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História do vinho

15 fevereiro, 2017 às 12:45  |  por admin

Como tudo começou?

Muitas vezes a história do vinho se confunde com a história da humanidade, pois qualquer que seja a história que escutamos sobre o mundo antigo, há sempre um vinho nela. Por esse motivo estamos começando este blog contando um pouco sobre a história do vinho.

Alguns arqueólogos acreditam que o vinho teria surgido na pré-história, isso porque foram encontrados alguns resquícios de caroços de uvas em cavernas estudadas até o dia de hoje. Isso permeia mais ou menos 7000 a.C.

Não podemos deixar de falar de toda a cultura Greco Romana, através da mitologia Deus Bacco, Dionisio, Artemisia entre outros. Todos os relatos que temos desta fase da mitologia, que é a fase mais antiga da história da humanidade, o vinho estava presente.

Na idade moderna não houve navegação que não tivesse vinho, foi daí que os europeus se tornaram os grandes produtores de vinho no mundo, pois com a navegação, o cultivo de uvas mundo a fora teve um grande crescimento.

Na idade média, a maioria das pessoas, passaram a fazer suas refeições regados sempre a um copo de vinho. E foi a época que surgiram algumas vinícolas que existem até hoje. Pela a uva ter facilidade de fermentação, a partir do momento do seu cultivo, e o que induz de certa maneira a pesquisa dos homens sobre a história do vinho, é por essa facilidade que nos faz pensar que os homens, por mais primitivos que fossem, conseguiriam produzir vinho. Mas não existe nenhum estudo que comprove que isso é real.

E então, em que momento começou oficialmente a parte da história do vinho?

Começou a partir da revolução da agricultura, o mais aceito pelos pesquisadores e que sua origem está exatamente entre Georgia e Turquia, numa região conhecida como Cáucaso. Mais ou menos a 8.000 anos atrás.

A bebida passou ser vendida pelo povo mesopotâmico, os vinhos eram adicionados a bolsas de peles de animais, mais conhecidas como odres.

Passaram-se muitos anos e no Século III a.C. haviam faixas de terras muito longas a beira do Rio Nilo, que eram dedicadas ao cultivo de uvas.

Não pense você que por mais quantidade de vinho que o Egito produzisse, esse vinho era destinado para todos. Não! O vinho era considerado uma bebida especial e era reservado para oferendas aos Deuses e Reis.

Os Gregos tiveram grande importância na difusão dos vinhos na antiguidade, pois foram eles que começaram a aplicar a resina nos seus vinhos e recipientes mais resistentes para a conservação da bebida, isso tudo para que ela pudesse atravessar longas viagens para outras partes do mundo, por volta de 750 a.C. a 150 a.C.

Em seguida veio o Império Romano, que começou a investir muito em agricultura e a identificar as melhores regiões para cultivar a vinhas. Foram os romanos que fizeram a primeira demarcação de territórios, por esse motivo eles foram os primeiros a demarcar regiões famosas na produção de vinhos até hoje.

Alguns exemplos citados são: no Século I Loire e o Rhône

No Século II Borgonha e no Século IV Paris, Champagne e Alsácia

Com fim no Século V, os vinhedos franceses já estavam consolidados e estruturados, muitos deles continuam lá até hoje.

Esse tempo varia de 100 d.C. a 500 d.C., sendo que em 300 d.C. as ânforas foram substituídas por barris para melhor transporte do vinho.

De 500 d.C. a 1100 d.C. o mais importante foi que a igreja começou a popularizar o vinho, na idade média o vinho possui dupla função, o que segurou a produção vinícola. Foi a igreja, e para os europeus, o vinho significava duas coisas; ou lado cerimonial da igreja ou prazer.

Foi Carlos Magno que organizou e estabeleceu regras detalhadas para legislação e plantio das uvas, pois ele era considerado um dos grandes apaixonados por vinho da história.

O que chamamos de idade moderna varia de 1450 d.C. a 1600 d.C., foi quando o vinho possuía bastante status e nesse período a cerveja deteriorava muito facilmente, e a agua era impropria para consumo, sendo assim o vinho a principal bebida.

Por volta de 1700 d.C. os vinhos começaram a ser engarrafados e isso fortaleceu muito mais o mercado do vinho, pois eles duravam muito mais e eram recipientes mais práticos e, de alguma forma, já conseguiam identificar melhor qualidade dependendo do produtor.

Com a intensificação da guerra na Franca, os vinhos de Bordeaux não conseguiram mais chegar aos Ingleses, foi daí que os Britânicos começaram a consumir o Vinho do Porto, que passou a ser apreciado pela qualidade e capacidade de envelhecimento. Por volta de 1784 d.C. Tomas Jefferson levou suas primeiras vinhas para os Estados Unidos e com isso não diminuiu os esforços para promover a viticultura em seu pais. Somente em 1821 d.C. Dom Perignon foi considerado o inventor do Champagne, ele já tinha mais de 60 anos e passou a maior parte de sua vida tentando eliminar a efervescência dos vinhos, que para ele era considerado um defeito, mas era o único que sabia como produzir bolhas.

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De 1800 a 1900, Bordeaux regularizou a classificação em vigor até hoje. Poucos anos depois Pasteur conclui as primeiras pesquisas da ação das leveduras no vinho e nesta mesma época a praga “filoxera” começou a atacar os vinhedos na Europa e no final deste Século já havia destruído a maior parte dos vinhedos.

De 1900 a 2000 houve a famosa queda dos vinhos, isso tudo porque as grandes guerras mundiais e a lei seca não deixaram com que o cenário fosse mais otimista. No início desse Século os enxertos começaram a ser testados, e videiras mais resistentes a filoxera começaram a se espalhar pela Europa, somente no final da segunda guerra mundial o vinho conseguiu voltar ao mercado.

O grande controle dos processos de cultivo e de fermentação permitiram alto padrão na produção de vinhos e também que isso se expandisse para países do Novo Mundo.

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Em 2000 até os dias atuais, os processos de produção são rigorosamente controlados, cada produtor escolhe os seus clones de videiras e as leveduras adequadas para o estilo de vinho desejado.

Muitas vinícolas utilizam maquinário para ajudar na colheita, as barricas passaram a ser de carvalho, taninos e ácidos enológicos fazem parte de um arsenal de novidades para o produtor. E esse pode contar com a consultoria internacional dos grandes produtores europeus ou mundiais. Mas ao mesmo tempo, hoje alguns produtores preferem cultivar seus vinhos de forma orgânica ou biodinâmica, tentando intervir o mínimo possível no processo de vinificação, valorizando assim as castas autóctones. Estamos na era da biodiversidade, sendo que esse novo conceito ainda não consegue abranger grande padrão de qualidade e ainda não podemos saber a quantidade de anos que esse vinho vai resistir.

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