Arquivos da categoria: Sexualidade

Dietas nunca mais

30 novembro, 2016 às 08:08  |  por Luciana Kotaka

A compulsão alimentar é um dos transtornos alimentares gerados pela prática de fazer dietas

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Confesso que fico assustada com tantas promessas de perda de peso que vejo na internet, na maior parte das vezes me decepciono ao ler sobre a proposta, fico sempre à espera de que um dia possamos lidar com essa realidade de forma mais assertiva.

A obesidade é uma doença inflamatória, que quando se ingere mais do que se gasta vamos sim ganhar peso, e este vai se acumulando em vários lugares do corpo. A equação é simples e funciona para a grande maioria das pessoas, salvo alguns casos em que a obesidade se faz presente em função de outros fatores orgânicos que desencadeiam o aumento de peso.

Esse terreno é extremamente fértil para diversas áreas, tanto relacionadas à saúde, como a de alimentos, suprimentos e roupas. Mas chegou a hora de parar de brincar, pois não tem como continuar persistindo em um processo que sabiamente não traz benefícios, salvo algumas situações bem particulares.

Recebo diariamente pacientes e o que ouço dos mesmos é o seguinte: “Consigo dar conta de meu trabalho, encaro vários desafios, não consigo entender porque não consigo fazer uma dieta e me manter magro.” Mudam-se algumas palavras, mas a queixa é sempre a mesma.

Essa realidade é muito devastadora e os pacientes passam a acreditar que são incompetentes, sentem-se um lixo por não darem conta de lidar com a questão da obesidade. Pessoas extremamente inteligentes e capazes são anuladas em sua capacidade de julgamento, sentem-se impotentes e isso acaba atingindo várias áreas de sua vida.

Hoje colhemos os resultados de anos de dietas milagrosas, os consultórios cheios de pessoas buscando sentir-se bem dentro de seus corpos, de uma roupa. E as dietas? Essas nunca perduram, os resultados são efêmeros e a decepção dá as caras novamente.

Perder peso pode ser simples “desde que” se coloque de lado a urgência em emagrecer, pois mudar anos de uma má alimentação também exige anos de mudanças gradativas. É preciso recriar uma nova relação com o seu corpo e com a comida, só assim poderá se sentir segura de que está dessa vez no caminho certo.

O caminho para a perda de peso não precisa ser tão dolorido, mudar hábitos é possível a qualquer um de nós, porém é preciso sair da espera de ser emagrecido milagrosamente e buscar perder peso saudavelmente, e só você pode decidir qual o caminho seguir.

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Quando o sexo causa dor

5 julho, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

Quebrar tabus pode ser um caminho para resolver inibições que atrapalham e geram dores no ato sexual

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O título parece bem intrigante para algumas pessoas, mas pode ter certeza de que transar pode acarretar mais dor do que prazer. Por vários motivos a mulher pode sentir dores que a incapacita de se relacionar intimamente e a relaxar. Porém o mais importante é procurar ajuda.

Recebo relatos frequentes de pessoas que não conseguem se relacionar com o parceiro e nem sentirem o gosto de ter um orgasmo, ficando claro que ainda hoje é um tabu discutir esse assunto com os profissionais da área de saúde. Ainda hoje existem mulheres jovens se casando sem nunca terem sentido orgasmo, confessando entre quatro paredes no consultório que não acham nada interessante se relacionarem intimamente com seus parceiros.

Tem algo muito errado acontecendo, não acham?

Existem várias doenças que podem ser determinantes nas dores, mas tratamentos simples  orientados por profissionais da área seriam o suficiente para resolver essa situação. Mas e quando essas dores não são de origem orgânica? Aspectos emocionais também interferem diretamente na busca pelo prazer sexual.

A grande questão é que quando se sentem à vontade para perguntarem aos seus médicos, ainda assim encontram a falta de uma informação mais adequada, deixando claro que é fácil dar um nome a dor, o difícil é saber como resolver.

Nunca me esqueço de uma paciente que foi buscar ajuda em um sexólogo, porque não se sentia atraída pelo esposo e acredita que a primeira coisa que o tal profissional disse ao vê-la foi: “Se vestindo desse jeito entendo por que seu marido não te quer”. Oi? O que foi isso? Profissionais mal preparados acabam gerando mais prejuízos, angústia e desespero ao casal. Era ela que não se sentia atraída e não o parceiro.

Descartando todos os motivos orgânicos, como doenças e inflamações, é necessário buscar ajuda de um terapeuta sexual, para que se identifique o que pode estar por trás das dores constantes durante o ato sexual. Vale lembrar que quando o casal se compromete em buscar soluções, tudo fica mais tranquilo, pois nem sempre o parceiro entende o que está ocorrendo, podendo se sentir rejeitado, afetando o relacionamento e chegando até a dissolução do casamento
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Se você se identifica com o texto e sente que precisa de ajuda, vá em busca de informações e ajuda profissional. Não deixe o tempo passar, pois a falta do relacionamento sexual pode ser um grande obstáculo para o casal continuar juntos.

 

Você também é responsável na hora de chegar ao orgasmo

15 março, 2016 às 07:00  |  por Luciana Kotaka

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Muitas mulheres foram educadas ouvindo que o sexo é sujo, errado, podadas de qualquer acesso à informação. Algumas nunca receberam as orientações básicas de suas mães, nem mesmo em relação à menarca. Desta forma não aprenderam a explorar seu corpo porque acreditam que é feio, acreditam que o homem é o responsável por dar prazer, descartando a responsabilidade de sua participação.

Outras questões também podem estar envolvidas como: traumas relacionados à sexualidade, como abusos, estupros, etc. Mulheres controladoras também sofrem com a falta de prazer, isso porque para elas é muito difícil relaxar e se entregar, e o sexo exige a perda de controle, o se permitir usufruir do momento em sua totalidade.

Responsabilizar-se pela realização e satisfação de seu desejo é fundamental para as mulheres; entender que parte do que ocorre entre um casal se dá pela sinergia que ocorre entre duas pessoas; cada qual participando da melhor forma possível para que o sexo seja satisfatório para ambos.

O importante é a mulher entender que também é responsável na busca do prazer, quanto mais se conhecer mais fácil será conseguir chegar ao clímax. Tocar-se, experimentar chegar ao orgasmo sozinha fará com que saiba exatamente quais são seus pontos mais sensíveis, que lhe darão mais prazer ao serem tocados. A relação sexual envolve duas pessoas, cada uma com as próprias expectativas em relação ao outro, ansiedade, medos, sendo importante estar aberto a conversar sobre o assunto de forma clara, facilitando assim para que a engrenagem funcione em harmonia.

Algumas dicas importantes na busca pelo prazer sexual:

- Existem profissionais que dão aulas sobre sexualidade para mulheres, que ensinam danças eróticas, massagens, uso de apetrechos sexuais. Esse é um caminho bem interessante, ajuda a mulher se soltar e experimentar o diferente;

 - Algumas posições, como a mulher ficar em cima do homem, pode facilitá-la a ter orgasmos, até porque é uma posição em que fica no controle da situação. Para algumas mulheres estar no controle pode ser altamente excitante;

- Explorar o próprio corpo, entender como ele reage aos toques, se gosta que aperte os mamilos, que só os sugue ou que nem rele neles.

 - Buscar apoio de um sexólogo, para poder identificar se há fatores emocionais que estão interferindo em ter prazer sexual, pois muitas vezes pode se resolver a dificuldade sexual de uma forma simples, quando se entende que algumas crenças podem estar travando o prazer;

- Conversar com o parceiro sobre o que gosta quando estão transando, como quer ser tocada, se gosta que ele fale durante o sexo, que olhe ou não para seus olhos, etc;

- Organizar-se para irem a um motel, ou mesmo outro local diferente do que estão acostumados, pode dar uma motivação maior, aumentando a ansiedade e expectativa  e consequentemente aumentar o desejo;

- Planejar uma noite diferente, usar velas, fantasias. Nada como surpreender o parceiro, essa sensação pode ser extremamente estimulante para a mulher.

Situações que atrapalham na hora do sexo:

- O medo de ser julgada pelo parceiro;

- Não se soltar e nem experimentar novas posições e formas de se obter prazer;

- Ficar focada no corpo, sentindo-se mal pela forma física;

- Vergonha de falar o que gostam e como gostam de serem tocadas;

- Não ousar, ficar no trivial ou papai e mamãe;

- Não tomarem a iniciativa, mostrando seu desejo;

- Se acomodarem, não buscar formas de se satisfazer, entregando ao outro a responsabilidade do que pode ou não sentir.

 

 

A vida na terceira idade pode ser intensa

13 junho, 2014 às 01:49  |  por Luciana Kotaka

Com maior longevidade, participação dos idosos vêm crescendo na sociedade e mostra que a vida continua na “melhor idade”

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por Luana Gomes

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Quando um país está envelhecendo é sinal de que a expectativa de vida está melhorando. No Brasil, atualmente o número de idosos com mais de 65 anos passa dos 20 milhões, segundo os últimos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2011. A projeção é que em 2050 esse número alcance os 60 milhões. Mas, como essa população leva a vida?

Esta é uma questão que pode gerar curiosidade, afinal, de certo modo, a sociedade enxerga que nesta fase da vida as pessoas já não têm mais o que fazer ou conquistar e que até “perdem o direito” de fazer determinadas atividades, pois são exclusivas da juventude. Os idosos do século XXI em nada lembram os do passado. Eles aprenderam a usar as redes sociais e a lidar com as novas tecnologias. A participação deste público nas redes sociais aumentou consideravelmente. Em 2006 era 1% e em 2013 foi de 43%, segundo pesquisa feita pelo Pew Institute.

Os idosos usam as redes sociais para resgatar contato com amigos e familiares, mas também aproveitam para relacionamentos amorosos. Segundo Eduardo Borges, diretor do AshleyMadison, maior site de relacionamentos extraconjugais do mundo, há uma participação considerável desse publico no site. “A maioria dos usuários do site se cadastra com a intenção de ter um encontro amoroso com outras pessoas, mas 9% deles estão lá apenas para conversar. No entanto, percebemos que, desses últimos, uma parcela muda de ideia no meio do caminho, e acaba marcando encontros com o ‘novo amigo virtual’”, explica.

A vida sexual deve continuar

Um dos maiores tabus nesta idade é o sexo. Muitos idosos desistem da vida sexual pelas dificuldades enfrentadas em decorrência da diminuição dos hormônios e por muitos acharem que a atividade sexual não faz parte dessa etapa da vida. A própria sociedade tem um certo preconceito com esse tema, embora livros, novelas e filmes apostem no tema e mostrem casais na terceira idade em cenas românticas.

Segundo psicóloga, sexo na maturidade é mais afetivo. Foto: Jupiterimages/Polka Dot/Thinkstock

“Recebemos uma educação religiosa muito rígida e mesmo com toda evolução, muitos de nossos idosos ainda enxergam a sexualidade como forma de reprodução, casaram-se em uma época que favoreceu manter casamentos mesmo sem afeto e sexualidade, sendo mais uma obrigação do que momento de prazer, é o que explica a psicóloga clínica Luciana Kotaka. Segundo ela, é preciso um resgate do que é natural, pois sexo faz parte da vida das pessoas e elas só precisam se autorizar a viver mais plenamente esse momento.

A falta de interesse sexual após os 60 anos está ligada, principalmente, às quedas hormonais, como da testosterona – o hormônio da libido – e a perda de ereção nos homens, assim como a ingestão de medicamentos para tratamento de algumas doenças como diabetes, podem inibir o desejo sexual. Mary Sorocaba, psicóloga clínica, ressalta que fatores emocionais ligados a estresse, ansiedade ou depressão também dificultam o sexo na terceira idade, mas ela defende que a visão do sexo nessa fase da vida tem de ser mudada.

“Na maturidade, o sexo é cada vez mais afetivo. É preciso mudar a visão médica do sexo calcado no coito. Existem outras práticas sexuais que também são muito prazerosas. Sexualidade e relação sexual são coisas diferentes. A sexualidade tem a ver com intimidade e sentimentos. A prática da atividade sexual é importante também para os idosos além de ser extremamente benéfica para a saúde física promove mais qualidade emocional”, explica a psicóloga Mary Sorocaba.

Mantenha-se ativo

A chegada da melhor idade não é motivo para preguiça. Esta é a fase em que é preciso ter mais atenção com a saúde, pois muitas doenças podem debilitar e os exercícios físicos são grandes aliados para manter uma boa saúde. Muitos exercícios podem ser adaptados para este grupo, segundo a especialista em biomecânica pela FMU, Talita Germano. Exercícios utilizados no futebol como chutar e andar conduzindo a bola leva o indivíduo a um ganho de coordenação motora e força muscular. Ela destaca que até o sleckline, que é um malabarismo em cima de uma corda bamba, pode ser aplicado aos idosos com as adaptações necessárias.

Como nessa fase algumas doenças prejudicam a coordenação motora, exercícios feitos na água são ótimos aliados para o tratamento de problemas como a osteoporose. “Atividades feitas em piscina aquecida são de extrema validade, principalmente para os que sofrem de dores nas articulações. Além de minimizar a dor, a água diminui o peso corporal e o impacto no quadril, joelhos e calcanhares, muito importante para quem tem osteoporose grave”, complementa a especialista.

Cheguei na terceira idade e agora?

A chegada da terceira idade, mais do que nunca, não é motivo para se excluir do mundo. A imagem de velhinhos frágeis que se transformam em estorvo para as famílias mudou. Muitos idosos, inclusive, participam ativamente da renda familiar, em média 53% das despesas de lares com idosos são arcados por eles. Eles também estudam, fazem excursões, enfim, fazem o que podem para se sentirem úteis.

Lourdes Gomes, 78, coordena uma feira de artesanato no Rio de Janeiro em que só idosos participam e diz que todos se sentem mais úteis tendo algo para se dedicar. “A pior coisa, quando se chega a certa idade, é depender dos outros. Na feira cada um chega, monta sua barraca e vende seus produtos de forma independente, tudo na maior disposição. Nunca vi ninguém faltar”, enfatiza Lourdes.

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O que o silêncio significa em um relacionamento?

19 maio, 2014 às 00:11  |  por Luciana Kotaka

É preciso aprender a lidar com o silêncio para poder tirar o melhor da situação, em vez de se aprisionar a suposições negativas

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Aposto que pensou rapidamente sobre essa questão e já tem a resposta, porém o silêncio vai muito além da falta de palavras.

Segundo o dicionário Michaelis, algumas das definições para silêncio são: ausência completa de ruídos; estado de quem se cala ou se abstém de falar; recusa de falar ou ainda a abstenção voluntária de falar, de pronunciar qualquer palavra ou som, de escrever, de manifestar os seus pensamentos.

É mais fácil interpretarmos o silêncio do outro somente como a falta de uma resposta, mas quando paramos para analisar com calma fica claro que atrás da postura fechada frente a uma pergunta tem muitas respostas não proferidas.

Quando relacionamos essa questão com o casamento com certeza nos lembramos de algumas situações pelas quais já passamos ou mesmo ouvimos algum amigo relatar.

Muitos homens ou mulheres sentem uma grande dificuldade em falar sobre sentimentos, um assunto delicado que quase sempre lembra uma discussão aflorada, isso porque acabamos escolhendo um caminho que não é assertivo para se chegar a um bom resultado.

O silencio pode significar tantas coisas que vão além do simples ficar quieto, como não querer expor o que se sente realmente para não machucar o outro, não saber como dizer algo que desagrada, mas o mais importante aqui é deixar claro que quando o outro não responde as nossas indagações também é uma forma de dizer algo.

O silêncio também pode ser sim, pode ser não, e muitas vezes essa forma de ficar quieto deveria ser entendida melhor, pois ficamos em busca de palavras quando na verdade o silencio já diz tudo o que precisamos saber, não é mesmo?

Desta forma precisamos refletir sobre o que estamos procurando – que verdade é essa que queremos tanto ouvir que precisa ser reforçada pelas palavras do outro? Podemos pensar que ao ouvir será mais fácil tomar uma decisão, porém o que se procura é uma dor maior muitas vezes, como se somente desta forma terá coragem para tomar uma atitude.

Dicas importantes para lidar com o silêncio

Não suponha os porquês pelo outro: esse aspecto é muito comum na briga de casais, isso porque sempre “achamos” que o outro fez algo de acordo com nossas referências pessoais sobre um determinado assunto. É importante abrir espaço para ouvir e depois refletir sobre o ponto de vista do outro.

Não culpe o companheiro: jogar a culpa em alguém não irá ajudar em nada na comunicação do casal, precisamos falar do que sentimos, dos porquês, e aguardar a reação e explicação do outro, pois acusar só traz mais mágoa na relação do casal. Caso não ocorra da forma que gostaria, saiba silenciar e tomar as decisões que convêm no momento.

 Saiba ler o silêncio: muitas vezes sabemos claramente o que o silêncio quer dizer, porém ignoramos e queremos a comunicação clara. Porém cada um tem uma forma de ser, e se conseguir entender essas mensagens, conseguirá se harmonizar com seu companheiro.

Influência das mídias sociais na sexualidade

25 novembro, 2013 às 01:00  |  por Luciana Kotaka

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por Luciana Kotaka

O momento de intimidade entre duas pessoas devem seguir algumas regras básicas para que esse relacionamento possa ficar preservado. Intimidade é estar como outro de forma mais íntima sexual ou mesmo compartilhando de algo importante, dessa forma fica claro que é uma forma especial de se relacionar com o outro, um momento que exige entrega e fidelidade.

Porém um novo comportamento em relação a esse momento tão íntimo vem se tornando frequente entre jovens e adultos, o uso do celular. Com a facilidade que temos atualmente de acesso a internet pelo celular, muitos parceiros acabam de transarem e já está o cara checando se tem alguma mensagem.

Esse é um momento muito delicado entre duas pessoas principalmente para a mulher que quer se sentir exclusiva, afinal estar com uma pessoa em um momento de total entrega requer muita cumplicidade e respeito. Não dá para sentir-se feliz se nesse momento que é geralmente muito especial se o parceiro está mais ligado as notícias de amigos ou até de outra pessoa.

A facilidade de acessarmos nossas redes sociais podem nos auxiliar muito em nosso trabalho e na vida social. Sem dúvida que toda essa tecnologia vem para melhorar em muitos aspectos, porém é só prestarmos a atenção em uma mesa na praça de alimentação de um shopping, ou em um restaurante, para percebermos o quanto essa mesma tecnologia que une pessoas também afastam do contato real.

O mais importante é estarmos atentos às pessoas que estão em nossa volta, esse comportamento demonstra o valor que o outro tem naquele momento ou em nossa vida.

Seja ou não um encontro mais sério é importante manter algumas regras básicas:

- Desligar o celular quando estiver em um encontro mais íntimo;

- Em caso de precisar deixar ligado, vale colocar no silencioso e só checar um bom tempo após terem terminado e ter dado atenção ao parceiro;

- Se você acha que está com uma pessoa que não tem nenhum significado maior em sua vida, pare e avalie se vale a pena.

Avaliar esse aspecto da vida a dois é fundamental para que se preserve a relação a dois, respeitando o parceiro e favorecendo o clima de intimidade.

 

 

 

 

 

Coaching também é eficaz para melhorar a vida sexual

23 agosto, 2013 às 01:00  |  por Luciana Kotaka

Aconselhamento aliado a pequenas mudanças fazem o diferencial na satisfação do casal

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por Luciana Kotaka

Em uma roda de amigas esse tema sexualidade sempre vem à tona, até porque entre as mulheres é muito fácil compartilhar as dificuldades relacionadas à esse assunto, um momento de troca, um pedido de ajuda, até sugestões nada convencionais.

Entre os homens percebemos que contam sobre as mulheres que se envolveram, chegando até se gabarem de algumas situações vivenciadas, mas dificilmente irão se expor contando as queixas ou dificuldades em satisfazer a namorada ou esposa. Percebe-se que há uma resistência muito maior da parte dos homens em procurar ajuda, mesmo se tratando da impotência ou mesmo ejaculação precoce.

O preconceito que ainda existe em torno do assunto ajuda a piorar ainda mais a situação, pois nos foi passado, através das gerações, muitas crenças a respeito do tema, ou mesmo relacionando a sexualidade à religião. Desta forma sexo deve ser mantido em segredo, entre quatro paredes, e ainda assim muitas vezes carregado de pecado, ou visto como algo sujo, aonde explorar o corpo do outro ou o seu  pode condená-lo ao inferno.

Ainda hoje esses conceitos estão arraigados dentro da educação de milhares de pessoas e mudar esse processo pode ser difícil em alguns casos, mas atualmente vemos que para as novas gerações é muito mais fácil quebrar esses tabus e explorar o prazer que o corpo proporciona.

Hoje temos disponíveis vários recursos como filmes eróticos, livros explicativos, sex shops, cursos sobre sexualidade e sensualidade, mas o ingrediente mais importante na busca dessas mudanças é a disposição, o desejo de se conhecer e ao do outro, preocupar-se com a satisfação do parceiro. Muitas são as empresas que vêm se dedicando a esse assunto, assim como lingeries mais ousadas até objetos intermediários que ajudam no prazer do casal.

Atualmente vemos as mulheres mais empenhadas nessa tarefa, mais motivadas a cuidar do próprio prazer, mas muito decepcionadas com a falta de interesse do parceiro em mudar o comportamento.

O Coaching é um processo que pode levar as pessoas a mudarem a relação com a sexualidade, principalmente na quebra de padrões, ou mesmo levando a mudar a vivência estabelecida e procurar  proporcionar mudanças no relacionamento.

Através de alguns instrumentos do Coaching podemos trabalhar as crenças, objetivos a serem alcançados, mudança de comportamentos, auxiliando o cliente na busca pela melhoria nessa área de vida. Cuidar da sexualidade é um investimento tanto pessoal quanto para o casal que felizes com seus parceiros sentem-se mais seguros e amados.

Quebrar paradigmas, ousar, mudar essa forma de se relacionar com você mesmo e com o outro não poderia ser tão prazeroso e estimulante.

Afinal a sexualidade faz parte da vida, assim não há como negar que o prazer também e cuidar desse aspecto só trará vantagens a você e ao seu parceiro, deixando para trás os problemas que podem estar afetando o casal nutrindo uma vida de mais satisfação.