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Testemunhas de defesa negam devolução de salário à vereadora

9 novembro, 2017 às 14:12  |  por Ivan Santos

camara Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

Testemunhas de defesa da vereadora Katia Dittrich (SD) negaram, hoje pela manhã, em depoimento à comissão processante da Câmara Municipal de Curitiba, que tenham sido coagidos a devolver parte dos salários que recebem como assessores da parlamentar para permanecerem em seus cargos. Foram ouvidos cinco funcionários que atualmente trabalham no gabinete de Dittrich. no mandato da parlamentar, que negaram terem sido coagidos a “devolver” parte de sua remuneração para permanecer nos cargos. Na tarde de hoje, a comissão deve ouvir ainda a última testemunha de defesa, Natália Rosi Doro, e a própria vereadora.

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Advogado de Greca vê ameaça à liberdade de expressão em decisão

13 julho, 2016 às 18:22  |  por Ivan Santos

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM RAFAEL GRECA

O advogado Walber Agra, coordenador jurídico da campanha do pré-candidato Rafael Greca (PMN) à Prefeitura de Curitiba, disse estar “incrédulo” com a decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná que determina a retirada do ar de perfis da rede social Facebook, referentes aos movimentos “Volta Curitiba” e “Volta Greca”. A decisão respondeu a ação do Diretório Municipal do PDT, partido do atual prefeito Gustavo Fruet.

Segundo Agra, mesmo cumprindo com “todos os rigores da legislação “eleitoral vigente, “existe um claro movimento de cercear a candidatura de Greca”. O advogado afirma que o artigo 36-A da Lei Eleitoral, que dispõe sobre propaganda eleitoral, permite “apologia a pretensas candidaturas”, mas haveria uma “tentativa de levar o juízo a erro, com base em fatos novos e com recurso expressamente impedido pela jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral”. Para Agra, a decisão fere o direto da liberdade de expressão.

“O que a Justiça Eleitoral tem que decidir de forma peremptória é se cumpre ou não a legislação eleitoral, pois dois juízes, responsáveis pela propaganda, têm opiniões distintas”, afirma o advogado. “O que não pode haver é um estado de insegurança onde a Prefeitura de Curitiba faz ostensivamente propaganda institucional velada, e de forma expressa quer calar as vozes dissidentes como se ditadura fosse”, diz Agra.

Empreiteiro da Lava Jato inclui Paulo Bernardo como testemunha de defesa

29 janeiro, 2015 às 15:34  |  por Ivan Santos

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O empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, preso desde 14 de novembro na sede da Polícia Federal, em Curitiba, base da Operação Lava Jato, pediu à Justiça a inclusão do ex-ministro da Comunicações, Paulo Bernardo, entre as testemunhas de sua defesa. Em resposta à acusação feita pela Procuradoria, juntado aos autos da Lava Jato hoje, executivo arrolou também o ex-ministro das Defesa, Jaques Wagner,, o candidato à presidência da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT) entre outros deputado. As informações são do Estadão.

Foi chamado ainda o secretário municipal de saúde de São Paulo, José de Filippi Júnior, ex-tesoureiro da campanha de reeleição do ex-presidente Lula (PT), em 2006, e da primeira campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010, e ex-prefeito de Diadema, cidade da região metropolitana da capital paulista. No documento, a defesa não explica o porquê de ter arrolado estas testemunhas. O executivo é o primeiro empreiteiro, réu da Lava Jato, a arrolar para sua defesa políticos e autoridades muito próximas de Dilma e Lula.

O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef afirmaram à Justiça, em depoimento dentro do processo de delação premiada, terem repassado R$ 1 milhão à campanha da esposa de Paulo Bernardo, senadora Gleisi Hoffmann, em 2010, quando ela concorreu e foi eleita para o Senado. Youssef disse que o dinheiro teria sido pedido por Paulo Bernardo. Na época, ele era ministro do Planejamento do governo Lula.

Já Paulo Roberto Costa apresentou como prova do repasse, uma anotação dele em sua agenda pessoal, apreendida pela Polícia Federal no dia 20 de março, três dias depois da deflagração da Lava Jato. Em uma das páginas da agenda consta, entre outras, a seguinte anotação: “PB 0,1”. Segundo o delator da Lava Jato, o registro significa “Paulo Bernardo, R$ 1 milhão”.

A senadora e seu marido negam as acusações. Gleisi alega não conhecer Youssef. Já Paulo Bernardo alegou que “não pediu nem recebeu qualquer importância” e que nunca falou com o doleiro.