Arquivo da tag: delação

Delação sobre compra de deputados por Cunha pode respingar no Paraná

10 agosto, 2017 às 07:29  |  por Ivan Santos

eduardo cunha alep Foto: Nani Gois/Alep

A delação premiada do executivo da J&F, Ricardo Saud – controladora do grupo JBS – e do ex-presidente da Câmara Federal e ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) pode respingar na bancada federal do Paraná. De acordo com reportagem publicada ontem pelo jornal Folha de São Paulo, Saud deve detalhar ao Ministério Público Federal, os nomes e circunstâncias em que parlamentares receberam dinheiro do grupo para apoiar a eleição de Cunha – preso em Curitiba desde o final do ano passado – para a presidência da Câmara, em fevereiro de 2015. Ao todo, o grupo teria repassado R$ 30 milhões para financiar a compra de votos para o peemedebista. Desse total, R$ 12 milhões teriam sido repassados em dinheiro vivo.

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Delator da “Carne Fraca” implica deputados do PMDB do PR, diz Uol

4 julho, 2017 às 12:26  |  por Ivan Santos
Foto: Franklin de Freitas / Bem Paraná

Foto: Franklin de Freitas / Bem Paraná

Reportagem de hoje do Uol assinada por Rafael Moro Martins revela que a delação do ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho – preso na operação Carne Fraca acusado de comandar um esquema de propina envolvendo frigoríficos – implica quatro deputados federais do PMDB do Estado, em acordo de delação premiada que negocia com a Procuradoria Geral da República; Osmar Serraglio, Sobrinho, Hermes “Frangão” Parcianello e . De acordo com o delator, os parlamentares – que chegaram a exigir que ele fosse mantido no cargo apesar de suspeitas de corrupção – teriam recebido recursos do esquema. Os quatro deputados negam participação no esquema.

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Ex-deputado Rocha Loures agora sofre pressão do pai para delatar

7 junho, 2017 às 15:52  |  por Ivan Santos

rocha loures Reprodução

Deu na edição desta tarde do Jornal Hoje da Rede Globo. Segundo a repórter Deli Ortiz, a grande preocupação hoje do presidente e seus aliados não é com o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas com o ex-assessor e ex-deputado federal paranaense Rodrigo Rocha Loures (PMDB). De acordo com a reportagem, o Palácio do Planalto teria a informação de que o peemedebista está sendo muito pressionado pela família para que faça um acordo de delação com a Procuradoria Geral da República.

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Temer pode nomear outro paranaense para garantir foro de Rocha Loures

30 maio, 2017 às 14:53  |  por Ivan Santos

RODRIGO ROCHA LOURES

O presidente (PMDB) estuda a possibilidade de nomear outro deputado federal paranaense para o Ministério da Transparência, para garantir que Rodrigo Rocha Loures (PMDB) permaneça na Câmara Federal e mantenha o foro privilegiado. Entre os possíveis “ministeriáveis” estariam os deputados , Hermes “Frangão” Parcianello e – todos do PMDB paranaense. A nomeação deles passou a ser cogitada depois que o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB) – demitido no domingo do Ministério da Justiça – recusou convite de para assumir o Ministério da Transparência. Outra opção seria nomear um paranaense para o Ministério da Cultura, que está vago desde a saída do deputado federal Roberto Freire (PPS/PE) do cargo.

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Secretário “Pepe” Richa nega ter recebido dinheiro da JBS

21 maio, 2017 às 17:46  |  por Ivan Santos

Escola Foto: Jorge Woll

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o “Pepe” Richa disse neste domingo, que não recebeu dinheiro algum da JBS durante a campanha de 2014 pelo PSDB. Em depoimento ao Ministério Público Federal, executivos do grupo alegaram ter repassado R$ 1 milhão ao secretário para a campanha tucana ao governo do Estado naquele ano.

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Rocha Loures era apenas “mensageiro” de Temer, diz delator

21 maio, 2017 às 16:20  |  por Ivan Santos

saud Reprodução/You tube

Em depoimento ao Ministério Público Federal, Ricardo Saud, executivo da JBS, afirmou que o deputado federal paranaense Rodrigo Rocha Loures (PMDB) serviu apenas de “mensageiro” e “intermediário” do presidente Michel Temer (PMDB), ao receber R$ 500 mil em propina, em operação filmada pela Polícia Federal, em troca da defesa de interesses do grupo empresarial junto ao governo. De acordo com Saud, os R$ 500 mil faria parte de um acordo que previa o pagamento semanal de propina a Temer por 25 anos, em troca da intervenção do governo Temer no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre o preço do gás boliviano, que beneficiou a empresa.

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Delator da JBS cita cinco políticos paranaenses

20 maio, 2017 às 12:42  |  por Ivan Santos

Em delação à Procuradoria Geral da República, o executivo do grupo JBS, Ricardo Saud, disse que a empresa repassou recursos de caixa 2 para cinco políticos paranaenses. De acordo com o empresário, R$ 5 milhões teriam sido repassados para a campanha ao governo da senadora Gleisi Hoffmann (PT) em 2014. E R$ 1 milhão para a campanha do governador Beto Richa (PSDB).

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“Não renunciarei”, garante Temer

18 maio, 2017 às 16:23  |  por Ivan Santos

TEMER DEPOIMENTO

Em rápido pronunciamento na tarde de hoje, o presidente Michel Temer (PMDB) garantiu que não pretende renunciar ao mandato, e negou que agido para comprar o silêncio de ninguém, como aponta a delação do dono do grupo JBS, Joesley Batista, que teria gravado o peemedebista dando aval para o pagamento de uma “mesada” ao ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), preso em Curitiba desde o final do ano passado em Curitiba, pela operação Lava Jato. “Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz. Sei da correção dos meus atos e exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo”, disse Temer, aparentando nervosismo.

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Prisão e possível delação de prefeito de Foz preocupa políticos

14 julho, 2016 às 15:20  |  por Ivan Santos

Reni Pereira Foto: Sandro Nascimento/Alep

A prisão do prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira (PSB), hoje, acusado de comandar um esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado pelo menos R$ 4 milhões, através de fraude em licitações para obras de asfaltamento e contratos da saúde na prefeitura da cidade do Oeste do Estado provocou nervosismo entre políticos paranaenses. Articulador habilidoso, Pereira foi eleito deputado estadual por três vezes consecutivas, desde 2002, e só deixou o cargo depois de vencer a disputa pela prefeitura de Foz, em 2012. Era visto como um político em ascensão no Estado, com futuro promissor, e tinha tudo para se reeleger na disputa deste ano. Além disso, para seu lugar na Assembleia Legislativa, elegeu a mulher deputada estadual Cláudia Pereira (PSB).

Com a prisão e as acusações levantadas contra ele e seu grupo, pelo Ministério Público Federal, na Operação Pecúlio, dificilmente ele terá condições de disputar novamente o cargo. E mais: pode aderir a uma delação premiada na Justiça, para mitigar sua possível pena em caso de condenação. Seu conhecimento profundo dos bastidores da política paranaense é o que mais preocupa os que hoje se assustaram com a notícia de sua prisão. A preocupação é geral, mas atinge especialmente os ex-colegas de Pereira na Assembleia.

Delator de esquema na Receita cita Requião

4 julho, 2016 às 17:44  |  por Ivan Santos

delator publicano

Delator do esquema de corrupção na Receita Estadual investigada na operação Publicano, o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, citou o senador Roberto Requião (PMDB) em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, responsável pelo caso. Em vídeo divulgado ontem, Souza afirma que durante o governo Requião, o “acerto” de empresas devedoras do fisco era feito diretamento no Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais, órgão responsável por julgar as questões tributárias entre os contribuintes e o Estado.

De acordo com o auditor, o então governador “mandava o fisco bater (na porta das empresas). Ele (Requião) defendia, e o contribuinte dava o dinheiro”. O delator aponta ainda que o secretário de Estado da Fazenda na administração Requião, Heron Arzua, seria um dos chefes do esquema de negociação com as empresas no conselho.

Segundo Souza, uma filha de Arzua que trabalhava em um escritório de advocacia indicado a quem tivesse questões tributárias a serem resolvidas no Conselho. “O contribuinte ia lá e ela resolvia e depois repassava para o Heron”. Segundo Souza, o escritório declarava faturamento de R$ 40 milhões por ano.

Como Requião tem foro privilegiado, por ser senador, o Gaeco encaminhou as informações à Procuradoria Geral de Justiça. O material está sob análise do subprocurador para assuntos jurídicos, que definirá o órgão competente para investigar a suspeita nas próximas semanas. Se entender que o ex-governador está implicado no caso, o material será encaminhado para o Superior Tribunal Federal.

O advogado de Requião, o ex-secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari rebateu as acusações. Segundo ele, as alegações de Souza seriam uma “vingança” do auditor contra as medidas tomadas pelo então governador para coibir a corrupção na Receita. “Quando governador, Requião baixou um decreto proibindo que os fiscais fizessem a fiscalização de micro e pequenas empresas e isso fez com que não houvesse mais corrupção no Conselho”, disse Delazari. “Essa delação parece ser fruto de uma pessoa magoada que teve que parar de roubar”.

O ex-secretário da Fazenda, Heron Arzua também negou qualquer participação no esquema e disse que vai processar o delator. “Esse cidadão está louco. Fui secretário de Fazenda por 12 anos e durante todo esse tempo me afastei do escritório de advocacia que eu tinha. A minha filha Claudia não chegou a atuar nunca no escritório, ela era integrante do CCRF por ser advogada concursada da prefeitura”, explicou o ex-secretário ao jornal Folha de São Paulo. “Quando deixei o escritório, o faturamento não era nem de R$ 20 mil por ano”, emendou.

Arzua disse ainda que é “impossível fazer acertos no Conselho”, já que seis dos 12 integrantes eram do fisco e havia o monitoramento do órgão pelo Ministério Público.

Veja abaixo trechos do depoimento do auditor: