata ao governo Gleisi Hoffmann (PT) ao ex-assessor da Casa Civil Eduardo Gaievski – preso acusado de estupro – foi proibido neste domingo (28) pela Justiça Eleitoral. O juiz Lourival Pedro Chemim determinou a busca e apreensão do material considerado ofensivo à candidata petista. Segundo o magistrado, o panfleto conduz o eleitor a concluir que Gleisi teria sido conivente com os estupros supostamente praticados por Gaievski, quando prefeito de Realeza, no Paraná.

“Entendo que é o caso do panfleto de fl. 13, que induz o eleitor a concluir que a candidata Gleisi Hofmann foi conivente com as acusações de práticas criminosas e que estão sendo imputadas ao seu ex-assessor Eduardo Gaievski, dizendo que enquanto a polícia descobria “o horror” que o assessor fazia, Gleisi e Dilma “faziam cara de paisagem” , dizendo ainda que “mais um assessor de Gleisi e Dilma é condenado a prisão, desta vez por estupro de menor” , enquanto associa o Partido dos Trabalhadores com as condutas do filiado”, percebe o juiz.

Solidário

Na internet, o senador Roberto Requião (PMDB), adversário de Gleisi e Richa na corrida ao governo, se mostrou solidário à candidata petista e contra o panfleto distribuído pela campanha tucana. Antes da decisão liminar, o candidato peemedebista repudiou a associação de Gleisi ao ex-assessor acusado de estupro. “Richa tenta associar Gleisi com o Gaieviski q teria cometido barbaridades. Q horror, Gleisi é mulher, mãe e correta. Minha solidariedade”, disse Requião pelo Twitter.