A seletividade alimentar em adultos pode vir da infância

27 janeiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenas intervenções são essenciais para a introdução de uma alimentação adequada

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A história pode parecer familiar para muitas pessoas, sobre uma criança que não come quase nada que lhes oferecem, somente alguns alimentos e em geral nada saudáveis. A preferência normalmente é por carboidratos. Pode ser mais um caso de manha mesmo, em que só quer comer o que se gosta muito, mas atenção, esse pode ser um caso muito mais complexo e dependendo das atitudes tomadas pelos pais pode se resolver tranquilamente ou se agravar.

Talvez seja somente um caso em que o foco da família não é se incomodar muito com a qualidade da alimentação, que cedem com facilidade a qualquer contrariedade da criança ou mesmo se entregam à sedução da alimentação rápida e pronta. Nesses casos a mudança depende muito da postura dos pais em querer e estar dispostos a fornecer uma alimentação mais saudável, empenhando-se inclusive na preparação das mesmas.

Contudo, é importante avaliar de forma sistêmica o que vem ocorrendo, pois é fácil confundir o querer da criança em comer somente o que se gosta, com a seletividade alimentar. Esta última opção tem relação a certos tipos de alimentos e com a textura. Por algum motivo a criança pode desenvolver muito sentir medo de engasgar, vomitar e de engolir, recusando assim alguns tipos de alimentos. Em alguns casos pode ter havido uma experiência ou evento precipitante, como uma paciente que atendi que presenciou a tia engasgar na hora da refeição e parou de comer vários alimentos das quais gostava. Porém, existem relatos de casos em que a criança somente ouviu uma história a respeito de alguém que se engasgou ou morreu sufocada e foi o gatilho para surgir a rejeição a alguns tipos de alimentos.

Também se tem relatos de pais sobre filhos que comiam normalmente e em algum momento começaram a recusar determinados alimentos, tem relação ao refluxo, visto o mal-estar e dor que podem provocar nesses casos. A tendência é que evitem comer o que pode gerar mais incômodo.

Outro ponto importante é que já se identificou que algumas crianças apresentam papilas gustativas fungiformes, aversões alimentares sensoriais que favorecem uma maior sensibilidade ao gosto e à textura dos alimentos. Isso quer dizer que nem sempre é um comportamento de birra não querer comer, e sim fatores genéticos que devem ter a devida atenção e tratamento adequado.

Como não se tem muito conhecimento sobre o assunto, essas crianças crescem e chegam à vida adulta com uma série de restrições alimentares, sendo que em algum momento começa a gerar transtornos a nível social e de saúde.

Porém, a reinserção de alimentos pode ser realizada com sucesso, inserindo aos poucos novos alimentos ao cardápio do paciente. A hipnose tem sido um excelente caminho para que consiga ter motivação e desejo nesse processo, pois conseguimos com que a pessoa sinta desejo em mudar, em se expor a novas experiências alimentares, vencendo medos às vezes inconscientes.

O importante é identificar logo que possível o que está ocorrendo para que se tomem medidas adequadas que evitem o agravamento do quadro apresentado. Nem sempre a birra é real, mas o medo, a dor e os fatores orgânicos sim e precisam de ajuda especializada.

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Faça seu ano render

4 janeiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Metas curtas podem te proporcionar realização pessoal e profissional mais rápido

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Toda virada de ano é igual, muda-se o local, a beleza dos fogos, as pessoas ao redor, mas o foco está em mudar o que não está te fazendo feliz.

Pode ser mudança de trabalho, perda de peso, dar um basta em um relacionamento complicado, estudar uma língua, entrar em uma academia e muitas outras coisas. A questão é que o ano passa e quando se dá conta não realizou nem uma das mudanças que seriam importantes para você.

O tempo passa, vamos envelhecendo, descuidando de situações que deveriam ser prioridades em nossa vida e te pergunto por quê?

Apesar de vermos pessoas próximas realizar mudanças fantásticas, parece que falta algo que nos impulsione para podermos nos sentir realizados. Não vou entrar em detalhes aqui até porque cada pessoa se constitui a partir de uma história, sendo impossível abranger nesse texto o que pode ser o gatilho sabotador em sua vida.

Porém, penso que posso levá-lo a refletir sobre o assunto e quem sabe você possa sair desse engessamento que te prende e saia experimentando o sabor das mudanças?

- O que significa não realizar seus desejos?

- Não realizá-los te obriga a permanecer em um lugar, qual seria?

- Deixar passar o tempo e não fazer algo que seria bom para você deve ser um sintoma de algo, pense.

- Há quanto tempo se sente preso e sem iniciativa?

- O que estava acontecendo em sua vida antes de começar a se sentir paralisado?

- Qual o ganho secundário que permanecer nesse lugar te propicia?

- O que você gostaria de fazer em sua vida que não está fazendo?

Pense em cada questão, deixe as resistências e racionalizações de lado e escute seu coração, para assim entender o que está te impedindo de ser feliz, de se sentir realizado e/ou livre.

Quando nos permitimos pensar a respeito com carinho e sem ficar arrumando justificativas, conseguimos entender as motivações que fazem nos paralisar, impedindo de buscar a satisfação pessoal e sentir-se competente.

Faça o seu ano render, metas curtas, possíveis de realizar, um objetivo de cada vez.

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Dietas nunca mais

30 novembro, 2016 às 08:08  |  por Luciana Kotaka

A compulsão alimentar é um dos transtornos alimentares gerados pela prática de fazer dietas

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Confesso que fico assustada com tantas promessas de perda de peso que vejo na internet, na maior parte das vezes me decepciono ao ler sobre a proposta, fico sempre à espera de que um dia possamos lidar com essa realidade de forma mais assertiva.

A obesidade é uma doença inflamatória, que quando se ingere mais do que se gasta vamos sim ganhar peso, e este vai se acumulando em vários lugares do corpo. A equação é simples e funciona para a grande maioria das pessoas, salvo alguns casos em que a obesidade se faz presente em função de outros fatores orgânicos que desencadeiam o aumento de peso.

Esse terreno é extremamente fértil para diversas áreas, tanto relacionadas à saúde, como a de alimentos, suprimentos e roupas. Mas chegou a hora de parar de brincar, pois não tem como continuar persistindo em um processo que sabiamente não traz benefícios, salvo algumas situações bem particulares.

Recebo diariamente pacientes e o que ouço dos mesmos é o seguinte: “Consigo dar conta de meu trabalho, encaro vários desafios, não consigo entender porque não consigo fazer uma dieta e me manter magro.” Mudam-se algumas palavras, mas a queixa é sempre a mesma.

Essa realidade é muito devastadora e os pacientes passam a acreditar que são incompetentes, sentem-se um lixo por não darem conta de lidar com a questão da obesidade. Pessoas extremamente inteligentes e capazes são anuladas em sua capacidade de julgamento, sentem-se impotentes e isso acaba atingindo várias áreas de sua vida.

Hoje colhemos os resultados de anos de dietas milagrosas, os consultórios cheios de pessoas buscando sentir-se bem dentro de seus corpos, de uma roupa. E as dietas? Essas nunca perduram, os resultados são efêmeros e a decepção dá as caras novamente.

Perder peso pode ser simples “desde que” se coloque de lado a urgência em emagrecer, pois mudar anos de uma má alimentação também exige anos de mudanças gradativas. É preciso recriar uma nova relação com o seu corpo e com a comida, só assim poderá se sentir segura de que está dessa vez no caminho certo.

O caminho para a perda de peso não precisa ser tão dolorido, mudar hábitos é possível a qualquer um de nós, porém é preciso sair da espera de ser emagrecido milagrosamente e buscar perder peso saudavelmente, e só você pode decidir qual o caminho seguir.

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Bebê salva casamento?

10 novembro, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Em tempos de crise, muitos pensam que a chegada de um filho pode ajudar a redescobrir o amor no relacionamento. Será?

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Quando o relacionamento começa a desandar, alguns casais chegam a pensar que ter um filho pode ajudar a reaproximar os dois. Em meio ao desespero, muitos acabam tomando essa decisão por impulso, confiantes na ideia de que a criança será o grande salvador. Mas será que isso funciona mesmo?

“Na grande maioria das vezes a chegada de um filho não é a solução. Basta partir do princípio de que, se o casal está em crise, é porque não está em sintonia”, avalia a psicóloga Luciana Kotaka.

Como ela lembra, a chegada de um bebê também é um momento bastante estressante. “Há mudanças de rotina, na quantidade de sono e na liberdade de ir e vir”, argumenta.

O médico e pesquisador da área de Neurociência do Comportamento, Jô Furlan, destaca que em alguns casos a chegada do bebê pode até surtir efeito por algum tempo, mas as chances de o casal estar apenas adiando a separação são grandes. “Uma criança que veio como a solução para um problema poderá se tornar objeto de disputa e manipulação por parte dos pais”, argumenta.

A chegada de uma terceira pessoa, totalmente dependente, só tende a complicar ainda mais a situação, como observa a blogueira e psicóloga Joana Cardoso.

Os especialistas concordam, portanto, que quando um casal entra em crise, algo absolutamente normal, o ideal é que se concentrem unicamente em resolver os seus problemas, caso ainda tenham desejo de ficar juntos.

“O ideal é que o casal procure um terapeuta de família para que consigam, juntos, mudar o que vem causando desconforto. Assim, a decisão de ter um filho será tomada em um momento em que eles estejam mais estáveis e confiantes de que é a hora certa de aumentar a família”, avalia Luciana.

O mesmo filho que afasta, aproxima

Não há dúvidas de que a chegada de um bebê à família é um momento de grande felicidade para todo mundo. Entretanto, sem utopias, é preciso lembrar que nem tudo são flores e, sim, o casal terá que estar firme e forte para aguentar o tranco de passar a viver não só para si mesmos, mas em função de uma pessoinha totalmente dependente.

“Um dos principais motivos que levam o casal a se desentender nessa hora é a diferença de opiniões na hora de educar, assim como a interferência de outros familiares, como avós e tios”, destaca Luciana.

Outro aspecto muito comum é a mãe ou o pai acabarem esquecendo do parceiro por conta do novo sentimento de amor pelo filho ou mesmo pelo cansaço da rotina.

Nessas situações, não tem muito jeito. O caminho é o diálogo aberto e respeitoso para que o casal consiga fazer concessões e se entender, sem perder o carinho um pelo outro nos primeiros anos de vida do bebê, que costumam ser mais complicados.

“O casal também precisa ter claro que deve preservar sua vida social, ter momentos a dois e regar a relação com carinho e muito amor”, aconselha a psicóloga.

Mas, superados esses desafios, é claro que também existem diversos pontos favoráveis com a chegada do bebê para o relacionamento do casal.

“Se essa criança for desejada, seu nascimento é um evento de celebração do amor do casal. Ter um filho é um projeto de vida compartilhado para a vida toda. Ter sonhos e objetivos comuns ao casal é fundamental para a construção de um relacionamento sólido e duradouro”, considera Jô Furlan.

Como saber se é a hora de ter um bebê?

Essa não é mesmo uma tarefa fácil, mas existem alguns critérios básicos que podem ajudar o casal a perceber se está mesmo preparado para a chegada de mais um membro à família. Confira alguns deles:

  1. Vocês possuem estrutura física, financeira e emocional para receber um bebê?
  2. Você, mãe, quer ter um filho agora por um desejo genuíno ou por medo de o tempo passar e não conseguir mais engravidar?
  3. Vocês estão prontos não só para as alegrias, mas também para as obrigações que essa decisão implica para a vida inteira?
  4. Vocês estão prontos para abrir mão de sua liberdade e individualidade para priorizar os interesses de uma terceira pessoa?
  5. Vocês estão cientes de que, juntos ou separados, uma vez que tiverem um filho juntos, estarão ligados para o resto da vida?

 Pensem com muito carinho em cada uma dessas perguntas e tomem a decisão de engravidarem conscientes de todas as consequências, positivas e negativas, que isso implica. Só assim, a chegada do bebê à família será um momento inesquecível na vida dos pais e tornará o relacionamento do casal ainda mais forte.

(Foto: Getty Images)

http://disneybabble.uol.com.br/br/rede-babble/comportamento/beb%C3%AA-salva-casamento

Você já fez alguém sorrir hoje?

25 outubro, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenos gestos de carinho podem ser o estímulo para uma pessoa continuar firme em seu caminho

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Você já experimentou elogiar uma pessoa sem que esta tenha feito algo que chamasse a atenção? Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas garanto que quanto mais você praticar, mais feliz se sentirá.

 Passei alguns anos estudando muito sobre espiritualidade e aprendi que doação nem sempre precisa ser através de dinheiro, objetos, roupas e tempo, mas com pequenas e simples ações podemos encher o dia do outro de alegria.

Sempre me desafio a arrancar um sorriso de alguém no decorrer de meu dia, acho que essa situação me enche de alegria e também me preenche como pessoa. Pode parecer pouco para você, mas para mim significa muito.

Sinto muito prazer parar para um carro entrar a minha frente, deixar um pedestre atravessar a rua, situações que deveriam ser comuns e que poucos praticam. Mas continuo meu caminho e é claro que às vezes na correria do dia não percebo um ou outro momento em que poderia ter aproveitado para praticar esse carinho, mas me sinto feliz de prestar a atenção no outro.

Elogio os cílios da moça do caixa do supermercado, a cor da blusa de uma amiga que a faz brilhar, o sorriso de outra pessoa, um comportamento de alguém. Sempre busco encher o balde do outro para que este se sinta feliz durante o seu dia, pois talvez seja a única palavra de carinho que receba de alguém. Você já pensou nisso?

Tem também aqueles que não respondem ao meu bom dia, não agradecem uma porta que segurei, mas sabem de uma coisa, faço pelo outro sim, mas faço principalmente por mim, pois me faz feliz ser gentil.

Não creio que consiga sempre, acho que às vezes deixo meu lado introvertido aparecer e tomar conta, mas em outros ele se expande e se mostra. O importante é não desistir de ser feliz, de ser carinhoso e reconhecer acima de tudo que o outro, nosso próximo, merece  respeito.

O que acha de praticar também? Comece com pequenas ações, escolha uma que te agrade e que se sinta confortável, vai descobrir que ser feliz é mais do que ter, é fazer a diferença na vida de alguém.

A preocupação excessiva com a taxa de gordura corporal baixa pode ser indicativo de dismorfia muscular

18 outubro, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Os transtornos de imagem corporal podem acometer pessoas do sexo masculino e feminino


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Cláudio adora praticar esportes, porém de um tempo para cá a atividade física passou a ter um peso maior em sua vida. Não consegue passar um dia sem malhar ou correr, verifica suas medidas várias vezes durante a semana e nunca está satisfeito com a taxa de gordura corporal. O que era para ser uma atividade para relaxar e um condicionamento físico saudável se torna uma obsessão.

O limite entre o saudável e o patológico pode se apresentar de forma bem disfarçada nesses casos, pois para uma pessoa leiga ver uma pessoa se “cuidando” de forma tão radical pode ser interpretado como saudável e normal.

Mas quando é que identificamos que alguém está passando do normal para o patológico? Seguem algumas dicas para verificação:

- Escolha de alimentos que não os façam perder massa magra e não permita que ganhem gordura;

- As refeições são organizadas de forma ritualística, isto é, número determinado de refeições, qualidade de alimentos específicos;

- Abuso de EAA (esteróides anabólico-androgênico), o que gera diversos riscos à saúde como tumores hepáticos, aumento do LDL, diminuição do HDL, atrofia testicular, convulsões, além de quadros psiquiátricos;

- Preocupação excessiva com a ideia de que a sua musculatura é insuficiente;

- Nunca está satisfeito com a taxa de gordura corporal, determinando valores drásticos como meta;

- Prejuízos emocionais, como ansiedade e dificuldades sociais diversas;

- Preocupa-se excessivamente com a dieta, com o treino, podendo levar ao abuso de esteroides e anabolizantes androgênicos.

Sempre que um comportamento passa a ser radical há indício de desequilíbrio emocional, sendo indicado o tratamento com um psicólogo clínico, além do nutricionista e psiquiatra especialistas em transtornos alimentares.

Cinco dicas para encarar o fim de semana sem exagerar na comida

8 outubro, 2016 às 10:01  |  por Luciana Kotaka


Pequenos excessos podem levar ao ganho de peso, além de outras doenças associadas

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Para muitos passar pelo fim de semana e sair ileso é um grande desafio, já começam a se preocupar alguns dias antes se sentindo fracassados, porque não acreditam que possam ter controle sobre o que consomem.

A grande questão é que ainda hoje o termo dieta é divulgado e reforçado por muitos profissionais e seguidores na verdade para ter um estilo de vida saudável não precisando restringir o que se come e ficar babando ao ver seu bolo preferido na bancada da cozinha na casa de sua mãe.

Precisamos entender que comer é para a vida toda, que desde que nascemos recebemos o leite quentinho, na temperatura certa, proporcionando um imenso prazer e saciedade. Não há como desligarmos a comida do prazer, da sensação de conforto, o importante é aprender a comer por prazer e sem exagero, resolvendo e se dando colo de outras formas que não seja comendo em excesso.

Dicas para o fim de semana:

- Estar com a família é sinônimo de alegria, de comidas gostosas, mas o que acha de comer na medida certa e aproveitar esse momento para se entupirem de abraços, beijos, risadas gostosas com as pessoas que amamos;

- Uma boa dica é participar da escolha das comidas a serem servidas durante esses encontros, assim poderá se precaver e levar uma belíssima salada, ou mesmo uma comida mais leve e saborosa que te ajudará a manter-se dentro do que é ideal para sua saúde;

- Lembre-se de nunca ir a nenhuma festa ou reunião familiar sem tomar o café da manhã ou mesmo um lanche, isso vale para todo mundo, assim não chegamos esfomeados querendo comer até as panelas;

- Sempre teremos acesso à comida, mesmo aquelas que estão extremamente gostosas. O que acha de prestar atenção aos sinais de saciedade? Afinal o que é muito gostoso quando consumido em excesso pode se transformar um uma bela dor de estômago;

- Aprenda a conversar durante as refeições, pause os talheres, respire, sinta-se no presente momento. Quando comemos rapidamente e sem prestar atenção, perdemos a oportunidade de sentir melhor o gosto, a textura dos alimentos e proporcionar o tempo ideal para sentir-se saciado.

Você já ouviu falar sobre tripofobia?

23 setembro, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Medo de imagens que formam buracos pode gerar um grande mal-estar

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Apesar de trabalhar na área nunca tive um paciente que trouxesse essa queixa, porém especialistas garantem que vem aumentando muito o número de casos em que a tripofobia se faz presente.

Dois psicólogos que estudam esse tema,  Geoff Cole e Arnold Wilkins, que são da Universidade de Essex, na Inglaterra, em suas pesquisas exibiram fotos de sementes de lótus a 286 adultos com idades entre 18 e 55 anos: 11% dos homens e 18% das mulheres descreveram a imagem como “desagradável ou repulsiva”, mostrando que o comportamento de evitação sugere  fobia.

As pessoas que sofrem dessa doença não se sentem bem  achando repulsiva a visualização de imagens como as de colmeias, semente de lótus, corais, favos de mel ou qualquer outra imagem em que há um agrupamento de buracos, elas sentem desconfortos como coceiras, arrepios e até ataque de pânico ao visualizar imagens que apresentam pequenos buracos, círculos, rachaduras e/ou outras formas assimétricas. Podemos então entender que a tripofobia é o medo de buracos.

Apesar do mal-estar que essas imagens causam, esse transtorno não coloca a vida de uma pessoa em risco, como outras doenças. Porém ao estudar a matemática podemos entender como a configuração dessas imagens podem causar desconforto visual, tensão ocular ou dor de cabeça. Desta forma essas imagens não são processadas com facilidade pelo cérebro, o que leva a uma maior oxigenação dos tecidos cerebrais. Em um estudo de Paul Hibbard e Arnold Wilkins, da Universidade de Essex (Inglaterra), os autores sugerem que esse desconforto ao encarar as imagens vem da necessidade de maior oxigenação do cérebro.

 

Dizer não, pode ser extremamente libertador

10 setembro, 2016 às 12:36  |  por Luciana Kotaka

Muitas vezes esquecemos de que somos seres com capacidade de escolha

No more

Dizer não a uma pessoa pode custar várias noites de sono, com exceção de algumas pessoas das quais se sentem fortalecidas para colocar limites, uma grande parcela das pessoas se sente constrangida, até porque a necessidade de agradar e a culpa fazem com que cedam ao invés de impor o que deseja.

Quantas vezes assistimos um amigo e até um familiar passando por uma situação abusiva sem que consiga resolver e para quem está de fora vê com clareza qual seria a solução?

O que vemos é que pessoas com dificuldades em dizer não, apresentam algumas características das quais se tornam alvos fáceis para pessoas manipuladoras e abusivas, veja abaixo:

- A baixa autoestima faz com que o sujeito duvide de sua capacidade, sempre se menosprezando quanto às qualidades e direitos que possam ter;

- Vemos o quanto pessoas inseguras vivem no limite, sempre em cima do muro, apesar de terem consciência do que é certo ou errado, acabam cedendo e ficam remoendo e gastando energia desnecessária que poderia ser evitado caso conseguisse dizer um sonoro não cada vez que sentisse necessidade;

- A autossabotagem é um excelente exemplo de comportamentos que visam a vitimização, pessoas que acabam entrando em situações em que não gostariam, porém que reforçam o quanto fazem tudo errado, o quanto são infelizes, colocando-se como vítimas das circunstâncias.

Se você se identificou com algumas das características acima, busque dentro de você a mudança necessária para dizer o que pensa e deseja, lembrando sempre que sair dizendo não de forma inadequada não é a solução. O importante é aprendermos a sermos assertivos, dizer não com elegância, podendo assim assumir o desejo do que queremos e sentimos como correto.