Obesidade: um dos sintomas de falta de cuidado com a saúde e o emocional

28 junho, 2016 às 06:00  |  por Luciana Kotaka

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Há alguns anos a obesidade já havia sido considerada uma epidemia, uma situação assustadora ainda mais quando se sabe que é uma das doenças que mais mata. Isso porque a obesidade pode levar ao diabetes, ao infarto, entre outras doenças que levam ao óbito. Assustou? Pois se preocupe mesmo, porque esses dados nem sempre são claros e muitas pessoas vão empurrando com a barriga a situação do peso excessivo, acostumando-se com as gordurinhas a mais e deixando de buscar tratamento especializado.

No Paraná o aumento de pessoas obesas é muito significativo, segundo o levantamento do Sistema de Vigilância Alimentar Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, só a população adulta com sobrepeso ou obesidade saltou de 48,95% em 2008 para 64,07% em 2016. A situação é séria e necessita de medidas que visa a prevenção, visto que houve um aumento significativo em quase todas as faixas de idade.

A grande oferta de comida facilita muito o aumento do consumo, ainda mais quando esta facilidade é rápida e barata. Em Curitiba a gastronomia é muito variada, ofertando tentações em massa para nossa população. Porém o problema ocorre quando buscamos satisfação no prazer de comer excessivamente, negligenciando o equilíbrio, o que afeta a saúde.

Existe todo um contexto por trás do ganho de peso, ao ouvirmos uma pessoa que sofre com a doença fica claro o quanto a comida a consome, o desejo, a ansiedade, gerando um ciclo compulsivo. Só quem já teve um episódio de compulsão sabe a dor que se enfrenta diariamente, a sensação de impotência a cada escorregada e a cobrança no olhar o outro.

É necessário que o tratamento foque não somente na orientação nutricional, no acompanhamento da atividade física, mas principalmente no emocional, pois 95% das pessoas que estão acima do peso apresentam questões emocionais malresolvidas. É só parar para ouvir os relatos desses pacientes para se entender o quanto é simplório o tratamento visto pela ótica do “se mexa” e “feche a boca”, quando o fechar da boca pode ser o engolir toda a dor que a faz se empanturrar de comida sem pensar.

Fica a reflexão.

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