Arquivos da categoria: Obesidade

Você promove a saúde ou a doença?

20 abril, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

É preciso avaliar até que ponto está ajudando um cliente ser saudável ou o está empurrando para a doença

comp

O que me chama a atenção já há algum tempo é como identificar quem está ultrapassando o limite entre o saudável e a doença. Eu na clínica estou sempre com a escuta atenta, visto que o público que atendo está sempre entre o limite do real e do imaginário, o ideal e o possível. Muitos de vocês que estão lendo esse texto podem achar que esse limite está claro, mas devo chamar a sua atenção para olhar com um pouco mais de crítica, pois a doença já pode sim estar aí, instalada.

Tudo que parte para o extremismo traz consequências, desde escolha religiosa, partido político, exercício físico, alimentação saudável e o corpo perfeito. O nosso maior desafio é achar o meio termo, nosso equilíbrio interno, algo que garanto não ser o projeto mais fácil para se colocar em prática.

Um exemplo que vejo acontecendo diariamente é não poder mais comer um doce, o pão então nem pensar, mas pode usar tinta no cabelo, mil produtos na pele, pintar as unhas e tudo isso significa usar produtos químicos, que aliás, fazem um mal danado à saúde. Mas você não quer ficar sem as suas luzes nos cabelos e nem ter as unhas mal feitas, até as sobrancelhas entraram na lista dos desejos femininos. O olhar está tão restrito que não se enxerga o entorno.

Ser saudável vai além de somente se alimentar com qualidade, mas ter qualidade em todas as escolhas, ter equilíbrio e prazer. Eu faço o que quero para ser feliz, se quero pintar o cabelo, as unhas ou comer uma torta maravilhosa de banoffi. Claro que para isso não preciso comer carnes cheias de gorduras ou me afundar em carboidratos, mas posso e devo sim comer com equilíbrio, sem culpa o que me traz satisfação.

A grande questão para mim é que não acho normal uma pessoa se afundar em compulsões, apresentar ataques bulímicos, até porque não pode comer algo que goste, como um pão ou um doce. Cadê a saúde aqui? Porque o pano de fundo de todo comportamento excessivamente correto é sim o corpo magro, resultando em mais doenças, em mais sintomas, muito mais difíceis e prejudiciais do que comer um brigadeiro.

As crises compulsivas, vômitos autoinduzidos, anorexia, ortorexia, são reflexos de quê? Falta de equilíbrio, não só alimentar, como emocional. Nós profissionais da saúde precisamos estar aptos a trabalhar com o equilíbrio, com o possível de cada um, não violando os direitos deles de ter acesso sem culpa a algo que lhe é prazeroso.

Então a questão é para você responder com sinceridade a você mesmo: será que está contribuindo com a saúde ou empurrando para a doença?

Alimentar-se bem exige consciência plena

4 abril, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Nada mais prazeroso do que sentir os sabores dos alimentos que se consome

Man_Tasting_Food-2zxqt6dsblwj17mvgdm51c

Espere aí, como assim preciso estar consciente na hora de realizar minhas refeições? É isso mesmo, comer é um hábito, o primeiro que aprendemos, e esse processo se torna automático e nem prestamos a atenção na forma com que nos alimentamos e nem em outros aspectos envolvidos na hora das refeições.

Quem é que no almoço em família, em um domingo gostoso, ambiente aconchegante fica pensando se está ou não sentindo tudo o que seria importante na hora de se servir ou mesmo de comer?

Posso afirmar que são poucas as pessoas que cuidam para que esses momentos sejam aproveitados ao máximo. Não estou aqui dizendo que aproveitar é comer tudo que é possível, e sim que devemos estar atentos ao momento, sentindo-se presente.

Ainda tem muitas pessoas que nunca ouviram falar sobre Mindfulness, mas saiba que essa técnica oferece recursos simples que podem auxiliar na diminuição da ansiedade e da compulsão alimentar, além de ajudar com que se alimente com mais consciência.

Mindfulness é a prática da atenção plena, isso é, estar presente, perceber nesse segundo o que você está sentindo, pensando, sem utilizar-se da crítica.

Uma pesquisa do Centro Médico Universitário em Groningen, Países Baixos, mostrou que as melhoras na positividade e no bem-estar têm uma relação direta com o ato de estar mais consciente das atividades diárias, de observar e prestar atenção às expectativas comuns e de agir de forma menos automática. Podemos observar o quanto as mudanças favorecidas pela técnica são benéficas quando o objetivo é diminuir os gatilhos disparadores do comer excessivo.

Quando praticamos a atenção plena ficamos mais conscientes do aqui e agora, prestando mais atenção nas atividades que normalmente são automáticas, como comer. Desta forma quando ficamos mais focados no que estamos fazendo, diminui o estresse, ficamos mais calmos e com a ansiedade em baixa conseguimos comer devagar, saboreando cada garfada, sentindo o sabor, a textura, necessitando de menos para nos sentirmos satisfeitos.

Apesar de ser simples e fácil de praticar, precisamos ter disciplina para praticar, pois a regularidade garantirá que se alcance um estado de tranquilidade mental, que será benéfico não somente em relação à alimentação e compulsão, como em outros aspectos de nossa vida diária.

Abaixo algumas dicas que irão te auxiliar nesse processo de aprendizagem da atenção plena:

 - Pratique o exercício de parar alguns minutos diariamente para respirar, preste a atenção no ar entrando e vá sentindo cada parte de seu corpo, sem pressa;

- Ao se sentar para realizar uma refeição, preste a atenção nas cores dos alimentos, nos cheiros, coloque uma pequena quantidade no garfo, mastigue devagar, identificando o gosto do alimento, a crocância e o sabor;

- Permita-se sentar e ficar atento somente aos sons a sua volta, sem julgar, somente ouça;

- Ao caminhar sinta todo o seu corpo, sinta a brisa, a temperatura, observe as cores e formas ao seu redor, lembrando-se de estar presente, sem julgar.

Essas quatro dicas acima são somente exemplos simples de como poderá se beneficiar com essa técnica maravilhosa, reduzindo o estresse, a ansiedade, a depressão, além de comer muito menos por estar mais consciente das necessidades de seu corpo.

Luciana Kotaka

Salvar Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Chega de vomitar a comida que você paga

8 março, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka


Exageros alimentares sempre revelam conflitos emocionais

sintomas-de-bulimia1

Parece brincadeira, mas não é. Milhares de pessoas de ambos os sexos dão de cara com a privada quase todos os dias, sempre na tentativa de colocar para fora os excessos alimentares dos quais consumiu durante uma única refeição.

A bulimia é um transtorno alimentar que cresce a cada dia, já ouvi até comentários do tipo: “Quero pegar essa doença”, como se colocar para fora toda a comida ingerida fosse a solução perfeita para o comportamento de compulsão alimentar.

Ora, esse comportamento é mais um paliativo, iguais às dietas que só fazem efeito momentaneamente, pois na sequência todo o processo recomeça. Mas quem olha de fora pode pensar que é fácil querer mudar esse quadro, mas aí que se engana, a bulimia se torna mecânica, o comer em excesso não tem fim e a culpa, a dor, aumenta a cada dia mais.

Algumas características da bulimia nervosa são bem claras, o sujeito come em excesso e depois busca uma forma de expurgar todo o conteúdo ingerido, senão pelo vômito, pode ser pelos exercícios físicos em excesso, uso de laxantes, diuréticos e enemas. Após cada episódio a pessoa sente-se com total falta de controle, com sentimentos de culpa e vergonha.

Poderia ser diferente? Sabemos que após horas sem se alimentar, ou mesmo dietas onde há muita restrição alimentar, são os principais desencadeadores desses quadros, porém o culto ao corpo magro é tão apelativo que levam à aderência dessa prática como uma solução rápida.

Mesmo com a consciência de quanto é incoerente o ato de passar em uma panificadora, gastar horrores adquirindo doces, salgados, massas e sorvetes, programar o ataque alimentar e se empanturrar de comida, essas pessoas se tornam dependentes desse comportamento, necessitando de todo um trabalho profissional para conseguir se curar da bulimia e consequentemente da compulsão alimentar.

Então, esqueça essa ideia de pegar a bulimia, ela não é uma solução, e sim um buraco sem fundo do qual sair exigirá muito mais persistência e dedicação do que emagrecer de forma saudável, acredite.

Salvar

Salvar

Dietas nunca mais

30 novembro, 2016 às 08:08  |  por Luciana Kotaka

A compulsão alimentar é um dos transtornos alimentares gerados pela prática de fazer dietas

dieta-infalivel-nao-funciona

Confesso que fico assustada com tantas promessas de perda de peso que vejo na internet, na maior parte das vezes me decepciono ao ler sobre a proposta, fico sempre à espera de que um dia possamos lidar com essa realidade de forma mais assertiva.

A obesidade é uma doença inflamatória, que quando se ingere mais do que se gasta vamos sim ganhar peso, e este vai se acumulando em vários lugares do corpo. A equação é simples e funciona para a grande maioria das pessoas, salvo alguns casos em que a obesidade se faz presente em função de outros fatores orgânicos que desencadeiam o aumento de peso.

Esse terreno é extremamente fértil para diversas áreas, tanto relacionadas à saúde, como a de alimentos, suprimentos e roupas. Mas chegou a hora de parar de brincar, pois não tem como continuar persistindo em um processo que sabiamente não traz benefícios, salvo algumas situações bem particulares.

Recebo diariamente pacientes e o que ouço dos mesmos é o seguinte: “Consigo dar conta de meu trabalho, encaro vários desafios, não consigo entender porque não consigo fazer uma dieta e me manter magro.” Mudam-se algumas palavras, mas a queixa é sempre a mesma.

Essa realidade é muito devastadora e os pacientes passam a acreditar que são incompetentes, sentem-se um lixo por não darem conta de lidar com a questão da obesidade. Pessoas extremamente inteligentes e capazes são anuladas em sua capacidade de julgamento, sentem-se impotentes e isso acaba atingindo várias áreas de sua vida.

Hoje colhemos os resultados de anos de dietas milagrosas, os consultórios cheios de pessoas buscando sentir-se bem dentro de seus corpos, de uma roupa. E as dietas? Essas nunca perduram, os resultados são efêmeros e a decepção dá as caras novamente.

Perder peso pode ser simples “desde que” se coloque de lado a urgência em emagrecer, pois mudar anos de uma má alimentação também exige anos de mudanças gradativas. É preciso recriar uma nova relação com o seu corpo e com a comida, só assim poderá se sentir segura de que está dessa vez no caminho certo.

O caminho para a perda de peso não precisa ser tão dolorido, mudar hábitos é possível a qualquer um de nós, porém é preciso sair da espera de ser emagrecido milagrosamente e buscar perder peso saudavelmente, e só você pode decidir qual o caminho seguir.

Salvar

Salvar

Salvar

Cinco dicas para encarar o fim de semana sem exagerar na comida

8 outubro, 2016 às 10:01  |  por Luciana Kotaka


Pequenos excessos podem levar ao ganho de peso, além de outras doenças associadas

comida

Para muitos passar pelo fim de semana e sair ileso é um grande desafio, já começam a se preocupar alguns dias antes se sentindo fracassados, porque não acreditam que possam ter controle sobre o que consomem.

A grande questão é que ainda hoje o termo dieta é divulgado e reforçado por muitos profissionais e seguidores na verdade para ter um estilo de vida saudável não precisando restringir o que se come e ficar babando ao ver seu bolo preferido na bancada da cozinha na casa de sua mãe.

Precisamos entender que comer é para a vida toda, que desde que nascemos recebemos o leite quentinho, na temperatura certa, proporcionando um imenso prazer e saciedade. Não há como desligarmos a comida do prazer, da sensação de conforto, o importante é aprender a comer por prazer e sem exagero, resolvendo e se dando colo de outras formas que não seja comendo em excesso.

Dicas para o fim de semana:

- Estar com a família é sinônimo de alegria, de comidas gostosas, mas o que acha de comer na medida certa e aproveitar esse momento para se entupirem de abraços, beijos, risadas gostosas com as pessoas que amamos;

- Uma boa dica é participar da escolha das comidas a serem servidas durante esses encontros, assim poderá se precaver e levar uma belíssima salada, ou mesmo uma comida mais leve e saborosa que te ajudará a manter-se dentro do que é ideal para sua saúde;

- Lembre-se de nunca ir a nenhuma festa ou reunião familiar sem tomar o café da manhã ou mesmo um lanche, isso vale para todo mundo, assim não chegamos esfomeados querendo comer até as panelas;

- Sempre teremos acesso à comida, mesmo aquelas que estão extremamente gostosas. O que acha de prestar atenção aos sinais de saciedade? Afinal o que é muito gostoso quando consumido em excesso pode se transformar um uma bela dor de estômago;

- Aprenda a conversar durante as refeições, pause os talheres, respire, sinta-se no presente momento. Quando comemos rapidamente e sem prestar atenção, perdemos a oportunidade de sentir melhor o gosto, a textura dos alimentos e proporcionar o tempo ideal para sentir-se saciado.

IX Jornada Paranaense de Psiquiatria

19 agosto, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

banner-IX-jornada

Jornada promete ampliar o debate sobre saúde mental

Ansiedade, depressão, esquizofrenia, alcoolismo, dependência química e transtornos alimentares, de humor, social e comportamentais são males que afetam muitas pessoas atualmente. Essas doenças podem limitar o relacionamento social e o desenvolvimento emocional e intelectual não só dos pacientes, mas de seus familiares também.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta que uma em cada 10 pessoas no mundo, ou seja, 10% da população global, sofre de algum distúrbio de saúde mental. Isso representa aproximadamente 700 milhões de pessoas. No entanto, apenas 1% da força de trabalho mundial de saúde atua nesta área. Segundo a OMS, quase metade da população global vive em países onde há menos de um psiquiatra para cada 100 mil habitantes.

No Brasil, um estudo da Previdência Social aponta que os transtornos mentais já são a terceira razão de afastamentos do trabalho, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, dado que reforça a importância de se criar medidas de prevenção.

Estimasse que 12% da população brasileira necessita de algum atendimento por transtornos mentais. Pelo menos 3% da população brasileira é acometida por transtornos mentais graves. Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas são afetadas por transtornos mentais e/ou comportamentais. Cinco das dez principais causas de incapacitação estão relacionadas às doenças mentais. Por isso, o debate acerca desse assunto é tão iminente.

Para ampliar o debate sobre saúde mental, a Associação Paranaense de Psiquiatria (APPSIQ) está promovendo a nona edição da Jornada Paranaense de Psiquiatria e traz à Curitiba (PR) renomados especialistas e estudiosos. A intenção é promover atualização científica, troca de experiências e apresentar estudos recentes que possam auxiliar profissionais que atuam no diagnóstico, tratamento e prevenção de pacientes acometidos por doenças mentais.

O evento ocorre nos dias 16 e 17 de setembro deste ano, sexta-feira e sábado, das 8 às 18h, na sede da Associação Médica do Paraná (AMP), em Curitiba (PR).

A taxa de inscrição é de R$ 250,00 para os dois dias do evento, mas são oferecidos descontos para alguns profissionais e estudantes, especialmente os associados quites com a anuidade da APPSIQ/ABP. As vagas são limitadas a 340 lugares.

A programação, o currículo dos palestrantes e as inscrições podem ser feitas pelo site http://psiquiatria-pr.org.br/jornada

Irei participar da mesa de Transtornos Alimentares com o tema, Obesidade e Autossabotagem, junto com dois colegas psiquiatras:

Cirurgia Bariátrica: Aspectos gerais e sua interface com a psiquiatria, com o Dr. Alexandre Leal Laux;

Fatores prognósticos nos transtornos alimentares , com o Dr. Glauber Higa Kaio.

 

Meu filho está acima do peso e agora?

4 agosto, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Pequenas mudanças são suficientes para se controlar a obesidade na infância

Bicicleta_01

A obesidade deixa marcas na grande maioria das crianças, não faltam colegas de escola, familiares e pessoas do convívio em comum apontando o dedo ou fazendo comentários maldosos. Às vezes os comentários podem não ter uma intenção ruim, porém para a criança que se sente diferente das outras essas situações acabam trazendo um peso emocional significativo que interfere na imagem que tem de si mesmos. Como acabam apresentando dificuldades nas aulas de educação física e em algumas outras atividades, chamam muito a atenção das pessoas a sua volta, causando constrangimento e mal-estar.

Muitos são os relatos de crianças no consultório deixando claro o quanto estar acima do peso a fazem sentir diminuídas, com baixa autoestima e na grande maioria das vezes são deixadas de lado pelos amiguinhos da escola. Esse fator acaba contribuindo de forma significativa no comportamento de isolamento da criança e mesmo de depressão.

Outro foco importante são as doenças que podem vir a desenvolverem junto à obesidade, como colesterol alto, diabetes, problemas ortopédicos, neurológicos, pulmonar, endócrinos, fatores de risco para doenças cardiovasculares além das consequências sociais.

Proporcionar que os filhos pratiquem atividades físicas é um caminho, porém é importante ressaltar aqui que os pais são os principais modelos na vida de uma criança, eles também devem fazer atividade física, pois não adianta incentivar a criança a fazer se em casa mostra um comportamento contrário. Eles acabam passando muito tempo na frente da televisão, vídeosgames e computador, deixando de lado as brincadeiras que envolvem a atividade física.

Os hábitos alimentares devem ser saudáveis desde bebês, sempre escolhendo alimentos adequados à saúde. Muitas vezes somente um membro da família está acima do peso ficando complicado exigir que somente a criança que está acima do peso siga uma dieta diferente dos demais, sendo importante que todos da família tenham os mesmos hábitos saudáveis.

O grande consumo de fast food também contribui muito nesse contexto, pois é mais fácil comprar esse alimento pronto, os pequenos também adoram, que vão desde sanduíches, pizzas a grandes sacos de pipocas no cinema entre outros.

Quando se está acima do peso é importante fazer uma avaliação dos aspectos gerais citados acima, como atividade física, alimentação. Nesses casos procurar a ajuda do profissional nutricionista que poderá prescrever uma dieta tanto para a criança, como para a família, já que nessa idade não se deve fazer grandes restrições por estarem em fase de desenvolvimento, mas também porque o ideal é poder comer de tudo um pouco, só que em porções menores e com qualidade.

Fatores emocionais podem estar interferindo nesse processo como ansiedade, bullying,  medos infantis, separação dos pais, brigas constantes, perdas significativas e até situações das quais a família não tem conhecimento. Aí entra a psicologia para poder junto à criança identificar os motivos que a levam a comer em excesso e auxiliar para que se canalizem de forma assertiva esses sentimentos, para que a comida sirva somente para nutrição do corpo e não da alma.

A cirurgia bariátrica muda seu comportamento ou é você que muda?

20 julho, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Responsabilizar-se pelas mudanças que necessita é o que garantirá o sucesso da cirurgia

comer-de-forma-saudavel

Quando falamos em cirurgia bariátrica veremos que ela por si só não muda comportamento, ela limita em um primeiro momento a quantidade de comida a ser ingerida, porém com o tempo os pacientes retornam aos velhos hábitos, ocorrendo o reganho de peso.

O acompanhamento psicológico irá focar em mudanças no comportamento alimentar, trabalhar a motivação, disciplina e organização, pois para uma manutenção de peso efetiva precisa desses aspectos bem estabelecidos.

Outro aspecto importante é verificar a serviço de quê está a obesidade, pois de alguma forma ela serve como proteção, variando de paciente a paciente, cada qual com uma história de vida que pode sim favorecer o sobrepeso/obesidade. Quando no trabalho terapêutico se identifica os porquês de estar acima do peso ou mesmo da compulsão, o paciente pode ressignificar essas experiências e mudar a relação com a alimentação.

Se o paciente vai para a cirurgia sem trabalhar a ansiedade e a compulsão, os resultados não serão dentro do esperado, sendo importante o acompanhamento antes e após a cirurgia. Outra questão é a imagem corporal, os pacientes acreditam que serão felizes após perderem peso, porém é comum a dificuldade em lidar com o novo peso, não conseguem se visualizar magros e podem desenvolver depressão, alcoolismo, anorexia, transtornos de imagem corporal.

Desta forma fica claro que não há nenhuma solução rápida e fácil quando pensamos em obesidade, sendo imprescindível que o paciente assuma a responsabilidade por mudanças que favorecerão não só o seu emocional, quanto a sua saúde. Toda escolha tem consequências, cabe a cada um pensar com muita calma e procurar fazer o melhor possível para colher bons resultados.

Não perca tempo, tenha foco

12 julho, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

foco1

Nada melhor do que conseguir sentar e organizar um projeto pendente, não é mesmo? Mas nem sempre o entusiasmo e o foco estão presentes, sabemos o caminho, mas falta motivação para que possamos fazer as atividades planejadas.

Trabalhar nem sempre dá prazer, muitas vezes estamos tão ralados de tanto tentar que acabamos desestimulados para recomeçar. Mas não adianta se esconder do trabalho, uma hora vamos ter que encará-lo, melhor que seja um sucesso do que um fracasso, concorda comigo?

Portanto, vamos lá, arregace as mangas e sente-se em frente ao computador, inicie já o seu projeto de vida. Quando pensamos em projeto pode englobar muitas coisas, como: estudar para um concurso, montar um planejamento estratégico, acabar a monografia, superar-se no próximo campeonato, não importa o quê, somente faça o seu melhor.

E quando por mais que deseje que dê certo você não consegue sair do lugar? Já adquiriu hábitos ruins que te fazem desistir logo de cara? A saída é procurar ajuda, então vou lhe dar algumas dicas, umas já conhecidas, outras podem ser novidades.

- Primeiro entender o que esse projeto escolhido tem a ver com você. Você gosta da atividade escolhida? Ela irá te favorecer a médio e longo prazo?

- Quais as chances reais de realmente você se empenhar e não desistir no meio do caminho?

- Feche os olhos e se visualize daqui a 20 anos, você se vê ainda trabalhando nessa atividade que escolheu?

- Caso tenha chegado à conclusão de que está no caminho certo, o que precisa para sentar e começar a desenhar ou desenvolver o projeto?

- Se empacou em algum ponto, ou situação, quem poderia lhe ajudar a sair do lugar?

Se com todas essas questões esclarecidas ainda não conseguir se motivar, você ainda tem a opção de buscar a ajuda de um hipnoterapeuta, um processo que pode lhe auxiliar a manter o foco e a motivação. A Hipnose Ericksoniana se baseia no respeito à individualidade e na conexão efetiva com a mente inconsciente. É comprovado pela neurociência que a mente inconsciente é responsável por 95% de nossas mudanças comportamentais e, por isso, a Hipnose Ericksoniana é considerada, atualmente, a ferramenta mais transformadora por utilizar técnicas eficazes de comunicação com a mente.

Você pode até buscar outras alternativas, só não desista de seu sonho, abra a porta de possibilidades que tem a sua frente, só assim poderá sentir-se realizado.

Obesidade: um dos sintomas de falta de cuidado com a saúde e o emocional

28 junho, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

obesidade-infantil_img01

Há alguns anos a obesidade já havia sido considerada uma epidemia, uma situação assustadora ainda mais quando se sabe que é uma das doenças que mais mata. Isso porque a obesidade pode levar ao diabetes, ao infarto, entre outras doenças que levam ao óbito. Assustou? Pois se preocupe mesmo, porque esses dados nem sempre são claros e muitas pessoas vão empurrando com a barriga a situação do peso excessivo, acostumando-se com as gordurinhas a mais e deixando de buscar tratamento especializado.

No Paraná o aumento de pessoas obesas é muito significativo, segundo o levantamento do Sistema de Vigilância Alimentar Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, só a população adulta com sobrepeso ou obesidade saltou de 48,95% em 2008 para 64,07% em 2016. A situação é séria e necessita de medidas que visa a prevenção, visto que houve um aumento significativo em quase todas as faixas de idade.

A grande oferta de comida facilita muito o aumento do consumo, ainda mais quando esta facilidade é rápida e barata. Em Curitiba a gastronomia é muito variada, ofertando tentações em massa para nossa população. Porém o problema ocorre quando buscamos satisfação no prazer de comer excessivamente, negligenciando o equilíbrio, o que afeta a saúde.

Existe todo um contexto por trás do ganho de peso, ao ouvirmos uma pessoa que sofre com a doença fica claro o quanto a comida a consome, o desejo, a ansiedade, gerando um ciclo compulsivo. Só quem já teve um episódio de compulsão sabe a dor que se enfrenta diariamente, a sensação de impotência a cada escorregada e a cobrança no olhar o outro.

É necessário que o tratamento foque não somente na orientação nutricional, no acompanhamento da atividade física, mas principalmente no emocional, pois 95% das pessoas que estão acima do peso apresentam questões emocionais malresolvidas. É só parar para ouvir os relatos desses pacientes para se entender o quanto é simplório o tratamento visto pela ótica do “se mexa” e “feche a boca”, quando o fechar da boca pode ser o engolir toda a dor que a faz se empanturrar de comida sem pensar.

Fica a reflexão.