Não basta só mandar bem no trabalho, tem que mandar bem em casa

21 fevereiro, 2017 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

A construção deve ser diária e sempre focando na felicidade de ambos os parceiros

fim-namoro

Quantas vezes você presenciou um casal que parecia ser feito um para o outro e  separou? Isso raramente acontecia há algumas décadas, mas hoje parece que o não brigar não é motivo para levar adiante um relacionamento em que não se compartilham os mesmos objetivos.

Iniciamos um relacionamento buscando a realização de vários sonhos, alguns bem fáceis de  realizar, outros exigem um pouco de boa vontade e também em agradar o companheiro. Afinal, partimos da premissa que viver a dois é ajustar a balança para que ambos se sintam valorizados, amados e impulsionados pelo outro.

Passamos anos admirando características que são reforçadas pelos os que estão ao redor, chegamos a fortalecer essas crenças e deixamos de enxergar detalhes que são sutis, mas que quando vivemos o dia a dia de casal, aí fica gritante.

Aí perplexos se perguntam? Nossa, o que aconteceu? Será que ele a traiu? Será que ela não era uma boa mulher? Por que precisa ter uma resposta muito esclarecedora. Por que ninguém entende porque o casamento terminou. Até porque faz parte desse olhar endeusado que insistimos em manter em relação a algumas pessoas.

E aí minha gente, meu consultório é especialista em porquês para um casamento finalizado e vocês iriam se surpreender. Até as paredes já entenderam que nem sempre o que se aparenta é, mas apesar de ser uma fala batida, olhe só quantas pessoas ainda acreditam em tudo o que se posta nas mídias sociais, é só chegar o Dia dos Namorados que vemos centenas de fotos de pessoas que quase se matam em um retrato feliz.

Mas em casa podemos não ser tão gentis como somos com outras pessoas, nem tão atenciosos, muito menos estamos dispostos a viver um pouco que seja do sonho do parceiro. Com o tempo a balança pende só para um lado e quando nos damos conta disso, o amor acabou.

Parecia tudo tão claro, mas aos poucos vamos abrindo mão de pequenos desejos, sublimamos a pessoa que somos e é claro que uma hora tudo submerge e entendemos que para continuarmos vivos, precisamos respirar com os nossos pulmões, e não com os do parceiro.

É meus queridos, de nada adianta mandar bem com aqueles que só vivem ao seu lado socialmente, no trabalho, é preciso mandar bem em casa. É preciso ter muito mais para se oferecer dentro de uma relação, é preciso ter  assertividade emocional. Ouvir e buscar se ajustar ao que para o outro faz sentido, não desprezar a dor, e as investidas que possa levar às mudanças. Se não quiser acreditar nos sonhos, que pelo menos dê espaço e sirva de sustentação para que se possa ir em frente.

Mas quando não se quer mudar e na sutileza vai levando o parceiro somente a viver o que para si mesmo faz sentido, aí sim se decreta a morte do casamento, pois em algum momento o outro se dará conta que viveu uma mentira, onde as promessas foram vazias e o bem-estar só estava a serviço de um só na relação.

Salvar

Salvar

Salvar

0 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>