Cuidado ao sonhar alto para não perder o que é importante em sua vida

15 março, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Prestar a atenção entre o sonho real e o imaginário possibilita manter uma vida mais estável emocional e financeiramente

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Uma das molas propulsoras da vida são os sonhos, sem eles seria difícil seguir em diante mantendo o otimismo, pois sonhar nos possibilita sair do sentimento de dor, do cansaço que as dificuldades nos colocam, a realidade da vida.

Sem falar que quando sonhamos traçamos objetivos, temos um rumo a seguir, e isso nos mantém a gente motivado e ao realizar o que queríamos, o prazer nos invade de tal forma que todo o resto é esquecido.

Porém, nem todos sonham. Existem pessoas que por diversos motivos foram tão lesadas por suas vivências, desde que nasceram, que perderam a capacidade de sonhar, até como forma de se protegerem internamente da dor, preferem seguir a vida vivendo um dia de cada vez, e só.

Outros sonham muito e se entregam sem uma avaliação cuidadosa entre o que é a realidade e o que é possível. Vão tão longe e com isso se esquecem da existência do processo de construção onde possibilita que tudo que almejamos se torne realidade. Talvez possamos chamar de Sonhadores Compulsivos, onde esquecem que no aqui e agora é preciso também se sustentar, sendo estudando, cuidando, preparando e/ou semeando.

Os sonhos podem sim oferecer esperança, mas pode levar ao fracasso financeiro, profissional, do casamento e até dos vínculos familiares, pois para o ser humano ter estabilidade é essencial que possa ter equilíbrio na vida.

Mas nada de deixar os sonhos de lado, como eu escrevi acima eles são as molas propulsoras para seguirmos em frente, mas algumas dicas são importantes:

- Seu sonho é realmente a expressão do que deseja para sua vida?

- Qual o tempo que precisa para realizá-lo?

- Do que precisa para que ele aconteça?

- O seu sonho afeta de forma positiva ou negativamente os que estão ao seu redor?

- Há algum risco financeiro? Se sim, já organizou uma reserva?

Após avaliar cada uma dessas reflexões é possível ter um mapa geral sobre a situação, objetivos que pretende colocar em prática, evitando, ou melhor, minimizando os riscos e se prevenindo diante de possíveis intempéries.

Boa sorte!

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Chega de vomitar a comida que você paga

8 março, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka


Exageros alimentares sempre revelam conflitos emocionais

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Parece brincadeira, mas não é. Milhares de pessoas de ambos os sexos dão de cara com a privada quase todos os dias, sempre na tentativa de colocar para fora os excessos alimentares dos quais consumiu durante uma única refeição.

A bulimia é um transtorno alimentar que cresce a cada dia, já ouvi até comentários do tipo: “Quero pegar essa doença”, como se colocar para fora toda a comida ingerida fosse a solução perfeita para o comportamento de compulsão alimentar.

Ora, esse comportamento é mais um paliativo, iguais às dietas que só fazem efeito momentaneamente, pois na sequência todo o processo recomeça. Mas quem olha de fora pode pensar que é fácil querer mudar esse quadro, mas aí que se engana, a bulimia se torna mecânica, o comer em excesso não tem fim e a culpa, a dor, aumenta a cada dia mais.

Algumas características da bulimia nervosa são bem claras, o sujeito come em excesso e depois busca uma forma de expurgar todo o conteúdo ingerido, senão pelo vômito, pode ser pelos exercícios físicos em excesso, uso de laxantes, diuréticos e enemas. Após cada episódio a pessoa sente-se com total falta de controle, com sentimentos de culpa e vergonha.

Poderia ser diferente? Sabemos que após horas sem se alimentar, ou mesmo dietas onde há muita restrição alimentar, são os principais desencadeadores desses quadros, porém o culto ao corpo magro é tão apelativo que levam à aderência dessa prática como uma solução rápida.

Mesmo com a consciência de quanto é incoerente o ato de passar em uma panificadora, gastar horrores adquirindo doces, salgados, massas e sorvetes, programar o ataque alimentar e se empanturrar de comida, essas pessoas se tornam dependentes desse comportamento, necessitando de todo um trabalho profissional para conseguir se curar da bulimia e consequentemente da compulsão alimentar.

Então, esqueça essa ideia de pegar a bulimia, ela não é uma solução, e sim um buraco sem fundo do qual sair exigirá muito mais persistência e dedicação do que emagrecer de forma saudável, acredite.

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Não basta só mandar bem no trabalho, tem que mandar bem em casa

21 fevereiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

A construção deve ser diária e sempre focando na felicidade de ambos os parceiros

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Quantas vezes você presenciou um casal que parecia ser feito um para o outro e  separou? Isso raramente acontecia há algumas décadas, mas hoje parece que o não brigar não é motivo para levar adiante um relacionamento em que não se compartilham os mesmos objetivos.

Iniciamos um relacionamento buscando a realização de vários sonhos, alguns bem fáceis de  realizar, outros exigem um pouco de boa vontade e também em agradar o companheiro. Afinal, partimos da premissa que viver a dois é ajustar a balança para que ambos se sintam valorizados, amados e impulsionados pelo outro.

Passamos anos admirando características que são reforçadas pelos os que estão ao redor, chegamos a fortalecer essas crenças e deixamos de enxergar detalhes que são sutis, mas que quando vivemos o dia a dia de casal, aí fica gritante.

Aí perplexos se perguntam? Nossa, o que aconteceu? Será que ele a traiu? Será que ela não era uma boa mulher? Por que precisa ter uma resposta muito esclarecedora. Por que ninguém entende porque o casamento terminou. Até porque faz parte desse olhar endeusado que insistimos em manter em relação a algumas pessoas.

E aí minha gente, meu consultório é especialista em porquês para um casamento finalizado e vocês iriam se surpreender. Até as paredes já entenderam que nem sempre o que se aparenta é, mas apesar de ser uma fala batida, olhe só quantas pessoas ainda acreditam em tudo o que se posta nas mídias sociais, é só chegar o Dia dos Namorados que vemos centenas de fotos de pessoas que quase se matam em um retrato feliz.

Mas em casa podemos não ser tão gentis como somos com outras pessoas, nem tão atenciosos, muito menos estamos dispostos a viver um pouco que seja do sonho do parceiro. Com o tempo a balança pende só para um lado e quando nos damos conta disso, o amor acabou.

Parecia tudo tão claro, mas aos poucos vamos abrindo mão de pequenos desejos, sublimamos a pessoa que somos e é claro que uma hora tudo submerge e entendemos que para continuarmos vivos, precisamos respirar com os nossos pulmões, e não com os do parceiro.

É meus queridos, de nada adianta mandar bem com aqueles que só vivem ao seu lado socialmente, no trabalho, é preciso mandar bem em casa. É preciso ter muito mais para se oferecer dentro de uma relação, é preciso ter  assertividade emocional. Ouvir e buscar se ajustar ao que para o outro faz sentido, não desprezar a dor, e as investidas que possa levar às mudanças. Se não quiser acreditar nos sonhos, que pelo menos dê espaço e sirva de sustentação para que se possa ir em frente.

Mas quando não se quer mudar e na sutileza vai levando o parceiro somente a viver o que para si mesmo faz sentido, aí sim se decreta a morte do casamento, pois em algum momento o outro se dará conta que viveu uma mentira, onde as promessas foram vazias e o bem-estar só estava a serviço de um só na relação.

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A seletividade alimentar em adultos pode vir da infância

27 janeiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenas intervenções são essenciais para a introdução de uma alimentação adequada

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A história pode parecer familiar para muitas pessoas, sobre uma criança que não come quase nada que lhes oferecem, somente alguns alimentos e em geral nada saudáveis. A preferência normalmente é por carboidratos. Pode ser mais um caso de manha mesmo, em que só quer comer o que se gosta muito, mas atenção, esse pode ser um caso muito mais complexo e dependendo das atitudes tomadas pelos pais pode se resolver tranquilamente ou se agravar.

Talvez seja somente um caso em que o foco da família não é se incomodar muito com a qualidade da alimentação, que cedem com facilidade a qualquer contrariedade da criança ou mesmo se entregam à sedução da alimentação rápida e pronta. Nesses casos a mudança depende muito da postura dos pais em querer e estar dispostos a fornecer uma alimentação mais saudável, empenhando-se inclusive na preparação das mesmas.

Contudo, é importante avaliar de forma sistêmica o que vem ocorrendo, pois é fácil confundir o querer da criança em comer somente o que se gosta, com a seletividade alimentar. Esta última opção tem relação a certos tipos de alimentos e com a textura. Por algum motivo a criança pode desenvolver muito sentir medo de engasgar, vomitar e de engolir, recusando assim alguns tipos de alimentos. Em alguns casos pode ter havido uma experiência ou evento precipitante, como uma paciente que atendi que presenciou a tia engasgar na hora da refeição e parou de comer vários alimentos das quais gostava. Porém, existem relatos de casos em que a criança somente ouviu uma história a respeito de alguém que se engasgou ou morreu sufocada e foi o gatilho para surgir a rejeição a alguns tipos de alimentos.

Também se tem relatos de pais sobre filhos que comiam normalmente e em algum momento começaram a recusar determinados alimentos, tem relação ao refluxo, visto o mal-estar e dor que podem provocar nesses casos. A tendência é que evitem comer o que pode gerar mais incômodo.

Outro ponto importante é que já se identificou que algumas crianças apresentam papilas gustativas fungiformes, aversões alimentares sensoriais que favorecem uma maior sensibilidade ao gosto e à textura dos alimentos. Isso quer dizer que nem sempre é um comportamento de birra não querer comer, e sim fatores genéticos que devem ter a devida atenção e tratamento adequado.

Como não se tem muito conhecimento sobre o assunto, essas crianças crescem e chegam à vida adulta com uma série de restrições alimentares, sendo que em algum momento começa a gerar transtornos a nível social e de saúde.

Porém, a reinserção de alimentos pode ser realizada com sucesso, inserindo aos poucos novos alimentos ao cardápio do paciente. A hipnose tem sido um excelente caminho para que consiga ter motivação e desejo nesse processo, pois conseguimos com que a pessoa sinta desejo em mudar, em se expor a novas experiências alimentares, vencendo medos às vezes inconscientes.

O importante é identificar logo que possível o que está ocorrendo para que se tomem medidas adequadas que evitem o agravamento do quadro apresentado. Nem sempre a birra é real, mas o medo, a dor e os fatores orgânicos sim e precisam de ajuda especializada.

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Faça seu ano render

4 janeiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Metas curtas podem te proporcionar realização pessoal e profissional mais rápido

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Toda virada de ano é igual, muda-se o local, a beleza dos fogos, as pessoas ao redor, mas o foco está em mudar o que não está te fazendo feliz.

Pode ser mudança de trabalho, perda de peso, dar um basta em um relacionamento complicado, estudar uma língua, entrar em uma academia e muitas outras coisas. A questão é que o ano passa e quando se dá conta não realizou nem uma das mudanças que seriam importantes para você.

O tempo passa, vamos envelhecendo, descuidando de situações que deveriam ser prioridades em nossa vida e te pergunto por quê?

Apesar de vermos pessoas próximas realizar mudanças fantásticas, parece que falta algo que nos impulsione para podermos nos sentir realizados. Não vou entrar em detalhes aqui até porque cada pessoa se constitui a partir de uma história, sendo impossível abranger nesse texto o que pode ser o gatilho sabotador em sua vida.

Porém, penso que posso levá-lo a refletir sobre o assunto e quem sabe você possa sair desse engessamento que te prende e saia experimentando o sabor das mudanças?

- O que significa não realizar seus desejos?

- Não realizá-los te obriga a permanecer em um lugar, qual seria?

- Deixar passar o tempo e não fazer algo que seria bom para você deve ser um sintoma de algo, pense.

- Há quanto tempo se sente preso e sem iniciativa?

- O que estava acontecendo em sua vida antes de começar a se sentir paralisado?

- Qual o ganho secundário que permanecer nesse lugar te propicia?

- O que você gostaria de fazer em sua vida que não está fazendo?

Pense em cada questão, deixe as resistências e racionalizações de lado e escute seu coração, para assim entender o que está te impedindo de ser feliz, de se sentir realizado e/ou livre.

Quando nos permitimos pensar a respeito com carinho e sem ficar arrumando justificativas, conseguimos entender as motivações que fazem nos paralisar, impedindo de buscar a satisfação pessoal e sentir-se competente.

Faça o seu ano render, metas curtas, possíveis de realizar, um objetivo de cada vez.

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Dietas nunca mais

30 novembro, 2016 às 08:08  |  por Luciana Kotaka

A compulsão alimentar é um dos transtornos alimentares gerados pela prática de fazer dietas

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Confesso que fico assustada com tantas promessas de perda de peso que vejo na internet, na maior parte das vezes me decepciono ao ler sobre a proposta, fico sempre à espera de que um dia possamos lidar com essa realidade de forma mais assertiva.

A obesidade é uma doença inflamatória, que quando se ingere mais do que se gasta vamos sim ganhar peso, e este vai se acumulando em vários lugares do corpo. A equação é simples e funciona para a grande maioria das pessoas, salvo alguns casos em que a obesidade se faz presente em função de outros fatores orgânicos que desencadeiam o aumento de peso.

Esse terreno é extremamente fértil para diversas áreas, tanto relacionadas à saúde, como a de alimentos, suprimentos e roupas. Mas chegou a hora de parar de brincar, pois não tem como continuar persistindo em um processo que sabiamente não traz benefícios, salvo algumas situações bem particulares.

Recebo diariamente pacientes e o que ouço dos mesmos é o seguinte: “Consigo dar conta de meu trabalho, encaro vários desafios, não consigo entender porque não consigo fazer uma dieta e me manter magro.” Mudam-se algumas palavras, mas a queixa é sempre a mesma.

Essa realidade é muito devastadora e os pacientes passam a acreditar que são incompetentes, sentem-se um lixo por não darem conta de lidar com a questão da obesidade. Pessoas extremamente inteligentes e capazes são anuladas em sua capacidade de julgamento, sentem-se impotentes e isso acaba atingindo várias áreas de sua vida.

Hoje colhemos os resultados de anos de dietas milagrosas, os consultórios cheios de pessoas buscando sentir-se bem dentro de seus corpos, de uma roupa. E as dietas? Essas nunca perduram, os resultados são efêmeros e a decepção dá as caras novamente.

Perder peso pode ser simples “desde que” se coloque de lado a urgência em emagrecer, pois mudar anos de uma má alimentação também exige anos de mudanças gradativas. É preciso recriar uma nova relação com o seu corpo e com a comida, só assim poderá se sentir segura de que está dessa vez no caminho certo.

O caminho para a perda de peso não precisa ser tão dolorido, mudar hábitos é possível a qualquer um de nós, porém é preciso sair da espera de ser emagrecido milagrosamente e buscar perder peso saudavelmente, e só você pode decidir qual o caminho seguir.

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Bebê salva casamento?

10 novembro, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Em tempos de crise, muitos pensam que a chegada de um filho pode ajudar a redescobrir o amor no relacionamento. Será?

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Quando o relacionamento começa a desandar, alguns casais chegam a pensar que ter um filho pode ajudar a reaproximar os dois. Em meio ao desespero, muitos acabam tomando essa decisão por impulso, confiantes na ideia de que a criança será o grande salvador. Mas será que isso funciona mesmo?

“Na grande maioria das vezes a chegada de um filho não é a solução. Basta partir do princípio de que, se o casal está em crise, é porque não está em sintonia”, avalia a psicóloga Luciana Kotaka.

Como ela lembra, a chegada de um bebê também é um momento bastante estressante. “Há mudanças de rotina, na quantidade de sono e na liberdade de ir e vir”, argumenta.

O médico e pesquisador da área de Neurociência do Comportamento, Jô Furlan, destaca que em alguns casos a chegada do bebê pode até surtir efeito por algum tempo, mas as chances de o casal estar apenas adiando a separação são grandes. “Uma criança que veio como a solução para um problema poderá se tornar objeto de disputa e manipulação por parte dos pais”, argumenta.

A chegada de uma terceira pessoa, totalmente dependente, só tende a complicar ainda mais a situação, como observa a blogueira e psicóloga Joana Cardoso.

Os especialistas concordam, portanto, que quando um casal entra em crise, algo absolutamente normal, o ideal é que se concentrem unicamente em resolver os seus problemas, caso ainda tenham desejo de ficar juntos.

“O ideal é que o casal procure um terapeuta de família para que consigam, juntos, mudar o que vem causando desconforto. Assim, a decisão de ter um filho será tomada em um momento em que eles estejam mais estáveis e confiantes de que é a hora certa de aumentar a família”, avalia Luciana.

O mesmo filho que afasta, aproxima

Não há dúvidas de que a chegada de um bebê à família é um momento de grande felicidade para todo mundo. Entretanto, sem utopias, é preciso lembrar que nem tudo são flores e, sim, o casal terá que estar firme e forte para aguentar o tranco de passar a viver não só para si mesmos, mas em função de uma pessoinha totalmente dependente.

“Um dos principais motivos que levam o casal a se desentender nessa hora é a diferença de opiniões na hora de educar, assim como a interferência de outros familiares, como avós e tios”, destaca Luciana.

Outro aspecto muito comum é a mãe ou o pai acabarem esquecendo do parceiro por conta do novo sentimento de amor pelo filho ou mesmo pelo cansaço da rotina.

Nessas situações, não tem muito jeito. O caminho é o diálogo aberto e respeitoso para que o casal consiga fazer concessões e se entender, sem perder o carinho um pelo outro nos primeiros anos de vida do bebê, que costumam ser mais complicados.

“O casal também precisa ter claro que deve preservar sua vida social, ter momentos a dois e regar a relação com carinho e muito amor”, aconselha a psicóloga.

Mas, superados esses desafios, é claro que também existem diversos pontos favoráveis com a chegada do bebê para o relacionamento do casal.

“Se essa criança for desejada, seu nascimento é um evento de celebração do amor do casal. Ter um filho é um projeto de vida compartilhado para a vida toda. Ter sonhos e objetivos comuns ao casal é fundamental para a construção de um relacionamento sólido e duradouro”, considera Jô Furlan.

Como saber se é a hora de ter um bebê?

Essa não é mesmo uma tarefa fácil, mas existem alguns critérios básicos que podem ajudar o casal a perceber se está mesmo preparado para a chegada de mais um membro à família. Confira alguns deles:

  1. Vocês possuem estrutura física, financeira e emocional para receber um bebê?
  2. Você, mãe, quer ter um filho agora por um desejo genuíno ou por medo de o tempo passar e não conseguir mais engravidar?
  3. Vocês estão prontos não só para as alegrias, mas também para as obrigações que essa decisão implica para a vida inteira?
  4. Vocês estão prontos para abrir mão de sua liberdade e individualidade para priorizar os interesses de uma terceira pessoa?
  5. Vocês estão cientes de que, juntos ou separados, uma vez que tiverem um filho juntos, estarão ligados para o resto da vida?

 Pensem com muito carinho em cada uma dessas perguntas e tomem a decisão de engravidarem conscientes de todas as consequências, positivas e negativas, que isso implica. Só assim, a chegada do bebê à família será um momento inesquecível na vida dos pais e tornará o relacionamento do casal ainda mais forte.

(Foto: Getty Images)

http://disneybabble.uol.com.br/br/rede-babble/comportamento/beb%C3%AA-salva-casamento

Você já fez alguém sorrir hoje?

25 outubro, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenos gestos de carinho podem ser o estímulo para uma pessoa continuar firme em seu caminho

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Você já experimentou elogiar uma pessoa sem que esta tenha feito algo que chamasse a atenção? Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas garanto que quanto mais você praticar, mais feliz se sentirá.

 Passei alguns anos estudando muito sobre espiritualidade e aprendi que doação nem sempre precisa ser através de dinheiro, objetos, roupas e tempo, mas com pequenas e simples ações podemos encher o dia do outro de alegria.

Sempre me desafio a arrancar um sorriso de alguém no decorrer de meu dia, acho que essa situação me enche de alegria e também me preenche como pessoa. Pode parecer pouco para você, mas para mim significa muito.

Sinto muito prazer parar para um carro entrar a minha frente, deixar um pedestre atravessar a rua, situações que deveriam ser comuns e que poucos praticam. Mas continuo meu caminho e é claro que às vezes na correria do dia não percebo um ou outro momento em que poderia ter aproveitado para praticar esse carinho, mas me sinto feliz de prestar a atenção no outro.

Elogio os cílios da moça do caixa do supermercado, a cor da blusa de uma amiga que a faz brilhar, o sorriso de outra pessoa, um comportamento de alguém. Sempre busco encher o balde do outro para que este se sinta feliz durante o seu dia, pois talvez seja a única palavra de carinho que receba de alguém. Você já pensou nisso?

Tem também aqueles que não respondem ao meu bom dia, não agradecem uma porta que segurei, mas sabem de uma coisa, faço pelo outro sim, mas faço principalmente por mim, pois me faz feliz ser gentil.

Não creio que consiga sempre, acho que às vezes deixo meu lado introvertido aparecer e tomar conta, mas em outros ele se expande e se mostra. O importante é não desistir de ser feliz, de ser carinhoso e reconhecer acima de tudo que o outro, nosso próximo, merece  respeito.

O que acha de praticar também? Comece com pequenas ações, escolha uma que te agrade e que se sinta confortável, vai descobrir que ser feliz é mais do que ter, é fazer a diferença na vida de alguém.

A preocupação excessiva com a taxa de gordura corporal baixa pode ser indicativo de dismorfia muscular

18 outubro, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Os transtornos de imagem corporal podem acometer pessoas do sexo masculino e feminino


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Cláudio adora praticar esportes, porém de um tempo para cá a atividade física passou a ter um peso maior em sua vida. Não consegue passar um dia sem malhar ou correr, verifica suas medidas várias vezes durante a semana e nunca está satisfeito com a taxa de gordura corporal. O que era para ser uma atividade para relaxar e um condicionamento físico saudável se torna uma obsessão.

O limite entre o saudável e o patológico pode se apresentar de forma bem disfarçada nesses casos, pois para uma pessoa leiga ver uma pessoa se “cuidando” de forma tão radical pode ser interpretado como saudável e normal.

Mas quando é que identificamos que alguém está passando do normal para o patológico? Seguem algumas dicas para verificação:

- Escolha de alimentos que não os façam perder massa magra e não permita que ganhem gordura;

- As refeições são organizadas de forma ritualística, isto é, número determinado de refeições, qualidade de alimentos específicos;

- Abuso de EAA (esteróides anabólico-androgênico), o que gera diversos riscos à saúde como tumores hepáticos, aumento do LDL, diminuição do HDL, atrofia testicular, convulsões, além de quadros psiquiátricos;

- Preocupação excessiva com a ideia de que a sua musculatura é insuficiente;

- Nunca está satisfeito com a taxa de gordura corporal, determinando valores drásticos como meta;

- Prejuízos emocionais, como ansiedade e dificuldades sociais diversas;

- Preocupa-se excessivamente com a dieta, com o treino, podendo levar ao abuso de esteroides e anabolizantes androgênicos.

Sempre que um comportamento passa a ser radical há indício de desequilíbrio emocional, sendo indicado o tratamento com um psicólogo clínico, além do nutricionista e psiquiatra especialistas em transtornos alimentares.