Arquivo da seção:
'Toda Política'

Dilma puxa a fila

15 agosto, 2008
07:19

A coluna Toda Política desta sexta-feira no JE.

A ministra Dilma Roussef (Casa Civil) encabeça o desembarque de petistas em Curitiba, a partir desta sexta-feira, para deitar apoio à candidatura de Gleisi Hoffmann.
Dilma põe os pés na capital com agenda cheia. Segue para o Hotel Bourbon, concede entrevista coletiva às 19 horas, ao lado de Gleisi, e depois ruma para o Restaurante Madalosso onde será a estrela de um jantar por adesão ao custo de R$ 1 mil por pessoa. A expectativa da coordenação petista é reunir ao menos mil comensais ávidos por ouvir o que Dilma tem a dizer, o que representará, noves fora, a bagatela de R$ 1 milhão aos cofres de campanha. Dá-lhe frango com polenta.
No sábado, Dilma grava participação no programa eleitoral da petista logo pela manhã e segue depois para a Praça Santos Andrade. De lá, faz périplo tradicional até a Boca Maldita, sempre ao lado de Gleisi, em cortejo político padrão que inclui cumprimentos a lojistas e pedrestres, acenos, poses para fotos e mais as infalíveis beijocas em criancinhas desavisadas. Buá-buá.
Dilma vai e o ministro Tarso Genro (Justiça) vem. Sempre na mesma toada. É a forma que Gleisi encontrou para anabolizar sua campanha. Amparando-se no apoio petista e quiçá, nos bons ventos da economia do governo Lula. É tarefa hercúlea.
Gleisi tem procurado aliar todos os programas sociais de Curitiba à mão invisível do governo federal. A questão é convencer o eleitorado. Se Lula não dá sinais de que venha a subir no palanque da petista temendo melindrar aliados locais, apela-se para o que estiver disponível. A mãe do PAC, o pai da Luciana (Genro), o criador da Renda Mínima.
Sim, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) aponta em Curitiba no dia 23 a fim de participar de debate sobre a CPI dos Grampos com o senador Álvaro Dias (PSDB) e, de quebra, dá uma esticadinha para gravar participação no programa eleitoral de Gleisi Hoffmann. No varejo, deve pedir a inclusão no plano de governo da petista do programa de Renda Mínima, do qual é autor e propagandista entusiasta. Só para efeito de ilustração: Suplicy já apresentou suas idéias até no Iraque. Imagine o que pode fazer pela campanha de Gleisi.

Por Alá!
A Embaixada da República Islâmica do Irã, em Brasília, enviou ofício ontem ao Palácio das Araucárias solicitando que o governador corrija informação expressa na “Escolinha” na última terça-feira.

Pede pra sair
Em sua proverbial capacidade de morrer pela boca, Requião disse que a Copel só não foi privatizada graças à ajuda de Bin Laden, que explodiu as Torres Gêmeas em Nova York.

Piadinha
O candidato do PMDB à prefeitura, Carlos Moreira, não esconde. Foi numa cavalgada matinal com Requião que apresentou-se como concorrente. E meio, assim, de brincadeira.

Comparar é preciso
Nota publicada na coluna Radar da revista “Veja” informa que o jantar preparado por 15 chefs da cozinha mundial em São Paulo, no mês de novembro, custará a bagatela de R$ 6 mil por cabeça.

Polentaço
Serve de referência para mensurar os jantares promovidos por tucanos e petistas para arrecadar fundos durante a campanha.

Protocolar
O presidente da Assembléia Nelson Roberto Plácido Silva Justus (DEM) recebeu e devolveu, ontem, requerimento do Palácio das Araucárias em que era solicitado, por ordem de sucessão, a substituir Requião durante a viagem do governador ao Paraguai.

Questão de família
Respondeu telegraficamente algo assim: “Tô fora”. E por motivo Justus, ops, justo. A irmã Evani Justus (PSDB) é candidata à prefeitura de Guaratuba. Vai que torna-se inelegível.

ARREMATE
Do peemedebista Carlos Moreira, sempre otimista, relacionando o 0% do seu nome no Vox Populi à margem de erro de 3,5% da pesquisa. “Ao menos 3,5% negativo não existe”. Ufa.

OBLADI-OBLADÁ
A prefeitura de Curitiba fecha os últimos detalhes com a Casa Civil do governo para assumir o controle do Ginásio Tarumã, onde treina a equipe de ginástica olímpica que foi à China. *** Sem Beto Richa, que já declinou o convite, a TV Educativa promove nesta sexta-feira debate com os candidatos à prefeitura de Curitiba. *** A mediadora será a jornalista Salete Lemos. *** A principal atração, o claudicante Lauro Rodrigues, que fez aulas de dicção e promete desempenho menos risível do que o exibido na TV Bandeirantes, em 31 de julho.

marcusvrgomes@uol.com.br

Richa, o fenômeno

14 agosto, 2008
06:16

A coluna Toda Política desta quinta-feira no JE.

Me informa o editor do UOL, onde este escriba também fatura seus caraminguás (eu ainda morro disso), que o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), transformou-se em um fenômeno eleitoral. Não há caso, ao menos entre as capitais do país, onde um candidato à reeleição tenha percentual de intenção de voto tão alto e, mais importante, uma rejeição tão pequena.
Ontem, o resultado da pesquisa divulgado pelo Vox Populi por encomenda deste JE (os números estão esmiuçados nesta edição), não trouxe grandes novidades a não ser o de confirmar o que o Datafolha já havia apontado em 24 de julho e o Ibope anteontem: o tucano nada de braçada em uma eleição que deve mesmo ser decidida no primeiro turno, faça chuva ou faça sol.
Perguntam-me por que Richa vai tão bem. Respondo com o melhor pessimismo que me cabe: talvez porque os seus adversários sejam ruins de dar dó. Não há confronto à vista e mesmo aqueles que o ensaiam são títeres de um governo que chafurda na lama da truculência administrativa – o nome eu poupo ao leitor.
Mesmo com índices positivos da economia, cujos “eflúvios lulistas” a candidata do PT, Gleisi Hoffmann, espera ser contaminada, não há sinais da mitológica “transferência de votos” que se esperava. Talvez porque seja realmente isso, um mito.
E já que o assunto é mitologia que se enterre também aquela que diz que Richa bateu em um “suposto” teto. Não porque tenha alcançado 74% na pesquisa do Vox Populi, mas porque esse limite não existe.
Claro ninguém é unanimidade, político muito menos. Porém, se é crível – e é – acreditar na possibilidade de que Carlos Moreira, candidato do governador, tenha conseguido a proeza de somar 0% nas intenções de voto, é crível também que Richa atinja os píncaros.
De resto, a indigência está do lado de lá. Há doze anos pelo menos, desde a eleição á prefeitura de Cássio Taniguchi, então no PDT, não se via tanta indigência eleitoral num oco de propostas. O ícone dessa eleição curitibana modorrenta será mesmo o homem de “poucas palavras” Lauro Rodrigues. Corta!

Marca indelével
Um dos objetivos do lançamento do gibi da “Turma da Gleisinha”, divulgado pela candidata do PT à prefeitura, Gleisi Hoffmann, é acabar com o estigma da “Barbie Petista”.

Eu não sou Barbie não
Personagem principal da HQ que está sendo distribuída para a petizada (atenção, eu disse petizada), Gleisi fez questão de reforçar as diferenças com a boneca da Mattel. “A Barbie não tem nada a ver comigo. Ela é alta e magra”.

É Grace
A considerar o perfil da candidata publicado por jornal de Curitiba, o estereótipo, no entanto, se reforça. Ao menos, no conteúdo. Na reportagem, Gleisi revela que seu nome de batismo foi inspirado na atriz Grace Kelly (“a grafia foi modificada porque meu pai achou que a pronúncia estava errada”).

Mas os cabelos…
E é descrita como uma mulher preocupada com o fato da campanha impedi-la de ir à manicure. “Tenho usado apenas creme para as mãos e lixado as unhas”.

…quanta diferença
A reportagem assinala ainda que, apesar disso, ela não descuida do cabelo e que teria aprendido a deixar o “penteado impecável” com a mãe, dona Gegê. Ah, a fama.

Sr. Ninguém
O novo vereador da Câmara de Curitiba, Élcio Pereira (PPS), que substituiu o cassado Tico Kusma (PSB), foi devidamente ignorado nas fotos divulgadas pela assessoria da Casa no dia da posse.

Onde está
As imagens divulgadas mostraram duas panorâmicas do plenário e um “boneco” do presidente estadual do PPS, Rubens Bueno. Parece o jogo de adivinha do “Wally”.

Boca livre
O TSE negou recurso do Ministério Público do Paraná que pedia a cassação do deputado Ney Leprevost (PP) por ter oferecido jantar a eleitores em 2006.

Nem tanto
Segundo o tribunal, o rega-bofe não caracteriza “compra de votos”.

ARREMATE
A chuva dos últimos dias fez os candidatos à prefeitura de  Curitiba se recolherem nos estúdios para gravar os programas eleitorais gratuitos que vão ao ar na próxima semana.

OBLADI-OBLADÁ
O TSE divulgou a prestação de contas parcial dos candidatos, obrigatória na nova resolução do tribunal. Até o dia 6 deste mês, data da entrega do rol de receitas e despesas, os prefeituráveis arrecadaram R$ 2,5 milhões e gastaram cerca de R$ 1,5 milhão. *** Excluam-se os candidatos Bruno Meirinho (PSOL), Lauro Rodrigues (PTdoB) e Maurício Furtado (PV), que não arrecadaram nada e também não consumiram nada.

marcusvrgomes@uol.com.br

A empresinha da secretária

12 agosto, 2008
08:29

A coluna Toda Política desta terça-feira no JE.

Nomeada para substituir o maior secretário de Educação do Brasil (copyright Roberto Requião), Yvelise Freitas de Souza Arco Verde é mais uma dos membros do alto escalão do governo envolvido em irregularidade. Superintendente da Secretaria de Educação desde 24 de janeiro de 2003, quando foi cedida pela Universidade Federal do Paraná, por indicação do amigo Maurício Requião, Yvelise se utilizou da empresa onde é sócia minoritária – Arco Verde e Souza Ltda., cujo nome não deixa dúvida, para fornecer serviços à Secretaria de Educação.
Documentos disponíveis no SIAF (Sistema Integrado de Acompanhamento), disponibilizado pelo próprio governo Requião, mostra que a micro-empresa de dona Yvelise, ligada à área de Engenharia Civil, vendeu estudos de edificações para a Secretaria de Educação em  2005. Pelo serviço a empresa recebeu na data de 20 de dezembro do mesmo ano o valor total de R$ 7.896,00 em quatro faturas.
O crime praticado por Yvelise leva o nome de “peculato” e está descrito nos artigos 312 e 313 do Código Penal. Prevê punição de 2 a 12 anos para aquele que subtrai valor do Erário em proveito próprio ou alheio, “valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário”.
Há mais nessa farofa. Se o crime for comprovado, pode sobrar também para o ex-secretário e atual conselheiro do TC, Maurício Requião, como co-responsável, uma vez que foi ele quem autorizou, aos olhos da lei, o serviço. A pena, nesse caso, seria a mesma.
A favor de dona Yvelise, diga-se que ela não é um caso isolado. Conforme denunciado neste mesmo espaço anteriormente, a secretária de Administração, Maria Marta Lunardon, também tem se valido do cargo para beneficiar a empresa Telos Equipamentos e Sistemas S.A., não por coincidência de propriedade do marido e da mãe da secretária. No período de 2004 a 2007, a empresa faturou no governo o equivalente a R$ 541 mil. A denúncia foi feita no dia 16 de maio deste ano e, desde então, Maria Marta se fechou em copas, temerosa de que a investigação do Ministério Público do Paraná, que já teve início, possa tirar da empresa da família a “boquita”. Uma pesquisa recente mostrou que as mulheres eram as mais indicadas para ocupar cargos públicos porque seriam menos vulneráveis a atos “corruptíveis”. O Paraná, pelo jeito, é uma desonrosa exceção.

Bem na foto
Começou a corrida dos candidatos a vereador para comprar espaço nos jornais locais. Santo, santo, santinho.

Quase um junior
O vereador Aladim Luciano (PV) sagrou-se campeão neste fim de semana pelo Flamengo curitibano, categoria sub-70. Ele avisa: tem 62.

Humor negro
Diálogo registrado em rodinha de políticos, na Câmara, diante de um carro funerário que deixava o IML, na sexta-feira passada. O petista: “Tomara que seja um eleitor do Beto”. O tucano: “Tomara que seja um eleitor da Gleisi”. Do peemedebista: “Tomara que seja o Moreira”. Quaquaquá.

Outra rodada
A guerra contra a Ecovia, que quer fechar os acessos de bairros curitibanos à BR-277 continua. Ministério Público, empresa e representantes voltam à mesa de negociação nesta semana.

Elementar, meu caro
Uma lupa exibida pelo vereador Paulo Salamuni (PV), ontem na Câmara, gerou piadinhas dos colegas. Segundo eles, Salamuni estaria evocando Sherlock Holmes para tentar encontrar as “pegadas da reeleição”.

Painhos
Deputados campeões de voto estão “apadrinhando” publicamente a candidatura de vereadores em Curitiba. Acyr José, do PSDB, conta com o apoio de Gustavo Fruet. Osmar Bertoldi, do PP, é afilhado eleitoral do deputado pepista Ney Leprevost

Abaixo o armário
Noventa e quatro dos candidatos a vereador e prefeito no país se declaram gays ou “aliados”, segundo levantamento da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros. Sete deles são do Paraná.

ARREMATE
Fãzoca de Requião, Shirley Ramos, de Maringá, atendeu pedido do governador Requião para que rezassem por ele e compôs oração que está circulando no mundo livre da internet.

OBLADI-OBLADÁ
O PPS fez o cálculo e chegou ao seguinte cenário. Cada candidato a vereador do partido terá uma inserção semanal na propaganda gratuita com tempos que variam de 10 segundos (na TV) a 15 segundos (no rádio). *** ´Tá bom demais. *** Sobre nota publicada na quinta-feira passada, o vereador tucano Beto Moraes reafirma que foi o único parlamentar a votar contra o projeto de aumento dos salários dos vereadores. “Os petistas, ao contrário do que afirmam, propuseram reajuste de 26,06%” – o mesmo do funcionalismo público municipal.

marcusvrgomes@uol.com.br

Onze picaretas

11 agosto, 2008
06:00

A coluna Toda Política desta segunda-feira no JE.

Que regalo é esse que faz com que deputados estaduais que disputam a eleição a prefeito possam sair por aí em campanha sem prejuízo de seus vencimentos? Respondo: o mesmo regimento interno da Assembléia que também autoriza parlamentares nomeados para secretarias do governo ou de municípios a manterem o seu séquito e suas benesses. A conta, óbvio, vai para a vaca pública.
Há 12 deputados que disputam as eleições em outubro. Só um deles pediu licença da Assembléia para se dedicar exclusivamente à campanha: a parlamentar do PV, Rosane Ferreira, que disputa a prefeitura de Araucária. Os demais seguem risonhos e sacudidos recebendo os vencimentos de R$ 12,5 mil mensais, compareçam ou não às sessões. E eles não comparecem.
Uma reportagem da rádio Bandnews, na semana passada, procurou os deputados candidatos em seus gabinetes e todos, sem exceção, encontravam-se em campanha. Não é um mero detalhe. Se entrassem em licença de dois meses, cada deputado economizaria R$ 25 mil aos cofres públicos em salários, o que no caso dos onze corresponderia a R$ 275 mil.
Os picaretas, no entanto, não querem abrir mão do que lhes cai no bolso sem esforço. E picareta, diga-se, não é termo ofensivo. Em 1993, Lula afirmou que havia “300 piacaretas” no Congresso Nacional. Nove anos depois foi eleito presidente da República.
Preocupado com a má repercussão, o deputado e candidato à prefeitura de Londrina, Luiz Eduardo Cheida (PMDB) anunciou que se licenciará nesta semana. Fábio Camargo, que disputa a prefeitura de Curitiba, fez que foi, não foi e acabou ficando. A máxima da semana ficou por conta do “brucutu” Antônio Anibelli (PMDB) ao irritar-se com repórter que indagou se não seria o caso de cortar o ponto dos deputados candidatos. “Pra que isso rapaz, aqui não tem funcionário público”. Não tem mesmo Tem inimigo público. Número 1!

Câmera, ação
Desobrigado de abrir licitação em valores abaixo de R$ 8 mil, o governo Requião contratou a empresa Cinedistri por R$ 6 mil para realizar um documentário de dois minutos que leva o nome “Independência ou Morte”. Sob encomenda para a abertura da Semana da Pátria.

Assim fica difícil
A Federação Paranaense de Futebol resolveu sacudir a poeira e buscar apoio do governo do estado para viabilizar Curitiba como subsede da Copa do Mundo de 2014. Até então, dormia em berço esplêndido.

O Pravda ataca
Os juízes que se cuidem. O governo acaba de encomendar às rotativas da Imprensa Oficial do Estado uma tiragem especial do oficioso “Notícias do Paraná” – edição Judiciário.

O bispo merece
Uma comitiva de membros da alta cúpula do governo Requião segue ao Paraguai para a posse do bispo Fernando Lugo. Já solicitaram autorização para afastamento do país Benedito Pires (Imprensa), Milton Buabsi (Assuntos com a Comunidade) e Marcírio Machado Sobrinho.

Gleisi em HQ
Sem cativar aqueles que têm direito a voto em Curitiba, a candidata do PT à prefeitura, Gleisi Hoffmann lançou neste fim de semana o gibi da “Turma da Gleisinha”. O objetivo é uma incógnita.

Das amargas
A cúpula do PMDB fez avaliação intra-muros e considera que a eleição em Curitiba está perdida. Vai apostar nos grotões. Também mandou aviso aos candidatos a vereador na capital. A ajuda do partido ficará restrita aos santinhos. E olhe lá.

Rodízio hip-hop
Os “calçudos” do Palladium estão usando o candidato do PPS a vereador, Valdir Bicudo, para encaminhar proposta inusitada à direção do shopping. Querem criar um esquema de rodízio entre os vileiros.

Pega a senha
A cada domingo membros de uma “banca” (leia-se bairro) terão livre acesso às dependências do Palladium. Os demais aguardam na fila.

Hip hip hurra
Os tucanos comemoraram o levantamento da administração Beto Richa divulgada ontem pela “Gazeta do Povo”. O fato do prefeito não ter cumprido “apenas” 24% das promessas de campanha lhes pareceu ótimo.

ARREMATE
O desembargador Jorge Vargas promete comparecer amanhã à sessão do Tribunal de Contas do Paraná e ficar cara a cara com o conselheiro Maurício Requião. Espera que ele repita a lenga-lenga de que recebeu “estúpida agressão” do Judiciário para que lhe dê voz de prisão. Afe!

OBLADI-OBLADÁ
Em Balsa Nova, a sessão da Câmara Municipal nesta segunda-feira promete ser tumultuada. Vereadores acusam o prefeito José Franco Pellizzari de não cumprir lei orçamentária e gastar 30% em suplementações quando o autorizado eram 5%. *** Na semana passada, o bicho pegou. O secretário de finanças, Celso Rossoni, comandou baderna com 28 pessoas e agitou a sessão. *** Por segurança, a Casa solicitou a presença da polícia para garantir a ordem. Vixe!

marcusvrgomes@uol.com.br

Inocentes, presumo

9 agosto, 2008
10:49

A coluna Toda Política deste sábado no JE.

Valeu a iniciativa do Ministério Público do Paraná de divulgar ontem lista de 333 candidatos no estado que tem a ficha mais suja do que pau de galinheiro. Muitos por improbidade administrativa, apropriação indébita do seu, do meu, do nosso dinheirinho e, pasme, de crimes previstos no Código Penal: estupro, roubo, atentado contra a liberdade sexual e até assassinato.
Entre os oito candidatos a prefeito ou vice na capital não há mencionados, embora haja dez candidatos a vereador, três deles da atual legislatura: Elias Vidal (PDT), Aparecido Custódio da Silva (PR) e Pa ulo Frote (PSDB). O problema dessa lista do MP é que ela é apenas um indicativo e um sinal de alerta ao eleitor. Serve para separar o joio do trigo, onde certamente há mais joio. Mais não pode oferecer.
Todos já sabemos. Por 9 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta semana liberar os “ficha suja” para concorrer. A decisão, como afirmou a colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde, “contraria frontalmente campanhas de juízes, entidades civis e cidadãos incomodados com a desfaçatez do sistema e de candidatos atolados em processo e nadando de braçada na política”. Ó vida.
Vale, diz a colunista, o tal do princípio da “presunção da inocência”, aquele que garante a todo cidadão a garantia de que não é culpado, até prova em contrário.
A questão é que, diz Cantanhêde, “a presunção da inocência dos poderosos dura para sempre. O sujeito enfia no bolso dinheiro da saúde e da educação dos pobres coitados, mas vive tranqüilo e feliz, com os herdeiros bem encaminhados”.
Que mundinho. Junte-se a isso agora a “humilhação das algemas”. Não, isso é demais. Acusar o magnata, tubo bem. Mas expô-lo ao ridículo da braçadeira do bandidinho comum?

“Os experts passaram a discutir esse ‘abuso’ no calor da prisão de um ex-prefeito (leia-se Paulo Maluf) que foi exposto, algemado, na TV. Enquanto os milhões de algemados e jogados em camburões eram anônimos, o assunto era frio. Agora esquentou”, diz a colunista.
O presidente do STF, Gilmar Mendes, que considera tudo isso uma “espetacularização” atroz, admite que a República dos Advogados em que se transformou o país contribui para que os ricos aos olhos da lei sejam vistos como “mais iguais do que os outros”, para citar uma máxima de George Orwell.
Então fica assim, diz Cantanhêde: “Os bandidos eram presos por poucas horas, saíam com habeas corpus e disputavam a eleição seguinte. E sem as algemas, que serviam como consolo: punição moral em falta de punição real. Agora, nem isso.
Enfim, com todo o respeito que merecem a instituição e seus ministros, está sendo criado um fosso entre a realidade (e a indignação da sociedade) e os votos, a lentidão e os efeitos do Judiciário”.
O Ministério Público do Paraná, ao menos, fez a sua parte. Alvíssaras!

Até o povo
Superintendente da Polícia Civil e candidato a vereador pelo PPS, Valdir Bicudo reúne-se neste domingo com “calçudos” do hip hop no shopping Palladium.

Atravessador
O objetivo é discutir com os jovens a possibilidade de intermediar uma reunião de representantes do movimento com a direção do shopping. Desde que foi inaugurado, há dois meses, o Palladium restringe a entrada dos membros do grupo, alegando que eles “assustam” a clientela.

Hiphopês
Bicudo diz que já aprendeu ao menos uma palavra da gíria dos calçudos: “Banca no linguajar deles é bairro”.

Psiu
Uma ONG denominada “Voz do Silêncio” está distribuindo folhetos nas ruas conclamando a população a não votar em candidatos que utilizarem carros de som na campanha.

Copa, adeus
Curitiba pode mesmo ficar de fora da lista de subsedes da Copa de 2014 por um detalhe “cruel”. O caderno de encargos da Fifa pergunta em um dos itens se “a cidade dispõe de metrô”. A resposta é não.

ARREMATE
Mais uma pérola do vereador Custódio da Silva: “O Lula é um pedagogo”. Quaquaquá.

OBLADI-OBLADÁ
Dois efeitos colaterais da “lei seca”: 1. As oficinas de funilaria e pintura já estão sentindo uma queda na clientela. 2. A diminuição do consumo de bebida alcoólica está fazendo com que alguns bares dispensem os shows ao vivo. *** Nem tudo, no entanto, é nota triste. *** Os cantores de karaokê, por exemplo, deixaram de se encher de “coragem” e não estão atacando mais de Djavan. Uêba!

marcusvrgomes@uol.com.br

Uma história daqui, ó

8 agosto, 2008
07:46

A coluna Toda Política desta sexta-feira no JE.

Li numa sentada “1808″ do jornalista paranaense Laurentino Gomes  (Editora Planeta, 408 páginas, R$ 31,90), que trata da vinda da corte portuguesa para o Brasil, lá se vão dois séculos. Ah, a efeméride.
Para orgulho dos caipiras locais, Gomes é maringaense, formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, e  ex-diretor de uma divisão de revistas da Editora Abril. No livro, ele descreve a tentativa dos pernambucanos de instalar uma república no estado. Livre, portanto, dos grilhões de Portugal.
Para isso, eles engendraram um plano mirabolante. Tomaram a capital Recife, com o apoio de  senhores de engenho, produtores de algodão e comerciantes locais  e enviaram, ainda nos primeiros dias do movimento, o comerciante Antônio Gonçalves Cruz, o Cabugá, para a Filadélfia, então capital dos Estados Unidos, com o objetivo de angariar apoio do governo americano e recrutar para a causa revolucionários franceses exilados no país.
Claro que era preciso mais do que isso. E Cabugá levava na bagagem a importância impressionante de 800 mil dólares – algo como 12 milhões de dólares em dinheiro de hoje – para convencer os possíveis aliados.
Mas a missão do agente secreto pernambucano ia além. Ele pretendia também financiar a fuga de Napoleão Bonaparte, então prisioneiro dos ingleses na Ilha de Santa Helena, que seria transportado para o Recife, onde assumiria o comando da revolução pernambucana, para depois seguir para a França e retomar o trono de Imperador.
Não é preciso dizer que a revolução fracassou. Em menos de três meses, os rebeldes foram cercados pela tropas reais de D. João – que ainda não havia sido proclamado rei -, presos e os seus líderes executados no velho estilo lusitano da época: enforcados, esquartejados e suas cabeças fincadas em postes para exibição popular.
A história de Napoleão no Recife, aliás, seria um prato e tanto para nossos “cineastas”, não estivessem eles tão preocupados em roteirizar os dramas de seu próprio umbigo.
Bom, não seria a primeira vez. Quem leu ”Frankenstein” de Mary Shelley, lembra que em certo trecho a criatura vai até o seu criador, o Dr. Victor Frankenstein, e roga-lhe que crie para si uma companheira. Em troca, promete partir com ela para as florestas ermas da Amazônia, onde viveria recluso e distante da civilização.
Victor Frankenstein recusa a oferta porque vislumbra a possibilidade de que a criatura venha a procriar e ter filhos tão monstruosos quanto ele. Imaginar a possibilidade de que herdeiros da coisa pudessem vir a constituir família na selva amazônica também seria uma idéia e tanto para um filme. Mas é esperar demais dessa gente botocuda.

A conferir
A Câmara Municipal de Curitiba divulga a partir desta sexta-feira (8) no site da Casa a lista de presença dos vereadores nas sessões.

Ai de ti
De acordo com o presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB), o controle será rígido e passível de desconto nos salários dos parlamentares. É pagar pra ver.

Caixinha preta, obrigado
De qualquer forma, enquanto o legislativo municipal dá sinais de transparência, a Assembléia Legislativa continua dando provas de descaso com o dinheiro público. Que o diga o “brucutu” Antônio Anibelli (PMDB).

Classificados
O Palácio das Araucárias está com dificuldades para encontrar estagiários que aceitem salário de R$ 200 por mês para cumprir expediente integral.

Passem a sacolinha
Há informações de que o vencimento é bruto, com os descontos de praxe e ainda um certo dízimo para o velho PMDB de guerra. Cala-te boca.

Até a próxima
O Pleno do Tribunal de Contas do Paraná adiou para a terça-feira da semana que vem a análise da prestação de contas do governo Requião em 2007.

Piadinha
A reunião de Beto Richa, ontem, com funcionários da ótica Ponto de Visão, no centro de Curitiba, deixou pelo menos uma ponta de ironia.

Passado sertanejo
A ótica é aquela mesma que até há pouco tempo tinha entre os seus garotos-propaganda o deputado-cantor Cleiton Kielse (PMDB), hoje vice na chapa do candidato à prefeitura, Carlos Moreira.

Verde que te…
A impugnação da candidatura do tucano Albanor Gomes, o Zezé, em Araucária, pode abrir espaço para a deputada do PV, Rosane Ferreira, conquistar a prefeitura do município.

…quero verde
Quem faz figa por esse prognóstico é o radialista Roberto Accioli, candidato à Câmara de Curitiba pelo partido, que é também o primeiro suplente de Rosane na Assembléia.

ARREMATE
Integrados e apocalípticos, hoje é dia 8 do 8 do 8. Grande coisa. Uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa.
 
OBLADI-OBLADÁ
Diferentemente do que andou sendo publicado em blogs políticos, o site do PT de Curitiba não retirou do ar o vídeo produzido pela ONG Soy Loco Por Ti América sobre os moradores de rua na capital. Apenas suprimiu trecho que mostrava o preso foragido Airton de Andrade, condenando a violência nas cidades. Quaquaquá. *** Um tucano arguto – sim, eles existem – lembra que, assim mesmo, nada garante que os demais entrevistados não tenham antecedentes criminais. É, faz sentido. *** Circulou ontem no mundo livre da internet, uma fotomontagem maldosa em que o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), aparecia no debate da Band com um ponto eletrônico no ouvido. Quaquaquá. *** A assessoria do candidato apressou-se a alertar os incautos.

marcusvrgomes@uol.com.br

O golpe de Vargas

7 agosto, 2008
06:17

A coluna Toda Política desta quinta-feira no JE.

É uma teoria rocambolesca, mas faz algum sentido. A decisão do desembargador Jorge de Oliveira Vargas de revogar a própria liminar que suspendia os efeitos da posse de Maurício Requião no conselho do Tribunal de Contas do Paraná, pode esconder uma jogada de mestre.
Vargas diz ter decidido por este caminho jurídico, na terça-feira, depois de conhecer o resultado do colegiado do Órgão Especial do TJ ao considerar a legalidade da votação aberta na Assembléia que deu a vitória ao irmão do governador.
Para quem suspendeu as férias para cassar via mandado de segurança a decisão de um colega que havia devolvido o direito de posse do conselheiro num embate jurídico poucas vezes visto, a impressão é que Vargas se rendeu muito facilmente.
Mas talvez guarde uma carta na manga. A intenção de Vargas, lida nas entrelinhas, pode fazer com que o mérito da ação seja julgado de uma vez por todas tornando maior o drama de Maurício Requião.
O juiz incumbido de analisar a questão seria o próprio Vargas, mas como ele agora goza de férias merecidas, transferiu a tarefa para sua substituta, a desembargadora Maria José de Toledo Marcondes Teixeira, ex-juíza da Comarca de Maringá.
É nela que Vargas, enredado em suas convições, deposita a confiança de que a posse de Maurício Requião seja definitivamente suspensa, levando o caso à instância superior: o Supremo Tribunal Federal (STF). É tudo o que a família Requião mais temia.

Escalado
Candidato à prefeitura do Rio, o deputado federal Fernando Gabeira (PV) convocou o vereador de Curitiba e também membro do partido, Aladim Luciano, para acompanhá-lo em caminhada no subúrbio carioca.

No princípio era
Surpresa. O bairro escolhido foi o de Bangu, onde Aladim começou a carreira de jogador e foi campeão estadual.

Brilhou
No dia seguinte o Jornal do Brasil estampou em manchete interna: “A lâmpada de Aladim ofusca Gabeira”. Quaquaquá.

Sem ponto…
Brucutu juramentado, o deputado Antonio Anibelli (PMDB) defendeu o direito de colegas que disputam prefeituras de se ausentar da Assembléia sem pedir licença da Assembléia.

…sem documento…
Questionado por repórter da Bandnews se não seria o caso de cortar-lhes o ponto, bateu duro: “Pra que isso, rapaz, pra que cortar ponto, aqui não tem funcionário público”.

…sem noção
Ei deputado, tem sim.

Detonauta
O petista Pedro Paulo subiu à tribuna da Câmara de Curitiba, ontem pela manhã, para fazer críticas pesadas ao tucano Beto Moraes.

Mintchura
Acusou-o de distribuir jornais de campanha onde se intitula o “único” a votar contra o aumento dos salários dos vereadores na Casa.

Tá feia a coisa
A barra de Moraes anda suja também no ninho tucano. Há quem trabalhe para rifá-lo da sigla na primeira chance.

Más línguas
A cassação do registro do candidato a prefeito de Almirante Tamandaré, Cézar Manfron (PSB), por irregularidades apontadas em administrações anteriores, fez com que os adversários lembrassem seu parentesco com o vereador Aldemir Manfron (PP). Ô maldade.

Fardo pesado
O PV diz que recusa a doação de pessoas jurídicas nas campanhas eleitorais. Bonito. Mas sobra para os candidatos a vereador.

Caixinha, obrigado
O presidente estadual do partido, Melo Viana, determinou que os 51 postulantes à Câmara em Curitiba doem valores que variam de R$ 1 mil a R$ 5 mil. Ai de quem não obedecer.

Sete ou oito
Não adiantou o esperneio da RPC. O debate marcado para o dia 2 de outubro com os candidatos à prefeitura de Curitiba terá que contar com a presença dos oito concorrentes. Sete se Lauro Rodrigues (PTdoB) confirmar mesmo a sua disposição de trocar o debate por uma entrevista.

Até tu, Lauro
Resolução do TSE determina que terá direito à participação nos confrontos entre candidatos todos aqueles que contam com representação na Câmara. Acredite, até o PTdoB conta com um deputado federal.

Amarrado 1
Na primeira reunião, realizada ontem, ficou determinado que o programa terá 1h40min, o que engessa em muito o tempo de respostas, réplicas e súplicas.

Amarrado 2
No modelo proposto, o debate terá cinco blocos, dois com perguntas sorteadas e dois com tema livre. O último será reservado às considerações finais.

ARREMATE
Das pérolas do vereador Aparecido Custódio da Silva (PR): “Essa é minha vida progressa…” Quaquaquá.

OBLADI-OBLADÁ
Foi só o Congresso de Segurança chegar ao fim no Shopping Estação, no centro de Curitiba, e o policiamento da região tomou “chá de sumiço”. A ponto da cracolândia na praça Eufrásio Corrêa voltar à antiga tranqüilidade. ***  Emissários do PCdoB aproveitaram a presença dos tucanos, ontem, em reunião da RPC, para mandar recado a Beto Richa. *** Aceitam qualquer regra que o prefeito imponha para viabilizar o debate na TV Educativa. *** Ué?

marcusvrgomes@uol.com.br

O pébol ficou complicado

6 agosto, 2008
07:54

A coluna Toda Política desta quarta-feira no JE.

Saudade do tempo em que o jornalismo esportivo era passagem obrigatória de qualquer iniciante no ramo e que bastava não babar na gravata para ser forte candidato a editor da seção ou do caderno – já que agora tudo é esporte, até vôlei de praia (esta excrescência).
Hoje é coisa para especialistas. Outro dia me deparei com uma manchete referindo-se a um tal de “K9″ e demorei para entender que tratava-se de um jogador do Coritiba e não do cachorro do filme.
Futebol ficou muito complicado. Se você demora mais de 30 segundos para entender a manchete e, fique claro, não baba na gravata ainda que seja o editor de esportes, alguma coisa está errada. O que é G-8? Ora, o grupo de países mais ricos do mundo. Nananina. É o número de times com chances de classificação para o octogonal decisivo. Ah, tá.
O que é Z-4? Deixe eu ver. O número de átomos do zinco na tabela periódica? Também não. São os quatro clubes ameaçados de rebaixamento. Ah, tá.
Agora, R10 tá na cara. É mais um grupo de rock´n roll que apareceu na praça – desses de vida e morte ligeirinha. Que nada, é o Ronaldinho Gaúcho, camisa 10 da seleção.
Se lhe dá a impressão de que o primeiro parágrafo de uma matéria esportiva está mais para a soma dos quadrados dos catetos, tal o complicômetro numérico, leia de novo e vai constatar que não é só impressão. E você, pobre coitado, que só queria saber o resultado do jogo.
E os apelidos dos times? Houve tempo em que eles eram criados pela torcida e adotados pelas redações. Nada mais  natural. Pois agora o fluxo se inverteu e os apodos (reparou no termo?) ficaram a cargo dos cérebros pensantes do jornalismo. Pra quê? Dá-lhe Cori, Ventania, Jotinha, Malita, Sanca, Sampa, Bo, Pira, Flag, Flo, Fi. Fi de quem?
Sempre em benefício do Macunaíma que há em cada um de nós e em detrimento da clareza. Tá difícil para caber Luxemburgo? Mete Luxa. Dagoberto? Mete Dago. A conclusão é que trata-se de norma constante no manual de redação. Nomes com mais de duas sílabas, jamais. Dane-se o leitor, este ente desconhecido.
Não por acaso, aquele hábito do marmiteiro – e de qualquer trabalhador – de ler no varal das bancas as notícias esportivas depois de mais uma rodada foi para as catacumbas juntamente com a tiragem dos diários. O que era manchete virou fórmula matemática.  ‘Cori vence Sanca por 1 a 0 aos 45, alcança a V2 e ruma para o G8, tal que V corresponde ao número de vitórias’.
E nem vou entrar no mérito das estatísticas do futebol porque isso é coisa de PhD em Física Quântica com doutorado na Universidade de Cambrigde.
Bons tempos em que o esporte bretão era uma caixinha de surpresas. Vá lá, uma calcinha no varal.

Apagão nada
Sobre nota publicada ontem, a assessoria do TRE-PR informa que dispõe de todos os resultados das eleições desde 1945. Os interessados devem procurar a Divisão de Resultados Eleitorais com CD ou mídia virgem e obterá cópia do período solicitado na hora.

Geladas
Uma reportagem exibida na Band mostrou que as placas adulteradas de carros viraram uma febre na capital paulista. Em meia-hora, foram identificadas 35 placas “frias”. Mais de uma por minuto.

Ninguém é de ferro
A Câmara de Deputados e o Senado retomaram os trabalhos na segunda-feira e já discutem o “recesso branco” de 60 dias. Parlamentares que a participação no processo eleitoral é uma “obrigação democrática”. Conta outra.

Às pregas soltas
Mais: o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) já tranqüilizou deputados e senados. Durante esse período, não haverá registro de faltas. Ufa!

É traque
A notícia-crime contra os fotógrafos Maurílio Chelli e Orlando Kissner, o “Alemão” , a quem Gleisi Hoffmann acusa de armarem uma foto para registrar a placa do seu carro, em outubro de 2007, é mais um tiro no pé na campanha da petista que chafurda em um amadorismo atroz.

Peralá
Gleisi diz no inquérito policial que Chelli teria se apresentado como fotógrafo da Agência Estado quando, na verdade, é funcionário da prefeitura. Misturou alhos com bugalhos. Quem conhece os dois fotógrafos sabe que eles trabalham como “free lancer”.

Vida dura
Kissner foi funcionário da Agência Estado e da revista “Placar” por longos anos. Ultimamente dividia sua função na prefeitura com trabalhos para a agência France Press. É da natureza do jornalismo, sempre mal remunerado, ter mais de um emprego. Gleisi talvez não saiba o que é isso.

Dólar furado
E convenhamos. Não seria preciso fotografar a placa do carro da petista para checar se era de propriedade de Gleisi ou não. Ok, em que se apega o tal “dossiê” que Gleisi diz ter sido produzido? Na foto?

ARREMATE
O PSDB levou sorte. Abre a propaganda eleitoral dos candidatos à prefeitura no dia 20. Um dia antes, os candidatos a vereador estréiam o horário gratuito. Com o PT na cabeça.

OBLADI-OBLADÁ
Termina hoje o prazo para que os partidos políticos indiquem o número máximo de candidatos a vereador para as eleições de 2008. Em Curitiba, cada partido pode indicar 57 nomes ou, no caso de coligações, 76, independente do número de siglas que compõem a aliança. *** Em entrevista ao Band Cidade, um oficial da PM disse que os curiosos que presenciaram o drama de Emanuele Gabardo, que ameaçava a própria vida com um revólver, anteontem, na Praça Osório, chegaram a incentivar o seu suicídio. Afe!

marcusvrgomes@uol.com.br

‘Ferreirinha’ de batom

5 agosto, 2008
06:51

A coluna Toda Política desta terça-feira no JE.

Se Gleisi Hoffmann esperava virar notícia, virou. Mas com efeito negativo. O assalto ao comitê eleitoral da petista e a “infeliz” relação com um suposto adversário a quem não se nomina, foi um baita tiro no pé. Mais ainda quando uma nota distribuída pelo advogado do PT, Guilherme Gonçalves, revelou que a invasão ao comitê central de Gleisi ocorreu na madrugada de segunda-feira, dia 28 de julho, e não na sexta-feira como se ventilou. Quatro homens encapuzados dirigindo um Fiat Uno Preto (placas não identificadas) renderam o vigia do comitê e arrombaram diversas salas, levando um computador, dois cofres com documentos e uma TV. O caso, no entanto, só veio a público no domingo, feito sob medida para criar um “factóide” de campanha, que Gonçalves rejeita.
Ora, como as notas foram distribuídas pela assessoria do PT nas duas ocasiões, vale a pena cotejá-las. A nota divulgada no domingo informava textualmente que os encapuzados eram três, que entraram armados, que renderam funcionários – portanto, durante o expediente – e que levaram cofre e computadores. A nota distribuída, ontem, revela que os assaltantes eram, na verdade, quatro (ora, eram quatro também os três mosqueteiros), que o roubo aconteceu de madrugada – e não durante o expediente – e que levaram computador, aparelho de TV e dois cofres com documentos.
Mais: a notícia distribuída no domingo relaciona um caso anterior com o mais recente e tira uma conclusão estapafúrdia. Há alguns meses (repare na precisão), o apartamento da candidata (que ainda não era candidata) foi invadido por um homem, afugentado comicamente pela secretária de Gleisi e por funcionários do prédio. Declaração de Gleisi: “Temo por minha segurança e dos meus filhos. Estou sendo fotografada e filmada por meu adversário. Não tenho nem a liberdade de falar ao telefone…”. Ontem, a mesma afirmação foi convenientemente subtraída. Substituiu-a informação do advogado Guilherme Gonçalves relatando que a ocorrência está nas mãos do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais da Polícia Civil). E por uma razão: trata-se de um assunto grave, de repercussão política. Ora, não fosse a grita de Gleisi no domingo, seguida da desastrada declaração e o caso sequer teria chegado ao noticiário. De longe, parece um “Ferreirinha” de batom.

Marcação
Candidatos a vereador do PPS e PSDB admitem: estão sendo assediados por emissários do PT interessados em trocar material de propaganda pela exclusão do nome de Beto Richa na campanha dos bairros. “Basta não pedir o voto para o prefeito”, diz um candidato do PPS que, óbvio, não quer se identificar.

Dando frutos
A família Mauro Moraes está crescendo. Depois do vereador Beto Moraes, eleito em 2004, o deputado peemedebista está lançando agora o nome de Luciano Moraes (PSDB) para a Câmara de Araucária. Detalhe: tanto o Moraes de Beto quanto o de Luciano são, como direi, nomes de fantasia. É homenagem ao padrinho.

Pense positivo
Otimismo é isso aí. O gabinete do deputado e candidato à prefeitura, Fábio Camargo (PTB), exibe cartaz com contagem regressiva: “Faltam 86 dias para a vitória!” E isso foi ontem.

Apagão
A Justiça Eleitoral do Paraná deu sumiço nos resultados das eleições de 1988 e 1992. Estudantes da Universidade Federal do Paraná que procuram os dados ficaram a ver navios. O cientista político Ricardo Oliveira fez discurso e por pouco não subiu no palanque: “Estão tentando matar a memória política brasileira”. Afe!

Para recordar
Alguém resolveu comparar a biografia do ex-governador Bento Munhoz da Rocha com a de Requião e encontrou ao menos uma coisa em comum. Ambos nomearam parentes para ocupar cargos públicos.

O fantasma ronda
O PCdoB vê no horizonte uma chance nunca dantes experimentada de crescer no país. Além da possibilidade de eleger Manuela D´Ávila em Porto Alegre e Jô Moraes em Belo Horizonte, o partido ainda sonha com a possibilidade de ver Aldo Rebelo,  candidato a vice na chapa da petista Marta Suplicy assumir a prefeitura de São Paulo.

Comuna lá
O caminho, nesse caso, é mais sinuoso. Para Rebelo chegar lá, é preciso antes Marta vencer a eleição e deixar o cargo em 2010 para disputar a presidência da República.

Que azar
Mais uma bad news para a petista Gleisi Hoffmann. O cientista político David Fleischer, professor da UnB, deu palestra ontem em Curitiba e lembrou que a média de eleição de mulheres filiadas ao PT está abaixo da média nacional. No Sul Maravilha, a coisa é ainda pior.

ARREMATE
O TRE sorteia nesta terça-feira a ordem dos blocos partidários e dos comerciais no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, que começa no dia 19. A partir da definição do primeiro dia de propaganda, os demais respeitarão esquema de rodízio.

OBLADI-OBLADÁ
O vereador Jair Cezar (PSDB) foi absolvido pela Justiça Eleitoral da acusação de infidelidade partidária. Eleito pelo PTB em 2004, Cezar alegou que o partido teria se fundido com outra agremiação – o PAN – sem consultar os filiados. *** Analistas políticos crêem que o PT pode repetir histórico do PMDB e se tornar um partido dos grotões. Ó vida.

marcusvrgomes@uol.com.br

Das conspiratórias

4 agosto, 2008
08:25

A coluna Toda Política desta segunda-feira no JE.

Em uma semana três comitês de campanha foram invadidos: o dos candidatos à prefeitura de Curitiba, Fabio Camargo (PTB) e Gleisi Hoffmann (PT) e o do vereador Tico Kuzma (PSB), recentemente cassado por infidelidade partidária. Em todos os casos insinuou-se uma ação político-eleitoral. Kuzma viu o computador onde cadastrava o número de eleitores surrupiado. Camargo foi subtraído em jornais de campanha e santinhos. Já a invasão no comitê de Gleisi Hoffmann foi mais violenta. Três homens encapuzados, segundo a assessoria da petista, renderam funcionários da campanha e levaram cofre e computadores. É a segunda vez que Gleisi é vítima de ladrões. Há alguns meses, o apartamento da candidata foi invadido por um homem, que se pôs em fuga após a reação da “secretária de Gleisi e de funcionários do prédio”.
Gleisi fez drama. “Temo por minha segurança e dos meus filhos. Estou sendo fotografada e filmada por meu adversário. Não tenho nem a liberdade de falar ao telefone Acho muito ruim esse tipo de estratégia de intimidação. Gostaria de manter  a campanha no bom nível do debate das idéias e das propostas para a cidade”, divulgou ela em nota.
É uma acusação gravíssima e que não deveria ser tratada como uma “guerrinha desleal” de campanha. Se há a suspeita de Gleisi de que o “adversário” estaria ameaçando a integridade de sua família, registrando imagens e grampeando seu telefone, é um caso para a Polícia Federal. A não ser que a suspeita sobre o tal “Mister X” seja uma forma de alavancar a campanha da petista – insisto, é caso de polícia – não se pode jogar no mesmo balaio o que é uma disputa eleitoral e o que é intimidação criminosa.
Se Gleisi tem provas do que afirma, deve divulgá-las. Uma acusação tão grave não pode prescindir de uma investigação detalhada. A candidata diz que está reforçando o QG de sua campanha com uma nova empresa de segurança, diz que encapuzados levaram um “cofre”, que por certo não deve conter dinheiro, e que “há alguns meses” já foi vítima de um “homem que invadiu o seu apartamento”. Gleisi não credita a autoria do crime a assaltantes comuns. Faz crer que trata-se de uma ação política para desestabilizar sua candidatura.
Por que já não levou o caso à Polícia Federal quando da invasão de seu prédio? Ninguém sabe. Quem é o “adversário” a que se refere? Que provas teria de que está sendo vigiada e grampeada?
Em terra de “Ferreirinha” sempre há uma suspeita sobre denúncias dessa espécie. Mas não sejamos levianos.

Ajude o velhinho
Candidato à reeleição na Câmara, o pastor José Roberto Sandoval (PTB) está percorrendo as igrejas evangélicas com o seguinte discurso: quer cumprir mais quatro anos de mandato para ter direito à aposentadoria. Pede aos irmãos que o ajudem. Isso é que é programa.

Pregação
As evangélicas têm sido alvo também de candidatos a vereador. Uma edição do jornal “O Pregador” foi recolhida na Assembléia de Deus depois que se constatou que trazia propaganda dos tucanos Mara Lima e Jairinho.

Sujou
A sessão da Câmara Municipal de Balsa Nova, nesta segunda-feira, promete ser agitada. O presidente da Casa, Renato Coltro, encaminhou ofício oferecendo representação contra o prefeito José Franco Pellizzari depois que descobriu fraude em documento enviado ao Tribunal de Contas do Paraná.

Igual, mas pior
No original, a Câmara autorizava suplementação orçamentária de 5%. O documento indica, no entanto, o percentual de 30%. O caso é semelhante ao que ocorreu recentemente em Pontal do Paraná. Mas com um agravante: o envio de documentação fraudulenta para uma autoridade estadual.

ARREMATE
O “Ferreirinha” agora é virtual?

OBLADI-OBLADÁ
Membro da CPI dos Grampos, o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) quer que a Polícia Federal explique os critérios usados para que a corporação obtivesse senhas das empresas telefônicas utilizadas na quebra de sigilo na Operação Satiagraha. *** Reportagem publicada na “Folha” de ontem revela que a PF teve acesso a todos os registros de chamadas telefônicas efetuadas no pais. *** Em entrevista à rádio CBN neste domingo, o deputado disse que vai questionar o delegado Protógenes Queiroz sobre o assunto. Protógenes prestará depoimento à CPI nesta quarta-feira.rcus

marcusvrgomes@uol.com.br
 

Eu comi o cachorro

2 agosto, 2008
10:38

A coluna Toda Política deste sábado no JE.

Leio nos jornais que os chineses proibiram os restaurantes de servir carne de cachorro durante os jogos olímpicos. Sim, consta no menu. É uma restrição culinária a que o governo chinês não deveria se permitir, afinal cada um come o que quer e, no caso da China, há mais de um bilhão de bocas para alimentar. O governo, contudo, não quer incluir no rol de protestos que já inclui as restrições à internet e à libertação do Tibet, também o dos chatotorix das sociedades protetoras dos animais.
Em 2002, apesar da pressão de organismos internacionais, a Coréia do Sul, que tem o cão como uma iguaria em restaurantes especializados, não se rendeu. Este colunista estava no país àquela altura, trabalhando na cobertura da Copa do Mundo e pôde comprovar. Pior, experimentar.
É, eu comi o cão, o totó, o lulu ou seja lá como quer que chamem o animal. Em Ulsan, onde a seleção brasileira se concentrou para os jogos, fui encarregado de provar da carne em uma daquelas pautas que nove entre dez jornalistas também cumpriram. O intérprete coreano que adotou o nome de Renato (o original era impronunciável) fez questão de vender o mito de que a carne servida nos restaurantes vinha de “fazendas de criação de cachorro”. Bullshit.
A chance de você encontrar um cão na rua é tão grande quando a de topar com uma galinha ciscando nas ruas de uma metrópole.
Os cachorros são vendidos em feiras livres. Ficam em gaiolas grandes e são mortos a paulada depois de escolhidos pelo cliente. Nada de procedimentos cirúrgicos que o cão na Coréia do Sul não é bichinho de estimação. É um pedaço de carne pronto para ser devorado. Frigoríficos precários exibem partes do corpo do animal. O pedaço mais apreciado é a cabeça.
No primeiro restaurante especializado que encontramos, o dono autorizou a reportagem, mas se enfureceu com o fotógrafo depois que ele registrou imagens de clientes. Fomos expulsos literalmente ouvindo uma série de impropérios. Sorte que em coreano.
No segundo, a proprietária foi mais gentil. Mostrou-nos a cozinha, o preparo, o modo de cortar a carne e a maneira em que ela é pré-cozida antes de chegar à mesa.
O prato é servido com vários acompanhamentos em pequenas cumbucas. A proprietária ensinou. A carne deveria ser pinçada com os palitos, depois passada por vários molhos e condimentos e devidamente mastigada e engolida. O fotógrafo recusou-se. O tradutor alegou ser vegetariano e lá se foi o herói. Há uma foto perdida em algum lugar em que experimento a iguaria. Foi só um pedaço. Do gosto não me lembro. Havia uma fina camada de gordura. E só. A proprietária fez um discurso sobre o hábito dos coreanos. Um empresário que a tudo assistia concordou em posar para fotos. Na primeira chance demos o fora. Nunca mais olhei cachorro como se deve. Um bicho de estimação.

Faltam palavras
Quem ganhou o debate na Band? Se o termômetro são os comentários do dia seguinte foi Lauro Rodrigues (PTdoB), o candidato trapalhão.

Um consolo, talvez
Rodrigues foi pródigo em usar sempre menos tempo do que o previsto aos candidatos. Nas considerações finais falou 22 segundos quando tinha à disposição dois minutos. Comprovou, assim, o que afirmara antes: “Não era um homem de discurso”.

Tira, tira!
Os galhofeiros dizem que, na falta de palavras, Rodrigues ensaiou um strip-tease.

Corta, corta!
É fato, tirou a gravata. E se despiria do paletó e da gravata se continuasse a engasgar. A última cena estava reservada para uma fuga estratégica. Quaquaquá.

Dúvida cruel
A atuação do procurador-geral do estado Carlos Marés como advogado na pendenga judicial envolvendo a posse de Maurício Requião no Tribunal de Contas do Paraná continua sendo questionada.

Conversa
Ontem, ao marcar presença na sessão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça que ratificou a decisão de desembargador Paulo Hapner e considerou legal a votação aberta que deu a vitória ao irmão do governador, Marés deitou elogios: “A decisão demonstra maturidade e responsabilidade do TJ”. Então tá.

ARREMATE
Roberto Jefferson participou, ontem, de carreata no Sítio Cercado a bordo do jipe de vermelho de Fábio Camargo (PTB) e saboreoou um churrasquinho de gato. Se não aparecer neste sábado na Boca Maldita, a culpa é da maldição de Montezuma – se é que você me entende.

00-robertojefferson.jpg

Bob Jeff morde o churrasquinho miau.

(Foto: Denis Ferreira Netto)

OBLADI-OBLADÁ
Na falta de novidades na campanha, a candidata do PT à prefeitura de Curitiba, Gleisi Hoffmann, requentou notícia de sua excursão a Paris, no início do ano, e anunciou projeto que integra ônibus e bicicletas. Ó céus. *** Jornalistas reclamaram da discriminação, ontem, no almoço oferecido pelo candidato à prefeitura Fábio Camargo (PTB) ao presidente nacional do partido, Roberto Jefferson (aquele!). Enquanto eles tomavam tubaína, Jefferson bebia Coca-cola. Ah, os maus bofes.

marcusvrgomes@uol.com.br

O vai-e-vem de Maurício

1 agosto, 2008
06:13

A coluna Toda Política desta sexta-feira no JE.

A posse (ou não) de Maurício Requião no conselho do TC pode se transformar em palco de uma guerra interna no Tribunal de Justiça do Paraná. Ontem, em pouco mais de uma hora, o irmão do governador Roberto Requião retomou o cargo e, de novo, viu ele escapar. No fim da tarde, o desembargador Jorge Oliveira Vargas, que havia acatado recurso do advogado Rogérigo Iurk, candidato a conselheiro, e suspendido a nomeação de Maurício Requião no início da semana, suspendeu as próprias férias para confrontar decisão do desembargador Paulo Hapner que, atendendo recurso do presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (o Justíssimo), havia reconduzido Maurício ao posto.
No despacho, Vargas criticou Hapner asperamente por tomar uma decisão irregular alegando que a liminar só poderia ser reformada pelo Órgão Especial do Tribunal, que reúne um colegiado de 25 desembargadores. E foi mais longe. Acusou Hapner de não reconhecer os poderes jurisdicionais e desautorizou-o explicitamente.
O caso é tão mais loquaz porque envolve no imbróglio interesses que vêm sendo costurados pelo governador Requião desde o início do ano. Não à toa, Maurício Requião recebeu 43 dos 53 votos dos deputados, aí excluído o presidente da Casa, o mesmo Justus, que agora revela-se um eufórico cabo eleitoral. E eis mais um empecilho. O voto aberto que deu um emprego de salário vitalício ao irmão do governador também está sendo contestado. Reza a Constituição que, num ritual como esse, até para evitar “pressões externas”, o voto deverá ser secreto. A essa hora, a dose de Gardenal em algum ponto eqüidistante entre o Palácio das Araucárias e o Cangüiri está sendo devidamente reforçada.

Debater pra tu bater
Escrevo antes do início do debate da Band entre os candidatos à prefeitura de Curitiba. Comentário sobre o “show” estará postado no blogo desse colunista no início da manhã desta sexta-feira.

Santa propaganda
O frentão formado em torno da candidatura à reeleição de Beto Richa (PSDB) vem apontando problemas logísticos. Passado quase um mês do início oficial da propaganda eleitoral e até agora o comitê central tucano não produziu sequer um santinho para os candidatos a vereador.

Com farinha
A alegação dos coordenadores é a de que a demanda nas gráficas é muito grande.

O choro é livre
Para completar, ontem os candidatos a vereador da coligação “O Trabalho Continua” foram comunicados de que terão 10 segundos cada um de tempo no rádio e 15 segundos na TV. O PPS já estrilou e promete encaminhar uma reclamação oficial ao coordenador político da coligação, Euclides Scalco. Antes aguarda o retorno do presidente estadual do partido Rubens Bueno de uma viagem a São Paulo. Depois chora as pitangas.

Ele vem aí
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) aproveita sua passagem por Curitiba no próximo dia 22, onde participará de um debate com o colega tucano Alvaro Dias sobre a CPI das ONGs, para declarar apoio à candidatura de Gleisi Hoffmann. Não se sabe se ele aproveita também para falar sobre o seu projeto de Renda Mínima.

Polícia, polícia
Candidato a vereador pelo PPS, o superintendente da Polícia Civil, Valdir Bicudo, provocou um corre-corre, ontem, na Favela do Xapinhal ao ser reconhecido por um grupo de moradores. Foi difícil convencê-los de que vinha em “missão de paz” – leia-se “missão eleitoral”.

E o prêmio vai para…
O prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) tem mais um troféu para chamar de seu. Anteontem, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação) indicou como vencedor do Prêmio de Alfabetização da entidade o programa Alfabetizando com Saúde da prefeitura da capital.

Nunca se sabe
A sessão de ontem do Pleno do Tribunal de Contas do Paraná foi dedicada a referendar as decisões tomadas na semana passada, ainda com a presença do conselheiro sub judice Maurício Requião. Os membros do tribunal julgaram novamente os processos temendo que eles possam vir a ser anulados no futuro.

Às claras
Termina no próximo dia 6 de agosto o prazo para que os candidatos a prefeito e vereador no Paraná enviem ao TRE, via internet, a primeira parcial de prestação de contas de campanha. As informações estarão disponíveis para acesso público no mesmo dia.

ARREMATE
A Polícia Federal investiga desde julho, sob sigilo, um caso envolvendo a Secretaria de Educação do Paraná. O protocolo registrado é o de número 7163708.

OBLADI-OBLADÁ
Candidato a  vereador em Curitiba ganhou destaque nacional com slogan impagável: “Para os trabalhadores da Bosch. Vote em Alicate”. Quaquaquá. *** O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, seria recebido ontem com carro de som no aeroporto Afonso Pena. Ordens do candidato à prefeitura e correligionário entusiasta, Fábio Camargo (PTB). *** Geraldo Alckmin levou ao pé da letra a história de deixar de ser “bom moço”. Na terça-feira, o PSDB inaugurou comitê eleitoral de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgênicos. *** Quem diria, picolé de chuchu…

marcusvrgomes@uol.com.br

Ele vai de jipe

31 julho, 2008
06:11

A coluna Toda Política desta quinta-feira no JE.

Quem esperava que o início oficial da campanha trouxesse para as páginas dos jornais as propostas dos candidatos do PMDB, Carlos Moreira, e do PT, Gleisi Hoffman, ficou a ver navios, tal a indigência com que os supostos principais adversários de Beto Richa (PSDB) se apresentaram. Na ausência deles, ganhou espaço o petebista Fábio Camargo, um franco-atirador que tem se notabilizado pelos truques midiáticos. Em menos de um mês, Camargo apresentou o monotrem, prometeu substituir livros por laptops nas escolas, garantiu que vai dispensar 80% dos servidores comissionados no município e que será o “prefeito dos bairros” – aliás, o seu mote de campanha.
O petebista é conhecido. Foi vereador por dois mandatos. É deputado estadual noviço com atuação sofrível. Filho do desembargador Clayton Camargo e genro do chefe da Casa Civil, Rafal Iatauro, ex-presidente do Tribunal de Contas do Paraná. Era um ferrenho adversário de Requião até chegar à Assembléia no ano passado. Tornou-se maleável. Antes de pedir licença do legislativo para concorrer à prefeitura, no último dia 15, fez questão de comparecer ao plenário (coisa rara) e depositar seu voto em Maurício Requião para o conselho do TC.
É, no entanto, o terceiro colocado na pesquisa Datafolha, ainda que isso pareça risível, com 3% das intenções de voto – Beto Richa (PSDB) tem 72%. Considerado o quadro eleitoral, é ele quem tem mais chances de se aproximar da petista Gleisi Hoffmann na disputa pelo eleitorado curitibano e ganhar o apoio de peemedebistas descontentes com Carlos Moreira, que chafurda na rabeira da tabela, tal qual um Íbis humilhado.
Enquanto as campanhas dos adversários parecem atoladas, Camargo vai surfando com o que tem à mão. Hoje, no debate da Band, estará acompanhado do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, deputado cassado e homem-bomba do mensalão. Jefferson concede entrevista no comitê de Camargo na sexta-feira. No sábado, caminha ao lado do prefeiturável na Boca Maldita. É mais um apelo irresistível à mídia.
Ontem, Camargo estreou um jipe vermelho, ano 1947, com que pretende percorrer os 75 bairros de Curitiba. O veículo servirá também como uma crítica ambulante aos 600 quilômetros de ruas de terra que o petebista diz existirem na capital.
Sim, Fábio Camargo é aquele mesmo que propôs o título de Cidadão Honorário do Paraná ao ex-presidente da República e hoje senador, Fernando Collor de Mello. Mas descarta a possibilidade de trazer Collor para desfilar ao seu lado durante a campanha. Ele sabe muito bem que até a mídia tem limite.

Combinatório
Ontem, correu a notícia de que os principais adversários de Richa estariam combinando perguntas a serem feitas nesta quinta-feira ao tucano durante o debate entre os prefeituráveis na Band.

Coisa de espião
No caso mais esdrúxulo, circulou a informação de que um garçom teria usado um micro-gravador para captar a conversa entre Ricardo Gomyde (PCdoB) e assessores da petista Gleisi Hoffmann em um restaurante no Centro Cívico.

Só podia ser ele
O nome do garçom não foi revelado, mas parece que ele atende por Bond, James Bond. Quaquaquá.

Regra quebrada
Coordenador da campanha de Carlos Moreira (PMDB), o presidente municipal do partido, Doático Santos, acusou a coordenação do tucano Beto Richa de desrespeitar acordo. Segundo ele, o acerto entre as assessorias era o de que não haveria carros de som e concentração de militantes do lado de fora da Band durante o debate.

Mudou de nome
Os tucanos negam a convocação, mas sustentam que não podem impedir o comparecimento de “voluntários”. Então tá.

Cara a cara
O modelo do debate da Band, que começa hoje às 22 horas, privilegia o embate entre candidatos. Excluídos o primeiro e o último blocos, os três restantes serão reservados a perguntas de candidato para candidato, com direito a réplica e tréplica.

Fogo cerrado
Como Beto Richa confirmou comparecimento, ele deverá ser o alvo prefencial.

A luta continua
Mesmo com o debate, o peemedebista Carlos Moreira não cancelou seus compromissos nesta quinta-feira. Às 10 horas dá entrevista a um jornal de Curitiba. Ao meio-dia faz bandeiraço na Praça Rui Barbosa. Só à tarde reúne-se com assessores para estudar e discutir estratégias.

Aquele abraço
Gilberto Gil deixou o Ministério da Cultura e já provoca disputa “sangrenta” entre os aliados pelo cargo. O PMDB é o mais sedento.

ARREMATE
O clima de “já ganhou” foi proibido no comitê tucano. Richa tem insistido futebolisticamente que o jogo só acaba quando termina.

OBLADI-OBLADÁ
Longe, muito longe da campanha, o vice-governador Orlando Pessuti viaja a Buenos Aires no dia 2 de agosto e pode dar uma esticadinha nas melhores casas de vinho da capital argentina. *** O presidente da Cohapar, Rafael Greca, não quer mais ouvir falar em “devassa” na companhia. Diz que as contas chegaram a um bom termo. *** Salvo última ordem, a ação que suspende a posse de Maurício Requião no conselho do TC segue para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça ainda hoje.

marcusvrgomes@uol.com.br

Tá faltando assunto

30 julho, 2008
06:11

A coluna Toda Política desta quarta-feira no JE.

O governador Requião voltou a usar a Escolinha para tocar o seu realejo preferido. Atacar a imprensa – se é que alguém se importa. E desta vez por não divulgar o que considera um furo de reportagem.
Um parêntesis necessário. Além de advogado, pelo que já deu provas gastando seu latim a torto e a direito, Requião é também jornalista. Quando foi prefeito de Curitiba, enviava artigos aos jornais sob o pseudônimo Carlos Schauser. Era um primor de verborragia. Fecha parêntesis.
O governador considera que a explanação do procurador-geral do estado, Carlos Marés, sobre o suposto desvio de R$ 10 milhões do Departamento de Estradas de Rodovia (DER) no ocaso do governo Lerner, na terça-feira passada, seria motivo suficiente para que um diretor de redação gritasse a plenos pulmões: “Parem as máquinas!”.
Trata-se de notícia que Requião requenta, vez por outra, desde 2003 e que não encontra fato consistente.
Requião usou a história em 2007, ainda sob os eflúvios de uma eleição apertada com gosto de derrota, para atacar o prefeito Beto Richa (PSDB), que apoiara Osmar Dias no ano anterior. Por conta dela, aliás, foi condenado a pagar indenização de R$ 40 mil ao ex-ministro Euclides Scalco, a quem envolveu na trama.
Afora isso, responde processo cível da marqueteira Cila Schullmann pelo mesmo motivo. O processo corre em movimentos paquidérmicos na Justiça. Na primeira audiência colocou frente a frente, além de Cila, também o advogado Francisco Alpendre, então distante do cargo que viria a assumir na Paraná Previdência. É coisa do destino.
O circo no qual Requião se apresenta agora como mestre de cerimônias esconde, mais do que revela, o fracasso administrativo. A ponto do governador, cujo prestígio pôde ser conferido na divulgação da pesquisa Datafolha, em que a capacidade de transferência de voto do governador foi igual a 1%, repisar temas, numa prova de que, após seis anos de administração, há mesmo pouco a dizer e muito menos a acrescentar.
O governador espera, em 2010, disputar a cadeira no Senado e seguir, assim, para sua aposentadoria política. Há sinais, no entanto, de que a era jurássica que ele representa possa chegar ao fim não pela força de um cometa ou asteróide, mas pelo voto rigoroso e insofismável.

Outra vítima
Vereador cassado por infidelidade sem, no entanto, perder os direitos políticos, Tico Kuzma (PSB) teve o seu comitê eleitoral, no Capão Raso, invadido. Segundo ele, os ladrões entraram na única sala sem alarme e roubaram um computador com dados de campanha.

Conspiratória
Anteontem, foi a vez do candidato a prefeito, Fábio Camargo (PTB) denunciar a invasão do seu escritório. Camargou viu na ação dos bandidos um “crime político”.

Cala-te boca
O radialista Edemar Colpani (PDT) desistiu da disputa à Câmara Municipal de Curitiba. Os motivos são nebulosos e podem estar relacionados a uma das sete pragas do Egito.

Cadê o meu?
Integrantes do PSDB e PSB estão fulos com a coordenação de campanha de Beto Richa. Apesar da peregrinação diária ao comitê não estão recebendo material de propaganda.

O japonês da vez
Jorge Yamawaki (PSDB) é o candidato a vereador da colônia japonesa em Curitiba. Ocupa espaço deixado por Rui Hara.

Bloqueado
A Ecovia promete fechar nesta quarta-feira os acessos à BR 277 pelos bairros Jardim Botânico, Cajuru e Jardim das Américas.

À fogueira
A decisão pode provocar protestos dos moradores dos bairros. A promessa é a de fechar a rodovia com pneus queimados.

Dengoso
A Secretaria de Comunicação Social encomendou à Imprensa Oficial do Estado uma edição especial do oficioso “Notícias do Paraná” com informações sobre a dengue.

Preço de ocasião
E há outro saindo do forno. Desta vez com notícias sobre o “Parque Ambiental Aníbal Khury”, o codinome do antigo Haras Tamandaré comprado pelo governo por R$ 8 milhões. Uma pechincha.

ARREMATE
Que Doha é essa?

OBLADI-OBLADÁ
Modorra, modorrinha. Beto Richa (PSDB) anunciou, ontem, em entrevista à RIC, a criação do Hospital da Mulher e do Centro Especializado do Homem Curitibano. *** Gleisi Hoffmann foi a um bailão da terceira idade em que, salvo idosa exceção, era ela a mais velha.

marcusvrgomes@uol.com.br

Modorra, modorrência

29 julho, 2008
06:33

A coluna Toda Política desta terça-feira no JE.

As restrições da Justiça Eleitoral aliadas à disparada nas pesquisas do prefeito Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição, dão cara de fastio à campanha em Curitiba. Em meio à chatice eleitoral, os candidatos bem que podiam parodiar a máxima de Maiakovski que disse certa vez “Antes morrer de vodka que de tédio” e sair dizendo por aí: “Antes morrer no voto que de monotonia”. Nem isso.
Os candidatos parecem estar guardando as forças para quando agosto chegar e junto com ela a propaganda eleitoral na TV e no rádio. Há mais de 800 candidatos disputando as 38 cadeiras na Câmara Municipal. Muitos passarão pela campanha anônimos. Santinhos aqui e acolá, 15 segundos ou menos no horário gratuito e só. Haja tempo para tanta gente.
Há os folclóricos. Os sérios. Os paladinos. Os justiceiros. Passam ao largo. Quando merecem uma piada, é muito. Houve certa vez um candidato a vereador que se apresentava nu. Em tempos trotskistas, o petista combalido Ângelo Vanhoni deixou-se fotografar dando uma banana aos políticos ou exibindo nariz de palhaço. A galhofa caiu no vazio.
Agora mesmo surgiu um candidato travesti, turbinado pelo escândalo envolvendo o atacante Ronaldo. Era um caso para atiçar as rodinhas de café. Quem se anima? Não há mesmo nada de novo no front político. É um panorama constrangedor.
O show parece ficar a cargo dos tribunais eleitorais ao antecipar a onda de impugnações de candidaturas que podem obrigar uma renovação dos quadros políticos a fórceps.
Os exageros, no entanto, devem ser controlados. Não dá para jogar no mesmo balaio, criminosos contumazes ou ímprobos juramentados com casos prosaicos como o do prefeito de Goiânia, Íris Rezende, incluído na lista de “fichas sujas” da AMB (Associação de Magistrados Brasileiros) porque responde a processo que trata de uma loja de material de construção que invadiu terreno da prefeitura. Calma lá.
Arrisca-se, assim, deixar tudo como está para ver como é que fica por causa da ausência de critério na avaliação dos casos. Se há algo de positivo na lista da AMB  e na ação da Justiça Eleitoral é esclarecer o eleitor. Confundir jamais.

É uma meca
O petebista Fábio Camargo surgiu com mais uma grande produção. Promete, se eleito for, transformar Curitiba na meca do cinema brasileiro.

Agora vai
Quer mais. Anunciou que irá isentar de ISS todas as produções que utilizarem a capital paranaense como cenário. Não é uma idéia nova. Em Paulínia, no interior de São Paulo, projeto semelhante injetou R$ 100 milhões na economia da cidade só em 2007.

Dois mais dois
Via BBC, o economista americano Robert Klitgaard, que estuda a corrupção, criou uma fórmula para explicar o “fenômeno”: C = M + D – A. Onde C é corrupção, M é monopólio, D é “critério próprio” e A é responsabilização pública.

Impune ao cubo
Para Klitgaard, o cenário que permite a corrupção é marcado pelo monopólio em alguma atividade, decisões tomadas por meio de critérios pessoais e resultados que não são alvo de responsabilização pública. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Proibido…
O projeto “Fumo Zero” proposto pela vereadora Nelly Almeida (PSDB) já começa a provocar polêmica.

…mas nem tanto
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrabar) quer diminuir o rigor do projeto. Propõe que seja reservada uma área para não-fumantes em ambientes com mais de 100 metros quadrados. Botecos e afins ficam isentos.

A todo vapor
O rombo na conta da Cohapar não parece ter impedido o ímpeto marqueteiro do presidente da companhia, Rafael Greca.

Para registro
Ontem, ele encaminhou à diretoria financeira ordem para abrir uma concorrência que escolherá uma produtora encarregada de contar a história da habitação no Paraná.

Ele tá russo
Diretor do Programa Leite das Crianças na Secretaria da Agricultura, Newton Pohl Ribas viaja a Moscou entre os dias 14 e 24 de agosto. O propósito é ignorado.

Odor estranho
Cheirou mal caso de funcionária da Secretaria da Educação cedida para a prefeitura que recebeu salário indevido do estado.

Mais um
É o segundo caso ocorrido na secretaria em menos de dois meses. Fica a pergunta: quantos casos existem? Quantos mais estão recebendo em duplicidade ou sem trabalhar?

ARREMATE
A posse de Maurício Requião no TC foi bater à porta do Órgão Especial do Tribunal de Justiça. A cada dia fica mais difícil.

OBLADI-OBLADÁ
Atenção, tucano, tucaninhos e tucanões. O prefeito de Curitiba Beto Richa completa, nesta terça-feira, 43 invernos. *** A devassa na Cohapar continua rendendo.
Na sexta-feira, o encarregado da sindicância, Álvaro Miguel Rychuv, enviou novo relatório à Casa Civil com detalhes picantes. *** Depois de muita insistência, Requião enfim concordou em ceder o helicóptero a serviço da governadoria para a Polícia Rodoviária do Paraná. *** Estava enferrujando.

marcusvrgomes@uol.com.br

« Página Anterior - Próxima Página »