Arquivo da tag: mulheres

TRE rejeita ação que apontava fraude em cotas de candidatas mulheres

4 outubro, 2017 às 07:44  |  por Ivan Santos

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) manteve, em julgamento na segunda-feira, decisão anterior que considerou improcedente a ação que questionava possíveis candidaturas fraudulentas de mulheres para o cargo de vereadoras no município de Fernandes Pinheiro (Centro-Sul). A Corte entendeu que o tipo de ação proposta pela Coligação Juntos Somos Mais Fortes, da prefeita eleita Cleonice Schuck (PMDB), não se enquadra entre as ações possíveis na Justiça Eleitoral.

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PTB do Paraná é condenado por não investir em participação feminina

25 outubro, 2016 às 11:39  |  por Ivan Santos

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná rejeitou ontem, por unanimidade, as contas do Diretório Estadual do PTB do Paraná de 2014. Segundo a assessoria do órgão, a decisão é inédita e foi tomada porque a legenda não destinou parte dos recursos que recebeu do fundo partidário para programas de promoção da participação das mulheres na política, como manda a lei.

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Na Câmara, Curitiba elege a maior bancada feminina da história

2 outubro, 2016 às 21:54  |  por Ivan Santos

josete

No próximo ano Curitiba terá oito mulheres ocupando cadeiras no plenário da Câmara Municipal. É o maior número de vereadoras eleitas no mesmo pleito da história da cidade. A última legislatura recorde foi a de 2009/2012, com seis parlamentares e atualmente são cinco. A mais votada na eleição de 2016 foi a novata Fabiane Rosa, do PSDC, com 7.328 votos. Também são estreantes na atividade Maria Manfron, (PP), Katia dos Animais de Rua (SD), e Dra. Maria Leticia Fagundes (PV).

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Ministro diz que homens vão menos ao médico por trabalharem mais

11 agosto, 2016 às 15:03  |  por Ivan Santos

ricardo barros

O ministro da Saúde, deputado federal paranaense Ricardo Barros (PP) voltou a causar polêmica hoje, ao afirmar que os homens procuram menos o atendimento de saúde porque “trabalham mais do que as mulheres e são os provedores” das famílias brasileiras. A declaração foi dada durante o lançamento do guia “Pré-Natal do Parceiro”, que pretende incentivar os homens a fazerem exames de prevenção ao acompanhar as mulheres aos postos de atendimento durante a gravidez.

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Câmara reajusta verba de gabinete e libera passagens para mulheres de deputados

25 fevereiro, 2015 às 18:59  |  por Ivan Santos

cunha

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Agência Brasil

A Mesa Diretora da Câmara aprovou hoje (25) o reajuste em diversas verbas parlamentares, incluindo a de gabinete, que passa dos atuais R$ 78 mil para R$ 92.053,00 mensais. O auxílio-moradia subiu de R$ 3,8 mil para R$ 4,2 mil.

O chamado cotão (verba indenizatória) teve reajuste de 8%, elevando de R$ 27.977,26 para R$ 30.215,44 o menor valor recebido por deputados, no caso os do Distrito Federal. O maior é destinado aos deputados de Roraima e passará de R$ 41.612,80 para R$ 44.941,62.

O pacote de medidas aprovado pela Mesa faz parte das promessas de campanha do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Além dos reajustes, a Mesa também aprovou um dispositivo estabelecendo que as mulheres dos deputados terão direito a usar passagens áreas pagas pela Câmara entre seus estados de origem e Brasília.

A Mesa da Câmara aprovou, ainda, a criação das secretarias de Comunicação e de Relações Institucionais, que serão ocupadas por deputados. Uma será encarregada da comunicação social da Casa e a outra cuidará da relação da Câmara com outros parlamentos. Cunha informou que a estrutura existente na Casa na área de comunicação ficará subordinada à Secretaria de Comunicação.

“Ninguém está tirando funcionário concursado de nada. A mudança é que a TV terá de cumprir a atividade parlamentar. Ela não tem de competir com TV aberta, ter programa de chorinho. Ela tem de cumprir a atividade parlamentar”, disse o presidente da Câmara. Cunha acrescentou que não haverá criação de novos cargos para atender às duas secretarias.

Segundo ele, o impacto das novas medidas não deverá atingir 5% do orçamento total da Casa. O orçamento é de R$ 3,385 bilhões e as mudanças devem resultar em gastos de R$ 151 milhões. Cunha garantiu que as iniciativas não implicarão em aumento de despesas, já que estão previstos cortes em contratos de serviços terceirizados e de informática.

“Não estou aumentando verba, mas corrigindo os valores”, completou, ressaltando que eles valem a partir de abril.

Gleisi quer metade das vagas no Legislativo para mulheres

27 novembro, 2014 às 07:43  |  por Ivan Santos

Gleisi

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou projeto da senadora Gleisi Hoffmann (PT), ontem, que prevê reserva um percentual mínimo de 50% das cadeiras na Câmara dos Deputados, as assembleias estaduais, a Câmara Distrital do Distrito Federal e as câmaras de vereadores para mulheres. Paraa petista, a disparidade entre os sexos na composição dos Legislativos brasileiros revela que dificilmente o equilíbrio político entre homens e mulheres será alcançado naturalmente, demandando, portanto, a adoção de medidas afirmativas. A seu ver, a aprovação da proposta será um passo fundamental em direção “ao aperfeiçoamento da representação política feminina no Brasil.”

Na justificativa do projeto, ela observa que nas eleições para a Câmara dos Deputados, em 2010, foram eleitas apenas 45 mulheres, o que representou menos de 9% da composição da Casa. Gleisi Hoffmann cita ainda que, numa escala decrescente de participação feminina em câmaras de deputados, em 2011 o Brasil ocupou a 108ª posição entre 188 países, conforme dados da instituição Inter-Parliamentary Union.

Segundo Gleisi, as cotas de 30% de candidaturas para mulheres representou um avanço, mas não resolveram o problema. “Com certeza, precisávamos avançar mais para ter a garantia de que as mulheres possam ter, no Parlamento, o direito de exercer a sua representatividade, do jeito que têm na sociedade. Não há democracia plena se metade da população não tem a participação igualitária nas suas instituições”, afirmou.

Mulheres são 51% do eleitorado, mas têm apenas 6,8% entre eleitos no PR

9 outubro, 2014 às 19:32  |  por Narley Resende

Entre as 88 vagas disponíveis nas eleições deste ano para Câmara Federal, Assembleia Legislativa, governo, Senado e suplentes, apenas 6,8% foram ocupadas por mulheres. Das 54 cadeiras na Assembleia Legislativa, o Paraná elegeu três mulheres.

As deputadas estaduais eleitas são Maria Victoria Barros (PP) – filha do deputado federal eleito Ricardo Barros (PP) e da vice-governadora eleita Cida Borghetti (Pros); a pastora evangélica Cantora Mara Lima (PSDB); e Claudia Pereira (PSC), esposa do prefeito de Foz do Iguaçu Reni Pereira.

Na Câmara Federal, duas mulheres se elegeram entre os 30 eleitos. A pastora evangélica e mãe de Gilmar Rafael Yared (morto em um acidente causado pelo ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho) Christiane Yared (PSC); e Leandre dal Ponte (PV), fundadora da Casa de Apoio Ideal.

Os outros 51 deputados estaduais e 28 federais são homens.

Apesar de maioria entre os eleitores, as mulheres são 30% das candidatas. Com 51 % do eleitorado, a representação feminina por gênero está abaixo do coerente. O Estado tem 7,8 milhões de eleitores: mais de quatro milhões de mulheres e 3,7 milhões de homens com títulos ativos.

Paraná é o terceiro estado com mais candidatos brancos

29 setembro, 2014 às 14:11  |  por Ivan Santos

DENIS DENILTO PROFESSOR DE  FILOSOFIA E  POLITICAS SOCIAIS
Foto: Franklin de Freitas

Enquanto 20,6% da população do Sul do Brasil é formada por negros ou pardos, apenas 1,4% dos candidatos nas eleições deste ano fazem parte do grupo racial. Um levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) de Brasília mostra que o Paraná é o terceiro Estado brasileiro com mais candidatos brancos, com 82,4% do total. Rio Grande do Sul tem 91,5% e Santa Catarina 90,9% de candidatos que se autodeclaram brancos. Pela primeira vez na história da democracia brasileira existem dados oficiais sobre o perfil racial dos candidatos às eleições federal e estadual.

Os candidatos tiveram que se autodeclarar segundo as cinco categorias do IBGE para o quesito raça/cor – branco, preto, pardo, amarelo e indígena. Os dados revelam a diferença entre o perfil étnico-racial dos brasileiros em relação àqueles que buscam representá-los. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a população negra e parda superou a branca em 2010, e a população que se autodeclara branca caiu de 53,7% para 47,7% dos brasileiros.

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Paraná tem 28% mais candidatas mulheres em 2014

28 julho, 2014 às 13:54  |  por Ivan Santos

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Foto: Valquir Aureliano

O crescimento do número de mulheres nas eleições do Paraná está abaixo da média nacional. Enquanto em todo o País, o total de candidaturas femininas aumentou 46%, no Estado o aumento foi de pouco mais de 28% em relação às eleições de 2010. Mesmo com eleitorado maior, e tendo hoje na disputa uma candidata ao governo – a senadora Gleisi Hoffmann (PT) e outras três a vice-governadora: a deputada federal Cida Borguetti (PROS), que compõe a chapa do governador e candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB); a deputada federal Rosane Ferreira (PV) ao lado do senador e candidato do PMDB ao governo, Roberto Requião; e Erika Andreassy (PSTU) – as mulheres ainda estão em menor número na disputa. As eleições deste ano no Paraná têm 20% menos mulheres do que homens candidatos.

Apesar de maioria entre os eleitores, as mulheres são 30% das candidatas. Com 51 % do eleitorado, a representação feminina por gênero está abaixo do coerente. O Estado tem 7,8 milhões de eleitores: mais de quatro milhões de mulheres e 3,7 milhões de homens com títulos ativos.

Dos 1191 candidatos registrados no Tribunal Regional Eleitoral neste ano, 832 são homens e 359 mulheres. Em 2010, eram 922 candidatos no total, com 820 homens e 102 mulheres. Apesar da evolução de 28,4% da presença feminina, o Estado teve crescimento abaixo da média nacional.

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Comissão da Câmara recomenda rejeição a ônibus exclusivos para mulheres

11 junho, 2014 às 15:11  |  por Ivan Santos

A Comissão de Serviço Público da Câmara Municipal de Curitiba decidiu se posicionar contra o projeto de lei que reservaria até 20% da frota de ônibus exclusivamente para mulheres na Capital. Os parlamentares discordam que a iniciativa sirva para reduzir o assédio sexual e moral dentro do transporte coletivo, como sugere o autor, vereador Rogério Campos (PSC).

Dona Lourdes (PSB) e Professora Josete (PT) apontaram problemas na iniciativa. Regimentalmente, a comissão não pode arquivar projetos em tramitação, pois essa prerrogativa é exclusiva da Comissão de Legislação. Mas Josete fez um voto em separado solicitando que o colegiado pedisse de antemão a rejeição da matéria em plenário. A indicação venceu a disputa de pareceres.

Laís Gonçalves, da Marcha Mundial das Mulheres e Juventude do PT, e Thayz Athayde, da Marcha das Vadias, explicaram porque os movimentos feministas são contra a medida. “Um ônibus exclusivo para mulheres não visibiliza a violência, apenas segrega as mulheres. A medida não vai educar e nem punir os agressores. Nós entendemos que o enfrentamento da violência deve ocorrer no espaço misto”, argumentou Laís.

“Daqui a pouco vão dizer que as mulheres são agredidas por não estarem dentro desse ônibus, o que é um absurdo”, reiterou Thayz. Julieta Reis lembrou que o Conselho Estadual da Mulher já se posicionou contra a medida. O projeto já está apto a ser votado em plenário.