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'Toda Política'

Quem quer saber da UNE?

1 September, 2008
07:54

A coluna Toda Política desta segunda-feira no JE.

Leio que o vice-presidente da UNE, Tales de Castro (et caterva) estará em Curitiba nesta semana para participar de atividades políticas, entre elas a declaração de apoio da entidade à candidatura da petista Gleisi Hoffmann e do candidato a vereador Bruno Vanhoni – sobrinho do deputado federal Ângelo Vanhoni. Todos do PT.
Estranho, muito estranho. A UNE se afirma suprapartidária. É nada. Está assim-assim com o governo Lula, mais ainda depois que recebeu a cessão do terreno da sede nacional da UNE, no Rio, e a promessa de investimento de R$ 30 milhões para viabilizar um projeto de Oscar Niemeyer para o novo prédio.
Mais estranho ainda. Desde a reabertura democrática, a UNE está nas mãos do PCdoB. Pois em Curitiba, há um candidato à prefeitura do partido – Ricardo Gomyde – , que, pelo jeito, ficou fora da agenda de “conscientização política” da entidade. Quaquaquá.
Quem liga para a UNE? Ninguém. Pergunte a um estudante qual é a função da UNE. Ora, garantir a meia-entrada nos cinemas. É isso mesmo.
Distante do dia-a-dia dos estudantes, a UNE tem nas carterinhas seu único vínculo com a maioria dos universitários. A última manifestação política já pertence ao século passado, no processo de impeachment de Collor.
De lá para cá, a entidade esfacelou-se durante o governo FHC e depois aparelhou-se no governo Lula. Durante o escândalo do mensalão no governo Lula, a entidade recusou-se a liderar protestos, alegando que assim estaria a serviço da direita. No ano passado, promoveu a queima de edições da revista “Veja” que trazia na capa reportagem desconstruindo a imagem de Che Guevara. Um ato deprimente, digno das melhores labaredas totalitárias de Hitler e Stalin.
Em 2000, a UNE faturava anualmente com emissão de carteirinhas de estudante, R$ 7,7 milhões por ano. Cada carteirinha custava ao universitário R$ 15,00, mas as despesas da UNE se resumiam a R$ 1,76. Isso é que é socialismo.
No ano seguinte, o então ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, pediu a FHC que editasse medida provisória que acabasse com o monopólio da entidade na emissão do documento. Foi um furdúncio.
Não demorou para que a UNE encontrasse uma solução supimpa para recuperar os lucros perdidos. Firmou convênio com várias redes – entre elas, acredite, o McDonald´s – criando estandes de vendas nas lojas parceiras. Uma repórter da Folha de S. Paulo entrou em uma loja da Blockbuster, também conveniada, preencheu dados fictícios, pagou R$ 30 e recebeu carteirinha que possibilitava desconto em shows, cinemas e mais 4.500 estabelecimentos parceiros. Até a descoberta da maracutaia, o objetivo da UNE era faturar R$ 9 milhões por ano com a venda de 300 mil carteirinhas. O plano de negócios da entidade, no entanto, era mais ambicioso. Atingir, em cinco anos, a expedição de 1 milhão de carteirinhas – com lucros de R$ 28 milhões!
Neste ano, o PCdoB realizou o sonho da casa própria e comprou pela bagatela de R$ 3,3 milhões um prédio em São Paulo. Detalhe: um ano antes, o partido recebera uma doação da STB (Student Travel Bureau) no valor de R$ 602,8 mil. A STB emite a Carteira Mundial do Estudante, que a UNE vende por R$ 40 à estudantada que segue para intercâmbios pelo mundo. Precisa dizer mais alguma coisa?

Porta aberta
A APP Sindicato também abriu espaço, na sexta-feira (29), para que a candidata do PT à prefeitura de Curitiba, Gleisi Hoffmann, falasse aos professores do alto do palanque.

Te cuida
O Ministério Público do Paraná deve promover campanha pedindo à população que denuncie os casos de nepotismo no serviço público. Os nepotes que se cuidem.

Outro ‘notável’
O ministro Tarso Genro (Justiça) desembarca nesta segunda-feira em Curitiba para lançar a nova edição da campanha de desarmamento na capital. De quebra, declara apoio à petista Gleisi Hoffmann e grava participação no horário eleitoral.

E tem recompensa
A nova edição do programa de desarmamento tem evidente inspiração eleitoreira. Irá pagar de R$ 100 a R$ 300 para quem entregar armas às autoridades policiais. Sejam elas legais ou ilegais. É sopinha no mel.

ARREMATE
A prospecção de petróleo no pré-sal, que Lula diz irá transformar o Brasilem uma Noruega dos trópicos, deve custar R$ 1 trilhão.

OBLADI-OBLADÁ
O superintendente da Appa, Eduardo Requião, é o palestrante da ‘Escolinha’ amanhã. *** Vai abordar os motivos que levaram seu irmão, o governador, a nomeá-lo Secretário Especial para Assuntos Portuários. Sessão comédia garantida. *** Os vereadores da Câmara Municipal de Curitiba estão acusando os colegas Beto Moraes (PSDB) e Sérgio Ribeiro (PV) de fazerem circular jornaizinhos de campanha em que anunciam ser autores de emendas alheias. *** A roupa suja está sendo lavada em plenário.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Catraca dá nisso

30 August, 2008
11:06

A coluna Toda Política deste sábado no JE.

Bem disse o candidato do PSOL à prefeitura de Curitiba, Bruno Meirinho, com aquela cara de Trotsky tardio: abaixo as catracas!
Pois o brado de protesto deveria servir para a Secretaria do Meio Ambiente, comandada com mão de ferro por Rasca Rodrigues. Rasca mandou implantar na sede da secretaria um novo sistema para controlar a entrada e saída de funcionários e visitantes, que começou a vigorar na última segunda-feira. Há câmeras, cartão digital, porteiros e seguranças fazendo cara de mau.
Só o conjunto de catracas que libera o acesso eletronicamente custou R$ 10 mil aos cofres públicos. Tão avançado e tão prafrentex é o sistema que, na terça-feira – sim, um dia depois da inauguração, que contou com bandinha, marcha-rancho e fita vermelha – parou de funcionar.
Motivo: o sistema de cadastramento do setor de RH (obtuso, ultrapassado) não consegue se comunicar com a catraca da portaria (moderna, high-tech).
O resultado era previsível: tumulto e confusão entre funcionários, visitantes, porteiros e seguranças com cara de mau.
Quem indagar de Rasca Rodrigues as razões para tanta empolação tecnológica vai ouvir o discurso de um chefe rigoroso. Ele é obcecado por horários e quer ver os barnabés – comissionados ou não – cumprindo o expediente, o que é elogioso.
Atualmente, Rasca divide o seu tempo entre a coordenação de campanha do candidato do PMDB à prefeitura, Carlos Moreira, e os afazeres da SEMA – que é a sigla da secretaria.
Sua obstinação por dar cara bonita a uma portaria é louvável em um condomínio. Em uma repartição pública é desperdício de dinheiro público.
Talvez pareça ao secretário que, com a “obra”, deixe para a posteridade sua marca administrativa. Os passos indeléveis de quem veio, viu e venceu.
De certa forma, a função da “portaria” de Rasca é a mesma da ponte de concreto e ferro. Um monumento narcisista com propósito óbvio.
Levasse ele o rigor do horário ao trato da coisa pública e talvez abandonasse a idéia tecnológica da catraca e retirasse do baú o relógio-ponto e o livro de visitas.
Parece uma solução anacrônica, mas certamente a imagem de Rasca Rodrigues seria melhor do que a que aparenta. E com menos danos ao meio ambiente – se é que ele me entende.

Longe, longe
Pesquisa do Ibope/RPC divulgada ontem mostra Beto Richa com 70% das intenções de voto contra 16% de Gleisi Hoffmann (PT).

Dois lá, três cá
Richa teve oscilação negativa dois pontos (de 72% para 70%) e Gleisi registro oscilação positiva (de 13% para 16%).

Favorito
Ainda assim, Richa venceria no primeiro turno, uma vez que a soma dos percentuais de seus adversários é de 21%.

Vai mal, vai pior
Quem ficou fulo da vida foi o petebista Fábio Camargo. Ele caiu de 4% para 2% e agora está empatado na terceira posição com Carlos Moreira, que saiu do 0% e chegou a 2%.

Um consolo
Camargo, no entanto, é imbatível no item rejeição: 26%. Richa tem 6%.

Rejeite-se
O Ministério da Previdência devolveu à Assembléia Legislativa o projeto de aposentadoria complementar. Viu incongruências na lei. As mesmas que o TJ do Paraná se recusou a enxergar.

Marajás
Pelo projeto, já aprovado na Assembléia, os deputados receberão, com 35 anos de contribuição, o equivalente a R$ 10 mil de aposentadoria.

“Ajudinha”
Detalhe: para que o fundo seja implementado é preciso injetar R$ 64 milhões dos cofres públicos mais uma contribuição mensal, não especificada, do legislativo.

Coisa pouca
A exigência é banal: basta que o político tenha comprovado cinco mandatos e tenha, no mínimo, 60 anos.

Quem diria
A empresa de lixo Vega, citada como financiadora de campanhas em todo o país pelo candidato do PV, Maurício Furtado, no debate da Band doou, em 2006, R$ 940 mil à campanha do PT e, ora ora, R$ 360 mil ao Partido Verde.

É fato
Sim, Richa recebeu a bagatela de R$ 100 mil da empresa em 2004.

ARREMATE
De um ancião da província: “O jogo político é sujo, mas é preciso respeitar a Convenção de Genebra. Afinal, até na zona há regras”.

OBLADI-OBLADÁ
Se você não sabe, deveria saber: Eduardo Requião é o palestrante na “Escolinha” da próxima terça-feira. Vai discorrer sobre a sua posse na Secretaria Especial para Assuntos Portuários. Imperdível! *** O tucano Beto Richa acusou, ontem, a candidata petista Gleisi Hoffmann de “mentir” na divulgação de gastos de viagem da prefeitura em quatro anos. *** Gleisi disse no debate que o valor é de R$ 21 milhões. *** Beto diz que foram R$ 3 milhões. *** Gleisi disse que os dados foram retirados do site do município. *** Beto rebate e afirma que Gleisi confundiu previsão orçamentária com gastos efetivos. Afe!

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Festa paraguaia

29 August, 2008
06:13

A coluna Toda Política desta sexta-feira no JE.

Segue para a conta da viúva – que eu aqui costumo denominar de vaca pública – as despesas da comitiva de 17 membros do governo, incluindo o governador Requião, que viajaram ao Paraguai para a posse do presidente Fernando Lugo no dia 15 deste mês.
Conforme relata Abraão Benício na reportagem de hoje do JE, o custo da empreitada, somados os valores, é de R$ 27,7 mil.
A campanha de Lugo à presidência do Paraguai contou com o empenho do próprio governador e de membros do alto escalão do governo, entre eles o ex-secretário de Comunicação Social, Airton Pissetti, que admitiu ter se utilizado indevidamente do telefone de seu gabinete para serviços de aconselhamento ao paraguaio durante a campanha.
Pissetti também fez viagens regulares a Assunção, no Paraguai, lançando mão de cartão corporativo para pagar as passagens aéreas. As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público do Paraná, onde ao que parece dormitam em berço esplêndido.
Os custos da viagem da comitiva requianista para a posse de Lugo estão publicados no site Gestão do Dinheiro Público, administrado pelo governo estadual. Somente as despesas do governador somam R$ 2.828,80. Já as do vice-governador e de sua mulher, Regina Fischer Pessuti, ultrapassam R$ 4 mil.
Chama a atenção na relação de despesas o fato de que Requião utilizou-se do avião particular do governo para a viagem, com custos somados de R$ 6.133,00, o que faz crer que os demais gastos de viagem teriam sido reservados apenas ao hotel e à alimentação nos três dias em que a comitiva esteve no país vizinho.
Como a “transparência do governo” se reserva a especificar o custo total das despesas sem deixar claro onde o dinheiro foi empregado, a conclusão é a de um preço por demais “salgado”.
Só para efeito de comparação, a viagem do governador à Alemanha com uma comitiva de oito membros, no primeiro semestre deste ano, custou aos cofres públicos cerca de R$ 53 mil. Detalhe: a viagem prolongou-se ao menos por dez dias.
A “festa paraguaia” equivale, portanto, a 52,2% do valor da excursão à Alemanha num prazo de apenas três dias. Mesmo considerado que a comitiva paraguaia era o dobro da que singrou em direção à Europa, as contas não fecham. No mínimo, no mínimo, vislumbram caroço no angu.

Não sabe, nunca viu
Perde tempo o repórter que quiser encontrar um cientista político ou historiador da PUC do Paraná para comentar assunto que diga respeito às eleições municipais. A assessoria de imprensa não vai poder ajudar.

Eureca!
O candidato do PV à prefeitura de Curitiba, Maurício Furtado, achou solução supimpa para resolver os congestionamentos da capital.

É só cercar
Vai proibir o acesso de automóveis de passeio nas ruas que formam o quadrilátero central da cidade. Só passa quem é morador e só circulam táxis e ônibus elétricos.

Só para as ‘Evas’
E se o assunto é transporte urbano, o candidato a vereador Acyr José (PSDB) quer fazer circular ônibus exclusivos para mulheres nos horários de pico. A idéia é acabar com o xaxado. Se é que você me entende.

Exóticos
Na esteira de figuras folclóricas na campanha, eis que surge Renato Sete Placas (PSC), Alex Chapa Quente (PT), Papai Noel Lourenço (PSB) e Paulo Gonzaga, o “popular” Jack Nicholson (PP).

Triunvirato
O PR encontrou uma solução da disputa por uma vaga na Câmara Municipal de Curitiba. Reduziu o número de concorrentes para três. A saber: Íris “Sanguessuga” Simões, Custódio “Cadeia” da Silva e um tal de “Devolverei Curitiba”. O quê nem quero saber.

ARREMATE
A Justiça Federal autorizou, só no ano passado, 409 mil escutas no país. Dá-lhe Rasera!

OBLADI-OBLADÁ
O Ministério Público do Paraná encomendou a uma empresa de consultoria e auditoria técnica – a Ato Verita – o cálculo dos recursos públicos a serem destinados para viabilizar o fundo de aposentadoria complementar dos deputados. Descobriu valor estratosférico: R$ 64 milhões. *** O dinheiro seria suficiente para construir 3.700 casas populares, segundo reportagem da TV Paranaense. *** Vale lembrar: o Tribunal de Justiça do Paraná considerou tudo muito bacana, muito legal e mandou extingüir a ação civil pública que questionava a lei.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Só Requião salva

28 August, 2008
07:40

A coluna Toda Política desta quinta-feira no JE

O nepotismo exacerbado de Requião tirou da pauta o principal filão político do ano – as eleições municipais – para dar lugar à tentativa desesperada do governador de salvar os seus do golpe da súmula vinculante número 13, editada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Há uma semana, Requião não pensa em outra coisa. Na base do decreto transformou a mulher, Maristela Requião, e o irmão, Eduardo Requião, em secretários especiais. O argumento é o do “mérito”. Ninguém, só Maristela, pode manter o Museu Oscar Niemeyer no circuito das artes plásticas nacional. Outro não. Ninguém, só Eduardo Requião, pode garantir a “continuidade do excelente desempenho que os portos de Paranaguá vêm mantendo desde 2003”, segundo nota publicada pela agência de notícias.
Como secretário, informa ainda a nota, Eduardo passará a prestar assessoria ao irmão para o “fomento” dos portos do Paraná. O argumento, no entanto, é apenas muleta formal para o que realmente interessa: garantir o empreguinho dos parentes.
Em “editorial” distribuído na agência de notícias, sob o título “Isso é imprensa?”, o governo rebate as “insinuações maldosas” de reportagem publicada pela “Gazeta do Povo”, questionando a competência de Maristela de Requião para dirigir o MON. “Ela não é uma dondoca espetada em cargo público”, diz o texto.
Chama a atenção o fato do editorial não citar a palavra nepotismo, exatamente o termo aonde a reportagem se ancorou, mas insistir na questão do “mérito”, que cabe muito bem em um concurso público. Num cargo comissionado, jamais.
Há uma questão que passa ao largo da imprensa e da opinião em geral toda vez que se discute o nepotismo. O de que a prática ao fim e ao cabo redunda em forma “legal” de enriquecimento familiar. Os salários aquinhoados pelo casal Requião ao longo dos anos se traduziram em aumento de patrimônio e, consequentemente, em riqueza.
Há pouco, o peemedebista Carlos Moreira, candidato do governador à prefeitura, rebateu as acusações de que seria o concorrente mais rico na eleição (com bens no valor de R$ 5 milhões). Argumentou que foi “transparente” e somou na declaração entregue à Justiça Eleitoral os bens adquiridos por ele e sua mulher.
A considerar essa afirmação e Requião, ao longo dos últimos anos, acumulou riqueza, assim como sua mulher. Do ponto de vista que vai além do núcleo familiar, isso também ocorreu. Requião não só empregou os irmãos, como também os parentes mais próximos e deu a eles salários acima do que seria pago no mercado se exercessem as suas profissões.
É um legado de pai para filho e, a julgar pelas pesquisas do cientista político da UFPR, Ricardo Oliveira, vem desde os tempos em que o bisavô de Requião era apenas um “coroné” sergipano. Como é mesmo aquele ditado? Ah, “quem sai aos seus não degenera”.

Sem valor
A nota divulgada pela Casa Civil, na semana passada, informando que o governo acataria a decisão acerca da edição da súmula vinculante do STF sobre o nepotismo, pode ser considerada nula.

S.O.S.
Anteontem, a assessoria da pasta informou que o governo está “analisando juridicamente o caso”. Ou seja, vai buscar todas as formas para salvar a parentalha.

Supimpa
Caso todas as tentativas sejam infrutíferas, há planos de ampliar o número de secretarias no governo. De cerca de 30 para 87 – ou quantas sejam necessárias para abrigar todos os nepotes e seus nepotesinhos.

Regrinha
Faz sentido. A seguir a estratégia adotada por Requião e o sobrinho do governador Paikan Mello e Silva, por exemplo, pode se transformar em secretário especial para Assuntos da TV Educativa. Quaquaquá.

Que legal, que bacana
Fernanda Richa virou mesmo a âncora do programa reeleitoral do marido, o prefeito Beto Richa. Ontem, avisou, a quem interessar possa, toques de celular com o jingle de campanha. Está no sítio do tucano.

Afe!
Na propaganda eleitoral do PMN, o candidato a vereador “Cézar Rossi, o Relojoeiro” não fala, mas agita o relógio. Um pândego comentou: “Ainda bem que ele não é proctologista”. Quaquaquá.

ARREMATE
Façam suas apostas: Lauro Rodrigues comparece ao debate da Band hoje à noite?

OBLADI-OBLADÁ
Rita Lee passou por Curitiba e espalhou que o senador Álvaro Dias (PSDB) pinta os cabelos e as sobrancelhas. Ele jura que nunca fez isso. O acaju é natural. *** A Facinter vai acionar criminalmente dois supostos cabos eleitorais do PMDB que teriam se aproveitado da confusão na saída dos alunos da faculdade para subir no prédio e atirar, do oitavo andar, cópias falsas de cheques de R$ 10,8 milhões, valor que teria sido desviado do DER durante o governo Lerner.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Uma estátua para Requião

27 August, 2008
06:25

A coluna Toda Política desta quarta-feira no JE.

O governador do Paraná Roberto Requião merece que lhe ergam um busto de bronze, quem sabe um panteão, tão logo deixe a administração estadual. Só ele foi capaz levar o nepotismo aos píncaros da glória.
Mesmo com a decisão dos ministros do STF de proibir a prática no país, Requião achou solução supimpa para dar guarida a seus parentes. Aproveitando-se de brecha deixada pelo próprio STF que diferenciou as figuras de agentes políticos (ministros, secretários estaduais e municipais) de administrativos (funcionários em cargos comissionados), Requião fez o que dele se esperava: tornou a mulher, Maristela Requião, e o irmão, Eduardo, secretários especiais do Museu Oscar Niemeyer e do Porto de Paranaguá, respectivamente.
As nomeações com as datas do dia 20 (no caso de Maristela) e do dia 25 (no caso de Eduardo) devem ser publicadas na próxima edição eletrônica do Diário Oficial do Estado.
A atitude de Requião foi classificada pelo presidente da seção paranaense da OAB, Alberto de Paula Machado, como uma “zombaria”. “Afrontar as decisões do Supremo é desacreditar as instituições do país”.
O STF não deve, no entanto, tratar a chacota requianista como um caso individual. Ontem mesmo, o prefeito do Rio, César Maia, tratou de seguir o exemplo de Requião e nomeou a irmã também para o cargo de secretária. Se isso está acontecendo em um dos principais estados da federação e na segunda capital do país, imagine o que poderá ocorrer nos grotões.
Escrevi na semana passada e reafirmo: os ministros do STF tomaram uma decisão meia-sola ao permitir que o chefe do Executivo, em qualquer esfera, nomeie parente para ocupar o cargo de “agente político”. É um coelho tirado da cartola.
Do qual Requião, aliás, soube se aproveitar como ninguém. Ligeiro (e bota ligeireza nisso), o governador assinou decreto nomeando Maristela para o cargo de secretária especial no mesmo dia em que os ministros entenderam que o artigo 37 da Constituição Federal era suficiente para proibir o nepotismo no país, dispensando assim a edição de uma lei.
Requião fez ouvidos moucos sobre o caso. Ontem, na Escolinha, espaço da TV Educativa que ele reclama para dizer o que pensa, o governador estranhamente resolveu silenciar sobre o nepotismo. Um silêncio que era, contudo, triunfante. Típico de quem age na calada da noite.

Itamar, e tá pior
Sem a presença do cerimonial da prefeitura em evento no Mercado Municipal, a mulher de um secretário resolveu fazer as honras da casa e chamou o secretário de Defesa Social, Itamar Santos, de Itamar Franco. Quaquaquá.

Ah, a fama
Santos não se incomodou. Saiu da solenidade disposto a encomendar um topete ao cabeleireiro. Só para combinar.

ARREMATE
O vice Orlando Pessuti acusa dois parentes no governo – a mulher e o irmão. Pois são quatro: há ainda as cunhadas Roseli Fischer Bassler, diretora do Museu Alfredo Andersen, e Vilma Pessuti, que ocupa cargo de primeira grandeza na Secretaria do Trabalho.

OBLADI-OBLADÁ
Candidato a vereador pelo PT, o travesti Andrielly Vogue está vendendo rifas para arrecadar fundos para a campanha. Na segunda-feira, vendeu um número para o Paulo Salamuni (PV) e quatro para Ângelo da Farmácia (PP). Feliz com a compra substancial, premiou o parlamentar com um beijocão. Ó vida. *** Há um Barack Obama na cidade de Ubiratã, no interior do Paraná. Ele é candidato a vereador. Pelo PT.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Arma eleitoral

26 August, 2008
06:11

A coluna Toda Política desta terça-feira no JE.

Não é preciso ligar os pontos para entender por que o governo federal decidiu, em período de eleições, ressuscitar o programa de desarmamento e pagar de R$ 100 a R$ 300 por armas de qualquer origem entregues às autoridades policiais.
Diante da escalada assombrosa de violência, que o governo Lula já se mostrou incapaz de combater, nada mais fácil que encontrar na desgraça alheia um nicho eleitoral que pode transmutar-se em recompensa de duas mãos – eu pago, você vota.
Ainda no jogo de ligar os pontos, fica fácil entender, por exemplo, qual o motivo da presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, na próxima segunda-feira em Curitiba. Primeiro para lançar a campanha nacional do desarmamento em sua segunda dentição. Depois para declarar apoio à petista Gleisi Hoffmann. Perfeito.
O governo petista urdiu o plano para vitaminar as campanhas do partido, onde elas capengam ou definham, sem que se ofereça resistência. Ora, quem vai se colocar contra uma nova campanha de desarmamento num quadro em que a criminalidade atinge os píncaros¿ Só para recordar, o número de assassinatos com armas de fogo em Curitiba ultrapassou recentemente a marca de capitais violentas como São Paulo e Rio de Janeiro.
Considere-se ainda que o projeto do desarmamento nasceu na Assembléia Legislativa do Paraná, através de proposta do então deputado estadual, Ratinho Jr. (PSC), hoje deputado federal (PSC), e foi encampado pelo governo Requião e depois pelo governo Lula. Perfeito.
Ratinho Jr. apóia a candidatura de Gleisi Hoffmann e indicou o vice na chapa da petista, o ex-vereador Borges dos Reis (PSC).
É a fome com a vontade de comer. No caso, os votos do eleitor.

Cota nepotista
Saiu de um membro da oposição e não do governo a proposta de criação de Lei Complementar que estabeleceria uma cota de 3%, 4%, 5% para que os deputados contratassem parentes nos gabinetes.

Amigões
O autor da “façanha” foi o deputado e ex-líder da oposição, Durval Amaral (DEM), que há tempos mantém um relação amistosa com Requião. A adega do Cangüiri que o diga.

Estilo Dunga
Do técnico da seleção brasileira, Dunga, comentando a possibilidade de Vanderlei Luxemburgo vir a substituí-lo no cargo. “Ele já dirigiu a seleção e teve um ano para preparar o time olímpico. Parece que não trouxe a medalha de ouro”. Verdade, havia um Camarões no caminho.

Menas, companheiro
O frango com polenta oferecido em jantar de adesão promovido pela coordenação de campanha de Gleisi Hoffmann, que teve como estrela a ministra Dilma Roussef (Casa Civil), há dez dias, foi solenemente ignorado por pelo menos três casais do alto escalão petista.

Gente fina
Tão logo Gleisi encerrou sua participação no debate da TV Educativa, ela e o marido, Paulo Bernardo, acompanhados de Jorge Samek e Maria Olívia e André Passos e Tatiana foram desfrutar do melhor da cozinha francesa no restaurante Terra Madre – um dos mais caros de Curitiba.

Na escuta
Candidato a vereador pelo PRTB, o agente policial Délcio Rasera – que dispensa apresentações – estreou no horário eleitoral gratuito com slogan impagável: “Fala Que Eu Te Escuto, Curitiba!” Quaquaquá.

English
Já a tucana Maria do Socorro da Silva, do PSDB, julgou melhor “inglesar” o nome de candidata. Só atende por Mary Help.

Olho vivo
A Câmara deve instalar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o comércio de placas de táxi em Curitiba.

Sem alarde
Segundo o tucano Jair Cezar, a CEI só deve ser instalada após as eleições de outubro para evitar que a comissão vire palanque eleitoral de candidatos.

Pegou pesado
O vereador André Passos (PT) disse que o comércio de placas de táxi na capital virou moeda. “E a Urbs é o Banco Central”. Ôrra.

Quem te viu…
O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) viu avanço na sociedade ao reconhecer a decisão do STF de proibir o nepotismo no país.

…e agora te vê
Quem diria que este peemedebista é o mesmo que defendeu com unhas e dentes a contratação de parentes no governo Requião.

Pitonisa
Quem será que teve a idéia brilhante na campanha do tucano Beto Richa de incluir uma “vidente” que diz que 45 é o número da sorte. Ó céus.

Ô boca grande
Requião deu um tiro no pé ao descrever as qualidades do peemedebista Carlos Moreira. “Ele não é um político tradicional”. Faltou emendar: “Assim como eu”.

ARREMATE
Vereador cassado por infidelidade, Tico Kuzma (PSB) criou celeuma na Câmara ao adotar, na campanha, o slogan “Troque o velho pelo novo”. Os idosos da Casa acham que foi um desrespeito.

OBLADI-OBLADÁ
Ao menos dez vereadores usaram a tribuna da Câmara, na sessão de ontem, para atacar o tucano Beto Moraes. Acusam-no de distribuir jornaizinhos adotando a paternidade de obras alheias. *** Temendo as vias-de-fato, Moraes julgou mais apropriado refugiar-se no gabinete da presidência da Câmara. *** Do vereador Paulo Salamuni (PV) em trocadilho horroroso: “Isso não é atitude parlamentar. É atitude para lamentar”.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Nada de novo no front

25 August, 2008
07:58

A coluna Toda Política desta segunda-feira no JE.

Lá se foi outra pesquisa – desta vez  do Datafolha – e nada de novo no front. Beto Richa (PSDB) aparece com 71% das intenções, Gleisi Hoffman (PT) com 15%. Tudo dentro de margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Assim, o tucano oscilou de 72% para 71% e Gleisi de 12% para 15% em relação à sondagem anterior divulgada pelo próprio Datafolha em 24 de julho. No mesmo quadro, Fábio Camargo (PTB) caiu de 3% para 2%, Moreira (PMDB) manteve 1% e Bruno Meirinho, do PSOL, foi de 1% para 0%.
A persistir a toada, mesmo com o início da propaganda eleitoral na TV e no rádio, e Richa tem grandes probabilidades de encerrar a lida no primeiro turno.
Reforça essa convicção os percentuais de rejeição. Mesmo sem nunca ter sido prefeito de Curitiba, o petebista Fábio Camargo é rejeitado por 26% dos eleitores – na primeira consulta ele tinha 19%. Gleisi e Moreira também cresceram nesse quesito. A petista saltou de 15% para 20% e o peemedebista de 10% para 18% – um salto de oito pontos. Richa oscilou de 6% de 7%, a menor restrição entre os candidatos à prefeitura.
O diretor do Datafolha, Mauro Paulino, disse que os números “confirmam o favoritismo absoluto do atual prefeito” e lembrou que a aprovação da gestão do tucano – que atingiu 81% segundo a pesquisa – reforça a ampla liderança.
Para levar a disputa ao segundo turno, Gleisi teria que chegar aos 30 pontos percentuais e esperar que os demais adversários que chafurdam em índices que vão de 0% a 2% cresçam nas pesquisas. Camargo, por exemplo, já esperava ter batido nos dois dígitos. Moreira torcia para escapar do vexaminoso 1%.
Somados os votos dos três principais adversários de Richa e o percentual é de 18%. O tucano ainda assim tem uma vantagem larga de 53 pontos percentuais sobre o total alcançado por seus concorrentes.
Gleisi se escora nas realizações do governo federal para alavancar sua campanha. É pouco. Quase nada.
Em 2004, ainda surfando na onda Lula, o PT perdeu a eleição em três dos quatro maiores municípios do Paraná – Curitiba, Maringá e Ponta Grossa. Venceu em Londrina, mas numa disputa apertadíssima. O prognóstico agora é ainda mais amargo. O PT deve transferir seu prestígio aos grotões do estado, no que dividiria espaço com o PMDB. É uma nota melancólica para um partido que nasceu nos grandes centros urbanos.

Nem moto, nem táxi
A candidata do PT Gleisi Hoffmann nega, por meio de sua assessoria, que pretenda implantar mototáxis em Curitiba, tal como foi noticiado no blogo deste colunista. Está registrado.

Em nome da fé
Sem conseguir renovar o contrato com a Rede Bandeirantes, o Bispo RR Soares, da Igreja Internacional da Graça, está negociando com a família Ratinho para tentar adquirir a TV Serra do Mar, localizada em Paranaguá. Valor da transação: R$ 15 milhões.

Reforço veicular
A Cotrans, empresa de aluguel de veículos pertencente a Osni Pacheco, enviou 200 veículos para a campanha eleitoral em Paranaguá. Os carros ficarão à disposição do atual prefeito do município José Baka Filho (PDT), que é candidato à reeleição.

Lá e cá
Baka Filho, aliás, ganhou a adesão do superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Eduardo Requião. Enquanto isso, o irmão Roberto Requião sobe no palanque de Mário Roque, candidato do PMDB à prefeitura.

A Massa na mão
Na pindaíba, a Rede Massa – afiliada do SBT no Paraná, dispensou 11 funcionários da equipe de jornalismo na última sexta-feira. Esta é a segunda demissão em “massa”, ops, realizada desde que o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, assumiu o controle da rede. Dizem agora que é quase “massa”, ops, falida.

Honra ao mérito
A propaganda do candidato do PMDB à prefeitura, Carlos Moreira, vai ganhando disparado o prêmio de “Abacaxi Eleitoral”. Nunca se viu tanta ruindade.

Tudo pelo social
Há quem diga que o estilo mambembe foi uma exigência de Requião, que quer associar a “pobreza” televisiva com a “Carta de Puebla”. É, faz sentido.

ARREMATE
Pouco mais de 3 mil espectadores estiverem presentes, ontem, na partida entre Atlético Mineiro e Atlético Paranaense. Ó vida.

OBLADI-OBLADÁ
Candidato a vereador pelo PMDB, o folclórico Palhacinho do Batel dispensou cabos eleitorais em Curitiba e faz a própria campanha nos semáforos. Antes, faz pergunta providencial: “Meu amor, você vota em Curitiba¿” Se ouvir um não, economiza o santinho. *** Jornalista que não engole Ronaldinho Gaúcho diz que o esporte que ele pratica é conhecido em Curitiba como “futebol de sinaleiro”. Ô veneno.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Nepotes mas faz

23 August, 2008
06:11

A coluna Toda Política desta sexta-feira no JE.

Em editorial divulgado, anteontem, pela agência de notícias, o governo Requião deu uma nova versão a um conhecido slogan consagrado pelo ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, na década de 60.
Sob a epígrafe de “O que é importante?”, o texto longo, caudaloso e cacete enumera as realizações do governo do Paraná nos últimos seis anos, mas diz que elas não foram suficientes para aplacar os ataques dos adversários (incluindo no bolo a imprensa canalha). “Não, não, o importante é falar de nepotismo”, pontua o editorial.
A divulgação da ladainha foi uma resposta singela do governador Requião, um “nepotista esclarecido” segundo sua própria definição, à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que editou súmula vinculante proibindo a contratação de parentes no serviço público em todo o país.
O tom do texto é melancólico e denota a tristeza do jeca, como a chorar as pitangas pela ausência de reconhecimento a uma administração, nepotista sim, mas que faz.
A alegoria é inevitável. Está aí o governador Requião, um “nepotista militante” segundo sua própria definição, a dizer por linhas tortas o que afirmavam os aliados de Adhemar de Barros diante das acusações de que era um ladrão. “Rouba mas faz”.
Do ex-governador paulista resta a história famosa de uma ação planejada pela guerrilha brasileira que resultou no roubo de um cofre da casa de amante de Barros (codinome “Dr. Rui”) que continha nada mais nada menos que 2,5 milhões de dólares – uma fortuna que corresponde hoje a R$ 20 milhões.
Entre os 13 guerrilheiros que participaram da ação estaria a atual ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (cala-te boca!).
Antes que atirem os leões aos cristãos ou os cristãos aos leões (é tudo uma questão de torcida) esclareço: não quero insinuar aqui que o governador Requião tenha um cofre onde mantém quantias inconfessáveis. Nem ao menos vou lembrar que, em 2006, ao disputar a reeleição, o governador tenha incluído na declaração de bens R$ 200 mil em espécie que estariam guardados em sua casa.
Só me chamou atenção a sintonia entre o “Rouba mas faz” e o “Nepotes mas faz” que o governo do Paraná, no editorial citado, pretende reforçar. Como se houvesse uma compensação. Que fique claro, não há.

Vale quanto pesa
A prefeitura errou ao disponibilizar 50 kg de documentos sobre o Instituto de Curitiba de Informática (ICI) ao candidato do PMDB, Carlos Moreira.

Coisa privada
Por uma simples razão: Moreira tem interesse particular no caso. Se fosse um agente público, tal como o governador ou um deputado, o pedido protocolado poderia configurar interesse da população. Mas não se trata disso.

Translation
É o que se chama no juridiquês de “substitutividade”. Um sindicato, por exemplo, representa um grupo de trabalhadores ao reivindicar documentos a uma empresa.

Quem paga a conta?
Os 50 kg de papel disponibilizados para o peemedebista representam 12.500 folhas. Considerando que uma fotocópia custa cerca de R$ 0,15, Moreira deve R$ 187,50 aos cofres públicos. Ou ele paga ou paga o responsável na prefeitura por atender ao pedido. Um mortal comum seria obrigado a desembolsar o dinheiro.

Supla por aí
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) dá entrevista coletiva neste sábado, em Curitiba, dentro da estratégia do PT de reunir “notáveis” do partido em torno da candidatura de Gleisi Hoffmann à prefeitura.

Pantomima
Na seqüência, Suplicy participa de reunião da equipe de governo de Gleisi, que será aberta a jornalistas. Puro teatro, é claro.

Infalível
De quebra, o senador apresenta o seu Programa de Renda Mínima (ó céus) e ainda grava participação no programa eleitoral da petista.

Com maná…
Em nota distribuída pela Casa Civil, o governo anunciou que seguirá a “determinação” do STF e demitirá a parentada em flor que ocupa cargos comissionados na administração.

…adubando dá
Há informações extra-oficiais de que o número de parentes nos diversões escalões do governo ultrapassa mais de mil funcionários. É praticamente 1/3 de todos os ocupantes de cargos comissionados no governo.

Raízes do Brasil
Em artigo publicado ontem na Folha de S. Paulo, Walter Ceneviva lembra que a “prática do nepotismo está tão enraizada (no país) que parece imbatível”.

ARREMATE
Esta coluna completa hoje quatro anos. Afe, e com essa carinha de 20.

OBLADI-OBLADÁ
“(As exceções) são ridículas. Essa é uma posição absurda do STF. É o país do jeitinho. Ou a lei vale para todos ou não vale para ninguém”. (Do deputado Nereu Moura, do PMDB, reclamando que o seu nepotismo não é igual ao nepotismo dos outros). *** Leitora do blogo quer saber se tenho currículo. Ah, só mostro se ela mostrar primeiro.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Só dói quando eu rio

22 August, 2008
08:34

A coluna Toda Política desta sexta-feira no JE.

Petistas hidrófobos têm utilizado o blogo deste colunista para despejar sua baba venenosa por conta de uma informação que é procedente: a de que Richa, conforme sua assessoria, não teria mais parentes na prefeitura. Eles foram exonerados.
É fato, ainda que pareça ficção. Sim, eles podem retomar os cargos ao fim da eleição, mas por enquanto estão fora da administração municipal.
Os petelhos dizem que usei dois pesos e duas medidas para recriminar o nepotismo militante de Requião e escamotear o de Richa. Ó vida.
São os mesmos que julgam casos diferentes o Caixa 2  do PT – ou na novilíngua de Lula, o dinheiro não contabilizado – e o denunciado na gestão de Cássio Taniguchi.
O que tenho dito insistentemente neste espaço e também no do blogo é que diferença não há. Da mesma forma que não se vislumbra disparidade nas amarrações políticas de FHC e nas de Lula. Porque não existem.
O PT bufão a pretexto de pinçar justificativa para alianças eleitorais que unem fulano, sicrano e beltrano sob o mesmo guarda-chuva eleitoral, argumenta “ético” que agora é diferente. Trata-se da união das “forças populares”. É um triste funeral ideológico.
No auge da discussão da lei antinepotismo na Assembléia, em 2006, o então deputado estadual do PT, Natálio Stica, propôs uma alternativa manteigosa que garantia a parentes do governador a possibilidade de serem nomeados em cargos administrativos, desde que comprovassem “notório saber”. É o caso, por exemplo, do psiquiatra Eduardo Requião, transmutado em superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina.
Coincidência ou não, o mesmo Stica integraria o quarteto petista que fugiu literalmente na votação da PEC antinepotismo proposta por outro petista, o deputado Tadeu Veneri. Ora ora, faltaram exatamente quatro votos para que a emenda constitucional fosse aprovada.
Havia uma tradição no PT de fechamento de questão e de centralismo democrático – aquele que impunha à minoria a decisão da maioria a um tema previamente debatido. Que Deus os tenha.
Por muito menos, a ex-senadora Heloísa Helena foi expulsa do PT em 2003.
A nova esquerda petista se adeqüa biologicamente ao ambiente em que vive à custa do aparelhamento do estado e do loteamento de cargos. É uma questão de sobrevivência.

Teu passado te condena
Na telinha, o diretor da Itaipu Binacional, Jorge Samek, lembra que começou sua carreira política como vereador do PT na Câmara de Curitiba. Ué, esqueceu do seu passdo no PMDB e no PDS?

Eu só queria entender
A miséria da filosofia é isso aí. Ao mesmo tempo em que voltou a defender a invasão de imóveis vazios em Curitiba, Bruno Meirinho (PSOL) disse, em entrevista na RIC, que é preciso garantir o direito de propriedade.

Pegou pesado
Incrível o destempero do presidente Lula, em Juazeiro do Norte (CE), ao chamar de “babacas ricos” os estudantes que se dizem contra o ProUni (Programa Universidade para Todos).

Privatismo
Depois de se auto-elogiar e classificar a idéia de “genial”, criticou aqueles que consideram que o programa estaria privatizando a educação.

Só mudou o nome
Ora, e como ele chamaria o Proer da Educação? Só para lembrar os esquecidinhos, o ProUni de Lula era chamado no governo militar de “subsídio às universidades”.

É dando…
A “Redentora” socorreu as universidades particulares no passado da mesma forma que o programa lulista busca ajudar universidades “nota Z”, segundo os critérios do próprio governo, em troca de vagas para alunos carentes.

…que se recebe
É um jeito fácil de resolver os problemas crônicos da educação básica que vão resultar, na outra ponta, em um remédio amargo na capacitação de profissionais. O governo se exime e engorda o caixa das instituições de ensino.

Em cada esquina
Não à toa, há mais faculdades em Curitiba do que salões de cabeleireiro.

ARREMATE
Ó céus. Há um candidato da “catiguria”: Repórter Garotão. Quaquaquá.

OBLADI-OBLADÁ
O juiz federal Edgard Lipmann Jr. determinou ontem o bloqueio de R$ 50 mil na conta bancária do governador Requião, pelo descumprimento da determinação de não atacar adversários na “Escolinha” da TV Educativa. *** Diga-se que esta é a multa light. Há outras duas já impostas que somam R$ 400 mil. E vem mais por aí.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

A meia-sola do STF

21 August, 2008
06:07

A coluna Toda Política desta quinta-feira no JE.

Joaquim Barbosa, o ministro-relator que transformou em réus os 40 do mensalão, fez falta ontem na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu o nepotismo em todas as esferas de poder público, mas criou um precedente perigoso: o sistema de cotas para os denominados “agentes políticos”.
Talvez Barbosa iluminasse as idéias dos autores quando, ao analisarem um caso concreto de um vereador de um município do Rio Grande do Norte, cujo irmão é Secretário Municipal de Saúde, entenderam que o nepotismo cruzado não se verificaria nesse caso, porém, em conclusão apressada, decidiram diferenciar cargos administrativos de cargos políticos e isentar da obrigatoriedade da decisão ministros de Estado, secretários estaduais e municipais.
É uma lógica, no mínimo, controversa. Por essa ótica, para ficarmos num exemplo paroquiano, o governador Requião poderia nomear parentes nas mais de 30 secretarias da administração estadual sem que incorresse em ilegalidade. Seriam todos “agentes políticos”.
Da mesma forma, o reinado do governador Jackson Lago (PDT) no Maranhão, terra que Ribamar passou no bigode, manteriam-se intactos com a parentada alojada em cargos de primeiro escalão.
Nesta quinta-feira, os ministros voltam a se reunir para discutir a redação da súmula vinculante sobre o nepotismo – que obriga os juízes a seguirem o entendimento do STF.
É uma oportunidade de ouro para que os ministros revejam seus conceitos e lembrem que o tal “agente político” definido por eles pode ser um parente muito bem remunerado e com a caneta na mão para deitar e rolar com a coisa pública. Literalmente.
Caso contrário, a decisão abre um precedente que pode gerar um sem número de interpretações – e há advogados especializados nisso – e empacar uma prática que perdura no país lá se vão 500 anos. Desde que Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei de Portugal para contar as boas novas e, de quebra, pedir um carguinho para o irmão. Ô praga.

Liberou geral
O juiz da 177ª Zona Eleitoral de Curitiba liberou blogs e as comunidades de apoio a candidatos no Orkut desde que não sejam criados diretamente pelos concorrentes à eleição.

Sem censura
No entendimento do juiz, proibir que um eleitor crie uma comunidade em apoio a um candidato a prefeito ou vereador incorreria em afronta ao direito de livre expressão.

Quem é quem
A propaganda do PV, ontem na TV, levantou uma dúvida entre os telespectadores. Afinal, quem é o candidato do partido à prefeitura, Melo Viana ou Maurício Furtado?

Golpe baixo
A autoflagelação eleitoral do tucano Beto Richa na abertura da propaganda gratuita dos prefeituráveis de Curitiba fez a oposição entrar em crise. Se ele reconhece os erros e promete o que os outros estão prometendo, vai faltar assunto para os adversários. Assim não dá.

Quase igual
Em Colombo, a peemedebista Beti Pavin decalcou o slogan de Lula em 2006: “É Beti de novo, com a força do povo”. Richa foi mais discreto: “Tá na boca do povo. É Beto de novo”. Ah bom.

A frase do dia
“Mesmo sendo seu marido eu não me sinto suspeito para dizer que ela é muito competente”. Do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), em depoimento sobre a mulher “guerreira e mãe brasileira” Gleisi Hoffmann. Ei ministro, é suspeito sim.

Há esperança
Com tempo escasso, Bruno Meirinho, do PSOL, deixou de lado a ameaça de invadir imóveis vazios para dar teto aos sem-teto e respondeu a pergunta singela: “É possível?” Sim, é possível. E não era uma pregação. Ele não é dessas coisas.

ARREMATE
O marqueteiro Hiram Pessoa de Mello errou a mão ao apresentar, ontem, na propaganda eleitoral, o “Esta é Sua Vida” do peemedebista Carlos Moreira. Foi mesmo de chorar.

OBLADI-OBLADÁ
Quem esperava ver Requião no primeiro programa de Carlos Moreira (PMDB) ficou frustrado. Mas ele entra em cena logo mais. Menos incendiário do que se espera. Vai trabalhar para a eleição ao Senado em 2010 e deixar as picuinhas eleitorais de lado. *** Sem ver a cor do dinheiro, formiguinhas do PT ameaçaram debandada geral na semana passada. Só sossegaram quando a sineta do caixa tocou. *** Ex-administrador regional da prefeitura, o candidato a vereador pelo PP, Juliano Borghetti, é acusado por aliados de quebrar o compromisso firmado de que os regionais não disputariam vaga na Câmara. A promessa é de vendeta.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Nepotismo: Requião reage

20 August, 2008
07:49

A coluna Toda Política desta quarta-feira no JE.

A família Requião se pôs em polvorosa com a notícia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode editar, nesta quarta-feira, uma súmula vinculante proibindo o nepotismo no serviço público em todo o país.
Na “Escolinha”, onde despeja seus rancores, Requião voltou a defender a prática e disse que sempre escolheu os parentes para integrar o governo porque, mais que parentes, são pessoas adequadas. “Veja o caso do Maurício Requião, que ocupou a Secretaria de Educação e transformou o ensino do Paraná no melhor do Brasil”, afirmou o governador. Pois é.
A “adequação” a que se refere Requião poderia ser devidamente esmiuçada aqui neste espaço, mas fiquemos com o preto no branco.
Caso o STF decida proibir o nepotismo, é bem provável que Maurício, que hoje ocupa cargo confortável, ainda que sub judice, no Tribunal de Contas do Paraná, veja sua posição virar pó por conta da súmula do Supremo.
É o fim da farra requianista. Requião desdenhou várias vezes da sua condição de nepotes. Disse, certa vez, que era um “nepotista esclarecido”. Em outra ocasião, que era um “nepotista militante”. Em 2006, quando pressentiu que um projeto de lei antinepotismo de autoria do petista Tadeu Veneri poderia ser aprovado pelos deputados, enviou um antiprojeto também antinepotista, só que amplo, geral e irrestrito. Incluía os três poderes até o parentesco de 2º grau e, mais do que isso, abrangia até cartórios extrajudiciais. Diga-se, era um recado para o então presidente da Assembléia, Hermas Brandão, justamente um dono de cartório.
O que se viu depois é digno de verbete especial no “Livro das Vergonhas Legislativas”. Além do PMDB que votou fechado pela rejeição da PEC, quatro petistas fujões e um outro tanto de tucanos de bico doce ajudaram a derrubar a proposta de emenda constitucional.
Dias depois, em mensagem a Brandão, o governador retirou o seu projeto, alegando inconstitucionalidade.
Era a piada do nepotismo. Talvez a última que Requião riu.

Mais pesquisa
O Datafolha registrou ontem pesquisa no TRE do Paraná sobre a intenção de voto em Curitiba. A sondagem deve ser divulgada, na próxima terça-feira, na 2ª edição do Paraná TV, já levando em consideração o impacto do horário eleitoral gratuito.

Trabalho duro
O presidente Lula ranhetou, ranhetou, mas deve vir mesmo a Curitiba em setembro (em data a ser definida). A previsão é a de que faça uma maratona de três comícios em três bairros diferentes. Provavelmente na Região Sul, área mais populosa da capital.

Alalaô
O primeiro dia de propaganda eleitoral de Curitiba apresentou a primeira leva de personagens folclóricos. Candidato a vereador do PV apresenta-se como “Obladen”. Céus, e o 11 de Setembro vem aí.

Sempre referência
O tucano Odilon, alerta os eleitores: “Apareceu a careca, confirma”. Quaquaquá.

Ah, a fama
Há também o “Mestre Pop” e o “Lingüiça de Circo”, que ganhou fama na coluna de José Simão, na Folha de S. Paulo. É membro (ops), sem saber, do Partido da Genitália Nacional.

A letra é deles
O estilo “lambe-lambe” da propaganda eleitoral de Carlos Moreira (PMDB), ontem no horário reservado aos vereadores, fez levantar uma dúvida entre os peemedebistas. Há quem suspeite que Benedito Pires e Airton Pissetti estão dando uma mãozinha.

Olha o trem
O congestionamento-monstro provocado por um descarrilamento de trem da ALL, ontem na avenida Afonso Camargo, esquentou o debate das linhas de trens no perímetro urbano de Curitiba e deve virar pauta de campanha.

ARREMATE
Um minuto de sabedoria com Dilma Roussef: “O Brasil não seria o mesmo sem o PT de Curitiba”. Seria sim, ministra.

OBLADI-OBLADÁ
Caçadores da Vara Perdida! Enfim, encontraram a vara olímpica da saltadora Fabiana Murer. Estava no mesmo campo onde jogaram as seleções de futebol do Brasil e Argentina. Só não me pergunte aonde. *** Horas depois da vitória acachapante por 3 a 0, o “Clarín” estampava manchetes entusiasmada. A mais educada chamava o lateral Marcelo de “frouxo”. É, faz sentido. *** Um jornalista definiu assim o esporte praticado por Ronaldinho Gaúcho: “É futebol de sinaleiro”. Moço, dá um trocadinho.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Só por osmose

19 August, 2008
08:25

A coluna Toda Política desta terça-feira no JE.

O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que começa nesta terça-feira, com a apresentação dos candidatos a vereador, já embute uma mentira. Não é gratuito coisa nenhuma.
Em troca da cessão do horário, o governo federal concede isenção do imposto de renda proporcional ao horário ocupado pelos partidos. Como as emissoras não são bobas nem nada, o valor é o de tabela cheia, sem desconto.
Só com a campanha deste ano, a Receita Federal deixará de arrecadar o equivalente a R$ 191,6 milhões das emissoras de rádio e televisão.
No palco eleitoral, espera-se o que se chama de largada para valer. Enfim, os candidatos irão mostrar a sua cara e dizer a que vieram. A maioria deles não sabe. No caso dos candidatos a vereador – que só em Curitiba passaram da marca dos 800 –, o motivo principal é o salário, nada desprezível, diga-se. Para todos os efeitos, no entanto, eles representam uma comunidade, um bairro, uma causa, um clube de futebol, uma entidade. É sempre nebuloso.
Pesquisa publicada na edição de ontem da “Gazeta do Povo”, apontou que 69% dos curitibanos pretendem ocupar a meia hora de propaganda eleitoral no rádio ou na TV, em outra atividade.
Mas é difícil ficar indiferente a ela. Como a exposição será de 45 dias corridos, com descanso aos domingos (que ninguém é de ferro), o processo de conhecimento dos concorrentes acaba ocorrendo até pelo fenômeno biológico da osmose.
Mesmo os mais renitentes terão dificuldade em escapar do assunto, ainda que de soslaio, no balcão da mercearia ou na fila do banco.
Chamam por aí de “festa de democracia”. Substitua a palavra “festa” por “farra” e talvez o sentido da expressão ganhe contornos mais dignos. Em nome da democracia, que poucos aprenderam o significado, o Brasil chafurda nos limites do público e do privado. Foi Churchill quem disse que o sistema político criado pelos gregos, mesmo com todos os seus defeitos, é sempre melhor que a alternativa. Ok. Mas é de bom alvitre preparar o estômago.

Leve e solta
O desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, Campos Marques, reconsiderou decisão anterior e concedeu liminar à construtora EGC anulando a suspensão por dois anos da empresa em licitações públicas.

Mãos à obra
A EGC é responsável por várias obras do governo do estado e, mesmo com a suspensão, continuava a tocá-las risonha e sacudida.

Veneninhos
O PMDB ensaia o velho jogo político, sujo e malvado. É ruim para a campanha eleitoral, mas é muito bom para espantar a modorrência.

Para variar
Quem sabe assim, o debate não ganha contornos mais interessantes do que o rame-rame das filas de postos de Saúde e dos congestionamentos.

Só matando
Espanta-me ler nos jornais que o debate da hora seja a construção de estacionamentos para abrigar o crescente número de carros que disputam espaço no centro de Curitiba.

Só cobrando
Se um urbanista fosse chamado a dar pitaco, provavelmente a solução apresentada por ele seria a mesma de Londres: a criação de um pedágio urbano.

O fim
É o apocalipse now. A continuar nesse ritmo e em breve a cidade estará construindo arranha-céus para comportar carros. O horror!

Tudo pelo voto
Três bairros de Curitiba enfrentam uma autêntica “guerra civil” por votos. Na Cidade Industrial de Curitiba, ao menos 30 candidatos disputam o eleitorado. No Cajuru, há 20. No Sítio Cercado, 50.

Quebra-quebra
Cabos eleitorais de Beto Moraes (PSDB) e Maurício Camargo (PTB) – primo do candidato à prefeitura de Curitiba, Fábio Camargo, também do PTB – foram às vias de fato na semana passada.

Finesse
O vereador Ângelo da Farmácia (PP) foi mais diplomático. Chamou o colega Élcio Pereira (PPS), que acaba de assumir a Câmara em substituição ao cassado Tico Kuzma (PSB), para discutir a divisão do território do Uberaba.

ARREMATE
O presidente estadual do PV, Melo Viana, está reunindo os candidatos a vereador do partido para cobrar o dízimo em valores que vão de R$ 1 mil a R$ 5 mil. Até agora só três pevistas contribuíram. Ó vida.

OBLADI-OBLADÁ
A TIM mandou entregar, ontem na Câmara, um mimo aos 38 vereadores da Casa. Pela cara do pacote, os parlamentares pensaram se tratar de um aparelho celular de última geração. Ledo engano. Eram duas canecas com a marca da operadora. *** A inauguração de comitê eleitoral do peemedebista Carlos Moreira, ontem na Getúlio Vargas, provocou confusão. *** O partido convocou os barnabés comissionados, mandou a PM fechar uma rua transversal e pôs um carro de som para animar a festa. *** Imagine o furdúncio.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

O PT escondido

18 August, 2008
07:27

A coluna Toda Política desta segunda-feira no JE.

O Partido dos Trabalhadores fez pesquisa interna em São Paulo e constatou que ser “petista” pega mal. O partido é rejeitado por 24% dos paulistanos. Não é propriamente uma novidade. Em Curitiba o percentual talvez seja ainda maior.
Não por acaso, as campanhas do PT na capital tem se esmerado em esconder a legenda atrás do candidato ou do número do partido – o 13. Em 2004, o candidato do PT à prefeitura em Curitiba, Ângelo Vanhoni, escondeu também a cor vermelha. Não só. A estrela do partido virou uma personagem de desenho animado – a inspiração parece ter sido o picashu do Pokemón – e as bandeiras de campanha ganharam a cor azul.
Quatro anos depois a estratégia se repete. Gleisi Hoffmann adotou um tom cor-de-rosa nas bandeiras e tem destacado o nome e o número 13, mas escamoteado a sigla. Verdade, uma rápida conferida nos sites dos adversários e percebe-se que a prática é a mesma.
Mas do PT esperava-se mais. Afinal, era até há pouco tempo um “ícone pop” tal como as imagens de Che Guevara, Bob Marley e o símbolo hippie do “paz e amor”. Além do mais, petista que se preze sempre teve orgulho de ostentar na lapela a estrelinha vermelha com o nome da sigla em branco.
A repulsa ao partido, no entanto, é recente e tem a ver mais com seu funeral ideológico do que com as idéias jurássicas que alimentou desde a sua fundação, em 1980.
Para ficarmos apenas em um exemplo, vide o caso do “nepotismo”, do qual o governo do Paraná é um exemplo negativo. Pouco antes do início da campanha, Gleisi Hoffmann achou por bem não discutir o assunto, apesar do programa do partido rejeitar a prática, porque fecharia as portas a um possível aliado – exatamente o governo Requião.
Dane-se, portanto, os princípios. Concorrente da petista nas prévias “democráticas”, o deputado Tadeu Veneri é autor de uma PEC antinepotismo rejeitada em 2006 por obra e graça de quatro petistas fujões e que há mais de um ano, em nova dentição, míngua à falta de uma assinatura das 18 necessárias para que tramite na Assembléia. Entre os seis deputados da bancada petista na Casa, apenas um assinou a PEC: o próprio Veneri. Os outros estão preocupados demais com o fisiologismo que grassa no parlamento para discutir essas picuinhas. Já se viu. O PT, ao fim e ao cabo, é uma vítima do petismo.

Hip hip hurra
Ensaiei uma retirada estratégica do blogo que leva o meu nome, no sábado, e a petezada já saiu comemorando
.
Resmungar é preciso
Calma lá gente, foi só muxoxo de velho. Aqui ninguém tem carguinho no governo para prover o seu sustento.

Devagar e sempre
Claro, há sempre projetos de vida engavetados. Os meus são escrever um livro, estudar física quântica e aprender a tocar “o bife” no piano – não necessariamente nessa ordem. Mas há que se dar tempo ao tempo.

Reforma à vista
O blogo continua lá, ainda que mal amado, até a eleição. Depois, talvez ganhe outra cara. Talvez siga outro rumo. Quem sabe.

Candidato rexona
Petistas ficaram fulos da vida com a tentativa do peemedebisdta Carlos Moreira de tentar pegar carona no prestígio de Dilma Roussef, sábado, na Boca Maldita.

Vetado
O fotógrafo da campanha de Gleisi Hoffmann foi proibido de registrar imagens e a candidata petista saiu fora de cena.

Lotação esgotada
Cinco comissionados compareceram à exibição da peça “As Prostitutas Respeitosas” de Doático Santos no calçadão da Rua XV de Novembro. Foi um retumbante sucesso!

ARREMATE
Ô trovador do rei, Beto Phelps foi dose.

OBLADI-OBLADÁ
A queixa registrada nesta coluna de que estagiários a serviço do Palácio das Araucárias estariam recebendo salário de R$ 200 para oito horas diárias de trabalho rendeu frutos. Na semana passada, o governo elevou os vencimentos para R$ 547 e diminuiu a carga horária para seis horas diárias. *** Caixinha, mais um! *** O ex-diretor jurídico da Paraná Previdência, Francisco Alpendre, leu a nota sobre o banimento do jogador Rafinha, do Toledo, e enviou comentário: “A Constituição Federal veda pena de caráter perpétuo, inclusive administrativamente. O atleta pode requerer seu retorno, nulidade do processo e abrandamento da pena”. Está registrado.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

Os cães também merecem o céu

16 August, 2008
08:45

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A charge de Jean na Folha de S. Paulo deste sábado

 

Exblogue-se

16 August, 2008
08:28

A coluna Toda Política deste sábado no JE

Ruy Castro estava certo. Excesso de informação nos intoxica 24 horas por dia e faz o mundo parecer ainda pior do que ele é.
Quer uma prova? Crie um blog. Durante mais de um ano tenho sentado diante do computador às seis da manhã, pouco mais, nunca menos e passado o dia a pinçar notícias e dar pitaco sobre tudo o que leio ou ouço (no rádio) ou vejo (na TV).
Pois tornou-se insuportável. A ponto do prazer de escrever tornar-se desprazer. Junte-se a isso a penosa tarefa de atender e fazer ligações ao telefone – aparelho com o qual, ao contrário de outros jornalistas, nunca me relacionei bem – e o trabalho de encher o caderninho de notas com garatujas que, a cada dia, tornam-se piores. Já me peguei tendo dificuldade em entender o que eu próprio escrevera dez minutos antes.
Como trata-se de uma rotina solitária, passei a falar sozinho, brigar comigo mesmo e, em certas ocasiões, rir de minhas próprias piadas, com um travo de amargura por não poder contá-las a ninguém.
Se carece ilustração, há três imagens que me ocorrem. A primeira, óbvia, é a de um moedor de carne. A segunda é uma tira do cartunista Laerte onde um redator ri de suas sacadas geniais em um bilhete suicida, pouco antes de se enforcar.
A terceira é a do filme “Vampiro de Almas” de Don Siegel, que ganhou um remake (talvez dois) com o título de “Invasores de Corpos”. De modo que não sou eu quem bloga, mas o vegetal extraterrestre que tomou o meu lugar.
Sempre achei que quem escrevia para a seção de leitores dos jornais tinha um pé na insanidade. Ironia, dedico uma parte do tempo a ler comentários que, verdade, não são muitos, mas me impingem a difícil tarefa de lê-los. Logo eu que odeio leitores. Penso, blogo existo. Bah!
Houve a bolha da internet e há a bolha dos blogs. Milhões de diários eletrônicos, divididos em segmentos, seções, temas. E todos ávidos por expressar suas opiniões e esperar que alguém os leia. Quem se importa?
Por favor, uma cota nesse mundinho para os não-blogados. “Ah, você não tem um blog? Desculpe, alguém está me chamando”. Eu cá me incluo fora dessa blogosfera.

Maldição
Alheio às mandingas, o vereador Élcio Pereira (PPS) ficou com o gabinete cor-de-rosa da Câmara por onde já passaram dois vereadores do PSB: Valdenir Dias e Tico Kuzma. Ambos cassados. Toc toc toc.

Trocadalho
Ex-presidente da Paraná Esporte, o candidato do PCdoB à prefeitura de Curitiba, Ricardo Gomyde, aceitou na “esportiva” o índice de 0% nas pesquisas. Sei lá, o importante é competir.

Cheirinho bom
Presidente de honra do Atlético, Mário Celso Petraglia ficou fulo da vida, dia desses, ao perceber que a fumaça que sai da churrascaria da Arena invade a academia de ginástica.

Assim não dá
Teme, com razão, que a academia perca os freqüentadores e a churrascaria ganhe. Quaquaquá.

Fácil, fácil
Não foi preciso muito esforço para que Lauro Rodrigues, candidato do PTdoB à prefeitura, desistisse ontem da participação no debate da TV Educativa.

Manifestação
Para todos os efeitos, no entanto, a ausência é uma forma de protesto. Contra o que ninguém sabe.

Vapt-vupt
Em busca da renovação do mandato, o vereador Roberto Hinça (PDT) está desfilando pela cidade com um ônibus-palco. É a forma que ele encontrou de ir até onde o povo está. E também, se o for caso, de fugir dele. Rapidinho, rapidinho.

Chinelão
O ex-bispo católico Fernando Lugo tomou posse ontem na presidência do Paraguai calçando as sandálias da humildade. Hmmmmmmm.

Fome zero
Franciscano paraguaio, Lugo abriu mão de seu salário de US$ 4 mil e prometeu erradicar a fome no país. Hmmmmmmm.

Menos, companheiro
Não, caro leitor, a “Carta de Puebla” de Requião não chega a tanto.

ARREMATE
De um pândego, ontem, na Boca Maldita: “Gleisi, a menina que nasceu para ser freira, não sobe nas pesquisas nem com reza brava”. Quaquaquá.

OBLADI-OBLADÁ
O PCdoB já tem do que se orgulhar. Saiu na frente e disponibilizou na internet o programa de governo do candidato Ricardo Gomyde. Está lá para quem quiser ver. *** As esperanças do PT de Curitiba se renovam. Pesquisa Ibope divulgada ontem mostrou crescimento de sete pontos da petista Marta Suplicy, de 34% para 41%, e queda de cinco pontos do tucano Geraldo Alckmin, de 31% para 26%. *** O candidato do PMDB, Carlos Moreira, admitiu que mesmo com 0% ainda crê no imponderável. Aquele que Nelson Rodrigues chamava de “Sobrenatural de Almeida”.

marcusvrgomes@uol.com.br

 

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