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Ex-deputado Rocha Loures agora sofre pressão do pai para delatar

7 junho, 2017 às 15:52  |  por Ivan Santos

rocha loures Reprodução

Deu na edição desta tarde do Jornal Hoje da Rede Globo. Segundo a repórter Deli Ortiz, a grande preocupação hoje do presidente e seus aliados não é com o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas com o ex-assessor e ex-deputado federal paranaense Rodrigo Rocha Loures (PMDB). De acordo com a reportagem, o Palácio do Planalto teria a informação de que o peemedebista está sendo muito pressionado pela família para que faça um acordo de delação com a Procuradoria Geral da República.

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Temer pode nomear outro paranaense para garantir foro de Rocha Loures

30 maio, 2017 às 14:53  |  por Ivan Santos

RODRIGO ROCHA LOURES

O presidente (PMDB) estuda a possibilidade de nomear outro deputado federal paranaense para o Ministério da Transparência, para garantir que Rodrigo Rocha Loures (PMDB) permaneça na Câmara Federal e mantenha o foro privilegiado. Entre os possíveis “ministeriáveis” estariam os deputados , Hermes “Frangão” Parcianello e – todos do PMDB paranaense. A nomeação deles passou a ser cogitada depois que o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB) – demitido no domingo do Ministério da Justiça – recusou convite de para assumir o Ministério da Transparência. Outra opção seria nomear um paranaense para o Ministério da Cultura, que está vago desde a saída do deputado federal Roberto Freire (PPS/PE) do cargo.

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Secretário “Pepe” Richa nega ter recebido dinheiro da JBS

21 maio, 2017 às 17:46  |  por Ivan Santos

Escola Foto: Jorge Woll

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o “Pepe” Richa disse neste domingo, que não recebeu dinheiro algum da JBS durante a campanha de 2014 pelo PSDB. Em depoimento ao Ministério Público Federal, executivos do grupo alegaram ter repassado R$ 1 milhão ao secretário para a campanha tucana ao governo do Estado naquele ano.

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Rocha Loures era apenas “mensageiro” de Temer, diz delator

21 maio, 2017 às 16:20  |  por Ivan Santos

saud Reprodução/You tube

Em depoimento ao Ministério Público Federal, Ricardo Saud, executivo da JBS, afirmou que o deputado federal paranaense Rodrigo Rocha Loures (PMDB) serviu apenas de “mensageiro” e “intermediário” do presidente Michel Temer (PMDB), ao receber R$ 500 mil em propina, em operação filmada pela Polícia Federal, em troca da defesa de interesses do grupo empresarial junto ao governo. De acordo com Saud, os R$ 500 mil faria parte de um acordo que previa o pagamento semanal de propina a Temer por 25 anos, em troca da intervenção do governo Temer no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre o preço do gás boliviano, que beneficiou a empresa.

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Delator da JBS cita cinco políticos paranaenses

20 maio, 2017 às 12:42  |  por Ivan Santos

Em delação à Procuradoria Geral da República, o executivo do grupo JBS, Ricardo Saud, disse que a empresa repassou recursos de caixa 2 para cinco políticos paranaenses. De acordo com o empresário, R$ 5 milhões teriam sido repassados para a campanha ao governo da senadora Gleisi Hoffmann (PT) em 2014. E R$ 1 milhão para a campanha do governador Beto Richa (PSDB).

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“Não renunciarei”, garante Temer

18 maio, 2017 às 16:23  |  por Ivan Santos

TEMER DEPOIMENTO

Em rápido pronunciamento na tarde de hoje, o presidente Michel Temer (PMDB) garantiu que não pretende renunciar ao mandato, e negou que agido para comprar o silêncio de ninguém, como aponta a delação do dono do grupo JBS, Joesley Batista, que teria gravado o peemedebista dando aval para o pagamento de uma “mesada” ao ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), preso em Curitiba desde o final do ano passado em Curitiba, pela operação Lava Jato. “Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz. Sei da correção dos meus atos e exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo”, disse Temer, aparentando nervosismo.

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Prisão e possível delação de prefeito de Foz preocupa políticos

14 julho, 2016 às 15:20  |  por Ivan Santos

Reni Pereira Foto: Sandro Nascimento/Alep

A prisão do prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira (PSB), hoje, acusado de comandar um esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado pelo menos R$ 4 milhões, através de fraude em licitações para obras de asfaltamento e contratos da saúde na prefeitura da cidade do Oeste do Estado provocou nervosismo entre políticos paranaenses. Articulador habilidoso, Pereira foi eleito deputado estadual por três vezes consecutivas, desde 2002, e só deixou o cargo depois de vencer a disputa pela prefeitura de Foz, em 2012. Era visto como um político em ascensão no Estado, com futuro promissor, e tinha tudo para se reeleger na disputa deste ano. Além disso, para seu lugar na Assembleia Legislativa, elegeu a mulher deputada estadual Cláudia Pereira (PSB).

Com a prisão e as acusações levantadas contra ele e seu grupo, pelo Ministério Público Federal, na Operação Pecúlio, dificilmente ele terá condições de disputar novamente o cargo. E mais: pode aderir a uma delação premiada na Justiça, para mitigar sua possível pena em caso de condenação. Seu conhecimento profundo dos bastidores da política paranaense é o que mais preocupa os que hoje se assustaram com a notícia de sua prisão. A preocupação é geral, mas atinge especialmente os ex-colegas de Pereira na Assembleia.

Delator de esquema na Receita cita Requião

4 julho, 2016 às 17:44  |  por Ivan Santos

delator publicano

Delator do esquema de corrupção na Receita Estadual investigada na operação Publicano, o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, citou o senador Roberto Requião (PMDB) em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, responsável pelo caso. Em vídeo divulgado ontem, Souza afirma que durante o governo Requião, o “acerto” de empresas devedoras do fisco era feito diretamento no Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais, órgão responsável por julgar as questões tributárias entre os contribuintes e o Estado.

De acordo com o auditor, o então governador “mandava o fisco bater (na porta das empresas). Ele (Requião) defendia, e o contribuinte dava o dinheiro”. O delator aponta ainda que o secretário de Estado da Fazenda na administração Requião, Heron Arzua, seria um dos chefes do esquema de negociação com as empresas no conselho.

Segundo Souza, uma filha de Arzua que trabalhava em um escritório de advocacia indicado a quem tivesse questões tributárias a serem resolvidas no Conselho. “O contribuinte ia lá e ela resolvia e depois repassava para o Heron”. Segundo Souza, o escritório declarava faturamento de R$ 40 milhões por ano.

Como Requião tem foro privilegiado, por ser senador, o Gaeco encaminhou as informações à Procuradoria Geral de Justiça. O material está sob análise do subprocurador para assuntos jurídicos, que definirá o órgão competente para investigar a suspeita nas próximas semanas. Se entender que o ex-governador está implicado no caso, o material será encaminhado para o Superior Tribunal Federal.

O advogado de Requião, o ex-secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari rebateu as acusações. Segundo ele, as alegações de Souza seriam uma “vingança” do auditor contra as medidas tomadas pelo então governador para coibir a corrupção na Receita. “Quando governador, Requião baixou um decreto proibindo que os fiscais fizessem a fiscalização de micro e pequenas empresas e isso fez com que não houvesse mais corrupção no Conselho”, disse Delazari. “Essa delação parece ser fruto de uma pessoa magoada que teve que parar de roubar”.

O ex-secretário da Fazenda, Heron Arzua também negou qualquer participação no esquema e disse que vai processar o delator. “Esse cidadão está louco. Fui secretário de Fazenda por 12 anos e durante todo esse tempo me afastei do escritório de advocacia que eu tinha. A minha filha Claudia não chegou a atuar nunca no escritório, ela era integrante do CCRF por ser advogada concursada da prefeitura”, explicou o ex-secretário ao jornal Folha de São Paulo. “Quando deixei o escritório, o faturamento não era nem de R$ 20 mil por ano”, emendou.

Arzua disse ainda que é “impossível fazer acertos no Conselho”, já que seis dos 12 integrantes eram do fisco e havia o monitoramento do órgão pelo Ministério Público.

Veja abaixo trechos do depoimento do auditor:

Repasse a Requião fez parte de pacote de R$ 40 milhões da JBS para o PMDB

16 junho, 2016 às 14:56  |  por Ivan Santos

Requião

A divulgação da íntegra da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, revela que os repasses relatados por ele para a campanha do senador paranaense Roberto Requião (PMDB) fez parte de um “pacote” de R$ 40 milhões de recursos para as campanhas de diversos senadores do PMDB, pelo grupo JBS, que teria sido intermediado pela direção nacional do PT. No depoimento, Machado relata reuniões na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), nas quais os repasses teriam sido combinados.

“QUE ouvi falar nas reuniões na casa do Renan, não me lembro ;por parte de quem, que nas eleições de 2014, o PT nacional ofereceu apoio de R$ 40 milhões ao PMDB do Senado; QUE essa doação seria feita por meio da JBS; QUE encontrei uma vez na casa do Renan o diretor da JBS, FRANCISCO DE ASSIS E SILVA; QUE nesta oportunidade, o diretor da JBS comentou comigo que vinha ajudando em diversas campanhas políticas; QUE, no que diz respeito ao PMDB, seriam contemplados por doações da JBS a diversos Senadores: RENAN CALHEIROS, JADER BARBALHO, ROMERO JUCÁ, • EUNÍCIO OLIVEIRA ,VITAL DO REGO, EDUARDO BRAGA, EDISON LOBÃO, VALDIR RAUPP, ROBERTO REQUIÃO e outros; QUE o apoio financeiro do PT foi um dos fatores que fizeram com que MICHEL TEMER reassumisse a presidência do PMDB, visando controlar a destinação dos recursos do partido”, afirma um dos trechos da delação.

Em outro trecho, quando foi instado a detalhar o chamado “JBS ACORDO PMDB-PT”, o ex-presidente da Transpetro explica novamente com o foi a negociação.

“QUE o depoente ouviu de diversos Senadores nas reuniões na casa do Renan que o grupo JBS iria fazer doações ao PMDB, a pedido do PT, na ordem de R$ 40 milhões; QUE essa informação foi posteriomente confirmada ao depoente pelo Diretor de Relações Institucionais da JBS, ou seja, que este grupo empresarial iria fazer doações no valor de R$ 40 milhões à bancada do Senado do PMDB, a pedido do PT, nas eleições de 2014; QUE esse valor era apenas para a bancada do Senado; QUE essa doação seria fei por meio da JBS”, explica o delator

“QUE, no que diz respeito ao PMDB, seriam contemplados por doações da JBS diversos Senadores, dentre os quais: RE AN CALHEIROS, JADER BARBALHO, ROMERO JUCÁ, EUNÍCIO OLIVEIRA, VITAL DO REGO, EDUARDO BRAGA, EDISON LOBÃO, VALDIR RAUPP, ROBERTO REQUIÃO e outros; QUE não sabe dizer quem do PT receberia esse apoio da JBS; QUE essa informação chegou ao conhecimento da bancada do PMDB na Câmara; QUE bancada da Câmara foi se queixou a MICHEL TEMER; QUE esse fato fez com que MICHEL TEMER reassumisse a presidência do PMDB visando controlar a destinação dos recursos do partido; QUE o depoente não sabe dizer se o grupo JBS obteve algum favorecimento em troca dessa doação”.

A prestação de contas da campanha de Requião para o governo do Estado em 2014 aponta três doações da JBS, no valor total de R$ 2,4 milhões. A primeira, de R$ 500 mil, através da direção nacional do PMDB; a segunda, de R$ 400 mil, da campanha de Michel Temer à vice-presidência; e a última, de R$ 1,5 milhão, diretamente pela JBS.

O advogado do senador diz que as doações foram legais e registradas. “Não há nada de ilegal. Essa específica junto ao JBS foi um encaminhamento feito pelo Diretório Nacional do PMDB. Nós inclusive não tivemos que ter contato com ninguém da empresa. Não houve nenhuma conversa da campanha com a empresa. O que houve foi é uma doação que foi feita, uma espécie de doação ‘guarda-chuva’ que foi feita por esta empresa para o PMDB nacional que distribuiu esses recursos licitamente para as campanhas dos candidatos a governador do PMDB. Totalmente declarados, sem nenhuma ilegalidade”, afirmou ele à rádio CBN.

“O próprio Sérgio Machado, pelo que eu pude ler na sua delação, não fala que esse dinheiro é ilícito. Não diz que isso é fruto de propina, de corrupção. E um repasse de uma empresa que foi feito pelo PMDB nacional que distribuiu esses recursos de acordo com o que entedia que era o necessário. E essas doações são absolutamente legítimas. Não há nenhum problema nelas”, argumenta.

Na delação, Sérgio Machado afirma que mesmo as doações feitas de forma legal e registradas oficialmente tinham como origem propinas cobradas de empresas que mantinham negócios com o governo e estatais. Segundo ele, os políticos destinatários desses recursos tinham conhecimento disso.

Abaixo, reprodução de trecho da delação do ex-presidente da Transpetro que cita o senador:

requião machado

Delação de Delcídio envolve Gleisi e Paulo Bernardo

15 março, 2016 às 16:41  |  por Ivan Santos

gleisi

A delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT/MS) envolve implica diretamente a senadora Gleisi Hoffmann (PT) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT). No acordo feito com a Procuradoria Geral da República, Delcídio afirmou que “é de notório conhecimento” a relação de Gleisi com a empresa Consist, que “acompanha o casal Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann desde a epoca em que foram secretarios” do Mato Grosso do Sul no governo Zeca do PT. Que a Consist “sempre atuou como braço financeiro dos mesmos, e como mantenedora das despesas do mandato da Senadora nos últimos anos”;

Segundo o senador, “existem provas incontestaveis sobre isso”. Delcídio diz, nos termos do acordo, que deve dar “atenção especial para o período em que Gleisi foi diretora financeira da Itaipu Binacional”, já que muitas obras “passaram pelas suas mãos”. E que o “mesmo vale para as concessões do Porto de Santos quando a mesma, como chefe da Casa Civil teve atuação decisiva na definição das áreas leiloadas”. Delcídio disse à PGR que o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, era operador da senadora “e um dos melhores captadores de recursos do PT”.