Sorriso Digital

4 julho, 2014 às 08:58  |  por Dr. Rogerio Agulham

Atualmente, vivemos em um mundo onde tudo é gerado e abastecido em torno da tecnologia, e na odontologia não poderia ser diferente. Usamos scanners de ultima geração, microscópios óticos para melhor visualização dos casos, cirurgia sem cortes com planejamento digital e uma técnica que me chama a atenção ; o sorriso criado digitalmente.

Existem alguns softwares e programas que podem dar a qualquer pessoa o sorriso perfeito.

Quanto aos aspectos fundamentais sobre os quais todo o procedimento se sustenta, estão a comunicação visual (uma análise fotográfica, que permite a visualização da estética e a melhor compreensão da relação entre os dentes, as gengivas, os lábios e da face), a integração entre a equipe de profissionais que atende o paciente (o periodontista, o implantodontista e o ortodontista, por exemplo) e, por fim, a interação dele, paciente, com o próprio especialista responsável.

A interação entre o dentista e o paciente é, inclusive, uma das vantagens que se destacam nessa técnica . Como se trata de algo personalizado, que contempla os aspectos físicos e emocionais de cada um, segundo aquilo que se pretende expressar por meio do sorriso, o paciente participa direta e ativamente deste planejamento, que, para ser aplicado na prática, dependerá do aval do paciente

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Em vez de apenas “prever” o resultado, imaginando-o, o interessado no tratamento tem a oportunidade de antevê-lo com o planejamento digital, evitando-se, desta forma, aquelas “surpresas” que poderiam desagradá-lo ao final. Além disso, quando comparado aos procedimentos odontológicos comuns, o processo acaba sendo mais curto, pois essa antecipação que é lhe apresentada virtualmente diminui as chances de repetição das etapas,  bastante frequentes nos casos em que a pessoa não visualiza o sorriso que será conquistado, efetivamente. Com isso, a confiança do paciente também é reforçada, aumentando o seu grau de aceitação ao tratamento. Ao mesmo tempo, o dentista se sente ainda mais seguro em relação à escolha da intervenção adequada, e o trabalho em equipe visa à excelência clínica, de forma que toda a ação seja minimamente invasiva e o mais eficiente possível.

ssim, não resta dúvida de que o Planejamento Digital do Sorriso contribui para a melhora da comunicação entre dentista, paciente e laboratório de prótese.
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Escovar os dentes sem Pasta?

27 junho, 2014 às 06:29  |  por Dr. Rogerio Agulham

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O futuro da higiene bucal pode ser solar. Pelo menos é o que pretendem pesquisadores da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, que criaram uma escova de dentes capaz de realizar toda a limpeza oral usando apenas a energia do sol.

As escovas Soladey dispensam pasta de dente porque funcionam através de uma barra de titânio sensível à luz que se localiza no cabo da escova. Quando exposta à luz (natural ou artificial), ela libera íons que, ao se misturarem com a saliva, produzem uma reação química capaz de neutralizar a placa bacteriana.

A saliva atua como ingrediente natural e não-abrasivo de limpeza e quanto mais forte for a fonte de luz mais eficaz é a utilização da escova. Segundo os criadores, Soladey tira até mesmo o amarelado causado pelo cigarro. O aprelho é fabricado pela empresa japonesa Shiken e precisa da mesma quantidade de luz que uma calculadora comum para funcionar.

Além de natural, a higiene oral também torna-se mais econômica. Para aqueles que acham difícil deixar para trás a pasta de dentes, os cientistas recomendam quantidades muito pequenas. Por enquanto, a escova de energia solar está em fase de testes de testes com 120 jovens.

O objetivo é certificar-se dos resultados oferecidos pela escova em comparação com um modelo comum aplicado para escovação tradicional.”

Muito Cuidado sobre isto, não podemos nos esquecer que  a pasta de dente é imprescindível para aumento do Flúor na boca, para manter o ph em ordem. Além de detergentes e e substâncias terapêuticas e preventivas,

Nada melhor que uma boa escovação com uma cabeça de cerda macia ou extra macia e cabeça pequena.

Halitose

2 junho, 2014 às 11:50  |  por Dr. Rogerio Agulham

Sua gengiva sangra com a escovação e o uso do fio dental? Fique atento a isso e procure seu dentista para um exame periodontal (tecidos que sustentam o dente na boca, como gengiva, ligamentos e osso). O sangramento nestas condições já é um sinal de inflamação gengival (doença periodontal) e está relacionada, na maioria das vezes, a uma má técnica de higiene oral. Um grande número de pessoas pensa que foi a escova ou o fio que machucou e por isso vai adquirindo uma técnica de higiene cada vez mais deficiente e, desta forma, aumentando o número de bactérias que estão nas áreas próximas da gengiva ou mesmo sub-gengivais.

A doença periodontal é uma das afecções bucais mais freqüentemente encontrada no dia a dia nas clínicas odontológicas. Tem uma prevalência muito alta ainda e é resultante da ação de bactérias periodontopatogênicas presentes no biofilme dental próximo à margem gengival que não são removidas adequadamente na higiene bucal diária. Acomete de maneira reversível, ou seja, ao se remover a causa, a saúde é restabelecida sem perdas teciduais – gengivite. Já a forma irreversível da doença, denominada de periodontite, causa perda de inserção progressiva, incluindo destruição do ligamento periodontal e suporte ósseo alveolar com conseqüente formação de bolsa periodontal. Esta segunda forma da doença aumenta os mediadores pro – inflamatórios locais e sistêmicos que podem influenciar na severidade da doença periodontal e interferir também em outras doenças crônicas sistêmicas, como a diabetes mellitus, por exemplo. O fumo e o estresse, como fatores de risco ambientais, podem também modificar o curso e a severidade da doença periodontal (estes dois também causam halitose, lembram?).

Vários estudos nacionais e internacionais têm evidenciado que a doença periodontal pode influenciar a ocorrência e a severidade de outras doenças sistêmicas também, incluindo alterações cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais e parto prematuro

Mas o que a doença periodontal tem em comum com a halitose?

Como já foi mencionada em outros artigos aqui postados, a halitose tem sua origem em aproximadamente 90% dos casos na boca. Os compostos sulfurados voláteis(CSV), que são os principais gases responsáveis pelo mau hálito, resultam da degradação de proteínas salivares, restos alimentares, leucócitos presentes na bolsa periodontal e, principalmente, das células epiteliais descamadas da mucosa bucal, pela ação de bactérias proteolíticas anaeróbicas Gram-negativas. Estudos mostram que a presença dos CSV pode ser mais um fator de risco para a doença periodontal. Por quê? Eles podem promover alterações teciduais, pois são altamente tóxicos aos tecidos periodontais, causando redução de colágeno nos fibroblastos gengivais, morte celular e diminuição da concentração de células responsáveis pela formação óssea (osteoblastos), conseqüentemente aumentando a taxa de reabsorção óssea pela ativação das células responsáveis pela reabsorção (osteoclastos) (RATCLIFF, JOHNSON, 1999; MORITA; WANG, 2001; IMAI et al, 2009; LI et al, 2010).

Já sabemos que a doença periodontal é uma das causas da halitose, mas agora queremos enfatizar que o tratamento periodontal não se restringe somente aos procedimentos direcionados ao periodonto, mas temos que ter uma visão sistêmica e saber tratar a halitose na sua diversidade de causas que alimentam a produção desses gases responsáveis pelo mau odor e pelo agravamento das doenças periodontais.

Acidentes Bucais! Primeiros Socorros

12 maio, 2014 às 10:38  |  por Dr. Rogerio Agulham

Conheça alguns pequenos cuidados e providências em caso de acidentes bucais.

 

 

Estes pequenos cuidados poderão minimizar as consequências e diminuir os aborrecimentos durante as férias.

 

Recomendações gerais:

 

1) Tranquilizar a vítima;

2) Lavar a região machucada;

3) Estancar o sangue com um pano ou gaze;

4) Colocar gelo envolto por um pano, se possível;

5) Analisar a situação;

6) Levar ao dentista.

 

O que fazer nas seguintes situações?

 

Dente fraturado/quebrado: guarde o pedaço do dente (fragmento), caso o encontre, e leve-o ao dentista para ver a possibilidade de utilizá-lo na sua reconstrução. Se não encontrá-lo, não se preocupe, já que existem técnicas e materiais odontológicos que irão reconstruir perfeitamente o dente da vítima.

 

Traumatismo: nessa situação é importante ir ao dentista, mesmo que não aparente qualquer alteração, uma vez que o dente poderá sofrer consequências com essa forte batida, como, por exemplo, danos às estruturas ao redor da raiz do dente, danos ao germe do dente permanente que ainda irá nascer (caso o trauma tenha sido em dente de leite). Além disso, o dente poderá ter problema de canal necessitando realizar seu tratamento.

 

Avulsão do dente: em caso de perda total do dente permanente, sempre que possível, recupere-o, mas, para aumentarem as chances de salvá-lo, precisamos seguir algumas condutas, como:

 

- não segure o dente pela raiz, somente pela coroa;

- remova os resíduos cuidadosamente com soro fisiológico;

- não toque nem esfregue a raiz do dente;

- se possível, coloque-o de volta no seu lugar, mantendo-o em posição por pressão;

- se você não conseguir colocar o dente em sua posição original, mantenha-o em uma solução de soro fisiológico ou em leite ou mesmo embaixo da língua;

- procure imediatamente um dentista.

Endocardite Bacteriana! A relação entre Boca e Coração.

22 março, 2014 às 10:01  |  por Dr. Rogerio Agulham

A Endocardite Infecciosa (EI) é uma doença comum, que causa alto índice de mortalidade. Trata-se de uma infecção da parede interna do coração ou das válvulas do coração e uma de suas causas é a má conservação dos dentes.

Seguindo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), a doença é responsável por uma alta morbidade e por significativas taxas de mortalidade. Em torno de 20% dos doentes não sobrevivem. Porém, quando a endocardite bacteriana tem foco dentário ela chega a ser responsável por cerca de 10% dos casos de morte, de vítimas de doenças no coração, em todo o mundo.Para quem ainda não conhece, a endocardite é o nome dado às afecções, infecciosas ou não, do endocárdio, camada interna do coração da qual fazem parte as válvulas cardíacas. O comprometimento da saúde bucal está diretamente associado à endocardite infecciosa. A doença afeta o coração com rapidez e pode comprometer as funções vitais, exigindo uma internação prolongada.

O coração humano é constituído de quatro câmaras (dois átrios e dois ventrículos). Os átrios são responsáveis por mandar sangue, que vem dos pulmões, ou do restante do corpo, para os ventrículos, enquanto os ventrículos mandam o sangue para os pulmões ou para o restante do corpo. O sangue que vai para os pulmões é o que será oxigenado e, para o restante do organismo, o sangue vai cheio de nutrientes e de oxigênio, mantendo seu funcionamento.

 

A boca é a maior cavidade do corpo em contato com o mundo exterior. Porta de entrada do tubo digestivo e auxiliar da respiração. Por suas características e funções, a boca é um ninho de bactérias. Em apenas um mililitro de saliva pululam 150 milhões de bactérias. Quando o equilíbrio entre essas bactérias se quebra podem surgir o que dentistas e médicos chamam de doenças periodontais (gengivite e periodontite), inflamações na gengiva ou no tecido que une os dentes ao osso. Em suas formas mais graves, elas contribuem para o desenvolvimento de distúrbios cardíacos. De cada dez brasileiros, nove sofrem em algum grau desse tipo de afecção. Na maioria dos casos, ela decorre de uma higiene bucal inadequada e da falta de visitas periódicas ao dentista.

As implicações da gengivite e da periodontite seguem basicamente o seguinte caminho: inflamados, os tecidos se tornam irritáveis e sangram durante a mastigação, pela ação da escova de dentes ou do fio dental. Essa hemorragia, por sua vez, possibilita que os micróbios que desencadearam o processo entrem na corrente sanguínea e cheguem a outras partes do organismo. É relativamente fácil que isso aconteça porque a gengiva e o periodonto têm irrigação sanguínea abundante. Por este motivo, a endocardite bacteriana está mais presentes em vítimas de doença periodontal. Para evitar esse mal as sociedades americanas de cardiologia e odontologia estabelecem que, antes de se submeter a uma cirurgia na boca, todo paciente propenso a ter uma endocardite bacteriana deve tomar, uma hora antes, uma dose de antibióticos. O objetivo é evitar os riscos de infecção durante a operação.

90% dos brasileiros sofrem de algum grau de doença periodontal, inflamações na gengiva ou no tecido que une o dente ao osso
- 1 mililitro de saliva contém 150 milhões de bactérias
- 1 grama de placa bacteriana abriga 100 bilhões de micróbios
- O risco de problemas cardíacos é 25% maior entre pacientes com doença periodontal

Causa

A causa da endocardite bacteriana é a presença de agentes infecciosos no sangue, que pode decorrer de uma atividade normal, como espremer uma espinha ou escovar os dentes, o diagnóstico se faz por métodos de ecocardiografia, e pela demonstração de infecção sanguínea, através de hemocultura, a demonstração de bactérias livres no sangue.
Tratamento:
O tratamento visa controlar a infecção e a correção do fator que predispôs a endocardite. São longos tratamentos, com muitas semanas de internação hospitalar, com uso de um grande número de medicamentos, inclusive antibióticos, e muitas vezes necessitando de cirurgia cardíaca.

Sintomas

Febre de longa duração, suores noturnos persistentes, baço aumentado de volume, alterações cardíacas ou agravamento súbito de uma doença cardíaca previamente existente.

Por isso fiquem atento, a qualquer sinal de doença, procurem o dentista.

Esse post serve para alertar nossos queridos pacientes e leitores, para que a manutenção de 6 em 6 meses ou de 4 em 4 meses seja realizada por profissionais capacitados

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Dr. Bruno Brites

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Implantes Dentários

22 março, 2014 às 02:41  |  por Dr. Rogerio Agulham

O que são implantes dentários?

 

Implantes dentários são suportes de titânio posicionadas cirurgicamente nos ossso maxilares e mandibulares abaixo da gengiva para substituir as raízes dentárias. Uma vez colocados, permitem ao dentista montar dentes substitutos sobre eles.

Como funcionam os implantes dentários?
Por serem integrados ao osso, os implantes oferecem um suporte estável para os dentes artificiais. Próteses parciais e totais montadas sobre implantes não escorregarão nem mudarão de posição na boca, um grande benefício durante a alimentação e fala. Esta modalidade de prótese é chamada “protese sobre implante” e confere ao paciente mais segurança em todas as funções bucais proporcionando uma situação mais natural do que pontes ou dentaduras convencionais.

Para algumas pessoas, as próteses e dentaduras comuns são simplesmente desconfortáveis ou até inviáveis, devido a pontos doloridos ou falta de adaptação a estes aparelhos. Além disso, as pontes comuns devem ser ligadas aos dentes em ambos os lados do espaço deixado pelo dente ausente. Com a colocação de implantes não é necessário preparar ou desgastar um dente natural para apoiar os novos dentes substitutos no lugar como é feito em pontes fixas convencionais.

Para receber um implante, é preciso que você tenha gengivas saudáveis e ossos adequados para sustentá-lo. Você também deve comprometer-se a manter estas estruturas saudáveis. Uma higiene bucal meticulosa e visitas regulares ao dentista são essenciais para o sucesso a longo prazo de seus implantes.

  • Implantes ósseo integrado: — são implantados por meio cirúrgico diretamente no osso maxilar. O período da osseointegração (integração ao osso) leva em média 4 a 6 meses dependendo da região a receber o implante, porém com o avanço de técnicas e de implantes o tempo pode ser de 48 horas até no máximo 06 meses. Após este período, uma segunda cirurgia é necessária para ligar o implante ao meio bucal, nesta fase o cirurgião dentista remove a gengiva que está recobrindo o implante e finalmente, um dente artificial (ou dentes) é conectado ao implante, individualmente, ou agrupado em uma prótese que pode ser de dois tipos:
  • Prótese Protocolo: — Prótese total implantosuportada e implantoretida, fixada sobre 4 a 8 implantes em média, este tipo de prótese é parafusada e retirada apenas pelo seu dentista, é uma prótese que confere boa estética e é uma ótima opção para quem pretende fugir da dentadura.3 arcada_completa barra-clip prótese-fixa-unitária slide4-300x201na.
  • Prótese Overdenture: — Prótese total removível sobre implante, este tipo de prótese é mais barata que a prótese protocolo porque exige menos implantes (2 a 6 em média) e é confeccionada em resina. Esta prótese é como uma dentadura, porém, tem um encaixe em uma barra que conecta os implantes à prótese, conferindo a esta mais estabilidade e retenção. Esta prótese pode ser retirada pelo paciente e por isto a sua higienização é facilitada.
O que são implantes dentários O que são implantes dentários
Os pinos são colocados cirurgicamente sob a gengiva. Dentes artificiais, agrupados em uma ponte, são encaixados nos pinos.
O que são implantes dentários O que são implantes dentários
Os implantes oferecem um encaixe bastante estável e firme. Implantes servem de base para dentes substitutos isolados.

Implantes Dentários: Verdades e Mitos

18 fevereiro, 2014 às 04:56  |  por Dr. Rogerio Agulham

Todos os dias em nossa clínica recebemos pacientes com a intenção de realizar implantes dentários, a maioria, por ter acesso a informação, sendo via internet ou qualquer outro meio de comunicação, já sabe um pouco de como funciona essa especialidade, porém algumas coisas precisam ser esclarecidas para um melhor entendimento de todos.

Atualmente temos implantes nacionais e importados  que se assemelham e muito a qualidade. Portanto aquela pergunta que sempre me fazem, já cai em terra. ” Mas o importado não é melhor?” A resposta é simples, “Não, nem sempre”. Temos implantes nacionais com tecnologia tão avançada quanto os importados. A vantagem de um implante nacional de qualidade é o atendimento que a fábrica lhe dá e a rapidez em que ele podem lhe fornecer ou repor peças.

Outra pergunta frequente é relacionada a rejeição do implante. Nunca foi diagnosticado nem descoberto nenhum caso de rejeição ao titânio encontrado nos implantes, o que existe é a má indicação do mesmo, que resulta em casos de infecção, perda óssea, inflamação dos tecidos ao redor do implante, o que pode acarretar a perda do mesmo.

Então, quais são os pacientes que não são indicados para o implante dentário? Pacientes que não possuem quantidade óssea necessária( avaliada por exames de imagem e exame clínico), pacientes com doenças sistêmicas, pacientes com dificuldades de coagulação e homeostase, pacientes que utilizam medicamentos a base de alendronato. Ainda existem fatores que são considerados de risco para o sucesso dos mesmos como tabagismo severo, excesso de álcool, diabetes não controlada.

Nos casos de falta de osso, a enxertia surge como uma alternativa para positiva para a reposição do que falta, seja por meio de enxerto do próprio paciente ou com biomateriais que podem induzir a formação óssea.

Como ocorre a aderência do implante ao osso? Através da osteointegração, processo no qual o organismo reconhece o titanio do implante como parte do organismo e acaba por envolver as espiras do implante com osso e assim cria uma conexão rígida entre implante e osso do paciente. Uma vez bem instalado e bem cuidado o implante e a prótese sobre o mesmo, a duração dele não tem data. Antigamente era recomendado um tempo de 4 meses para mandíbula e 6 meses para maxila, porém com o avanço das técnicas, esse tempo já é diminuído e o paciente já sai da consulta com um provisório e dependendo do implante em poucos meses, já coloca a coroa definitiva.

Implantes sem cortes e cirurgia guiada: É uma técnica, na qual implantes são realizados sem a necessidade de cortes, assim diminuindo o tempo cirúrgico e possível dor pós-operatória, lembrando que esse tipo de cirurgia, precisa ser avaliada e tem uma indicação correta, pois os sucesso depende da quantidade óssea do paciente.

Qual o melhor implante para se utilizar? Atualmente, existem dois tipos de implantes que são mais utilizados. Os implantes de plataforma Hexágono Externo( utilizados desde 1964) e os implantes Cone Morse. Os implantes de plataforma hexágono externo foram durante anos a melhor alternativa para todos os casos de implantes, na verdade, ainda são indicados em casos de protocolos( quando o paciente não possui nenhum dente e é colocada uma dentadura fixa sobre os mesmos). Com o avanço dos recursos e tecnologias, hoje temos os implantes Cone Morse, que nada mais são do que uma “solda fria”. Ao invés do componente ou da prótese sair direto da “cabeça” do implante, como é no hexágono, no cone morse, sempre é colocado um componente protético que melhora o perfil ósseo, gengival e estético.

Cada caso é um caso na implantodontia, porém com as tecnologias que temos no mercado hoje, dificilmente um paciente ficará descoberto de tratamento.IMAGES_0007529_1 IMG_0054 implante-dentario-parafuso-e1305943438325 implantes

Reabilitação Oral: Mitos e Verdades!

29 janeiro, 2014 às 09:50  |  por Dr. Rogerio Agulham

A reabilitação oral representa o maior desafio da odontologia moderna, pois sua finalidade é restabelecer uma nova  oclusão (forma como os dentes se tocam e encaixam uns nos outros). Trata-se de uma área de grande abrangência que reunirá todas as especialidades odontológicas para que os todos os detalhes sejam observados atenção.

Cada caso envolve o planejamento multidisciplinar, onde todas as necessidades são traçadas pela equipe. Na maioria dos casos, o planejamento é realizado unindo várias informações obtidas no exame clínico, na expectativa inicial do paciente e no diagnóstico  do modelo de gesso que é uma réplica da situação inicial do paciente. Trabalhamos em cima dessa boca em gesso fazendo uma simulação do tratamento em cera que funciona de forma parecida com um projeto arquitetônico onde é simulado o sorriso inicial para aquele paciente.

A consulta inicial é considerada a limpeza da casa (quando necessário), onde os trabalhos inadequados são removidos, as cáries são limpas e são instalados dentes provisórios confeccionados de acordo com o enceramento inicial.

Após os provisórios começamos a trabalhar com a fundação da construção da boca que são as especialidades de apoio: canais necessários, tratamento periodontal, confecção de pinos metálicos nas raízes, enxertos ósseos (quando necessário), implantes nas regiões sem dentes ou nas regiões com indicação de extração de dentes.

Após a fundação do trabalho estar adequadamente saudável e estruturada, o paciente é moldado, fotografado, selecionada a cor dos dentes com iluminação adequada e todas essas informações são enviadas ao ceramista para que os dentes sejam criados de forma natural devolvendo a estética e a função mastigatória

Uma reabilitação pode ser feita da seguinte forma:

- Em cima dos seus próprios dentes

Na ausência deles podera ser feita com:

- Instalação de implantes

- Proteses parciais removiveis

- Protese total (dentadura)

- Com instalação de aparelho ortodôntico

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Principais Problemas Relacionados a saúde Gengival.

30 novembro, 2013 às 15:27  |  por Dr. Rogerio Agulham

O bom estado e conservação das gengivas determinam uma boa ou má saúde oral. Conheça quais são os principais problemas que podem estar relacionados com as suas gengivas e saiba como os detetar e tratar, para que a beleza do seu sorriso nunca fique comprometida.

O que é a doença gengival?

Uma doença gengival é uma inflamação das gengivas que pode progredir e afetar o osso que rodeia e que suporta os dentes. É causada pelas bactérias que habitam na cavidade bucal e que estão presentes na placa bacteriana, manifestando-se através da formação de uma película incolor aderente que se forma nos dentes. Esta película necessita de ser removida diariamente, através da escovação e da utilização do fio dental. Caso não o faça, a placa dentária pode acumular-se e as bactérias podem infetar as gengivas e os dentes e, eventualmente, o tecido gengival e o osso que sustêm os dentes. Assim que uma doença gengival é detetada, os dentes tornam-se muito frágeis e podem cair terem que ser removidos pelo dentista. Para que tal não aconteça, nunca comprometa a sua saúde oral e lave os seus dentes todos os dias.

As diferentes etapas de uma doença gengival

Uma doença gengival deve ser tratada o quanto antes para que esta não evolua para uma fase mais complexa e avançada. Existem três fases distintas de uma doença gengival. São elas:

Gengivite

Esta é a fase inicial da doença gengival e corresponde à inflamação das gengivas que é causada pela acumulação de placa bacteriana na linha gengival. Nesta fase inaugural, os estragos são reversíveis, desde que o osso e o tecido conjuntivo que mantêm os dentes no seu lugar, ainda não tiverem sido afetados. Basta escovar os dentes e utilizar corretamente o fio dental todos os dias para remover a placa bacteriana. Se não o fizer, são produzidas toxinas específicas que podem irritar o tecido gengival, causando a gengivite. Apesar de ser facilmente tratável, se esse tratamento não for feito atempadamente, a gengivite pode transformar-se numa periodontite que, ao contrário da gengivite, pode danificar os dentes, as suas raízes e nervos, levando mesmo à perda de dentes.

Periodontite

periodontite é uma forma de gengivite mais avançada onde as fibras e o osso de suporte que mantêm os dentes no lugar apresentam-se irreversivelmente danificados. Existem vários tipos de periodontite, como a crônica, agressiva, associada a doenças sistemicas e ulcerativa necrosante e, em todas elas, as gengivas começam a formar uma bolsa abaixo da linha gengival que retém alimentos e placa bacteriana. O tratamento dentário mais adequado e uma melhoria da saúde oral ajudam a prevenir este tipo de problemas no futuro.

Periodontite avançada

A periodontite avançada é a fase final da doença gengival e ocorre quando as fibras e o osso que suportam os dentes estão destruídos, o que pode causar a mobilidade dentária. Quem sofre de periodontite avançada pode ter a sua mordida afetada e também pode ter a necessidade de extrair dentes se não realizar um tratamento regular e agressivo. Este é o estado mais avançado de gengivite e em casos de extrema gravidade pode conduzir a uma cirurgia oral.

Como detetar os principais problemas das gengivas

A doença gengival pode ocorrer em qualquer idade, no entanto, é mais comum nos adultos. Se for detetada na sua primeira fase, isto é, como gengivite, ela é mais facilmente tratada que a periodontite ou periodontite avançada. Dessa forma, visite o seu dentista se verificar algum dos seguintes sintomas:

  • Gengivas avermelhadas, inchadas ou moles;
  • Gengivas que sangram com a escovação ou com o uso do fio dental;
  • Constatar que os dentes parecem maiores porque houve recessão gengival;
  • Gengivas que parecem estar afastadas dos seus dentes, criando uma espécie de bolsa;
  • Alterações no posicionamento dos dentes quando se dá uma mordida;
  • Líquido que sai de entre os dentes e gengivas;
  • Mau hálito constante e um mau sabor na boca.

Como tratar uma doença gengival

Para tratar corretamente uma doença gengival, deve cumprir com os aspetos seguintes:

Visitar regularmente o dentista: deve realizar um check-up dentário duas vezes ao ano de forma a vigiar a sua saúde oral. Ao fazê-lo conseguirá detetar eventuais problemas dentários com antecedência e isso poderá ser suficiente para que, por exemplo, uma gengivite não se transforme em periodontite.

Escovar e usar o fio dental diariamente: é obrigatória a escovação dos dentes pelo menos duas vezes por dia. Ao fazê-lo, deve utilizar sempre o fio dental para remover a placa bacteriana que possa estar contida nas áreas de difícil acesso, como por exemplo entre os dentes e debaixo da linha de gengiva. Uma boa saúde oral ajudá-lo-á a evitar a acumulação de placa bacteriana e a evitar o aparecimento de cáries e doenças gengivais.

Realizar uma destartarização eficaz: a destartarização possibilita remover a placa bacteriana que se acumulou acima e abaixo da linha gengival e se transformou em tártaro. Se a situação for mais grave, pode ser necessário efetuar um alisamento radicular. Os alisamentos radiculares ajudam a diminuir as irregularidades nas raízes dos dentes, tornando mais difícil a deposição de placa bacteriana.

 

Cremes Dentais Clareadores! Qual a sua eficácia?

24 novembro, 2013 às 19:27  |  por Dr. Rogerio Agulham

Quase todas as pastas de dentes que se dizem clareadoras ou branqueadoras não cumprem o que prometem. A conclusão é de um estudo realizado pela Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) com os sete produtos que têm mais representatividade no mercado nacional. Os resultados mostraram que apenas dois deles pode possuir algum efeito clareador nos dentes, porém a níveis muito pequenos.

O teste demonstrou que essas pastas são, em geral, mais abrasivas do que as comuns, o que pode gerar desgaste nos dentes. Todos os cremes dentais têm abrasivos, inclusive os infantis. Mas, nos branqueadores, eles estão em maior quantidade

É recomendado que mesmo os cremes dentais que realmente clareiam não sejam usados sempre nem por muito tempo. O ideal é utilizá-los por um mês.

O uso frequente de substâncias abrasivas torna o esmalte dental mais desgastado. Além do incômodo estético, o desgaste pode levar à exposição da dentina (camada interna do dente), o que pode gerar dor e hipersensibilidade

As pastas de dente geralmente não têm componentes realmente branqueadores, como peróxido de hidrogênio, usado em clareamentos supervisionados pelos dentistas -. O que ocorre é que, por serem mais abrasivas, essas pastas limpam a sujeira de fora do dente e, por isso, ele parece mais claro. Se o dente estiver sujo ou manchado, então, elas promovem um polimento. Mas isso é limpeza. Clareamento mesmo é quando uma ação química modifica a cor de dentro do dente.

Foi analisada a irritabilidade dos produtos, com um teste feito em uma mucosa construída a partir de células humanas com características semelhantes à mucosa da boca -método também padronizado pela American Dental Association.

Foi medida a quantidade de células que continuavam vivas 24 horas após o uso dos produtos. O aceitável, para essas pastas, eram alterações em, no máximo, 50%. Quanto mais células sobrevivessem, melhor.

O resultado mostrou que a maioria dos cremes dentais danifica de 40% a 50% das células. Esse tipo de produto é moderadamente citotóxico [tóxico às células]. Pode gerar mais problemas para quem já tem retração gengival.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma que cremes dentais clareadores são sujeitos a registro e que exige informações como composição e testes que mostrem eficácia e segurança.

Afirma, ainda, que as empresas sofrem inspeção na linha de produção e que os produtos ficam sujeitos às vigilâncias sanitárias estaduais e municipais após chegar ao mercado.

Por isso, consulte seu dentista em caso de dúvida, e lembre-se, não há milagres!