Língua de todos os jeitos

18 junho, 2010 por Dr. Anderson Kovaleski
00:49

As variações na língua são facilmente observadas e examinadas logo no primeiro contato entre paciente e profissional. O diagnóstico da anomalia depende inicialmente de um exame na morfologia da língua relacionado ao histórico do paciente, sintomatologia e uso de tabaco e álcool. 

Existem alterações na anatomia que são consideradas normais e não necessitam de tratamento, porém podem levar a um desconforto conforme do grau da alteração. São elas: a língua geográfica – apresenta-se com o aspecto de mapa em sua superfície -, a pilosa – como se houvessem pelos na superfície e laterais - e a fissurada – poucas ou várias rachaduras rasas ou profundas em seu dorso. Quanto mais “retenções” existirem na superfície lingual maior a proliferação de microrganismos, portanto maiores também são os problemas de mau hálito, candidíase bucal, infecções viróticas e bacterianas e sensibilidade gustativa alterada.

Como trata-se de uma variação anatômica considerada normal os únicos cuidados são os de manter um controle de placa profissional de maneira mais regular, de realizar uma higienização um pouco mais criteriosa nesta área e, às vezes, adaptar com canudinhos o consumo de sucos e alimentos mais cítricos e ácidos.

Sorria para a foto!

15 junho, 2010 por Dr. Anderson Kovaleski
01:16

Dentista ou fotógrafo? Desde que comprei uma câmera fotográfica profissional me apaixonei por tirar fotos dos meus pacientes. Notei que além de documentar muito bem os casos, pude reexaminá-los e personalizá-los. Com uma imagem em alta definição em mãos podemos estudar melhor todos os aspectos do futuro tratamento. Por menor que sejam, as características individuais de cada pessoa devem ser levadas em consideração uma vez que, na odontologia, o “detalhe” é o que faz a diferença.

Além de poder planejar os casos, podemos ainda manipular as imagens e prever resultados muito próximos dos reais. O problema é que o meu conjunto de câmera, lentes, flash e softwares é muito bom. É tão bom que só um profissional da área poderia explorar o que os equipamentos tem de melhor. O que quero dizer é que como fotógrafo, ainda continuo sendo um bom dentista.

Novo creme dental para dentes sensíveis

17 maio, 2010 por Dr. Anderson Kovaleski
16:45

No final do ano passado, início deste ano, a Colgate® lançou no mercado brasileiro mais um creme dental para dentes sensíveis. Diferente de todos os outros dentifrícios dessensibilizantes quanto a sua composição, ele veio com a promessa de realmente ser muito mais eficaz do que qualquer outro no alívio da hipersensibilidade na variação térmica, tato e exposição ao ar.

A representante comercial esteve em meu consultório e forneceu amostras do produto, bem como os artigos científicos que embasam os resultados da nova fórmula. Após analisar a composição do produto e buscar mais referências para me certificar que o creme é “tudo aquilo” que ela me contou, passei a fornecer as amostras aos meus pacientes e ter minha própria experiência.

Os relatos dos meus pacientes concordam com os da literaura mundial no sentido de que este creme dental não dá uma alívio tão imediato, mas que com o uso contínuo - 2 vezes ao dia, por um minuto e durante algumas semanas – realmente trata e alivia muito a sensibilidade dentinária dolorosa tátil, com alimentos e ar gelados quando comparado aos outros cremes dentais dessensibilzantes que já existiam no mercado.

Imagem e mais informações no site www.colgateprofissional.com.br   

White Strips

11 maio, 2010 por Dr. Anderson Kovaleski
11:40

No Brasil elas não são muito fáceis de se achar, mas em alguns outros países as “Tiras de Clareamento” ou White Strips são muito utilizadas para clarear os dentes como uma forma alternativa ao tratamento convencional com o uso de géis. Assim como os outros métodos, elas são impregnados por peróxido de hidrogênio e “quebram”os pigmentos corantes aderidos aos dentes de forma gradativa. Muitos estudos mostram sua eficácia e segurança por um período de até 2 semanas usando as tiras 2 vezes ao dia.

Só um detalhe. Nem todas as marcas fazem as tiras clareadoras de forma igual. Os produtos apresentam algumas diferenças significativas que estào relacionadas diretamente com os riscos e resultados. A concentração do produto químico varia… e muito! Portanto, antes de sair por aí “grudando” qualquer coisa nos dentes, é interessante consultar um profissional que saiba avaliar a concentração e qualidade do produto a ser utilizado. É importante sempre personalizar o tratamento de acordo com a necessidade e característica do paciente.  

 

Osteoporose pós-menopausa e inflamação gengival

23 março, 2010 por Dr. Anderson Kovaleski
16:10

Nas condições fisiológicas normais, todo esqueleto é remodelado várias vezes na vida. As suas células vão se renovando através da atividade de uma variedade de hormônios e citocinas.

Na osteoporose pós-menopausa, a parte do hormônio feminino (estrogênio) faltante cria um desequilíbrio entre a formação e reabsorção óssea, resultando em muito pouca estrutura feita por células formadoras de osso (osteoblastos) se comparada com a quantidade de osso reabsorvida pelas células que “renovam” o osso (osteoclastos). Da mesma forma, o processo inflamatório da periodontite marginal e apical afeta o remodelamento ósseo das áreas periféricas de certa forma que, na maioria dos pacientes, a quantidade de osso reabsorvido excede àquela que será formada, resultando em perda óssea (osteólise).   

As citocinas envolvidas na inflamação periodontal induzida pelo remodelamento ósseo são muito semelhantes àquelas que estão presentes na osteoporose pós-menopausa. Ainda existe um correlação nos pacientes que possuem doença periodontal concomitantemente à osteoporose pós-menopausa, no fato que o estrogênio influencia a atividade das células ósseas e imunológicas de um jeito que a progressão da perda óssea alveolar dos dentes seja alcançada.

Em síntese, uma potencializa a outra e prejudicam tanto a estrutura do organismo quanto o sistema de defesa e de renovação celular. Para tanto, o tratamento conjunto se faz necessário para reestabelecer o equilíbrio da regulação óssea e hormonal.

Imaginologia Odontológica

22 março, 2010 por Dr. Anderson Kovaleski
21:14

Na Odontologia as radiografias são um complemento essencial, útil e indispensável ao diagnóstico e acompanhamento clínico dos pacientes. Existem vários tipos de exames radiográficos com diferentes finalidades para os mais variados casos.

Embora apresentem limitações e representem de forma bidimensional estruturas tridimensionais, elas mostram-se como auxiliares importantes tanto no que queremos ver como naquilo que podemos encontrar. Vou explicar melhor. Quando solicito uma radiografia panorâmica da boca de um paciente que precisa remover os sisos analiso não somente a área de interesse como também todo o exame. Nesta análise, às vezes, encontro outro dente que ainda não nasceu, dentes que não foram formados por alguma alteração de desenvolvimento, dentes que formaram a mais, alterações na anatomia da articulação, dos ossos da face, além patologias como cistos e tumores.

As radiografias ainda são importantes como documento de identificação. Em caso de necessidade, podemos utilizá-las para identificar uma pessoa. As características dentárias individuais a cada indivíduo ficam ali impressas para uma contra-prova. 

Estes motivos são suficientes para justificar e recomendar a realização de alguns exames adiográficos pelo menos uma vez na vida. Com o avanço da tecnologia, atualmente, expomos os pacientes a uma quantidade de radiação cada vez menor em troca de um benefício cada vez maior.

Síndrome de Down

21 março, 2010 por Dr. Anderson Kovaleski
21:07

Pessoas sindrômicas fazem parte do nosso cotidiano. Segundo as estatísticas, a Síndrome de Down é uma das causas mais comuns de retardo mental nas crianças.

No que se refere a odontologia, os pacientes portadores dessa síndrome apresentam uma desordem em algumas células de defesa do organismo chamadas de neutrófilos. Basicamente, os neutrófilos são as primeiras células a chegarem no caso de uma infecção acometida por bactérias de origem periodontal. Com isso, concluímos que os pacientes com Síndrome de Down são muito mais suscetíveis às doenças de gengiva se comparados às outras pessoas.

Notamos que já nos dentes de leite, a gengivite está quase sempre presente e em geral é muito severa. À medida que a pessoa sindrômica atinge a puberdade, as doenças de gengiva mais agressivas (periodontites)  são os achados mais comuns. Sabendo disso, o rigoroso controle de placa bacteriana e a realização de tratamentos preventivos são uma estratégia eficaz para a manutenção da saúde bucal e da qualidade de vida destes pacientes.

Iniciada vacinação contra gripe A

16 março, 2010 por Dr. Anderson Kovaleski
12:51

O CFO esclarece: a vacinação contra Influenza A (H1N1), iniciada nesta segunda 8/3 pelo Ministério da Saúde, vai abranger os “trabalhadores da rede pública de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia”.

Profissionais de medicina, odontologia, enfermagem e outros que atuam na rede pública de saúde e que, portanto, estão envolvidos mais diretamente no enfrentamento da pandemia de gripe (H1N1) formam o grupo prioritário dentro da estratégia de imunização iniciada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira 8 de março. Esses profissionais serão vacinados na primeira etapa da estratégia, que vai de 8/3 a 19/03.

Um dos principais pilares dessa estratégia, ao lado do reforço na rede de assistência, será a vacinação para públicos prioritários, que será realizada em quatro etapas, entre 8 de março e 7 de maio. O objetivo da vacinação não é evitar a disseminação do vírus, que já está presente em 209 países, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mas manter os serviços de saúde funcionando e reduzir o número de casos graves e óbitos.  A expectativa é vacinar pelo menos 62 milhões de pessoas contra a gripe pandêmica.

Serão vacinados seis grupos prioritários, simultaneamente, em todos estados.  O Sistema Único de Saúde (SUS) também reforçará o estoque de medicamentos e a rede de diagnóstico e assistência aos pacientes.

“A estratégia é produto de uma grande discussão e debate com as próprias sociedades especialistas e ouve um consenso em relação ao que foi definido”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Vacinação

Cada uma das fases da estratégia de vacinação estará voltada a um público específico: trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia, indígenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e obesidade grau 3 – antiga obesidade mórbida, crianças de seis meses a dois anos e adultos de 20 a 29 anos (veja o quadro abaixo). As quatro etapas da vacinação terminam antes do início do inverno no país, quando é registrado o maior número de casos de gripe.

Os 26 estados e o Distrito Federal receberão um número de doses proporcional à população dos grupos prioritários. Caberá às Secretarias Estaduais de Saúde distribuir as vacinas aos municípios, obedecendo ao mesmo critério. As secretarias estaduais e municipais de Saúde vão definir conjuntamente os locais de vacinação. A vacina é contra-indicada a quem tem alergia a ovo.

“Estamos protegendo os grupos mais frágeis e aqueles que têm maior risco de adoecer e morrer”, esclarece Temporão. A análise dos dados da primeira onda pandêmica no Brasil demonstra que esses grupos apresentaram as duas maiores proporções de casos graves de doença respiratória. Entre 25 de abril e 31 de dezembro de 2009, foram 39.679 casos de doença respiratória grave e 1.705 óbitos em todo o Brasil.

A quarta e última etapa, de 24 de abril a 7 de maio, coincide com a campanha anual de vacinação contra a gripe comum. Nesse período, os idosos serão imunizados para a influenza sazonal, como todos os anos. Se tiverem doenças crônicas, receberão também a vacina contra a gripe pandêmica. A estratégia foi elaborada de forma que a população dessa faixa etária se dirija aos locais de vacinação apenas uma vez.

Se houver alterações na situação epidemiológica e disponibilidade da vacina, outros grupos poderão ser vacinados numa quinta etapa da estratégia de imunização.

Cronograma de vacinação dos grupos prioritários

Grupos Prioritários Data da vacinação Etapa
Trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia
08/03 a 19/03
Indígenas e Gestantes
22/03 a 21/05 2ª a 4ª
Doentes crônicos
22/03 a 02/04
Crianças de 6 meses a 2 anos
22/03 a 02/04
População de 20 a 29 anos
05/04 a 23/04
Idosos (mais de 60 anos) com doenças crônicas 24/04 a 07/05

Investimento e tratamento

As 83 milhões de doses de vacina pandêmica que o Brasil adquiriu representam um investimento de, aproximadamente, R$ 1bilhão.

O medicamento oseltamivir, usado para o tratamento da Gripe A, a partir deste ano, poderá ser obtido na rede pública de saúde apenas com retenção de receita e a prescrição médica. O objetivo é evitar automedicação, venda indiscriminada e corrida às farmácias, caso o fabricante tenha produção suficiente para abastecer os estabelecimentos comerciais. A nova determinação está regulamentada pela resolução 70 da diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 23 de dezembro de 2009.

Rede assistencial

Com o surgimento da nova gripe, foram investidos R$ 525 milhões no fortalecimento da rede pública ao longo de 2009. “Esses recursos vão melhorar não apenas o atendimento aos pacientes durante a segunda onda da pandemia, mas representam um reforço em toda rede assistencial do SUS”, afirma Temporão.

Do total, R$ 270 milhões foram aplicados em equipamentos para fortalecer a rede de leitos de UTI nos estados, com instalação prevista para maio. A quantidade que irá para cada unidade federada está sendo decidida pelo Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde. Outros R$ 255 milhões foram aplicados no reforço da atenção básica (Programa Saúde da Família) e na assistência ambulatorial e hospitalar especializada.

Capacitação profissional

Os profissionais de saúde receberão um guia com orientações sobre as indicações para vacinação e informações sobre a gripe pandêmica. Além de material, estão sendo firmadas parcerias com Instituições de Ensino Superior para a realização de cursos de atualização, a partir de março.

Conscientização

Para orientar a população, será lançada uma campanha informativa dividida em três etapas. A primeira tem foco na prevenção e será veiculada de 22 de fevereiro a 21 de maio. “Esta fase é muito importante porque a vacina é apenas uma das formas de prevenir a gripe pandêmica. É fundamental que as pessoas mantenham as medidas de higiene pessoal para evitar a infecção pelo vírus”, orienta o ministro José Gomes Temporão.

A segunda fase, entre 5 e 14 de março, terá mensagens de preparação e esclarecimento da população, principalmente com relação aos grupos prioritários para receber o imunizante. E a terceira fase, convocando as pessoas desses grupos para se vacinarem, será veiculada de 15 de março a 21 de maio.

Medidas de higiene e orientações em caso de suspeita de gripe

  • Lavar as mãos com freqüência e sempre que tossir ou espirrar;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Se surgirem sintomas de gripe (principalmente febre, tosse, dor de cabeça e no corpo), procure o médico mais próximo e não tome medicamento por conta própria.


Fonte: Portal da Saúde

Saúde usará e-mail para avisar data de vacinação contra gripe A

8 março, 2010 por Dr. Anderson Kovaleski
12:34

Cadastro deverá ser feito no site do Ministério da Saúde a partir do dia 8, quando vacinação terá início no País. Vacinação começa atendendo indígenas e profissionais de saúde.

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira, 4/03, a segunda fase da campanha publicitária sobre a vacinação contra a gripe A (H1N1). Uma das novidades da campanha é a possibilidade das pessoas serem avisadas por e-mail a data de vacinação de cada um dos grupos prioritários.

O Ministério disponibilizará no site da campanha de vacinação a partir do dia 8 o cadastro para as pessoas receberem o aviso da vacinação por mensagem eletrônica conforme sua idade e grupo prioritário.

Ainda serão distribuídos 100 mil cartazes e 1 milhão de folders com as datas em que cada grupo deverá receber as doses, além do reforço das medidas de prevenção que todos os brasileiros devem adotar no dia-a-dia.

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, um em cada dois brasileiros receberá a vacina. “Praticamente todas as pessoas terão um integrante de sua família sendo vacinado.”

A estratégia nacional de vacinação será realizada entre 8 de março e 21 de maio, dividida em sete etapas, cada uma voltada para um público específico. Entre os dias 8 e 19 de março, serão vacinados apenas indígenas e profissionais de saúde.

Prevenção

Além da publicidade voltada para a vacinação, o Ministério da Saúde divulga, desde o dia 22 de fevereiro, campanha de prevenção da gripe pandêmica, orientando os brasileiros sobre as formas de se proteger da doença.

Com o slogan ‘Quanto mais prevenção, mais proteção’, as peças mostram situações do dia a dia e apontam os cuidados básicos de higiene para evitar contrair ou transmitir a doença. Entre as principais mensagens estão a importância de lavar as mãos com frequência, de não compartilhar alimentos e objetos pessoais e de cobrir o nariz e a boca com um lenço descartável ao tossir ou espirrar.

Fonte: Estadão.com.br – 04/03/2010

Laserterapia

2 março, 2010 por Dr. Anderson Kovaleski
11:09

Faz um mês, mais ou menos, li uma reportagem muito interessante na revista Veja sobre a importância do laser na medicina atual. Além das diferentes aplicações cirúrgicas e estéticas pelos diferentes tipos de laser citadas na reportagem, vale a pena lembrar que também utilizamos as propriedades do laser na terapia e prevenção de dentes sensíveis, mucosites, na diminuição da dor e desconforto pós-operatório, como coadjuvante no tratamento das inflamações gengivais, nos tratamentos de canal e também na estética dental  através da remoção de manchas e pigmentos pelo clareamento.

Os protocolos de clareamentos a laser já estão bem definidos e os resultados clínicos são vis’siveis logo na primeira sessão. Porém, apesar dos laseres também  já terem uma larga aplicação nas terapias, os estudos mostram que precisamos de mais pesquisas para chegarmos em um “protocolo terapêutico” que possa ser facilmente reproduzido, para que todos os seus benefícios possam ser efetivamente aproveitados ao máximo.  

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